{"id":9354,"date":"2023-01-27T15:01:32","date_gmt":"2023-01-27T18:01:32","guid":{"rendered":"https:\/\/g1.globo.com\/pb\/paraiba\/noticia\/2023\/01\/27\/paraiba-e-quarto-estado-do-nordeste-com-maior-numero-de-assassinatos-de-pessoas-trans.ghtml"},"modified":"2023-01-27T15:01:32","modified_gmt":"2023-01-27T18:01:32","slug":"paraiba-e-quarto-estado-do-nordeste-com-maior-numero-de-assassinatos-de-pessoas-trans","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sindaopcpb.org.br\/index.php\/2023\/01\/27\/paraiba-e-quarto-estado-do-nordeste-com-maior-numero-de-assassinatos-de-pessoas-trans\/","title":{"rendered":"Para\u00edba \u00e9 quarto estado do Nordeste com maior n\u00famero de assassinatos de pessoas trans"},"content":{"rendered":"   <img src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/HOvGVHbt0GysBjRQ7vtjdnYo7xk=\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2019\/9\/V\/5SHKAmTiWzRg7Kmdgiog\/2018-11-14t195017z-1-lynxnpeead1uz-rtroptp-4-usa-lgbt.jpg\" \/><br \/>   No pa\u00eds, Nordeste registra maior concentra\u00e7\u00e3o de assassinatos. De acordo com os dados, no pa\u00eds, o estado ocupa o 10\u00ba lugar nesse ranking. Uma pessoa segura bandeira do movimento trans\nBrendan McDermid\/Reuters\/Arquivo\nRelat\u00f3rio da Antra aponta que mesmo com dados alarmantes, eles n\u00e3o refletem exatamente a realidade sobre os assassinatos \nReprodu\u00e7\u00e3o\/Pexels\nA Para\u00edba \u00e9 o quarto estado do Nordeste com maior n\u00famero de assassinatos de pessoas trans entre os anos de 2017 e 2022. Os n\u00fameros s\u00e3o apontados pelo Dossi\u00ea Assassinatos e Viol\u00eancias contra Travestis e Transexuais Brasileiras, da Associa\u00e7\u00e3o Nacional de Travestis e Transexuais (Antra). De acordo com os dados, no pa\u00eds, o estado ocupa o 10\u00ba lugar nesse ranking, com 31 assassinatos no per\u00edodo dos seis anos analisados, mesmo n\u00famero dos estados do Amazonas e Mato Grosso.\nEm 2022, foram registrados 4 assassinatos na Para\u00edba; em 2021, 2 assassinatos; em 2020, 5; em 2019, tamb\u00e9m 5; em 2018, 5; e em 2017, 10 assassinatos.\nO estado de S\u00e3o Paulo com 116 casos, aparece na 1\u00aa posi\u00e7\u00e3o do ranking. Em 2\u00ba, registra-se o Cear\u00e1, com 84 casos; Bahia em 3\u00ba, com 79 assassinatos; Minas Gerais com 69, em 4\u00ba; Rio de Janeiro com 67, na 5\u00aa posi\u00e7\u00e3o; Pernambuco em 6\u00ba , com 59 casos; Paran\u00e1 em 7\u00ba, com 42; Par\u00e1 em 8\u00ba, com 37 assassinatos; e Goi\u00e1s em 9\u00ba, com 33.\nOutros dados que chamam a aten\u00e7\u00e3o no dossi\u00ea \u00e9 que a maior concentra\u00e7\u00e3o dos assassinatos \u00e9 na regi\u00e3o Nordeste, com 52 assassinatos, e que o Brasil \u00e9 o pa\u00eds com mais mortes de pessoas trans e travestis no mundo pelo 14\u00ba ano consecutivo, seguido pelo M\u00e9xico e Estados Unidos, em segundo e terceiros lugares, respectivamente.\nMesmo com n\u00fameros alarmantes, o dossi\u00ea, no entanto, alerta que \"os dados n\u00e3o refletem exatamente a realidade sobre os assassinatos e\/ou a viol\u00eancia contra pessoas trans devido as pr\u00f3prias limita\u00e7\u00f5es dessa pesquisa na busca dos dados, sobretudo pela inexist\u00eancia de informa\u00e7\u00f5es governamentais sobre viol\u00eancia LGBTIf\u00f3bica, onde os estados e o governo federal insistem em uma pol\u00edtica de manuten\u00e7\u00e3o da subnotifica\u00e7\u00e3o sist\u00eamica para negar a viol\u00eancia espec\u00edfica contra essa popula\u00e7\u00e3o\".\nDe acordo com Dehell F\u00e9lix, presidente da Associa\u00e7\u00e3o LGBT+ Iguais, a viol\u00eancia contra as pessoas trans passa, principalmente, por uma quest\u00e3o de cultura. \"N\u00f3s ainda temos instalados o coronelismo na Para\u00edba. Mesmo a gente tendo mecanismos, pol\u00edticas p\u00fablicas ativadas, n\u00f3s vivemos e um estado lgbtf\u00f3bico, em que as fam\u00edlias tradicionais acham que n\u00f3s somos uma ame\u00e7a para eles e, por isso, como toda amea\u00e7a precisa ser combatida, come\u00e7a o discurso de \u00f3dio. Mas s\u00e3o pessoas como qualquer outras que precisam ter seus direitos respeitados, sobretudo \u00e0 sa\u00fade, \u00e0 educa\u00e7\u00e3o e ao mercado de trabalho\", disse.\nJ\u00e1 segundo a secret\u00e1ria de estado da Mulher e da Diversidade Humana, L\u00eddia Moura, a Para\u00edba tem feito um trabalho sistem\u00e1tico de implanta\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas para mudar essa dura realidade. \"N\u00f3s temos trabalhado atrav\u00e9s de uma rede de atendimento que inclui diversas ferramentas para atender essa popula\u00e7\u00e3o, incluindo programas que buscam evitar a viol\u00eancia n\u00e3o s\u00f3 com medidas preventivas, mas tamb\u00e9m por meio de delegacias especializadas em crimes LGBTs\", disse.\nSegundo a secret\u00e1ria, at\u00e9 o final do primeiro semestre ser\u00e1 entregue tamb\u00e9m um plano de atendimento com a\u00e7\u00f5es para os pr\u00f3ximos 10 anos que incluem obriga\u00e7\u00f5es em todos os \u00f3rg\u00e3os governamentais, para que o acolhimento dessa popula\u00e7\u00e3o seja feito, inclusive, dentro da pr\u00f3pria estrutura do governo.\nV\u00eddeos mais assistidos da Para\u00edba ","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>      No pa\u00eds, Nordeste registra maior concentra\u00e7\u00e3o de assassinatos. 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