{"id":8788,"date":"2023-01-12T13:37:24","date_gmt":"2023-01-12T16:37:24","guid":{"rendered":"https:\/\/g1.globo.com\/pb\/paraiba\/noticia\/2023\/01\/12\/paraiba-registra-1o-nascimento-de-um-peixe-boi-marinho-proveniente-de-uma-femea-reintroduzida.ghtml"},"modified":"2023-01-12T13:37:24","modified_gmt":"2023-01-12T16:37:24","slug":"paraiba-registra-1o-nascimento-de-um-peixe-boi-marinho-proveniente-de-femea-reintroduzida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sindaopcpb.org.br\/index.php\/2023\/01\/12\/paraiba-registra-1o-nascimento-de-um-peixe-boi-marinho-proveniente-de-femea-reintroduzida\/","title":{"rendered":"Para\u00edba registra 1\u00ba nascimento de um peixe-boi-marinho proveniente de f\u00eamea reintroduzida"},"content":{"rendered":"   <img src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/UAjWG5BX_4PuFAbh7KNU2nUalT4=\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2023\/D\/F\/mjsPruQkuLyg161ymG4A\/mel-e-seu-filhote-3.jpeg\" \/><br \/>   Ainda n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel precisar a data exata do nascimento do filhote. Entretanto, pesquisadores avistaram Mel e o novo peixe-boi pela primeira vez no dia 24 de dezembro, v\u00e9spera do Natal, na praia do Po\u00e7o, litoral de Cabedelo. Mel e seu filhote foram vistos pela primeira vez as redores da praia do Bessa, em Jo\u00e3o Pessoa, no dia 24 de dezembro de 2022\nDivulga\u00e7\u00e3o\/Projeto Viva o Peixe-Boi-Marinho\nA \u201cMel\u201d, uma f\u00eamea de peixe-boi-marinho reintroduzida, vista em comportamento de acasalamento entre novembro e dezembro de 2021 no Bessa, em Jo\u00e3o Pessoa, agora \u00e9 m\u00e3e. A informa\u00e7\u00e3o foi divulgada nesta quinta-feira (12) pelo Projeto Viva o Peixe-Boi-Marinho, que monitora a mam\u00edfera. Este \u00e9 o primeiro nascimento de um filhote de peixe-boi-marinho proveniente de uma f\u00eamea reintroduzida na Para\u00edba, sendo um dos principais indicadores de sucesso do Programa de Reintrodu\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie no Brasil.\nConforme o Projeto Viva o Peixe-Boi-Marinho a not\u00edcia \u00e9 muito animadora j\u00e1 que o litoral da Para\u00edba \u00e9 um dos poucos lugares no Brasil onde \u00e9 poss\u00edvel avistar peixes-bois-marinhos em ambiente natural, tanto nativos quanto aqueles que foram reabilitados e posteriormente soltos. \nA esp\u00e9cie pode ser observada ao longo de todo o litoral, mas a probabilidade maior \u00e9 encontr\u00e1-los no entorno de estu\u00e1rios, com reduzido n\u00famero de atividades humanas. \nO peixe-boi-marinho \u00e9 uma das esp\u00e9cies de mam\u00edferos aqu\u00e1ticos mais amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o no Brasil, com baixa estimativa populacional. Tendo em vista o n\u00famero reduzido de animais distribu\u00eddos ao longo das \u00e1reas de ocorr\u00eancia, n\u00e3o \u00e9 comum observar cenas como essa no litoral da Para\u00edba.\nO projeto explica que ainda n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel precisar a data exata do nascimento. Entretanto, os pesquisadores avistaram Mel e seu filhote pela primeira vez no dia 24 de dezembro, v\u00e9spera do Natal, na praia do Po\u00e7o, litoral de Cabedelo. Tamb\u00e9m ainda n\u00e3o se sabe o sexo do novo animal, j\u00e1 que a organiza\u00e7\u00e3o segue fazendo um monitoramento n\u00e3o invasivo, respeitando o espa\u00e7o e os h\u00e1bitos dos peixes-boi.\nConsiderando que nas primeiras semanas os filhotes s\u00e3o mais vulner\u00e1veis, a equipe do Projeto encontra-se realizando o monitoramento dos animais diariamente. \nMel e seu filhote, o  primeiro nascimento no estado da Para\u00edba de um filhote de peixe-boi-marinho proveniente de uma f\u00eamea reintroduzida\nDivulga\u00e7\u00e3o\/Projeto Viva o Peixe-Boi-Marinho \nO per\u00edodo reprodutivo do peixe-boi-marinho no Nordeste brasileiro ocorre nos meses da primavera e ver\u00e3o (geralmente entre setembro e mar\u00e7o). \nO per\u00edodo de cortejo pode durar uma semana, quando isso acontece \u00e9 normal que a f\u00eamea tente \"fugir\" dos machos na dire\u00e7\u00e3o das \u00e1reas mais rasas, e eles a sigam ignorando a presen\u00e7a de banhistas. A mesma f\u00eamea pode copular com v\u00e1rios machos em sequ\u00eancia, o que pode representar um mecanismo de sele\u00e7\u00e3o sexual. \nA gesta\u00e7\u00e3o do peixe-boi dura onze meses, em m\u00e9dia, e os pesquisadores gostariam de ter as \u00e1guas frequentadas por filhotes tamb\u00e9m.\nA peixe-boi Mel\nA mam\u00e3e Mel tem uma hist\u00f3ria de supera\u00e7\u00e3o. Ela foi encontrada encalhada ainda filhote na praia de Ponta Grossa, em Icapu\u00ed, no Cear\u00e1, em 2004, sendo logo em seguida transferida para o Centro Mam\u00edferos Aqu\u00e1ticos\/ICMBio, localizado na Ilha de Itamarac\u00e1, em Pernambuco, onde permaneceu por cinco anos em processo de reabilita\u00e7\u00e3o. \nEm 2008, Mel foi transferida para o cativeiro de readapta\u00e7\u00e3o em ambiente natural localizado na \u00c1rea de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental da Barra do Rio Mamanguape, na Para\u00edba. Em mar\u00e7o de 2009 ela foi solta do estu\u00e1rio da regi\u00e3o, onde permaneceu por muitos anos. Em 2019, Mel se deslocou para o litoral de Cabedelo, e desde ent\u00e3o est\u00e1 vivendo nesta regi\u00e3o. \nTodos estes esfor\u00e7os ocorreram de maneira integrada mediante a colabora\u00e7\u00e3o do Projeto Viva o Peixe-Boi-Marinho\/Funda\u00e7\u00e3o Mam\u00edferos Aqu\u00e1ticos, APA da Barra do Rio Mamanguape\/ICMBio, Arie Manguezais da Foz do Rio Mamanguape\/ICMBio e o Centro Mam\u00edferos Aqu\u00e1ticos\/ICMBio.\nMoradores e turistas devem respeitar o espa\u00e7o dos peixes-boi\nOs pesquisadores pedem aten\u00e7\u00e3o redobrada e colabora\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o para proteger Mel e seu filhote, sobretudo nesta \u00e9poca de f\u00e9rias de ver\u00e3o, quando a regi\u00e3o recebe um n\u00famero grande de turistas e aumenta a circula\u00e7\u00e3o de pessoas nas praias. \nAlgumas orienta\u00e7\u00f5es do Projeto Viva o Peixe-Boi-Marinho s\u00e3o: ao encontrar os peixes-bois-marinhos, apenas admire de longe; n\u00e3o toque, n\u00e3o alimente e nem forne\u00e7a bebida aos animais. O melhor a fazer \u00e9 manter dist\u00e2ncia, respeitando a \u00e1rea de uso dos animais, e apenas admir\u00e1-los de longe. \nAos condutores de embarca\u00e7\u00f5es motorizadas (barcos, lanchas, jet skis e afins), o Projeto Viva o Peixe-Boi-Marinho alerta: antes de acionar o motor, olhe ao redor e verifique se tem peixe-boi marinho pr\u00f3ximo. A h\u00e9lice em movimento pode machucar e matar o animal. S\u00f3 ligue o motor se tiver certeza que o animal n\u00e3o est\u00e1 por perto. Se estiver navegando e avistar o animal nas proximidades, reduza a velocidade ou desligue o motor para evitar colis\u00f5es e atropelamentos.\nCaso a popula\u00e7\u00e3o aviste um peixe-boi est\u00e1 em perigo, machucado ou encalhado, o Projeto Viva o Peixe-Boi-Marinho fornece orienta\u00e7\u00f5es e aux\u00edlio pelos telefones: (83) 99961-1338 ou (83) 99961- 1352.\nO Projeto Viva o Peixe-Boi Marinho \u00e9 realizado pela Funda\u00e7\u00e3o Mam\u00edferos Aqu\u00e1ticos em parceria com a Petrobras por meio do Programa Petrobras Socioambiental \u2013 \u00e9 uma estrat\u00e9gia de conserva\u00e7\u00e3o e pesquisa para evitar a extin\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie no Nordeste do Brasil. A organiza\u00e7\u00e3o atua nas \u00e1reas de pesquisa, tecnologia de monitoramento via sat\u00e9lite, manejo, educa\u00e7\u00e3o ambiental, desenvolvimento comunit\u00e1rio, fomento ao turismo eco pedag\u00f3gico e pol\u00edticas p\u00fablicas. \nV\u00eddeos mais assistidos do g1 Para\u00edba ","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>      Ainda n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel precisar a data exata do nascimento do filhote. Entretanto, pesquisadores avistaram Mel e o novo peixe-boi pela primeira vez no dia 24 de dezembro, v\u00e9spera do Natal, na praia do Po\u00e7o, litoral de Cabedelo. 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