{"id":8293,"date":"2022-12-29T07:14:25","date_gmt":"2022-12-29T10:14:25","guid":{"rendered":"https:\/\/g1.globo.com\/pb\/paraiba\/noticia\/2022\/12\/29\/de-perna-amputada-a-selecao-brasileira-como-a-vida-do-homem-mais-alto-do-brasil-mudou-em-2022.ghtml"},"modified":"2022-12-29T07:14:25","modified_gmt":"2022-12-29T10:14:25","slug":"de-perna-amputada-a-selecao-brasileira-como-a-vida-do-homem-mais-alto-do-brasil-mudou-em-2022","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sindaopcpb.org.br\/index.php\/2022\/12\/29\/de-perna-amputada-a-selecao-brasileira-como-a-vida-do-homem-mais-alto-do-brasil-mudou-em-2022\/","title":{"rendered":"De perna amputada \u00e0 sele\u00e7\u00e3o brasileira: como a vida do homem mais alto do Brasil mudou em 2022"},"content":{"rendered":"   <img src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/esYtXqZiBZB__xyWjORcR_UiHLQ=\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2022\/h\/q\/BMaMimTQWwA10hlOBoFA\/ninao-apos-jogo-pela-selecao-brasileira-de-volei-sentado.jpg\" \/><br \/>   Para Nin\u00e3o, amputar a perna foi um mal que trouxe um bem, j\u00e1 que depois da cirurgia o gigante ganhou mais visibilidade e foi contratado como paratleta na modalidade de v\u00f4lei sentado. Nin\u00e3o com medalha de bronze do mundial de v\u00f4lei sentado\nJoelison Fernandes da Silva\/Arquivo pessoal\n\u201cCostumo falar que n\u00e3o tem um mal que n\u00e3o venha para um bem\u201d. Este foi o principal aprendizado que Joelison Fernandes da Silva, o homem mais alto do Brasil, absorveu no ano de 2022, ap\u00f3s momentos de dificuldade e supera\u00e7\u00e3o. Foi somente depois de amputar a perna direita que Nin\u00e3o, como o paraibano que mede 2,37 metros \u00e9 popularmente conhecido, recebeu a oportunidade de realizar o sonho de se tornar atleta, deixou de ser reconhecido apenas pela estatura e passou a ser um grande refor\u00e7o para a sele\u00e7\u00e3o brasileira de v\u00f4lei sentado. \n\u201cEst\u00e1 sendo diferente. Mas \u00e9 muito gratificante ser reconhecido assim\u201d, disse o paraibano com um sorriso t\u00edmido.\nO desejo de ser atleta come\u00e7ou quando Joelison era ainda uma crian\u00e7a \u2013 \u00e9poca em que j\u00e1 havia sido diagnosticado com gigantismo - e fazia do esporte uma brincadeira de primos, no Cariri da Para\u00edba. A altura esteve sempre ao seu favor, mas a chance nunca apareceu.\nCompartilhe no Whatsapp\nCompartilhe no Telegram\nDesde o come\u00e7o da adolesc\u00eancia, era comum que Nin\u00e3o se destacasse em qualquer lugar em que estivesse. Com isso, ele se tornou uma presen\u00e7a frequente em programas de televis\u00e3o e eventos pelo pa\u00eds inteiro. Essas atividades complementavam a renda e o sustento da fam\u00edlia, que vivia com um sal\u00e1rio m\u00ednimo. \nA necessidade de casa e roupas adaptadas por causa do tamanho foi apenas um dos dilemas enfrentados. Em idade escolar, o bullying fez com que Nin\u00e3o se isolasse e n\u00e3o conseguisse manter uma vida comum.\nLEIA TAMB\u00c9M:\nOSTEOMIELITE: entenda doen\u00e7a que fez Nin\u00e3o amputar perna\nV\u00d4LEI SENTADO: relembre in\u00edcio da carreira de Nin\u00e3o como paratleta\n\u201cSofri, sofri muito. Passei 21 anos da minha vida num s\u00edtio porque tinha vergonha de vir na cidade. O povo olhava. Parei de estudar tamb\u00e9m devido a isso\u201d, lembrou.\nEm abril de 2015, a solid\u00e3o acabou, o jogador se tornou equipe. Nin\u00e3o conheceu o amor e casou com a atual esposa, Evem Medeiros. O relacionamento \u00e9 prova de que o amar n\u00e3o tem medidas, j\u00e1 que a diferen\u00e7a de altura do casal \u00e9 de quase um metro.\nNin\u00e3o segurando medalha de prata conquistada no paulistano de v\u00f4lei sentado\nJoelison Fernandes da Silva\/Arquivo pessoal\nNo entanto, com o avan\u00e7o da idade, problemas de sa\u00fade come\u00e7aram a surgir e comprometeram a locomo\u00e7\u00e3o e a qualidade de vida do gigante. \nOs trabalhos como presen\u00e7a vip e as publicidades nas redes sociais tamb\u00e9m foram impactadas. As dores n\u00e3o deixam Nin\u00e3o sequer andar. Viajar em uma cadeira de rodas se tornou uma tarefa t\u00e3o imposs\u00edvel quanto se erguer e ficar de p\u00e9.\nAcometido por uma osteomielite, a sa\u00edda foi amputar uma das pernas, decis\u00e3o definida por ele como \"dura e dolorosa\". As dificuldades tamb\u00e9m estiveram presentes nesse momento. Para conseguir pagar pelo procedimento e por uma pr\u00f3tese para voltar a andar, o jovem precisou fazer uma campanha na internet para arrecada\u00e7\u00e3o de recursos. E foi justamente com a solidariedade dos brasileiros, que ele conseguiu custear a cirurgia e bancar a esperan\u00e7a de uma vida melhor.\nNa manh\u00e3 do dia 7 de dezembro de 2021, Nin\u00e3o passou por uma cirurgia para passar pela amputa\u00e7\u00e3o. Por\u00e9m, ele n\u00e3o sabia que come\u00e7ara a se preparar n\u00e3o somente para um ano novo, mas tamb\u00e9m para uma nova vida.\nComo\u00e7\u00e3o, desempenho no v\u00f4lei sentado e melhora na qualidade de vida\nA hist\u00f3ria do paraibano comoveu o pa\u00eds inteiro, fez com que ele ganhasse mais visibilidade e abriu uma porta que pareceu imposs\u00edvel por quase tr\u00eas d\u00e9cadas. \nEm julho de 2022, o homem mais alto do Brasil come\u00e7ou a viver um sonho, dando in\u00edcio \u00e0 carreira de paratleta de v\u00f4lei sentado, no Clube Atl\u00e9tico Paulistano, onde assinou um contrato de dois anos e ajudou o time na conquista pela medalha de prata do campeonato paulista.\nDe perna amputada \u00e0 sele\u00e7\u00e3o brasileira: como a vida do homem mais alto do Brasil mudou\n\u201cAgora, jogando profissionalmente, \u00e9 um sonho realizado, sem d\u00favida\u201d, garantiu emocionado pela retrospectiva dos \u00faltimos 12 meses.\nComo \u00e9 imposs\u00edvel n\u00e3o ser notado, Nin\u00e3o se tornou uma aposta mundial no esporte e tamb\u00e9m j\u00e1 faz parte da sele\u00e7\u00e3o brasileira de v\u00f4lei sentado. E foi jogando pelo Brasil, que a equipe alcan\u00e7ou a medalha de bronze no mundial.\n\u201cPra mim, \u00e9 uma grande honra fazer parte dessa equipe. S\u00f3 tenho a agradecer pela a confian\u00e7a\u201d, refor\u00e7ou.\nNin\u00e3o s\u00f3 consegue treinar em S\u00e3o Paulo. Ele n\u00e3o achou uma quadra para continuar praticar o v\u00f4lei sentado na Para\u00edba, onde continua morando, porque precisa de uma equipe adequada pra isso. As viagens s\u00e3o cansativas, mas t\u00eam valido muito a pena. \nOs desafios, contudo, n\u00e3o desapareceram. Mas a vontade de venc\u00ea-los \u00e9 cada dia maior. Se em quadra, o gigante intimida os advers\u00e1rios, na vida, ele enfrenta as dificuldades cara a cara, com coragem.\n\u201cA adapta\u00e7\u00e3o t\u00e1 indo aos poucos, estou na batalha. Cada dia um novo avan\u00e7o\u201d, explicou.\nE foi o esporte que proporcionou a Nin\u00e3o o trof\u00e9u que mais desejou na vida: recuperar a sa\u00fade. Junto com o novo trabalho, veio uma pr\u00f3tese nova e um atendimento m\u00e9dico multidisciplinar de ponta.\n\u201cMinha vida mudou bastante. Costumo falar que minha sa\u00fade melhorou 200%. Hoje viajo sozinho pra todo lugar, isso pra mim \u00e9 um avan\u00e7o muito grande\u201d.\nEm um ano, o gigante brasileiro n\u00e3o s\u00f3 conquistou autonomia, independ\u00eancia e realiza\u00e7\u00e3o profissional. Agora, com os p\u00e9s no ch\u00e3o, pode sonhar e marcar o ponto do set (tempo da partida do voleibol que termina quando um dos times alcan\u00e7a 25 pontos) no jogo da vida.\n\u201cMeus planos pra o futuro s\u00e3o de continuar no esporte aprendendo cada dia mais e tentar ser um homem melhor\u201d.\nAl\u00e9m disso, Joelison continua dividindo a agenda de atleta com a realiza\u00e7\u00e3o de propagandas. \nEntenda o que \u00e9 osteomielite\nEntenda o que \u00e9 osteomielite\nA osteomielite \u00e9 um nome gen\u00e9rico dado a qualquer infec\u00e7\u00e3o \u00f3ssea, que pode ser causada por bact\u00e9rias, fungos ou v\u00edrus (veja tamb\u00e9m a explica\u00e7\u00e3o no v\u00eddeo acima). \u00c9 uma doen\u00e7a infecciosa, em que uma bact\u00e9ria coloniza o osso e forma um abscesso.\nO ortopedista Andr\u00e9 Ribeiro explicou que as causas podem ser v\u00e1rias. \"No nosso meio, a mais frequente s\u00e3o as fraturas expostas, por serem graves e contaminadas podem levar a infec\u00e7\u00e3o \u00f3ssea, mas podem estar relacionadas ao diabetes, insufici\u00eancia vascular perif\u00e9rica, imunodefici\u00eancia e outras doen\u00e7as ou quaisquer fatores que alterem a imunidade geral ou integridade \u00f3ssea local.\nJ\u00e1 a reumatologista Eutilia Andrade Medeiros Freire explicou que, geralmente, a bact\u00e9ria \u2013 sendo mais comuns as stafilococos - entra pela pele, ganha a corrente sangu\u00ednea e se aloja no osso. Fungos e tuberculose tamb\u00e9m podem provocar a doen\u00e7a, mas com uma baixa recorr\u00eancia. As bact\u00e9rias, geralmente, se aproveitam de organismos debilitados.\nOs sintomas da infec\u00e7\u00e3o podem se manifestar como febre, calafrios, dor no local atingido, vermelhid\u00e3o e fraqueza muscular. J\u00e1 nos casos mais avan\u00e7ados pode existir a sa\u00edda de secre\u00e7\u00e3o purulenta pela pele, a f\u00edstula, podendo sair at\u00e9 fragmentos \u00f3sseos pela pele.\nSegundo o ortopedista, existe cura para a doen\u00e7a.\"Nos casos agudos, onde se procede o tratamento cir\u00fargico com perfura\u00e7\u00e3o \u00f3ssea para drenagem do abscesso intra \u00f3sseo, e seguido de antibioticoterapia por tempo prolongado existe cura\", disse.\nV\u00eddeos mais assistidos do g1 Para\u00edba ","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>      Para Nin\u00e3o, amputar a perna foi um mal que trouxe um bem, j\u00e1 que depois da cirurgia o gigante ganhou mais visibilidade e foi contratado como paratleta na modalidade de v\u00f4lei sentado. 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