{"id":74328,"date":"2026-09-19T07:08:47","date_gmt":"2026-09-19T10:08:47","guid":{"rendered":"https:\/\/g1.globo.com\/pb\/paraiba\/noticia\/2026\/09\/19\/mais-de-40-iguanas-sao-resgatadas-em-area-urbana-de-campina-grande.ghtml"},"modified":"2026-09-19T07:08:47","modified_gmt":"2026-09-19T10:08:47","slug":"mais-de-40-iguanas-sao-resgatadas-em-area-urbana-de-campina-grande","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sindaopcpb.org.br\/index.php\/2026\/09\/19\/mais-de-40-iguanas-sao-resgatadas-em-area-urbana-de-campina-grande\/","title":{"rendered":"Mais de 40 iguanas s\u00e3o resgatadas em \u00e1rea urbana de Campina Grande"},"content":{"rendered":"   <img src=\"https:\/\/s2-g1.glbimg.com\/ChSlbN4U4g_nn3hzfepthTGmAjQ=\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2026\/K\/r\/G2clIcRdmzEmd8SBnrRA\/iguanasresgatadas.jpg\" \/><br \/>     Mais de 40 iguanas s\u00e3o resgatas em \u00e1rea urbana de Campina Grande, na PB\nAo menos 42 iguanas foram resgatadas no per\u00edmetro urbano de Campina Grande, no Agreste da Para\u00edba, de uma s\u00f3 vez. A \u00e1rea onde os animais foram encontrados fica pr\u00f3xima a uma obra de edif\u00edcios no per\u00edmetro urbano da BR-230, em Campina Grande, \n\u2705 Clique aqui para seguir o canal do g1 PB no WhatsApp\nO resgate foi feito por Silvaney Medeiros, propriet\u00e1rio do Museu Vivo R\u00e9pteis da Caatinga, em Puxinan\u00e3, no Agreste da Para\u00edba, no dia 9 de setembro. Segundo Silvaney, a vegeta\u00e7\u00e3o da \u00e1rea havia sido suprimida e os animais ficaram concentrados em meio ao material retirado do local. Ele contou que um seguidor das redes sociais do museu informou que havia visto as iguanas na \u00e1rea.\n\ud83d\udd0e Iguanas s\u00e3o r\u00e9pteis da fam\u00edlia dos lagartos herb\u00edvoros, cujo tamanho podem chegar at\u00e9 2 metros de comprimento. No Brasil, \u00e9 comum encontrar iguanas em \u00e1reas de vegeta\u00e7\u00e3o tropical.\nMais de 40 iguanas s\u00e3o resgatadas em \u00e1rea urbana de Campina Grande\nReprodu\u00e7\u00e3o \/ Museu Vivo R\u00e9pteis da Caatinga\nA equipe do museu foi at\u00e9 o local durante o dia para confirmar a presen\u00e7a dos animais e retornou \u00e0 noite para fazer o resgate.\n\u201cFomos verificar de dia para confirmar e \u00e0 noite fizemos o resgate. Os animais estavam ilhados no local onde a vegeta\u00e7\u00e3o suprimida foi acumulada. Uma das iguanas estava com um membro dianteiro mutilado. Toda vegeta\u00e7\u00e3o da \u00e1rea foi retirada, os animais perderam suas casas. Ficaram sem acesso a comida e \u00e1gua\u201d, afirmou.\nO primeiro resgate n\u00e3o foi suficiente para retirar todos os animais da \u00e1rea. Na \u00faltima ter\u00e7a-feira (15), a equipe do museu precisou voltar ao local ap\u00f3s receber a informa\u00e7\u00e3o de que ainda havia duas iguanas na regi\u00e3o.\nAp\u00f3s a retirada, os animais foram avaliados e, segundo Silvaney, estavam em condi\u00e7\u00f5es de voltar \u00e0 natureza. Por isso, as iguanas foram levadas para uma \u00e1rea arborizada do Museu Vivo R\u00e9pteis da Caatinga e para o entorno do espa\u00e7o, em Puxinan\u00e3.\n\u201cComo os animais estavam aptos para voltar \u00e0 natureza, foram liberados na \u00e1rea arborizada do museu e todo o entorno\u201d, explicou.\nSilvaney tamb\u00e9m explicou que os resgates foram realizados durante a noite porque as iguanas estavam dormindo. Segundo ele, a escolha do hor\u00e1rio facilitou a retirada dos animais e evitou que eles fugissem para as vias pr\u00f3ximas.\n\u201cFizemos o resgate \u00e0 noite porque elas estavam dormindo. Durante o dia, elas iriam pular e fugir, podendo ser atropeladas nas vias\u201d, afirmou.\nAinda segundo Silvaney, a retirada da vegeta\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m afetou outros animais que viviam na \u00e1rea. De acordo com ele, cobras, lagartos terrestres, pequenos roedores e p\u00e1ssaros que tinham ninhos no local tamb\u00e9m foram atingidos durante a interven\u00e7\u00e3o.\nNa sexta-feira (18), uma das iguanas resgatadas precisou de atendimento no hospital venerin\u00e1rio da Universidade Federal da Para\u00edba no campus da cidade de Areia, no Brejo do estado. O animal apresentava uma amputa\u00e7\u00e3o de parte da regi\u00e3o da cauda e uma mutila\u00e7\u00e3o em uma das patas dianteiras, e, com isso, o animal precisava de um atendimento mais especializado.\n\u00c1rea onde iguanas foram encontradas fica pr\u00f3xima a obra\nO g1 identificou que a \u00e1rea onde os animais foram encontrados fica pr\u00f3xima a uma obra de uma construtora de pr\u00e9dios, mas n\u00e3o conseguiu identificar qual empresa est\u00e1 respons\u00e1vel pelo servi\u00e7o. A reportagem procurou \u00f3rg\u00e3os municipais, estaduais e federais para identificar a responsabilidade pela \u00e1rea e pela obra.\nA Secretaria de Planejamento (Seplan) de Campina Grande informou que a libera\u00e7\u00e3o de obras \u00e9 de compet\u00eancia da Secretaria de Obras do munic\u00edpio.\nA Secretaria de Obras, por sua vez, explicou que, em caso de obras privadas de condom\u00ednios \u00e0s margens da rodovia, a Companhia Estadual de Habita\u00e7\u00e3o Popular (Cehap), do Governo da Para\u00edba, \u00e9 a respons\u00e1vel. A Cehap tamb\u00e9m foi procurada e informou que n\u00e3o existe nenhuma interven\u00e7\u00e3o na \u00e1rea citada sob responsabilidade do \u00f3rg\u00e3o.\nJ\u00e1 o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) informou que n\u00e3o tinha conhecimento do caso e afirmou que o cons\u00f3rcio respons\u00e1vel n\u00e3o estava desenvolvendo nenhuma atividade relacionada \u00e0 situa\u00e7\u00e3o, que fica pr\u00f3xima \u00e0 BR-230.\nO que diz o Ibama\nQuestionado pelo g1 sobre quais medidas devem ser adotadas para proteger animais silvestres durante obras com retirada de vegeta\u00e7\u00e3o, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renov\u00e1veis (Ibama) informou que, nos empreendimentos licenciados pelo \u00f3rg\u00e3o ambiental estadual ou pelo pr\u00f3prio instituto, as a\u00e7\u00f5es relacionadas \u00e0 fauna precisam estar previstas na licen\u00e7a ambiental, ap\u00f3s a avalia\u00e7\u00e3o dos impactos do projeto.\nIsso inclui medidas para retirar os animais da \u00e1rea de forma segura antes ou durante a supress\u00e3o da vegeta\u00e7\u00e3o ou a execu\u00e7\u00e3o das obras. Segundo o Ibama, o resgate deve ser realizado por uma equipe de fauna contratada pelo empreendedor e precisa de autoriza\u00e7\u00e3o espec\u00edfica para o manejo dos animais.\nNa Para\u00edba, o \u00f3rg\u00e3o informou que os resgates de animais silvestres s\u00e3o realizados prioritariamente pela Pol\u00edcia Militar Ambiental, que possui equipes capacitadas e materiais adequados para esse tipo de atendimento.\nAl\u00e9m do resgate, o \u00f3rg\u00e3o aponta o monitoramento da fauna como uma medida de preven\u00e7\u00e3o e acompanhamento dos impactos causados pelo empreendimento.\nV\u00eddeos mais assistidos do g1 Para\u00edba  ","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>        Mais de 40 iguanas s\u00e3o resgatas em \u00e1rea urbana de Campina Grande, na PB<br \/>\nAo menos 42 iguanas foram resgatadas no per\u00edmetro urbano de Campina Grande, no Agreste da Para\u00edba, de uma s\u00f3 vez. 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