Após um ano, ataque a vereador segue sem desfecho e entidade cobra respostas

Quase um ano após o ataque a tiros contra o carro do vereador Guga Moov Jampa, em João Pessoa, o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo da Paraíba (Sindipetro-PB) cobrou uma resposta pública sobre o andamento das investigações.

Em nota divulgada nesta segunda-feira (13), a entidade afirmou que, embora o sigilo possa ser necessário durante parte da apuração, a falta de informações oficiais alimenta especulações e compromete a credibilidade das instituições.

“O prolongado silêncio das autoridades levanta um questionamento inevitável: não é constrangedor para a Polícia Civil, o Ministério Público e o Tribunal de Justiça da Paraíba que um episódio envolvendo disparos contra um vereador da Capital continue sem uma explicação pública quase um ano depois?”, diz trecho da nota.

O Sindipetro também lembrou que, na época do atentado, surgiram especulações sobre um possível envolvimento de empresários do setor de combustíveis, em meio ao debate sobre a criação de uma CPI para investigar um suposto cartel de postos em João Pessoa.

Na ocasião, o vereador classificou o episódio como uma tentativa de homicídio, após o veículo em que estava ser atingido por disparos. O caso teve grande repercussão política, mas, até o momento, não houve divulgação de um desfecho da investigação.

Ao final da nota, o sindicato reforça o apelo para que os órgãos responsáveis esclareçam o caso e deem uma resposta à sociedade.

Confira na íntegra:

O SINDIPETRO-PB defende que a sociedade tem o direito de receber informações sobre o desfecho de um caso de evidente interesse público. Embora o sigilo possa encontrar amparo legal durante as investigações, o prolongado silêncio das autoridades acaba alimentando especulações e levantando um questionamento inevitável: não é constrangedor para a Polícia Civil, o Ministério Público e o Tribunal de Justiça da Paraíba que um episódio envolvendo disparos contra um vereador da Capital, em plena via pública, continue sem uma explicação pública quase um ano depois? A transparência, nesse caso, é indispensável para preservar a credibilidade das instituições e afastar dúvidas que persistem desde o ocorrido.

Vale lembrar que, à época, o próprio parlamentar e setores da imprensa chegaram a insinuar a participação de empresários do setor de combustíveis. A associação surgiu em razão da proposta de criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), na Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP), para investigar um suposto cartel no comércio varejista de combustíveis da Capital.

Na ocasião, o episódio foi tratado pelo próprio vereador como uma possível tentativa de homicídio. O veículo foi atingido por disparos, o caso ganhou grande repercussão política e provocou uma forte cobrança por uma investigação rigorosa, diante da gravidade dos fatos e do potencial impacto sobre a atividade parlamentar e a segurança pública.

Portanto, PRECISAMOS DE RESPOSTAS!

Redação

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