{"id":74631,"date":"2026-09-23T11:47:31","date_gmt":"2026-09-23T14:47:31","guid":{"rendered":"https:\/\/g1.globo.com\/pb\/paraiba\/noticia\/2026\/09\/23\/mais-de-70percent-das-escolas-fiscalizadas-na-pb-tem-infraestrutura-critica-ou-insuficiente-aponta-auditoria.ghtml"},"modified":"2026-09-23T11:47:31","modified_gmt":"2026-09-23T14:47:31","slug":"mais-de-70-das-escolas-fiscalizadas-na-pb-tem-infraestrutura-critica-ou-insuficiente-aponta-auditoria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sindaopcpb.org.br\/index.php\/2026\/09\/23\/mais-de-70-das-escolas-fiscalizadas-na-pb-tem-infraestrutura-critica-ou-insuficiente-aponta-auditoria\/","title":{"rendered":"Mais de 70% das escolas fiscalizadas na PB t\u00eam infraestrutura cr\u00edtica ou insuficiente, aponta auditoria"},"content":{"rendered":"   <img src=\"https:\/\/s2-g1.glbimg.com\/679pqNetm9_beveliC2VRYDVwpA=\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2020\/s\/5\/MB0cnmRG23NQwEkzwAww\/bbc7.jpg\" \/><br \/>     Mais de 70% das escolas fiscalizadas na PB t\u00eam infraestrutura cr\u00edtica ou insuficiente, aponta auditoria\nGabriel Jabur\/AG Brasilia\nMais de 70% das escolas municipais fiscalizadas pelo Tribunal de Contas do Estado da Para\u00edba (TCE-PB) apresentam condi\u00e7\u00f5es de infraestrutura consideradas cr\u00edticas ou insuficientes, segundo dados de uma auditoria realizada em 90 unidades de ensino do estado, divulgados nesta quarta-feira (23). O levantamento foi feito presencialmente em escolas municipais, sem aviso pr\u00e9vio, com foco nos anos iniciais do Ensino Fundamental, do 1\u00ba ao 5\u00ba ano.\nDas 90 escolas visitadas, 64 ficaram nos n\u00edveis \"insuficiente\" ou \"cr\u00edtico\" no eixo de infraestrutura do \u00cdndice de Qualidade da Gest\u00e3o Escolar (IQGE), indicador criado pelo TCE-PB para reunir os dados da fiscaliza\u00e7\u00e3o. Duas escolas estavam fechadas e n\u00e3o tiveram os questionamentos respondidos.\n\u2705 Clique aqui para seguir o canal do g1 PB no WhatsApp\nA auditoria foi realizada na ter\u00e7a-feira (22) por 30 equipes, formadas por 60 auditores e t\u00e9cnicos, que vistoriaram simultaneamente escolas de 90 munic\u00edpios paraibanos. O TCE-PB informou que as informa\u00e7\u00f5es foram registradas durante as visitas e enviadas em tempo real ao Tribunal.\nEntre os cinco eixos avaliados, infraestrutura foi o que apresentou a menor pontua\u00e7\u00e3o m\u00e9dia: 11,4 de 20 pontos, classifica\u00e7\u00e3o considerada \"insuficiente\" pelo pr\u00f3prio \u00edndice.\nAgora no g1\n\"O eixo mais cr\u00edtico foi justamente a parte da infraestrutura, ent\u00e3o encontramos algumas escolas com problemas de manuten\u00e7\u00e3o na \u00e1gua, falta de laudo de notabilidade dessa \u00e1gua, problemas com infraestrutura de salas, de aula, de laborat\u00f3rios inform\u00e1ticos que estavam disfuncionais e isso afeta de alguma modo o desenvolvimento dos estudantes\", explicou Leandro Pedrosa, Auditor de Controlo Externo do TCE-PB.\nA alimenta\u00e7\u00e3o escolar tamb\u00e9m ficou abaixo do n\u00edvel considerado satisfat\u00f3rio. O eixo de seguran\u00e7a alimentar teve m\u00e9dia de 13,7 pontos, tamb\u00e9m classificada como \"insuficiente\".\nProblemas aparecem em bibliotecas e laborat\u00f3rios\nEntre os itens de infraestrutura analisados pelo TCE-PB est\u00e3o as condi\u00e7\u00f5es das salas de aula, acessibilidade, funcionamento de bibliotecas, laborat\u00f3rios de inform\u00e1tica e salas destinadas ao Atendimento Educacional Especializado (AEE).\nO laborat\u00f3rio de inform\u00e1tica foi um dos pontos com maior n\u00famero de problemas: 67,78% das escolas avaliadas apresentaram situa\u00e7\u00e3o considerada insuficiente nesse item.\nJ\u00e1 em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s bibliotecas, 41,11% das unidades tiveram avalia\u00e7\u00e3o insuficiente quanto ao funcionamento do espa\u00e7o. Outros 30% apresentaram condi\u00e7\u00f5es consideradas parciais.\nA acessibilidade tamb\u00e9m foi analisada. Em 38,89% das escolas, o item foi considerado plenamente atendido, enquanto 35,56% apresentaram atendimento parcial e 23,33% foram classificadas como insuficientes.\nPor outro lado, as condi\u00e7\u00f5es das salas de aula apresentaram o melhor resultado dentro do eixo: 87,2% das escolas tiveram avalia\u00e7\u00e3o plena nesse quesito.\nAlimenta\u00e7\u00e3o escolar\nO segundo eixo com menor pontua\u00e7\u00e3o m\u00e9dia na auditoria foi o de seguran\u00e7a alimentar, com 13,7 de 20 pontos.\nO TCE-PB avaliou aspectos como a exist\u00eancia e regularidade do card\u00e1pio, qualidade dos alimentos oferecidos, condi\u00e7\u00f5es de preparo e armazenamento, potabilidade da \u00e1gua, acompanhamento nutricional e estrutura dos refeit\u00f3rios.\nO item relacionado \u00e0 estrutura dos refeit\u00f3rios apresentou um dos principais problemas: 32,22% das escolas tiveram avalia\u00e7\u00e3o insuficiente, enquanto 27,78% apresentaram situa\u00e7\u00e3o parcial.\nEm rela\u00e7\u00e3o \u00e0 \u00e1gua, 52,22% das unidades tiveram avalia\u00e7\u00e3o parcial quanto \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o e \u00e0 potabilidade. O acompanhamento nutricional e a atua\u00e7\u00e3o do Conselho de Alimenta\u00e7\u00e3o Escolar (CAE) tamb\u00e9m foram considerados parciais em 51,11% das escolas.\nJ\u00e1 a oferta de alimenta\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel apresentou resultado mais positivo: 77,78% das escolas tiveram avalia\u00e7\u00e3o plena nesse quesito.\nEscola de Santa Rita teve menor pontua\u00e7\u00e3o\nA escola municipal com a menor pontua\u00e7\u00e3o geral entre as 90 fiscalizadas foi a EMEF, em Santa Rita, na Grande Jo\u00e3o Pessoa, que obteve 20 pontos no IQGE, classifica\u00e7\u00e3o considerada cr\u00edtica. Durante a visita, os auditores registraram problemas em diferentes \u00e1reas da unidade. \nEscola de Santa Rita teve menor pontua\u00e7\u00e3o\nFoto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/TCE-PB\nEntre os achados est\u00e3o uma sala de Atendimento Educacional Especializado (AEE) com teto fragilizado, problemas de higiene na cozinha, como panelas colocadas no ch\u00e3o e sujeira acumulada no fog\u00e3o, al\u00e9m de salas de aula sem ventiladores ou aparelhos de ar-condicionado.\nTamb\u00e9m foram registradas condi\u00e7\u00f5es inadequadas no espa\u00e7o utilizado para armazenamento de alimentos, incluindo infiltra\u00e7\u00f5es e mofo no teto, falta de ventila\u00e7\u00e3o e proximidade com um banheiro.\nO g1 entrou em contato com a Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o de Santa Rita, por meio da assessoria de imprensa da pasta, para obter respostas sobre o posicionamento da escola no \u00edndice e n\u00e3o obteve retorno at\u00e9 a publica\u00e7\u00e3o desta reportagem.\nSegundo os dados apresentados pelo TCE-PB, outras cinco escolas tamb\u00e9m ficaram na faixa considerada cr\u00edtica, com pontua\u00e7\u00f5es abaixo de 50 pontos.\nCajazeirinhas teve maior pontua\u00e7\u00e3o\nNa outra ponta da avalia\u00e7\u00e3o, a Escola Municipal Deputado Janduhy Carneiro, em Cajazeirinhas, no Sert\u00e3o da Para\u00edba, alcan\u00e7ou 98,3 pontos, a maior pontua\u00e7\u00e3o entre as unidades fiscalizadas.\nA escola apresentou avalia\u00e7\u00e3o considerada excelente no IQGE. Entre os registros feitos pelos auditores est\u00e3o biblioteca, banheiro acess\u00edvel, cozinha higienizada e salas de aula organizadas.\nCajazeirinhas teve maior pontua\u00e7\u00e3o\nFoto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/TCE-PB\nO resultado, no entanto, \u00e9 referente \u00e0 avalia\u00e7\u00e3o da unidade durante a fiscaliza\u00e7\u00e3o e n\u00e3o representa uma classifica\u00e7\u00e3o geral da rede municipal de ensino.\nComo foi feita a avalia\u00e7\u00e3o\nO TCE-PB criou o \u00cdndice de Qualidade da Gest\u00e3o Escolar (IQGE) para organizar os resultados da fiscaliza\u00e7\u00e3o. A avalia\u00e7\u00e3o \u00e9 dividida em cinco eixos, com seis quest\u00f5es em cada um, totalizando 100 pontos.\nAl\u00e9m da infraestrutura e da seguran\u00e7a alimentar, foram avaliados apoio pedag\u00f3gico, clima escolar e intersetorialidade.\nNo apoio pedag\u00f3gico, foram analisados, por exemplo, a presen\u00e7a de coordenador pedag\u00f3gico, a elabora\u00e7\u00e3o e valida\u00e7\u00e3o de planos de aula e a\u00e7\u00f5es de recomposi\u00e7\u00e3o da aprendizagem.\nNo clima escolar, a auditoria verificou a\u00e7\u00f5es de preven\u00e7\u00e3o ao bullying, protocolos para situa\u00e7\u00f5es de crise e medidas de prote\u00e7\u00e3o aos profissionais da educa\u00e7\u00e3o.\nJ\u00e1 a intersetorialidade envolve a articula\u00e7\u00e3o das escolas com servi\u00e7os como Conselho Tutelar, assist\u00eancia social e Programa Sa\u00fade na Escola (PSE).\nConsiderando todos os cinco eixos, as 90 escolas tiveram pontua\u00e7\u00e3o m\u00e9dia de 70,5 pontos, classifica\u00e7\u00e3o considerada \u201cboa\u201d pelo IQGE. Foram 23 escolas no n\u00edvel excelente, 35 no n\u00edvel bom, 20 no insuficiente e 10 no cr\u00edtico. Duas unidades n\u00e3o tiveram pontua\u00e7\u00e3o porque estavam fechadas no momento da fiscaliza\u00e7\u00e3o.\nO TCE-PB informou que os resultados ainda ser\u00e3o consolidados em relat\u00f3rios individualizados para cada escola. O Tribunal tamb\u00e9m prev\u00ea a emiss\u00e3o de alertas aos gestores e a disponibiliza\u00e7\u00e3o dos dados em pain\u00e9is de acompanhamento.\nV\u00eddeos mais assistidos do g1 Para\u00edba  ","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>        Mais de 70% das escolas fiscalizadas na PB t\u00eam infraestrutura cr\u00edtica ou insuficiente, aponta auditoria<br \/>\nGabriel Jabur\/AG Brasilia<br \/>\nMais de 70% das escolas municipais fiscalizadas pelo Tribunal de Contas do Estado da Para\u00edba (TCE-PB) apresentam c&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"advgb_blocks_editor_width":"","advgb_blocks_columns_visual_guide":"","footnotes":""},"categories":[34],"tags":[35],"class_list":["post-74631","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-g1","tag-g1"],"author_meta":{"display_name":"g1 &gt; Para\u00edba","author_link":"https:\/\/sindaopcpb.org.br\/author\/g1-paraiba\/"},"featured_img":null,"coauthors":[],"tax_additional":{"categories":{"linked":["<a href=\"https:\/\/sindaopcpb.org.br\/g1\/\" class=\"advgb-post-tax-term\">G1<\/a>"],"unlinked":["<span class=\"advgb-post-tax-term\">G1<\/span>"]},"tags":{"linked":["<a href=\"https:\/\/sindaopcpb.org.br\/g1\/\" class=\"advgb-post-tax-term\">g1<\/a>"],"unlinked":["<span class=\"advgb-post-tax-term\">g1<\/span>"]}},"comment_count":"0","relative_dates":{"created":"Publicado 5 horas atr\u00e1s","modified":"Atualizado 5 horas atr\u00e1s"},"absolute_dates":{"created":"Publicado em 23 de setembro de 2026","modified":"Atualizado em 23 de setembro de 2026"},"absolute_dates_time":{"created":"Publicado em 23 de setembro de 2026 11:47","modified":"Atualizado em 23 de setembro de 2026 11:47"},"featured_img_caption":"","series_order":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sindaopcpb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/74631","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sindaopcpb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sindaopcpb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sindaopcpb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sindaopcpb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=74631"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/sindaopcpb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/74631\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":74632,"href":"https:\/\/sindaopcpb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/74631\/revisions\/74632"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sindaopcpb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=74631"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sindaopcpb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=74631"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sindaopcpb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=74631"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}