{"id":9384,"date":"2023-01-28T15:44:09","date_gmt":"2023-01-28T18:44:09","guid":{"rendered":"https:\/\/g1.globo.com\/pb\/paraiba\/noticia\/2023\/01\/28\/dor-saudades-alegria-a-historia-de-um-transplante-na-paraiba-que-une-duas-familias-que-nao-se-conhecem.ghtml"},"modified":"2023-01-28T15:44:09","modified_gmt":"2023-01-28T18:44:09","slug":"dor-saudades-alegria-a-historia-de-um-transplante-na-paraiba-que-une-duas-familias-que-nao-se-conhecem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sindaopcpb.org.br\/index.php\/2023\/01\/28\/dor-saudades-alegria-a-historia-de-um-transplante-na-paraiba-que-une-duas-familias-que-nao-se-conhecem\/","title":{"rendered":"Dor, saudades, alegria: a hist\u00f3ria de um transplante na Para\u00edba que une duas fam\u00edlias que n\u00e3o se conhecem"},"content":{"rendered":"   <img src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/cJHifOngcifIz8kD-6T9ZMiwinM=\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2023\/Y\/3\/AsLTWpRmKckQ5X1b2Yzw\/coracao-isa.jpeg\" \/><br \/>   De um lado, uma m\u00e3e muito pobre que decidiu pela doa\u00e7\u00e3o de \u00f3rg\u00e3o da pessoa que tanto amava. Do outro, um homem de 60 anos que reaprendeu a viver. Ambos contam as suas respectivas hist\u00f3rias dez meses depois do transplante. Cora\u00e7\u00e3o de Isa que foi colocado em Willis no dia 26 de mar\u00e7o de 2022\nPBSa\u00fade\/Divulga\u00e7\u00e3o\nWillis Pereira Evangelista tem 62 anos e, \u00e0 primeira vista, leva uma vida absolutamente normal. Mant\u00e9m um cotidiano regrado, um estilo de vida para l\u00e1 de saud\u00e1vel, um jeito feliz e agradecido de falar sobre a sua pr\u00f3pria exist\u00eancia. Mora atualmente na praia de Jacum\u00e3, em Conde. Acorda cedo, caminha bastante vendendo doces para moradores e turistas da regi\u00e3o, orgulha-se de um \u201ccard\u00e1pio\u201d que tem 32 sabores diferentes de seus produtos. \nOutro orgulho \u00e9 o fato de \u201cfazer tudo\u201d hoje em dia. \u201cTudo mesmo\u201d, ele enfatiza, e cita a\u00e7\u00f5es aparentemente simpl\u00f3rias como dirigir, tomar banho sozinho, comer de tudo, conversar demoradamente sem se cansar. Seria uma hist\u00f3ria repleta de obviedades se n\u00e3o fosse o detalhe de que apenas nove meses atr\u00e1s ele tinha pouqu\u00edssimas chances de sobreviver a um transplante do cora\u00e7\u00e3o.\n\u201cEu vivi um milagre em minha vida\u201d, resume Willis.\nNa \u00e9poca do transplante, a prop\u00f3sito, realizado em 26 de mar\u00e7o de 2022, o nome dele ganhou os portais de not\u00edcia e o notici\u00e1rio televisivo paraibano. N\u00e3o era um transplante qualquer, afinal, mas o primeiro de cora\u00e7\u00e3o a ser realizado em um hospital p\u00fablico da Para\u00edba e totalmente financiado pelo Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS). E, como toda hist\u00f3ria sobre transplantes, essa tem dois lados, duas hist\u00f3rias, duas fam\u00edlias aleat\u00f3rias que mesmo sem se conhecerem foram unidas de alguma forma pelo acaso, por um gesto de solidariedade, por uma compatibilidade que mais parece uma loteria.\nNesse caso, o outro lado \u00e9 protagonizado por Isa e por sua m\u00e3e Gorete Fernandes. Isa morreu num acidente de moto dois dias antes do transplante, no munic\u00edpio de S\u00e3o Bento, Sert\u00e3o da Para\u00edba, e foi Gorete quem se mobilizou para prestar o seu \u00faltimo desejo.\n\"Costumava dizer assim: 'se um dia acontecer alguma coisa comigo, tudo o que for meu e ainda prestar \u00e9 para doar'. Ent\u00e3o autorizamos a doa\u00e7\u00e3o de \u00f3rg\u00e3os\", explica a m\u00e3e.\nDez meses depois do acidente, do transplante, da mudan\u00e7a definitiva nas hist\u00f3rias de duas vidas e de duas fam\u00edlias, o g1 foi atr\u00e1s dos personagens de todo aquele epis\u00f3dio para saber como foi a primeira virada do ano dessas pessoas que nem mesmo se conhecem ainda. Apesar de deixarem claro que querem fazer isso um dia.\nHospital Metropolitano Dom Jos\u00e9 Maria Pires, em Santa Rita, recebeu o primeiro transplante de cora\u00e7\u00e3o em um hospital p\u00fablico da Para\u00edba e financiado totalmente pelo SUS\nDivulga\u00e7\u00e3o\/Secom-PB\nO acidente, a dor, a batida do cora\u00e7\u00e3o\nIsa tinha 20 anos. Pelas fotos, por alguns relatos, pelo nome que adotou como seu, era possivelmente uma mulher trans. Mas a m\u00e3e Gorete, ao falar com saudade, dor, choro, desespero at\u00e9, se refere sempre ao \u201cfilho\u201d, no masculino. O g1 optou por usar o nome social de Isa, mas respeitando em suas falas a forma como Gorete se refere a quem demonstra tanto amor.\n\u201cEu sinto muita saudade dele. Era a alegria da casa no fim de ano. Foi um peda\u00e7o de mim que se foi e que n\u00e3o sai um dia sequer de meu pensamento. Comecei a tomar rem\u00e9dios para aguentar a dor de ter perdido o meu filho\u201d, desabafa.\nIsa morava em S\u00e3o Bento quando morreu: seus \u00f3rg\u00e3os foram doados\nGorete Fernandes\/Arquivo Pessoal\nGorete viveu e criou os oito filhos em Cajazeiras. Alguns meses antes do acidente, Isa se mudou a trabalho para S\u00e3o Bento. Depois, levou a m\u00e3e para o mesmo munic\u00edpio. Passaram a morar na mesma casa. \u201cFui atr\u00e1s dele para ficar perto. Era como se fosse uma despedida\u201d, destaca Gorete. \nO acidente aconteceu na madrugada de 24 de mar\u00e7o. Isa estava bebendo na pra\u00e7a da cidade com uma tia e alguns amigos quando resolveu abastecer a moto em que estava. Era para ser um percurso curto e para, em pouco tempo, estar de volta \u00e0 pra\u00e7a. Numa curva no caminho para o posto de combust\u00edvel, contudo, perdeu o controle. Bateu. Feriu-se. Isa ainda teve for\u00e7as para chamar o Servi\u00e7o de Atendimento M\u00f3vel de Urg\u00eancia (Samu), mas chegou ao hospital em situa\u00e7\u00e3o grave.\nA m\u00e3e foi avisada do acidente. Pouco tempo depois, estava tamb\u00e9m ela no hospital. Isa ainda estava consciente quando a m\u00e3e encostou o ouvido em seu peito. Estavam dentro de uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) na unidade hospitalar de S\u00e3o Bento quando uma \u00faltima cena ficou marcada na mem\u00f3ria de Gorete:\n\u201cCheguei l\u00e1. Ele me abra\u00e7ou e apertou minha m\u00e3o. Encostei a minha cabe\u00e7a no peito dele e escutei o cora\u00e7\u00e3o de meu filho. Foi a \u00faltima vez que vi o cora\u00e7\u00e3ozinho dele bater. E veio uma voz em minha mente... 'tem que ser doado'. \u00c9 um alento. Sei que meu filho se foi, mas por uma parte ele salvou vidas\u201d, comenta Gorete emocionada.\nGorete \u00e9 uma mulher muito pobre, sem emprego fixo, educa\u00e7\u00e3o formal deficit\u00e1ria, que cuidou dos filhos na base de faxinas e bicos eventuais. Tem 45 anos. Admite que nem sempre consegue o dinheiro suficiente para ter o que comer. \u201cA vida e dif\u00edcil, mas a gente vai vivendo\u201d, resume.\nGorete Fernandes, m\u00e3e de Isa\nGorete Fernandes\/Arquivo Pessoal\nCom a morte de Isa, a situa\u00e7\u00e3o ficou ainda mais dolorosa. Mas Gorete diz que se apega ao que pode. Por exemplo, gosta de dizer sempre que continua tendo oito filhos. E a explica\u00e7\u00e3o \u00e9 simples: \n\u201cPara mim ainda s\u00e3o oito filhos, porque o cora\u00e7\u00e3o dele bate e ainda est\u00e1 na terra. Ficou um pedacinho dele que ainda vive\", prossegue Gorete.\nTudo isso, para ela, lhe traz sentimentos mistos de alegria e tristeza. De forma que, desde ent\u00e3o, o seu sonho \u00e9 apenas um. Conhecer a pessoa que recebeu o cora\u00e7\u00e3o de Isa, poder colocar seu ouvido no peito dela, repetir o gesto derradeiro que fez ainda na UTI em S\u00e3o Bento. \u201c\u00c9 um sonho muito grande que eu tenho. Uma \u00faltima vez, escutar o cora\u00e7\u00e3ozinho dele bater novamente\u201d.\nO telefonema, a cirurgia, a batida do cora\u00e7\u00e3o\nAlgumas horas depois do acidente que vitimou Isa, quando a v\u00edtima j\u00e1 havia sido transferida e estava no Hospital de Trauma de Campina Grande sob os cuidados da equipe da Central de Transplantes da Para\u00edba, o telefone de Willis Pereira tocou. Ele estava numa igreja, em meio a ora\u00e7\u00f5es, mas n\u00e3o titubeou em atender imediamente. \u201cEra para eu ir ao Hospital Metropolitano porque havia um cora\u00e7\u00e3o compat\u00edvel ao meu. Eu n\u00e3o era o primeiro da fila, mas o cora\u00e7\u00e3o n\u00e3o era compat\u00edvel com quem estava na minha frente\u201d, comenta euf\u00f3rico.\nReligioso, Willis credita muito do que reconquistou a Deus. Mas n\u00e3o se omite em elogiar os profissionais de sa\u00fade que cuidaram do caso dele e tamb\u00e9m em exaltar o SUS, que ele chama de \u201cum dos sistemas mais importantes do mundo\u201d.\nWillis diz que vive uma nova vida depois do transplante\nWillis Pereira\/Arquivo Pessoal\nO caso dele \u00e9 mesmo at\u00edpico. Paraibano, ele morou ao lado da esposa, Sueli Pereira, por 38 anos em S\u00e3o Paulo. Nos \u00faltimos anos de sua estadia na capital paulista, contudo, foi acometido por uma doen\u00e7a que afetou o seu cora\u00e7\u00e3o. Tentou atendimento, mas n\u00e3o conseguiu de forma adequada. Precisava implantar um Cardioversor Desfribilador Implant\u00e1vel (CDI), mas tamb\u00e9m n\u00e3o conseguia marcar a cirurgia.\nA situa\u00e7\u00e3o, contudo, s\u00f3 se agravava. E, em certo momento de 2018, ele chegou a ficar seis meses internado num hospital paulista sem conseguir resolver seu problema. Foi ali que resolveu voltar para a sua terra e se fixar em Jacum\u00e3.\n\u201cAssim que fui autorizado pelos m\u00e9dicos a viajar, voltei para a Para\u00edba. Mas, na \u00e9poca, meu cora\u00e7\u00e3o j\u00e1 estava muito debilitado\u201d, relembra Willis.\nA situa\u00e7\u00e3o era t\u00e3o cr\u00edtica que ele chegou a sofrer um infarto na porta do Complexo Hospitalar Tarc\u00edsio Burity, popularmente conhecido por Trauminha de Mangabeira, quando buscava atendimento. Foi reanimado e depois de estabilizado encaminhado para o Metropolitano, que \u00e9 refer\u00eancia em cardiologia. Foi quando passou a ser paciente da m\u00e9dica Tauane Fras\u00e3o e Silva. \u201cUm anjo na minha vida\u201d, resume.\nCinco meses depois, ele j\u00e1 conseguia implantar o CDI, que lhe dava uma sobrevida, mas seu caso s\u00f3 era solucion\u00e1vel mesmo com um transplante. \u201cEu n\u00e3o bebia, n\u00e3o fumava, praticava esportes, tinha uma vida saud\u00e1vel. Mas uma bact\u00e9ria se alojou em meu cora\u00e7\u00e3o e o pior aconteceu\u201d, revela.\nWillis diz que passou por momentos duros ao longo dos quatro anos de espera e de degrada\u00e7\u00e3o quase total de sua condi\u00e7\u00e3o de sa\u00fade. Pouco antes da cirurgia, j\u00e1 n\u00e3o conseguia tomar banho sozinho, n\u00e3o podia falar muito porque cansava com rapidez, n\u00e3o conseguia mais andar. Tinha tonturas e enj\u00f4os fortes. \u201cTudo ficou suspenso\u201d, conta. E, sem ter como trabalhar, precisou recorrer a ajuda de amigos, que passaram a comprar rem\u00e9dios e mantimentos para ele e a esposa.\nAt\u00e9 que, recebeu o telefonema. Willis se internou no dia 25 de mar\u00e7o e no dia 26 se submeteu ao transplante, que durou seis horas. \n\u201cFoi o dia mais feliz da minha vida\u201d, enfatiza.\nTransplante de Willis Pereira durou seis horas e foi considerado um sucesso\nPBSa\u00fade\/Divulga\u00e7\u00e3o\nAinda assim, a recupera\u00e7\u00e3o \u00e9 lenta e, a rigor, ainda est\u00e1 em curso. Foi uma semana na UTI e 24 dias na enfermaria do hospital at\u00e9 a alta. Depois disso, interna\u00e7\u00f5es mensais de alguns dias para avaliar a situa\u00e7\u00e3o e a evolu\u00e7\u00e3o de seu quadro cl\u00ednico. Ao todo, j\u00e1 foram sete, sempre com boas not\u00edcias. Al\u00e9m disso, todo um trabalho para evitar rejei\u00e7\u00f5es. O receptor do \u00f3rg\u00e3o explica que nos primeiros meses depois da cirurgia precisava tomar um total de 23 comprimidos por dia. Agora s\u00e3o 19. At\u00e9 o fim de 2023, esse n\u00famero deve cair para tr\u00eas ou quatro.\nMas, n\u00e3o importa. Vale qualquer esfor\u00e7o. Ele comenta que os rem\u00e9dios s\u00e3o disponibilizados gratuitamente pelo SUS e que o importante mesmo \u00e9 a qualidade de vida:\n \u201c\u00c9 como se eu tivesse 40 anos de idade de novo. Sem contar que todos os dias eu melhoro um pouco mais. E assim voltei a viver, a trabalhar, a me alegrar\u201d, comemora Willis.\nEle classifica a doa\u00e7\u00e3o de \u00f3rg\u00e3os como \u201cum ato de amor ao pr\u00f3ximo\u201d e que tamb\u00e9m ele quer conhecer a fam\u00edlia do doador. \u201cFoi muita felicidade poder romper o ano com toda for\u00e7a, energia, alegria. Eu me sinto bem realizado com esta nova vida\u201d, prossegue.\nPor fim, \u00e9 Sueli quem d\u00e1 o recado. \u201cEsse pessoal faz parte da nossa fam\u00edlia, mesmo sem conhecermos. Essa fam\u00edlia trouxe vida para Willis atrav\u00e9s de um filho. \u00c9 muito forte, isso. \u00c9 um cora\u00e7\u00e3o que segue batendo nele\u201d, finaliza.\nNo fim das contas, s\u00e3o duas realidades distintas, duas fam\u00edlias que n\u00e3o se conhecem e hoje moram separadas por 485km de dist\u00e2ncia (j\u00e1 que Willis segue em Jacum\u00e3 e Gorete voltou para Cajazeiras), duas hist\u00f3rias que talvez jamais se cruzariam se n\u00e3o fosse o acaso de ambas passarem a valorizar a batida saud\u00e1vel e compassada de um mesmo cora\u00e7\u00e3o.\nWillis e Sueli vivem atualmente em Jacum\u00e3\nWillis Pereira\/Arquivo Pessoal\nV\u00eddeos mais assistidos da Para\u00edba ","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>      De um lado, uma m\u00e3e muito pobre que decidiu pela doa\u00e7\u00e3o de \u00f3rg\u00e3o da pessoa que tanto amava. Do outro, um homem de 60 anos que reaprendeu a viver. Ambos contam as suas respectivas hist\u00f3rias dez meses depois do transplante. 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