{"id":79303,"date":"2026-10-11T14:02:19","date_gmt":"2026-10-11T17:02:19","guid":{"rendered":"https:\/\/g1.globo.com\/pb\/paraiba\/noticia\/2026\/10\/11\/crescimento-de-campina-grande-aumenta-desafios-na-mobilidade-urbana.ghtml"},"modified":"2026-10-11T14:02:19","modified_gmt":"2026-10-11T17:02:19","slug":"campina-grande-162-anos-crescimento-da-cidade-aumenta-desafios-na-mobilidade-urbana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sindaopcpb.org.br\/index.php\/2026\/10\/11\/campina-grande-162-anos-crescimento-da-cidade-aumenta-desafios-na-mobilidade-urbana\/","title":{"rendered":"Campina Grande, 162 anos: crescimento da cidade aumenta desafios na mobilidade urbana"},"content":{"rendered":"   <img src=\"https:\/\/s2-g1.glbimg.com\/8uRqbOdA0Lshh_YNC2A1JBv_dbY=\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2024\/H\/r\/mUO4Y0RQeBBSAjcyeLwA\/imagem-02-acude-velho.jpg\" \/><br \/>     O A\u00e7ude Velho se tornou um cart\u00e3o postal e patrim\u00f4nio cultural de Campina Grande\nDivulga\u00e7\u00e3o\nO munic\u00edpio de Campina Grande, no Agreste da Para\u00edba, celebra 162 anos de emancipa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica neste domingo (11). Atualmente a cidade abriga cerca de 440 mil moradores e, somente nos \u00faltimos quatro anos, 254 novas ruas foram oficializadas e 629 C\u00f3digos de Endere\u00e7amento Postal (CEPs) cadastrados. A cidade continua crescendo e a expans\u00e3o traz desafios a serem superados, como o da mobilidade urbana. \n\u2705 Clique aqui para seguir o canal do g1 PB no WhatsApp\nSegundo a Prefeitura Municipal de Campina Grande, os bairros Tr\u00eas Irm\u00e3s, Serrot\u00e3o e Malvinas concentram a maior expans\u00e3o urbana. O crescimento n\u00e3o \u00e9 vertical, com maior n\u00famero de pr\u00e9dios, mas horizontal, registrando novos loteamentos e residenciais. \nA cidade vive um momento de transi\u00e7\u00e3o, com a expans\u00e3o horizontal come\u00e7ando a atingir os limites geogr\u00e1ficos do munic\u00edpio, e o novo Plano Diretor passou a priorizar e incentivar o crescimento vertical e a concentra\u00e7\u00e3o dos habitantes na \u00e1rea central e em bairros consolidados.\nA professora e pesquisadora L\u00edvia Miranda, da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), explica que em cidades intermedi\u00e1rias, a estrutura urbana n\u00e3o acompanhe o crescimento populacional\n\u201cAs cidades foram sendo constru\u00eddas sem um planejamento pr\u00e9vio. E hoje voc\u00ea precisa de avenidas mais largas onde voc\u00ea possa separar os diferentes modais. Por exemplo, voc\u00ea tem cidades em que o \u00f4nibus tem a sua faixa, o carro particular tem a sua faixa, a bicicleta tem a sua faixa. E o nosso sistema vi\u00e1rio n\u00e3o comporta isso. Ent\u00e3o, tudo fica misturado e a\u00ed \u00e9 mais dif\u00edcil voc\u00ea disciplinar esse tr\u00e2nsito quando voc\u00ea tem um n\u00famero cada vez maior de ve\u00edculos particulares circulando\u201d, diz.\nAinda de acordo com a pesquisadora, Campina Grande tem algumas caracter\u00edsticas que s\u00e3o muito particulares, que se refletem na mobilidade urbana. A primeira, \u00e9 que \u00e9 uma cidade universit\u00e1ria. \nA Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), a Universidade Estadual da Para\u00edba (UEPB), Instituto Federal da Para\u00edba (IFPB) e as institui\u00e7\u00f5es particulares atraem um grande n\u00famero de pessoas para o munic\u00edpio durante o per\u00edodo dos cursos. \nAl\u00e9m disso, a pesquisadora tamb\u00e9m destaca a segunda caracter\u00edstica, que \u00e9 o fen\u00f4meno da plataformiza\u00e7\u00e3o. Atualmente, as pessoas est\u00e3o passando a utilizar mais o transporte por aplicativo do que o transporte p\u00fablico. \nTransporte p\u00fablico de Campina Grande\nReprodu\u00e7\u00e3o\/Superintend\u00eancia de Tr\u00e2nsito e Transportes P\u00fablicos (STTP)\nPara L\u00edvia Miranda, \u00e9 preciso fortalecer o transporte coletivo para diminuir a depend\u00eancia do transporte individual, que \u00e9 uma coisa muito dif\u00edcil nas cidades brasileiras. \n\u201cA solu\u00e7\u00e3o para isso \u00e9, antes de tudo, uma oferta de transporte coletivo maior e de mais qualidade, como por exemplo, na Europa. As pessoas poderiam utilizar menos o transporte particular se elas tivessem \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o o transporte coletivo\u201d, argumenta e cita op\u00e7\u00f5es como o metr\u00f4, o VLT e o BRT como outras alternativas.\nO coordenador de tr\u00e2nsito Daniel Ara\u00fajo, da Superintend\u00eancia de Tr\u00e2nsito e Transportes P\u00fablicos  (STTP), informou que a Prefeitura de Campina Grande est\u00e1 ciente dos desafios da mobilidade urbana e est\u00e1 viabilizando a abertura de novas vias para fazer o tr\u00e2nsito fluir da melhor forma.\n\u201cSabemos que existem ainda gargalos atualmente e n\u00f3s estamos com equipes tanto aqui na nossa central de monitoramento, bem como em parceria com o CICC, avaliando cada situa\u00e7\u00e3o, cada ponto cr\u00edtico, cada hor\u00e1rio e demandando equipes para fazer o devido ajuste\u201d, informou. \nAinda para solucionar a quest\u00e3o do tr\u00e2nsito, h\u00e1 um projeto de sem\u00e1foro inteligente para ser desenvolvido. O equipamento vai destinar mais tempo de verde exatamente para aquelas vias que estejam com fluxo mais intenso naquele momento. Al\u00e9m disso, para criar novas rotas entre bairros, haver\u00e3o aberturas de passagem de n\u00edvel do VLT.\n\u201cN\u00f3s acreditamos que com as devidas sinaliza\u00e7\u00f5es indicativas, com a cria\u00e7\u00e3o de novas rotas, aberturas de novas ruas, a gente vai conseguir diluir mais esse tr\u00e2nsito. Acreditamos tamb\u00e9m que com a vinda do VLT vai haver uma melhora na quest\u00e3o do sistema de transporte coletivo, criando novas rotas e novas conex\u00f5es\u201d, afirmou. \nAgora no g1\nComo o tr\u00e2nsito afeta a popula\u00e7\u00e3o?\nO motorista por aplicativo Felipe afirma que desde 2020 percebeu um aumento populacional em Campina Grande. Atualmente, ele gasta cerca de duas a quatro horas s\u00f3 preso no tr\u00e2nsito para fazer as entregas, principalmente quando os percursos passam pelo Centro da cidade.\nJ\u00e1 o estudante Erick Peterson utiliza em m\u00e9dia de 4 a 6 \u00f4nibus por dia para se locomover entre a faculdade e o trabalho. Ele relata atrasos nos \u00f4nibus e mudan\u00e7as de rotas devido \u00e0 obras, que muitas n\u00e3o s\u00e3o informadas aos passageiros. \n\u201cAcabam influenciando nos seus afazeres pessoais, que requer um preparo, tendo em vista que voc\u00ea tem que acordar mais cedo para que voc\u00ea chegue nos seus compromissos no hor\u00e1rio previsto\u201d, disse.\nAdalberto Vieira, motociclista, cita buracos e m\u00e1 sinaliza\u00e7\u00e3o como um dos problemas enfrentados por quem utiliza as vias do munic\u00edpio.\nApesar dos desafios, Campina Grande segue sendo destino de fam\u00edlias. O empres\u00e1rio Andr\u00e9 Queiroz deixou S\u00e3o Paulo ap\u00f3s a pandemia e escolheu Campina Grande para reconstruir a vida junto da esposa Marisa e da filha Karla. A cultura e o acolhimento foram pontos principais para a decis\u00e3o.\n\u201cCampina Grande \u00e9 uma cidade que tem assim um equil\u00edbrio da tranquilidade com o movimento e a estrutura de uma cidade grande\u201d, destaca Marisa.\nV\u00eddeos mais assistidos do g1 Para\u00edba  ","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>        O A\u00e7ude Velho se tornou um cart\u00e3o postal e patrim\u00f4nio cultural de Campina Grande<br \/>\nDivulga\u00e7\u00e3o<br \/>\nO munic\u00edpio de Campina Grande, no Agreste da Para\u00edba, celebra 162 anos de emancipa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica neste domingo (11). 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