Tráfico, tortura e expulsão de moradores: operação mira ‘primeiras-damas’ do crime na Paraíba

Cerca de dez mulheres foram presas nesta sexta-feira (11), suspeitas de assumir a gestão de atividades criminosas após os maridos, apontados como integrantes de grupos criminosos, serem presos e encaminhados ao sistema penitenciário da Paraíba.

As prisões ocorreram durante a terceira fase da Operação Restinga, deflagrada pela Polícia Civil, que cumpre 33 mandados judiciais nos municípios de Bayeux e Santa Rita, na Região Metropolitana de João Pessoa.

Além das mulheres, três homens também foram presos durante a operação. Entre os alvos da ação, 15 pessoas já estavam recolhidas no sistema prisional e outras cinco eram consideradas foragidas pelas autoridades.

Segundo a investigação, as mulheres teriam passado a exercer funções que antes eram desempenhadas pelos companheiros, mantendo a atuação dos grupos criminosos mesmo após a prisão dos supostos líderes.

De acordo com a Polícia Civil, elas seriam utilizadas como uma espécie de “braço” externo dos maridos, recebendo orientações e dando continuidade às atividades criminosas a partir de fora dos presídios.

As investigações apontam ainda que os grupos envolvidos seriam suspeitos de praticar crimes como tráfico de drogas, homicídios e torturas. A polícia também investiga a participação dos integrantes em ações de expulsão de moradores durante disputas pelo controle territorial para exploração de atividades criminosas.

A terceira fase da Operação Restinga busca atingir diferentes integrantes e estruturas ligadas aos grupos investigados, incluindo pessoas que, mesmo já presas, continuariam exercendo influência sobre atividades criminosas por meio de contatos externos.

Com o cumprimento dos mandados, a Polícia Civil pretende desarticular a estrutura utilizada pelas organizações para manter as atividades mesmo após a prisão de seus principais integrantes.

PB Agora

Redação

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