{"id":9641,"date":"2023-02-04T07:04:38","date_gmt":"2023-02-04T10:04:38","guid":{"rendered":"https:\/\/g1.globo.com\/pb\/paraiba\/noticia\/2023\/02\/04\/paraiba-teve-7-mulheres-assassinadas-por-mes-em-2022.ghtml"},"modified":"2023-02-04T07:04:38","modified_gmt":"2023-02-04T10:04:38","slug":"paraiba-teve-7-mulheres-assassinadas-por-mes-em-2022","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sindaopcpb.org.br\/index.php\/2023\/02\/04\/paraiba-teve-7-mulheres-assassinadas-por-mes-em-2022\/","title":{"rendered":"Para\u00edba teve 7 mulheres assassinadas por m\u00eas em 2022"},"content":{"rendered":"   <img src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/bEl0YP-9Wj0Ju11IWwxFUVRRQYU=\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2019\/03\/07\/selo_feminicidio_1_002.png\" \/><br \/>   De janeiro a dezembro de 2022, 85 mulheres foram v\u00edtimas de crimes letais intencionais em toda Para\u00edba. Do total, 24 casos est\u00e3o sendo investigados como feminic\u00eddios. Monitor da viol\u00eancia - feminic\u00eddio\nEditoria de Arte\/G1\nUm total de 85 mulheres foram mortas, v\u00edtimas de crimes letais intencionais, na Para\u00edba de janeiro a dezembro do ano passado. Deste total, 24 casos est\u00e3o sendo investigados como feminic\u00eddio \u2014 28% dos assassinatos de mulheres no estado. Em m\u00e9dia, sete mulheres foram mortas por m\u00eas em 2022, conforme dados da Secretaria de Estado de Seguran\u00e7a e Defesa Social solicitados pelo g1.\nOs dados tamb\u00e9m mostram que 55 casos de mulheres v\u00edtimas de crimes dolosos. Al\u00e9m disso, cinco mulheres morreram por latroc\u00ednio, quando acontece o roubo seguido de morte, e outra por les\u00e3o corporal seguida de morte.\nDe acordo com o N\u00facleo de An\u00e1lise Criminal e Estat\u00edstica, em rela\u00e7\u00e3o a todo o ano de 2021, 83 mulheres foram mortas v\u00edtimas de crimes letais intencionais, ou seja, o n\u00famero de casos aumentou cerca de 2,4% em 2022. \nEm rela\u00e7\u00e3o ao assassinato de mulheres na Para\u00edba, o m\u00eas mais violento de 2022 foi o de abril, quando 16 mulheres foram mortas.\nCasos de feminic\u00eddios aumentam em 2022\nO g1 acompanha os n\u00fameros de feminic\u00eddios, m\u00eas a m\u00eas, desde 2019. Ap\u00f3s a libera\u00e7\u00e3o dos dados mensalmente, as investiga\u00e7\u00f5es seguem. Portanto, no balan\u00e7o anual, alguns casos que antes estavam sendo investigados como feminic\u00eddios podem ganhar outra linha investigativa.\nConforme a lei n\u00ba 13.104 data o dia 9 de mar\u00e7o de 2015, assinada pela ent\u00e3o presidenta Dilma Rousseff, feminic\u00eddio \u00e9 o assassinato de uma mulher cometido devido ao fato de ela ser mulher ou em decorr\u00eancia de viol\u00eancia dom\u00e9stica. \nFoi inserido no C\u00f3digo Penal como uma qualifica\u00e7\u00e3o do crime de homic\u00eddio e \u00e9 considerado crime hediondo, sendo entendido como um crime contra a mulher por raz\u00f5es da condi\u00e7\u00e3o do sexo feminino.\nEm 2022, uma m\u00e9dia de duas mulheres foram mortas por m\u00eas, totalizando 24 feminic\u00eddios na Para\u00edba. Nesta tipifica\u00e7\u00e3o, abril tamb\u00e9m se mostrou o m\u00eas mais violento, com seis casos registrados. \nFuturo interrompido\nUm dos casos que marcou 2022 foi a morte da estudante de medicina Mariana Thomaz, de 25 anos. Ela foi encontrada com sinais de estrangulamento em um apartamento, na orla do Cabo Branco, em Jo\u00e3o Pessoa. \nMariana morava h\u00e1 tr\u00eas anos na capital paraibana, onde estudava medicina. \nO acusado de matar e estuprar a jovem, o empres\u00e1rio Johannes Dudeck,  j\u00e1 tinha outras tr\u00eas acusa\u00e7\u00f5es pela Lei Maria da Penha por agredir tr\u00eas mulheres diferentes. Eles estavam se relacionando h\u00e1 apenas um m\u00eas quando Mariana foi morta.\nDudeck vai a j\u00fari popular, mas a data ainda n\u00e3o foi divulgada.\nMariana Thomaz foi morta por esganadura por Johannes Dudeck, que j\u00e1 tinha tr\u00eas processos abertos com base na Lei Maria da Penha\nReprodu\u00e7\u00e3o\/Redes sociais\nAssassino de Mariana acumulava processos de viol\u00eancia contra a mulher\nDudeck j\u00e1 tinha processos por viol\u00eancia dom\u00e9stica e estelionato envolvendo sua empresa, al\u00e9m de uma investiga\u00e7\u00e3o em andamento por um suposto golpe milion\u00e1rio. Eram tr\u00eas acusa\u00e7\u00f5es somente pela Lei Maria da Penha, contra tr\u00eas v\u00edtimas diferentes.\nO primeiro caso p\u00fablico \u00e9 relativo aos crimes de amea\u00e7a e les\u00e3o corporal, contra duas mulheres e um homem, que aconteceram em janeiro de 2020. \nAs v\u00edtimas contaram \u00e0 pol\u00edcia que Johannes teria invadido a cl\u00ednica de uma das v\u00edtimas agredido uma funcion\u00e1ria do local e o homem, e amea\u00e7ado a companheira dele. Segundo as v\u00edtimas, isso se deu ap\u00f3s a mulher amea\u00e7ada e o homem agredido terem cobrado do empres\u00e1rio o cumprimento de uma presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os de porcelanato na resid\u00eancia do casal.\nJohannes Dudeck, acusado de matar a estudante de medicina Mariana Thomaz, em Jo\u00e3o Pessoa\nReprodu\u00e7\u00e3o\/TV Cabo Branco\nEm setembro de 2020, Johannes foi preso por descumprimento de medida protetiva e ind\u00edcios graves de viol\u00eancia dom\u00e9stica. A mulher com quem ele se relacionava j\u00e1 tinha feito den\u00fancias contra o empres\u00e1rio e tinha uma medida protetiva que exigia que ele se mantivesse numa dist\u00e2ncia segura.\nAp\u00f3s agress\u00f5es, amea\u00e7as e insatisfeito com o fim do relacionamento, ele chegou a enviar uma encomenda para casa da v\u00edtima com uma pr\u00f3tese de borracha que replica os moldes de um p\u00eanis, junto a um bilhete com o nome da mulher. \nAinda constam na sua ficha dois casos de viol\u00eancia dom\u00e9stica, um em 2013 (arquivado em 2017) e um de 2017 (arquivado em 2018). Ambos est\u00e3o em segredo de Justi\u00e7a.\nLei Mariana Thomaz\nDepois da repercuss\u00e3o da morte de Mariana, a Assembleia Legislativa da Para\u00edba (ALPB) aprovou na um projeto de lei que facilita a divulga\u00e7\u00e3o, por parte das institui\u00e7\u00f5es de assist\u00eancia e prote\u00e7\u00e3o \u00e0 mulher, dos locais onde podem ser consultados os antecedentes criminais de terceiros. \nAssembleia Legislativa da Para\u00edba\nALPB \/ Divulga\u00e7\u00e3o\nA lei estabelece que as institui\u00e7\u00f5es estaduais direcionadas \u00e0 assist\u00eancia e acompanhamento \u00e0s mulheres devem promover, em seus espa\u00e7os e materiais pr\u00f3prios, a divulga\u00e7\u00e3o dos sites e demais locais de consulta sobre os antecedentes criminais de terceiros.\nComo denunciar viol\u00eancia contra a mulher\nDen\u00fancias de estupros, tentativas de feminic\u00eddios, feminic\u00eddios e outros tipos de viol\u00eancia contra a mulher podem ser feitas por meio de tr\u00eas telefones:\n197 (Disque Den\u00fancia da Pol\u00edcia Civil)\n180 (Central de Atendimento \u00e0 Mulher)\n190 (Disque Den\u00fancia da Pol\u00edcia Militar - em casos de emerg\u00eancia)\nAl\u00e9m disso, na Para\u00edba o aplicativo SOS Mulher PB est\u00e1 dispon\u00edvel para celulares com sistemas operacionais Android e IOS e tem diversos recursos, como a den\u00fancia via telefone pelo 180, por formul\u00e1rio e e-mail.\nAs informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o enviadas diretamente para o Minist\u00e9rio da Mulher, Fam\u00edlia e Direitos Humanos, que fica encarregado de providenciar as investiga\u00e7\u00f5es.\nV\u00eddeos mais assistidos do g1 Para\u00edba ","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>      De janeiro a dezembro de 2022, 85 mulheres foram v\u00edtimas de crimes letais intencionais em toda Para\u00edba. 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