{"id":69504,"date":"2026-07-16T11:55:54","date_gmt":"2026-07-16T14:55:54","guid":{"rendered":"https:\/\/g1.globo.com\/pb\/paraiba\/noticia\/2026\/07\/16\/policia-pede-a-prisao-preventiva-de-delegado-e-agentes-investigados-por-desvio-de-drogas-na-pb.ghtml"},"modified":"2026-07-16T11:55:54","modified_gmt":"2026-07-16T14:55:54","slug":"policia-pede-a-prisao-preventiva-de-delegado-e-agentes-investigados-por-desvio-de-drogas-na-pb","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sindaopcpb.org.br\/index.php\/2026\/07\/16\/policia-pede-a-prisao-preventiva-de-delegado-e-agentes-investigados-por-desvio-de-drogas-na-pb\/","title":{"rendered":"Pol\u00edcia pede a pris\u00e3o preventiva de delegado e agentes investigados por desvio de drogas, na PB"},"content":{"rendered":"   <img src=\"https:\/\/s2-g1.glbimg.com\/H8HmaokOBTyrolFGDy9v8QOT9f0=\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2026\/K\/Z\/BAlJTkQRufNksRaAHacw\/delegado-braz-morrone.jpg\" \/><br \/>     Opera\u00e7\u00e3o prende delegado e agentes da Pol\u00edcia Civil em Jo\u00e3o Pessoa\nA Pol\u00edcia Civil concluiu um dos inqu\u00e9ritos que investiga o delegado Braz Morroni e os agentes Everton Aires (conhecido como Bomba) e Eduardo Jorge (conhecido como M\u00e3o Branca). No documento, a Pol\u00edcia Civil pede a pris\u00e3o preventiva dos indiciados. Os tr\u00eas est\u00e3o presos temporariamente desde a Opera\u00e7\u00e3o Perf\u00eddus, deflagrada no in\u00edcio de junho.\n\u2705 Clique aqui para seguir o canal do g1 PB no WhatsApp\nA defesa de Everton Aires informou que n\u00e3o tem conhecimento sobre a conclus\u00e3o do inqu\u00e9rito. A defesa de Eduardo Jorge declarou que \"at\u00e9 aqui\" n\u00e3o consegue se \"pronunciar sobre o conte\u00fado de poss\u00edvel pedido de pris\u00e3o, desejando apenas que possamos ter um processo democr\u00e1tico, justo e honesto\". O g1 procurou adefesas de Braz Morroni, mas n\u00e3o houve resposta at\u00e9 a publica\u00e7\u00e3o desta reportagem.\nDe acordo com o relat\u00f3rio final do inqu\u00e9rito, ao qual o g1 teve acesso nesta quinta-feira (16), o delegado e os agentes foram indiciados por furto qualificado, abuso de autoridade, falsifica\u00e7\u00e3o de documento p\u00fablico e fraude processual.\nSegundo a investiga\u00e7\u00e3o, o indiciamento por furto qualificado ocorreu porque os policiais s\u00e3o suspeitos de retirar parte das drogas encontradas durante uma a\u00e7\u00e3o em um apartamento, em setembro de 2025. O relat\u00f3rio aponta que havia cerca de 60 kg de drogas no im\u00f3vel, mas apenas 3 kg foram oficialmente apresentados na delegacia. A diferen\u00e7a corresponde a um valor de mercado estimado em R$ 2,1 milh\u00f5es.\nDos 60 kg de drogas no im\u00f3vel, apenas 3 kg foram oficialmente apresentados na delegacia por Braz Morroni\nReprodu\u00e7\u00e3o \/ Pol\u00edcia Civil da Para\u00edba\nLEIA TAMB\u00c9M:\nAgentes da pol\u00edcia presos tentaram ficar com parte de dinheiro de tr\u00e1fico que seria entregue a delegado na PB\nO crime de falsifica\u00e7\u00e3o de documento p\u00fablico est\u00e1 relacionado ao boletim de ocorr\u00eancia registrado tr\u00eas dias ap\u00f3s a a\u00e7\u00e3o. Conforme o inqu\u00e9rito, o documento apresentou informa\u00e7\u00f5es incompat\u00edveis com o que foi encontrado no apartamento, principalmente sobre a quantidade de drogas apreendida.\nGrande quantidade de drogas foi encontrada em m\u00eddias do celular do delegado Braz Morroni\nReprodu\u00e7\u00e3o \/ Pol\u00edcia Civil da Para\u00edba\nJ\u00e1 o indiciamento por abuso de autoridade tem como base a conclus\u00e3o da investiga\u00e7\u00e3o de que os policiais entraram no im\u00f3vel sem autoriza\u00e7\u00e3o do morador, sem decis\u00e3o judicial e sem situa\u00e7\u00e3o de flagrante que justificasse a entrada. Para a Pol\u00edcia Civil, os investigados utilizaram a fun\u00e7\u00e3o p\u00fablica para dar apar\u00eancia de legalidade \u00e0 a\u00e7\u00e3o.\nO crime de fraude processual foi atribu\u00eddo porque, segundo a investiga\u00e7\u00e3o, apenas parte das drogas encontrada foi encaminhada para a per\u00edcia, alterando o conjunto de provas que seria analisado durante a investiga\u00e7\u00e3o e em eventual processo criminal.\nAo pedir a pris\u00e3o preventiva, a Pol\u00edcia Civil afirmou que \"qualquer outra medida cautelar \u00e9 insuficiente\" e que a ado\u00e7\u00e3o de outra medida \"poder\u00e1 levar a cabo todo o trabalho policial e ocasionar\u00e1 numa poss\u00edvel fuga e apagamento de provas\".\nA Pol\u00edcia Civil informou que as suspeitas de tr\u00e1fico de drogas e associa\u00e7\u00e3o para o tr\u00e1fico s\u00e3o investigadas em outro inqu\u00e9rito. Segundo o relat\u00f3rio, a separa\u00e7\u00e3o foi adotada para evitar tumulto processual, confus\u00e3o na an\u00e1lise das provas e preju\u00edzo \u00e0 compreens\u00e3o dos fatos.\nO delegado e os demais investigados permanecem presos no Pres\u00eddio Especial do Valentina, localizado em Jo\u00e3o Pessoa.\nAs investiga\u00e7\u00f5es\nOpera\u00e7\u00e3o Perf\u00eddus foi deflagrada na manh\u00e3 desta ter\u00e7a-feira (2)\nDivulga\u00e7\u00e3o\/Pol\u00edcia Civil\nA opera\u00e7\u00e3o investiga uma organiza\u00e7\u00e3o criminosa suspeita de envolvimento com tr\u00e1fico de drogas, corrup\u00e7\u00e3o e vazamento de informa\u00e7\u00f5es sigilosas. Ao todo, a opera\u00e7\u00e3o cumpriu nove mandados de pris\u00e3o e 24 mandados de busca e apreens\u00e3o. A Justi\u00e7a tamb\u00e9m determinou o bloqueio de cerca de R$ 10 milh\u00f5es dos investigados.\nUm dos agentes presos \u00e9 Everton Rychelyson da Silva Aires, conhecido como \"Bomba\" ou \"Bombado\". De acordo com a Pol\u00edcia Civil, ele \u00e9 apontado como operador central da organiza\u00e7\u00e3o e fazia a ponte entre policiais e traficantes.\nO segundo agente \u00e9 Eduardo Jorge Ferreira do Egito, conhecido como \"M\u00e3o Branca\". O investigador \u00e9 apontado como participante direto de subtra\u00e7\u00f5es de drogas e teria monitorado carregamentos, utilizado rastreadores e escondido drogas em casa.\nOutros presos da opera\u00e7\u00e3o:\nJo\u00e3o Wicttor Alves de Lima;\nBrendo Roberth Fernandes Sobral;\nPaulo Ricardo Barbosa de Souza (\"Galinha\");\nJos\u00e9 Alexandrino de Lira J\u00fanior (\"J\u00fanior Lira\");\nVanessa Dantas Fernandes;\nDankennedy Vieira Brito da Silva (\"Babau\").\nQuem \u00e9 o delegado Braz Morroni\nDelegado Braz Morrone est\u00e1 entre os presos da opera\u00e7\u00e3o\nReprodu\u00e7\u00e3o\/TV Cabo Branco\nO delegado Braz Morroni atua na Delegacia de Crimes Contra o Patrim\u00f4nio (DCCPAT), em Jo\u00e3o Pessoa. Com mais de 20 anos de carreira, o delegado j\u00e1 passou por outras delegacias, como a de Repress\u00e3o a Entorpecentes.\nSegundo as investiga\u00e7\u00f5es, a organiza\u00e7\u00e3o criminosa contaria com a participa\u00e7\u00e3o de agentes p\u00fablicos que utilizavam a estrutura do Estado para favorecer atividades criminosas. O nome da opera\u00e7\u00e3o, Perf\u00eddus, significa \"trai\u00e7\u00e3o\" ou \"deslealdade\" e faz refer\u00eancia \u00e0 conduta atribu\u00edda aos investigados.\nV\u00eddeos mais assistidos do g1 Para\u00edba  ","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>        Opera\u00e7\u00e3o prende delegado e agentes da Pol\u00edcia Civil em Jo\u00e3o Pessoa<br \/>\nA Pol\u00edcia Civil concluiu um dos inqu\u00e9ritos que investiga o delegado Braz Morroni e os agentes Everton Aires (conhecido como Bomba) e Eduardo Jorge (conhecido como M\u00e3o Branca). 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