PF cumpre 11 mandados na PB em operação que investiga fraude de R$ 15,6 mi na Saúde em Sergipe

A Polícia Federal cumpriu 11 mandados de busca e apreensão em três municípios da Paraíba, nesta quarta-feira (14), durante a Operação Dirus, que investiga suspeitas de fraude em contratos da área da Saúde em Nossa Senhora do Socorro, em Sergipe. As diligências ocorreram em Campina Grande, Serra Branca e Pedra Lavrada.
De acordo com a Polícia Federal, nove mandados foram cumpridos em Campina Grande, enquanto Serra Branca e Pedra Lavrada tiveram um mandado executado cada. A operação foi deflagrada simultaneamente em cinco estados: Sergipe, Paraíba, Rio de Janeiro, São Paulo e Ceará, totalizando 32 mandados de busca e apreensão.
A investigação apura possíveis irregularidades em contratos firmados entre 2020 e 2026 para a contratação de organizações sociais responsáveis pela administração de unidades de saúde no município sergipano. Entre as estruturas investigadas estão um hospital de campanha montado durante a pandemia de Covid-19, em 2020, e uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA).
Segundo a Polícia Federal, os investigadores identificaram indícios de direcionamento de chamamentos públicos e desvio de recursos públicos nos contratos. Também são apuradas suspeitas de superfaturamento e de subcontratação de serviços por empresas supostamente ligadas a pessoas próximas aos gestores das organizações sociais investigadas.
O prejuízo estimado aos cofres públicos é de R$ 15,6 milhões. A operação também prevê o bloqueio e o sequestro de bens e valores até esse limite, com o objetivo de assegurar recursos relacionados ao possível dano ao erário.
A investigação teve início após uma auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU) identificar suspeitas de superfaturamento e utilização irregular de dinheiro público. A operação é realizada em conjunto pela Polícia Federal, CGU e Ministério Público Federal (MPF).
Os investigados poderão responder, conforme a participação de cada um e os resultados das apurações, por crimes como organização criminosa, fraude em licitação, peculato, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.
PB Agora
