Chacina de Pioz completa quase 10 anos e processo contra paraibano segue na Justiça brasileira

O processo que investiga a possível participação do paraibano Marvin Henriques Correia no caso conhecido como Chacina de Pioz ganhou um novo desdobramento na Justiça brasileira, às vésperas de o crime completar dez anos.

Na última terça-feira (3), o Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou um recurso apresentado pela defesa de Marvin. Os advogados tentavam levar o caso ao Supremo Tribunal Federal (STF), mas o tribunal entendeu que o pedido exigiria uma nova análise de fatos e provas já avaliados por outras instâncias, o que não é competência do STF.

Com a decisão, o processo continua tramitando na Justiça brasileira. Em nota, a defesa afirmou que aguarda o retorno do caso à primeira instância e reiterou confiança na absolvição, sustentando que o acusado não tem responsabilidade jurídico-criminal no episódio.

Marvin chegou a ser preso em João Pessoa em outubro de 2016, apontado como possível incentivador do crime ocorrido na cidade de Pioz. Ele ficou detido por pouco mais de um mês e passou a responder ao processo em liberdade. Em 2021, a Justiça da Paraíba decidiu pela absolvição sumária, mas o Ministério Público da Paraíba recorreu e, em 2023, o Tribunal de Justiça da Paraíba determinou a reabertura do caso.

A chacina ocorreu em agosto de 2016 e vitimou o paraibano Marcos Campos Nogueira, a esposa Janaína Santos Américo e os dois filhos do casal. O autor dos assassinatos foi Patrick Nogueira, sobrinho de Marcos, que acabou condenado pela Justiça espanhola. Durante as investigações, mensagens trocadas entre Patrick e Marvin foram usadas pelo Ministério Público para sustentar a suspeita de incentivo ao crime.

CASO VIROU SÉRIE


O crime conhecido como a Chacina de Pioz, que matou quatro paraibanos na Espanha em 2016, virou série documental. “Não Conte a Ninguém” está disponível na HBO Max, com cinco episódios que recontam a história da família assassinada e os desdobramentos do caso, incluindo depoimentos exclusivos de envolvidos e investigados.

A produção foi originalmente espanhola e também está disponível para o público brasileiro.

PB Agora

Redação

Redação