{"id":74903,"date":"2026-09-26T14:00:09","date_gmt":"2026-09-26T17:00:09","guid":{"rendered":"https:\/\/g1.globo.com\/pb\/paraiba\/noticia\/2026\/09\/26\/paraiba-registra-quase-5-mortes-por-dia-por-diabetes-nos-primeiros-8-meses-de-2026.ghtml"},"modified":"2026-09-26T14:00:09","modified_gmt":"2026-09-26T17:00:09","slug":"paraiba-registra-quase-5-mortes-por-dia-por-diabetes-nos-primeiros-8-meses-de-2026","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sindaopcpb.org.br\/index.php\/2026\/09\/26\/paraiba-registra-quase-5-mortes-por-dia-por-diabetes-nos-primeiros-8-meses-de-2026\/","title":{"rendered":"Para\u00edba registra quase 5 mortes por dia por diabetes nos primeiros 8 meses de 2026"},"content":{"rendered":"   <img src=\"https:\/\/s2-g1.glbimg.com\/WFZW7srDJaCLJV3BeviaA-TwUAU=\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2025\/1\/T\/uy2AiQS8AZXJNU0TxZbA\/adobestock-599386326-1-.jpeg\" \/><br \/>     Para\u00edba registra m\u00e9dia de quase 5 mortes por dia por diabetes em 2026\nAdobe Stock\n,\nA Para\u00edba registrou 1.198 mortes por diabetes mellitus de janeiro a agosto de 2026, segundo dados da Secretaria de Estado da Sa\u00fade da Para\u00edba (SES-PB). O n\u00famero representa uma m\u00e9dia de quase cinco mortes por dia no estado ao longo dos oito primeiros meses do ano.\nLEIA TAMB\u00c9M:\nLei reconhece quem tem diabetes tipo 1 como pessoa com defici\u00eancia na Para\u00edba\nO levantamento feito pelo g1 mostra um aumento de 6,1% nas mortes por diabetes entre 2025 e 2026, considerando o mesmo per\u00edodo. Foram 1.129 \u00f3bitos entre janeiro e agosto de 2025, uma diferen\u00e7a de 61 mortes. \nA reportagem tamb\u00e9m analisou os registros por tipo de diabetes, faixa et\u00e1ria, sexo e regi\u00e3o da Para\u00edba e ouviu um m\u00e9dico endocrinologista sobre os fatores que podem levar a complica\u00e7\u00f5es e mortes pela doen\u00e7a.\n\u2705 Clique aqui para seguir o canal do g1 PB no WhatsApp\nAgora no g1\nDiabetes tipo 2 concentra a maior parte das mortes\nSegundo os dados da SES-PB para 2026, foram registrados 607 \u00f3bitos por diabetes tipo 2 entre janeiro e agosto. No mesmo per\u00edodo, foram 136 mortes relacionadas ao diabetes tipo 1.\nOutro recorte do Painel de Monitoramento da Mortalidade CID-10 do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, com dados de janeiro a maio de 2026, re\u00fane 660 mortes por diabetes na Para\u00edba. \nNesse levantamento, 310 registros foram de diabetes mellitus tipo 2, o equivalente a 80% dos casos classificados por tipo, enquanto 77 foram de diabetes mellitus tipo 1. As demais mortes se referem a outros tipos menos recorrentes da doen\u00e7a.\nSegundo o m\u00e9dico endocrinologista M\u00e1rio Coutinho, o diabetes tipo 2 concentra a maior parte das mortes porque tamb\u00e9m \u00e9 o tipo mais comum da doen\u00e7a. Ele explica que mais de 90% dos diagn\u00f3sticos de diabetes correspondem ao tipo 2 e que a evolu\u00e7\u00e3o pode ocorrer sem sintomas por anos.\n\"O diabetes tipo 2 surge da intera\u00e7\u00e3o entre predisposi\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica e fatores ambientais ou comportamentais. O diabetes tipo 2 tem uma evolu\u00e7\u00e3o tipicamente silenciosa. O paciente pode passar anos com n\u00edveis elevados de glicose no sangue sem apresentar qualquer sintoma evidente. Ao longo desse per\u00edodo sem diagn\u00f3stico, o excesso de glicose promove inflama\u00e7\u00e3o e les\u00f5es progressivas na parede dos vasos sangu\u00edneos\", explicou o m\u00e9dico.\nDiabetes tamb\u00e9m causou mortes entre pessoas com menos de 60 anos\nEmbora a maior parte dos \u00f3bitos esteja entre as faixas et\u00e1rias mais altas, o levantamento tamb\u00e9m registra mortes por diabetes entre pessoas mais jovens. Entre janeiro e maio de 2026, ao todo, foram 12 mortes de pessoas com menos de 60 anos.\n10 a 14 anos: 1 morte\n20 a 29 anos: 3 mortes\n30 a 39 anos: 8 mortes\n40 a 49 anos: 38 mortes\n50 a 59 anos: 74 mortes\n60 a 69 anos: 141 mortes\n70 a 79 anos: 183 mortes\n80 anos ou mais: 212 mortes\nEntre as v\u00edtimas, 351 eram mulheres e 309 eram homens.\nPara\u00edba aparece entre os cinco estados do Nordeste com mais mortes\nNo recorte regional apresentado pelo painel do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, a Para\u00edba aparece entre os cinco estados do Nordeste com maior n\u00famero de mortes por diabetes mellitus:\nBahia: 1.895\nPernambuco: 1.282\nMaranh\u00e3o: 1.073\nCear\u00e1: 812\nPara\u00edba: 660\nAinda de acordo com o painel, dos 660 \u00f3bitos registrados entre janeiro e maio, 355 ocorreram na Macrorregi\u00e3o 1, em Jo\u00e3o Pessoa.\nNa regi\u00e3o formada por Agreste, Borborema e Cariri, foram registrados 196 casos. J\u00e1 no Sert\u00e3o e Alto Sert\u00e3o, foram 109 mortes.\nDiabetes descontrolado pode afetar cora\u00e7\u00e3o, rins e vis\u00e3o\nO diabetes ocorre quando o organismo n\u00e3o consegue utilizar a glicose adequadamente. No tipo 1, o sistema imunol\u00f3gico destr\u00f3i as c\u00e9lulas do p\u00e2ncreas respons\u00e1veis pela produ\u00e7\u00e3o de insulina. No tipo 2, o organismo desenvolve resist\u00eancia \u00e0 insulina e, com o tempo, o p\u00e2ncreas pode n\u00e3o conseguir compensar essa dificuldade.\nQuando a glicose permanece elevada, diferentes \u00f3rg\u00e3os podem ser afetados. Segundo o endocrinologista, entre as complica\u00e7\u00f5es est\u00e3o problemas cardiovasculares, insufici\u00eancia renal, infec\u00e7\u00f5es graves e at\u00e9 perda de vis\u00e3o.\n\u201cA glicose cronicamente alta agride os vasos e nervos de todo o organismo. As principais complica\u00e7\u00f5es fatais s\u00e3o o infarto do mioc\u00e1rdio, AVC e a insufici\u00eancia renal cr\u00f4nica. Destacam-se tamb\u00e9m as infec\u00e7\u00f5es graves e sepse decorrentes do \u2018p\u00e9 diab\u00e9tico\u2019, que s\u00e3o feridas que n\u00e3o doem pela falta de sensibilidade e infeccionam severamente.  Al\u00e9m das causas de \u00f3bito, o descontrole \u00e9 uma das maiores causas de perda definitiva de vis\u00e3o em adultos\", disse M\u00e1rio.\nO endocrinologista ainda destaca que \u00e9 poss\u00edvel ter diabetes e n\u00e3o perceber a doen\u00e7a, principalmente nos casos de diabetes tipo 2. Os sintomas mais comuns aparecem quando a glicose est\u00e1 muito elevada.\n\u201c\u00c9 plenamente poss\u00edvel e muito comum n\u00e3o sentir nada, pois os sintomas cl\u00e1ssicos s\u00f3 costumam aparecer quando a glicose atinge patamares bem altos, geralmente acima de 200 a 240 mg\/dL. Para evitar o diagn\u00f3stico tardio, \u00e9 fundamental realizar exames preventivos simples de sangue periodicamente, especialmente quem tem mais de 45 anos ou fatores de risco associados, desmistificando a ideia de que a aus\u00eancia de dor significa aus\u00eancia de doen\u00e7a\", disse.\nEntre os sinais de alerta est\u00e3o sede intensa, vontade frequente de urinar, fome, perda de peso sem explica\u00e7\u00e3o, cansa\u00e7o, vis\u00e3o turva, dificuldade de cicatriza\u00e7\u00e3o, infec\u00e7\u00f5es de repeti\u00e7\u00e3o e formigamento ou dorm\u00eancia nas m\u00e3os e nos p\u00e9s.\nO m\u00e9dico tamb\u00e9m orienta que pessoas com fatores de risco fa\u00e7am exames preventivos, como glicemia de jejum e hemoglobina glicada, sem esperar pelo aparecimento dos sintomas.\nV\u00eddeos mais assistidos do g1 Para\u00edba  ","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>        Para\u00edba registra m\u00e9dia de quase 5 mortes por dia por diabetes em 2026<br \/>\nAdobe Stock<br \/>\n,<br \/>\nA Para\u00edba registrou 1.198 mortes por diabetes mellitus de janeiro a agosto de 2026, segundo dados da Secretaria de Estado da Sa\u00fade da Para\u00edba (SES-PB). 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