Prefeitura da PB é investigada por fazer manutenção em sucatas e abastecer veículos sem motor


Segundo a Polícia Civil e o Gaeco, houve desvio de cerca de R$ 1 milhão, além de fraudes envolvendo veículos oficiais da Prefeitura de Alhandra. Sucata de veículo oficial da Prefeitura de Alhandra que aparece com registros de manutenções recentes, segundo a polícia Divulgação/Polícia Civil A Prefeitura de Alhandra, na Grande João Pessoa, foi alvo de uma operação da Polícia Civil e do Ministério Público da Paraíba (MPPB) que apura desvio de recursos públicos e fraudes envolvendo o abastecimento e a manutenção de veículos oficiais no município. Quatro mandados de busca e apreensão foram cumpridos nesta quinta-feira (10). O g1 tentou falar com a assessoria de comunicação da Prefeitura de Alhandra, mas as ligações não foram atendidas. Uma equipe de reportagem da TV Cabo Branco também tentou falar com o secretário de Transportes do município, Clóvis Ferreira, mas ele se recusou a dar entrevistas. Segundo investigadores da Delegacia de Combate à Corrupção (Deccor) e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do MPPB (Gaeco/PB), os crimes estariam sendo realizados por um grupo instalado na prefeitura, entre os anos de 2021 e 2023. As buscas e apreensões aconteceram na sede da Secretaria de Transportes de Alhandra e em endereços ligados a: Clóvis Ferreira, secretário de Transportes de Alhandra; Luiz Lourenço, secretário adjunto de Transportes de Alhandra; e Kennery Ricardo, chefe do controle de abastecimento de Alhandra. Uma das sucatas, sem motor, que tem registros recentes de abastecimento por parte da prefeitura de Alhandra Divulgação/Polícia Civil Durante as investigações, foram detectados pagamentos referentes a manutenção de veículos, que não foram feitas uma vez que os veículos em questão eram sucatas sem uso pela prefeitura. Além disso, também foram registrados abastecimentos de combustíveis em veículos que não tinham motor ou que já haviam sido leiloados. Ainda de acordo com a polícia e com o MPPB, a investigação começou após denúncias de um vereador, que identificou os pagamentos irregulares no sistema Sagres do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE-PB). A suspeita é de que os desvios cheguem a R$ 1 milhão em prejuízo aos cofres públicos. “O objetivo desta operação é justamente reunir documentos que possam comprovar a irregularidade investigada já desde 2021. São três inquéritos instaurados e, com base no material apreendido, um novo inquérito relativo ao uso indevido do cartão de abastecimento deve ser aberto. A documentação vai passar por um trabalho de análise e após este trabalho vamos esperar o andamento a ser dado no curso dos inquéritos”, disse o delegado Rodolfo Santa Cruz, titular da Deccor. Vídeos mais assistidos da Paraíba
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