Defesa de suspeito investigado na Operação Perfidus manifesta preocupação com julgamentos prévios

O advogado criminalista Luiz Pereira anunciou nessa sexta-feira (05) que assumiu a defesa técnica do investigador de polícia Eduardo Jorge Ferreira, um dos alvos da Operação Perfidus, deflagrada para apurar supostos desvios praticados por agentes públicos.
Em nota oficial, Pereira informou que acompanhará o desenvolvimento das investigações e que todas as manifestações relacionadas à estratégia defensiva deverão partir exclusivamente da defesa constituída ou de pessoas expressamente autorizadas.
A defesa ressaltou que o processo ainda está em fase inicial e que não há qualquer condenação ou decisão definitiva sobre os fatos apurados. Segundo o advogado, o foco será garantir os direitos constitucionais do investigado, como a ampla defesa, o contraditório, o devido processo legal e a presunção de inocência.
O comunicado também expressa preocupação com a exposição pública do caso e com a formação antecipada de juízos de culpa antes da conclusão das investigações.
Neste domingo (06), o Fantástico apresenta detalhes da investigação que apura a atuação de policiais civis da Paraíba suspeitos de usar a estrutura do Estado para favorecer organizações criminosas. Áudios, vídeos e documentos obtidos durante a investigação devem ser veiculados.
Confira a nota na íntegra:
O advogado Luiz Pereira informa que assumiu a defesa técnica do investigado Eduardo Jorge Ferreira, investigador de polícia, no âmbito da Operação Perfidus.
Em razão disso, esclarece que toda e qualquer manifestação pública relacionada à defesa do investigado deverá ser considerada exclusivamente quando realizada por este patrono ou por pessoas expressamente autorizadas. Quaisquer declarações atribuídas à defesa por terceiros não autorizados não refletem a estratégia jurídica adotada nem possuem sua anuência.
A defesa acompanhará atentamente o desenrolar das investigações, colaborando com todos os esclarecimentos que se fizerem necessários para o pleno esclarecimento dos fatos.
Neste momento, é fundamental recordar que a investigação ainda se encontra em curso, inexistindo qualquer condenação ou juízo definitivo acerca das imputações apresentadas. A defesa espera que sejam rigorosamente observados os princípios constitucionais da ampla defesa, do contraditório, do devido processo legal e da presunção de inocência, especialmente após a conclusão da fase investigatória.
Também causa preocupação a antecipação de juízos de culpa por meio da exposição midiática do caso, circunstância incompatível com as garantias fundamentais asseguradas a todo cidadão e capaz de produzir danos irreparáveis à honra e à reputação dos investigados.
A defesa confia nas instituições, no regular funcionamento da Justiça e acredita que a verdade real dos fatos surgirá ao final das investigações, a partir da análise técnica, imparcial e completa de todas as provas produzidas.
João Pessoa, 05 de junho de 2026.
LUIZ PEREIRA
Advogado
