Tribos indígenas carnavalescas de João Pessoa viram patrimônio cultural imaterial da Paraíba


Lei foi proposta pela deputada estadual Estela Bezerra (PT). Tribos indígenas do Carnaval Tradição Jéssyca Marins/Arquivo Pessoal As tribos indígenas carnavalescas que participam do Carnaval Tradição de João Pessoa se tornaram Patrimônio Cultural Imaterial da Paraíba. A lei sancionada pelo governador João Azevêdo foi publicada na edição de sábado (19) do Diário Oficial do Estado. A lei foi proposta pela deputada estadual Estela Bezerra (PT). De acordo com texto da lei, “entendem-se por Patrimônio Cultural os bens de natureza material e imaterial, tomados individualmente ou em conjunto, portadores de referência à identidade, à ação, à memória dos diferentes grupos formadores da sociedade brasileira”. O Carnaval Tradição foi fundado em 1914 e desde os primórdios contou com os desfiles das tribos indígenas carnavalescas. São associações de bairros periféricos da capital paraibana que, durante o carnaval, dançam vestidos de indígenas, respeitando as etapas de uma dança dramática. De acordo com a pesquisadora Jessyca Marins, atualmente há nove tribos indígenas carnavalescas em atividade em João Pessoa. São elas: Tupinambás, Tupy Guarani, Guanabara, Xavantes, Tabajara, Papo Amarelo, Africanos, Pele Vermelha e Ubirajara – todas oriundas de bairros da periferia de João Pessoa. Os grupos são formados por 50 a 80 pessoas e, no desfile do Carnaval Tradição, realizam uma dança dramática, que gira em torno do chamado “ritual da matança”. A apresentação começa com grandes capacetes, que são os abre-alas. Semelhantes a cocares, os itens pesam em torno de 40 quilos e, na encenação, os responsáveis por transportá-los são os primeiros a morrerem. Após todos serem mortos, aparece o pajé que recita uma espécie de grito de guerra, e depois disso, os indígenas ressuscitam, finalizando o desfile com uma dança. Vídeos mais assistidos da Paraíba
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