{"id":69169,"date":"2026-07-10T19:27:45","date_gmt":"2026-07-10T22:27:45","guid":{"rendered":"https:\/\/g1.globo.com\/pb\/paraiba\/noticia\/2026\/07\/10\/audio-delegado-preso-desvio-drogas-boletim-ocorrencia-dados-falsos-sobre-apreensao-paraiba.ghtml"},"modified":"2026-07-10T19:27:45","modified_gmt":"2026-07-10T22:27:45","slug":"audio-mostra-delegado-preso-por-desvio-de-drogas-mandando-fazer-boletim-de-ocorrencia-com-dados-falsos-sobre-apreensao-na-pb-ouca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sindaopcpb.org.br\/index.php\/2026\/07\/10\/audio-mostra-delegado-preso-por-desvio-de-drogas-mandando-fazer-boletim-de-ocorrencia-com-dados-falsos-sobre-apreensao-na-pb-ouca\/","title":{"rendered":"\u00c1udio mostra delegado preso por desvio de drogas mandando fazer boletim de ocorr\u00eancia com dados falsos sobre apreens\u00e3o na PB; OU\u00c7A"},"content":{"rendered":"   <img src=\"https:\/\/s2-g1.glbimg.com\/H8HmaokOBTyrolFGDy9v8QOT9f0=\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2026\/K\/Z\/BAlJTkQRufNksRaAHacw\/delegado-braz-morrone.jpg\" \/><br \/>     \u00c1udios mostram delegado mandando registrar boletim de ocorr\u00eancia com dados falsos na PB\n\u00c1udios do delegado Braz Morroni, preso sob suspeita de integrar um esquema de desvio de drogas na Pol\u00edcia Civil da Para\u00edba, mostram o investigado orientando um escriv\u00e3o da Delegacia de Crimes Contra o Patrim\u00f4nio, em Jo\u00e3o Pessoa, a registrar um boletim de ocorr\u00eancia com dados falsos e em um dia diferente da apreens\u00e3o de material entorpecente.\n\u2705 Clique aqui para seguir o canal do g1 PB no WhatsApp\nA Rede Para\u00edba teve acesso aos \u00e1udios em quest\u00e3o e a um documento da investiga\u00e7\u00e3o da Delegacia de Repress\u00e3o ao Crime Organizado (Draco) que mostra tamb\u00e9m uma suposta diferen\u00e7a da quantidade de drogas apreendidas e o que foi registrado. \nOs \u00e1udios foram extra\u00eddos do celular do delegado e a investiga\u00e7\u00e3o aponta que Braz orientou que o documento fosse datado de 17 de outubro de 2025, mas relatasse uma apreens\u00e3o realizada em 11 de outubro, e afirma que dois investigadores levariam a droga para a delegacia onde ele era respons\u00e1vel.\nNo \u00e1udio, o delegado fala com um interlocutor identificado como \"Quinze\", um escriv\u00e3o da Pol\u00edcia Civil, e diz que outros dois agentes da corpora\u00e7\u00e3o, Everton Aires e Eduardo Jorge, tamb\u00e9m presos,  seriam respons\u00e1veis por levar a droga para a delegacia para o registros, dias depois da apreens\u00e3o. \n\"Beleza, Quinze, \u00e9 o seguinte, M\u00e3o Branca e o Bomba v\u00e3o levar uma droga que eles apreenderam, certo? No s\u00e1bado, s\u00e1bado passado, n\u00e9? A\u00ed \u00e9 s\u00f3 pra tu fazer o of\u00edcio de constata\u00e7\u00e3o de subst\u00e2ncia, certo? A\u00ed da forma que vier, eu acho que s\u00e3o dois sacos grandes. E a\u00ed voc\u00ea s\u00f3 faz essa requisi\u00e7\u00e3o. Bota o local, n\u00e9? Que foi numa casa. A\u00ed tu organiza com ele, viu? Eu vou botar a conta de luz que M\u00e3o Branca me mandou agora. A\u00ed j\u00e1 pra tu ficar com os dados a\u00ed\", disse no \u00e1udio.\nO relat\u00f3rio da Pol\u00edcia Civil tamb\u00e9m aponta que a per\u00edcia no celular do delegado recuperou fotografias apagadas que apontam que ele estaria em um im\u00f3vel , ainda no dia 11 de outubro, data da apreens\u00e3o, onde a droga estava armazenada. \nA investiga\u00e7\u00e3o aponta que Eduardo Jorge tamb\u00e9m estava no local. Ao todo, conforme a pol\u00edcia, quatro pessoas estavam presentes. Essas imagens, segundo a Draco, mostram pacotes de drogas guardados em um quarto. Os arquivos extra\u00eddos do celular registram data, hor\u00e1rio e geolocaliza\u00e7\u00e3o. \nDe acordo com a investiga\u00e7\u00e3o, os registros, somados ao GPS da viatura e a outros elementos indicam que Braz participou da retirada da droga do im\u00f3vel, da distribui\u00e7\u00e3o do material entre suspeitos e, em seguida, retornou para casa, sem que houvesse qualquer registro formal da opera\u00e7\u00e3o naquele dia, somente no dia 17 de outubro. \nNo registro oficial, conforme o documento da Draco, foi informada  a apreens\u00e3o de apenas 1,5 kg de subst\u00e2ncia entorpecente, ao passo que os ind\u00edcios apontam para a exist\u00eancia de volume superior. O documento estima-se em 100kg de droga. \nConforme a Draco, essa estimativa da real quantidade de droga corresponde a uma pr\u00e1tica reiterada do tr\u00e1fico de drogas, onde cada pacote equivale, no m\u00ednimo, a 1kg de entorpecentes. A pol\u00edcia diz que isso \"permite inferir que a quantidade originalmente existente no local  ultrapassava, com larga margem, a marca de 100 kg\". \nO g1 tentou contato com a defesa de Braz Morroni, que n\u00e3o respondeu at\u00e9 a \u00faltima atualiza\u00e7\u00e3o desta reportagem. As defesas de Everton Aires e Eduardo Jorge n\u00e3o foram localizadas. Todos os tr\u00eas suspeitos est\u00e3o presos temporariamente, por determina\u00e7\u00e3o da Justi\u00e7a. \nLEIA TAMB\u00c9M:\nInvestiga\u00e7\u00e3o que levou \u00e0 pris\u00e3o de delegado na PB come\u00e7ou ap\u00f3s den\u00fancia de traficante, diz pol\u00edcia\nAs investiga\u00e7\u00f5es\nSegundo a Pol\u00edcia Civil, a investiga\u00e7\u00e3o teve in\u00edcio em fevereiro de 2025, ap\u00f3s a den\u00fancia de um traficante que relatou que drogas apreendidas teriam sido desviadas por agentes da corpora\u00e7\u00e3o. Ao longo das apura\u00e7\u00f5es, os investigadores reuniram elementos que indicam que o esquema investigado teria movimentado cerca de R$ 10 milh\u00f5es em vendas ao longo de quatro anos.\nDos nove mandados de pris\u00e3o expedidos pela Justi\u00e7a contra os suspeitos, oito foram cumpridos na opera\u00e7\u00e3o Perf\u00eddus. \nOpera\u00e7\u00e3o Perf\u00eddius foi deflagrada na manh\u00e3 desta ter\u00e7a-feira (2)\nDivulga\u00e7\u00e3o\/Pol\u00edcia Civil\nQuem \u00e9 quem no esquema \nBraz Morroni - delegado da Delegacia de Crimes Contra o Patrim\u00f4nio (DCCPAT)\nDelegado Braz Morroni est\u00e1 entre os presos da opera\u00e7\u00e3o\nReprodu\u00e7\u00e3o\/TV Cabo Branco\nNo documento judicial, Braz Morroni \u00e9 descrito como algu\u00e9m que teria participa\u00e7\u00e3o ativa no esquema. Segundo o documento, ele n\u00e3o apenas toleraria as a\u00e7\u00f5es dos subordinados da Pol\u00edcia Civil, mas seria benefici\u00e1rio direto dos lucros obtidos com a venda de drogas desviadas. \nA investiga\u00e7\u00e3o sustenta que Braz Morroni recebia repasses de dinheiro provenientes das negocia\u00e7\u00f5es realizadas pelos investigadores, cobrava rapidez na recupera\u00e7\u00e3o de valores referentes a drogas vendidas a prazo e utilizava sua posi\u00e7\u00e3o hier\u00e1rquica para oferecer prote\u00e7\u00e3o institucional ao grupo. \nA decis\u00e3o cita transfer\u00eancias financeiras feitas por Everton Aires, um dos integrantes dessa organiza\u00e7\u00e3o criminosa, para contas ligadas ao delegado, al\u00e9m de conversas interceptadas que indicariam a reserva de uma parcela dos lucros para Braz em opera\u00e7\u00f5es de tr\u00e1fico e com\u00e9rcio il\u00edcito de drogas.\nTamb\u00e9m \u00e9 mencionado que, em dezembro de 2025, o delegado teria comparecido pessoalmente \u00e0 delegacia para receber sua parte dos recursos arrecadados com o tr\u00e1fico de drogas. \nPor esses elementos, o magistrado que autorizou a pris\u00e3o, entendeu haver ind\u00edcios de participa\u00e7\u00e3o direta do delegado na estrutura criminosa, determinando sua pris\u00e3o tempor\u00e1ria, afastamento do cargo, bloqueio de bens e suspens\u00e3o do porte de armas.\nEm audi\u00eancia de cust\u00f3dia realizada pela Justi\u00e7a ap\u00f3s a pris\u00e3o, foi mantida a pris\u00e3o tempor\u00e1ria de Braz Morroni, nesta ter\u00e7a-feira (2). Ele foi encaminhado para o Pres\u00eddio Especial do Valentina, em Jo\u00e3o Pessoa. \nEverton Rychelyson da Silva Aires - Operador do grupo e policial civil\nEverton foi apontado como sendo um dos principais operadores do esquema criminoso. Ele \u00e9 agente da Pol\u00edcia Civil\nTV Cabo Branco\nO principal apontado como operador do grupo criminoso \u00e9 o investigador da Pol\u00edcia Civil, Everton Rychelyson da Silva Aires, conhecido como \"Bomba\". \nConforme a decis\u00e3o judicial, ele seria o elo entre policiais e traficantes, respons\u00e1vel por guardar drogas desviadas, negociar carregamentos de coca\u00edna e skunk, organizar a contabilidade clandestina, orientar integrantes do grupo sobre lavagem de dinheiro e at\u00e9 atuar em esquemas paralelos de importa\u00e7\u00e3o irregular de mercadorias e comercializa\u00e7\u00e3o de anabolizantes. \nO documento tamb\u00e9m menciona movimenta\u00e7\u00f5es financeiras consideradas incompat\u00edveis com sua renda e diversas transa\u00e7\u00f5es com suspeitos ligados ao tr\u00e1fico.\nEm audi\u00eancia de cust\u00f3dia realizada pela Justi\u00e7a ap\u00f3s a pris\u00e3o, foi mantida a pris\u00e3o tempor\u00e1ria do suspeito, nesta ter\u00e7a-feira (2). Ele foi encaminhado para o Pres\u00eddio Especial do Valentina, em Jo\u00e3o Pessoa. \nEduardo Jorge Ferreira - agente da Pol\u00edcia Civil\nEduardo Jorge tamb\u00e9m foi apontado como integrante da organiza\u00e7\u00e3o criminosa\nReprodu\u00e7\u00e3o\/TV Cabo Branco\nTamb\u00e9m conforme a decis\u00e3o, outro personagem do esquema \u00e9 o investigador Eduardo Jorge Ferreira do Egito, conhecido como \"M\u00e3o Branca\". \nO documento judicial afirma que ele participava diretamente das a\u00e7\u00f5es de subtra\u00e7\u00e3o de drogas, monitorava carregamentos de fac\u00e7\u00f5es, manipulava rastreadores instalados em ve\u00edculos e armazenava entorpecentes em sua resid\u00eancia. \nO documento destaca ainda movimenta\u00e7\u00f5es financeiras milion\u00e1rias, rela\u00e7\u00f5es comerciais consideradas suspeitas e mecanismos de oculta\u00e7\u00e3o patrimonial por meio de empresas e terceiros.\nEm audi\u00eancia de cust\u00f3dia realizada pela Justi\u00e7a ap\u00f3s a pris\u00e3o, foi mantida a pris\u00e3o tempor\u00e1ria do suspeito, nesta ter\u00e7a-feira (2). Ele foi encaminhado para o Pres\u00eddio Especial do Valentina, em Jo\u00e3o Pessoa. \nJo\u00e3o Wicttor Alves de Lima, Brendo Roberth e Paulo Ricardo  - integrantes do grupo criminoso\nOutro apontado pela investiga\u00e7\u00e3o \u00e9 Jo\u00e3o Wicttor Alves de Lima, conhecido como \"Vitor\", que a Justi\u00e7a coloca como respons\u00e1vel por armazenar, refinar e comercializar drogas fornecidas pelos policiais, al\u00e9m de realizar transfer\u00eancias financeiras para integrantes do esquema. \nBrendo Roberth Fernandes Sobral, o \"Breno\", seria subordinado de Jo\u00e3o Wicttor e atuaria na guarda, refino e distribui\u00e7\u00e3o dos entorpecentes. J\u00e1 Paulo Ricardo Barbosa de Souza, conhecido como \"Galinha\", \u00e9 apontado como informante dos policiais e distribuidor de drogas, fornecendo informa\u00e7\u00f5es sobre dep\u00f3sitos de fac\u00e7\u00f5es rivais em troca de parte das cargas desviadas, al\u00e9m de participar da movimenta\u00e7\u00e3o financeira do grupo por meio de empresas pr\u00f3prias.\nJos\u00e9 Alexandrino de Lira J\u00fanior - chefe de distribui\u00e7\u00e3o de carregamentos de drogas\nCom atua\u00e7\u00e3o principalmente voltada para o Sert\u00e3o da Para\u00edba, Jos\u00e9 Alexandrino de Lira J\u00fanior, conhecido como \"J\u00fanior Lira\", \u00e9 descrito como l\u00edder da distribui\u00e7\u00e3o de grandes carregamentos de drogas na regi\u00e3o etamb\u00e9m no Rio Grande do Norte, financiando remessas interestaduais e mantendo rela\u00e7\u00f5es diretas com Everton, citado anteriormente. \nVanessa Dantas Fernandes - tesoureira do esquema \nEsposa de J\u00fanior Lira, Vanessa Dantas \u00e9 apontada pela Justi\u00e7a da Para\u00edba como a tesoureira do esquema no sert\u00e3o paraibano, disponibilizando suas contas correntes para receber, fracionar e pulverizar os recursos do tr\u00e1fico internacional e interestadual de drogas, enviando valores diretos aos policiais. \nDe acordo com a investiga\u00e7\u00e3o, Vanessa apresentava volumosa rotina de dep\u00f3sitos fracionados em dinheiro em correspondentes lot\u00e9ricos e terminais de autoatendimento, seguidos imediatamente por saques sistem\u00e1ticos na boca do caixa e em caixas eletr\u00f4nicos, de modo a viabilizar a evas\u00e3o f\u00edsica dos ativos para fins de blindagem patrimonial. \nDankennedy Vieira - integrante de fac\u00e7\u00e3o criminosa \nA decis\u00e3o tamb\u00e9m menciona Dankennedy Vieira Brito da Silva, conhecido como \"Babau\", integrante da fac\u00e7\u00e3o criminosa Nova Okaida. Segundo a investiga\u00e7\u00e3o, ele teria sido uma das v\u00edtimas do desvio de drogas praticado pelos policiais e foi quem divulgou imagens nas redes sociais que deram origem \u00e0s apura\u00e7\u00f5es. Ele foi o \u00fanico que n\u00e3o foi preso no cumprimento do mandado de pris\u00e3o. Todos os outros citados anteriormente, foram presos. \nOutros suspeitos\nTr\u00eas outras pessoas, que n\u00e3o foram alvos de mandados de pris\u00e3o preventiva, foram citadas na decis\u00e3o da Justi\u00e7a como pessoas que mantinham rela\u00e7\u00f5es financeiras suspeitas com integrantes do grupo criminoso. Elas foram citadas como: \nDiego Ernesto Pereira Barros, ex-policial militar;\nFabiano de Matos Farias, o \"Galego\";\nJobson Rodrigo da Silva.\nOs tr\u00eas, conforme a Justi\u00e7a, foram alvo apenas de mandados de busca e apreens\u00e3o em endere\u00e7os citados pela Justi\u00e7a. Fabiano de Matos, inclusive, est\u00e1 atualmente preso por outros crimes na Penitenci\u00e1ria de Seguran\u00e7a M\u00e1xima Criminalista Geraldo Beltr\u00e3o, em Jo\u00e3o Pessoa. \nO ex-policial militar, apesar de n\u00e3o ter sido alvo de pris\u00e3o preventiva, acabou sendo preso em flagrante durante o cumprimento do mandado de busca e apreens\u00e3o, por obstru\u00e7\u00e3o de Justi\u00e7a e posse ilegal de arma de fogo. Ele passou por audi\u00eancia de cust\u00f3dia por esses crimes e foi posto em liberdade ainda nesta ter\u00e7a-feira (2). \nPara a Rede Para\u00edba, a defesa do ex-policial militar disse que a pris\u00e3o em flagrante foi \"excessiva\" e \"desproporcional\", al\u00e9m de achar que \"n\u00e3o havia elementos concretos para a manuten\u00e7\u00e3o da pris\u00e3o ou para a convers\u00e3o da pris\u00e3o em flagrante em pris\u00e3o preventiva\".\nEm nota, a defesa do delegado Braz Morroni disseram que \"\u00e9 preciso rassaltar o direito constitucional \u00e0 presun\u00e7\u00e3o de inoc\u00eancia\" e que \"ir\u00e1 analisar os autos visando a ado\u00e7\u00e3o das medidas pertinentes para restaurar a liberdade do delegado\". Tamb\u00e9m afirmou que \"no momento oportuno, ir\u00e1 provar sua inoc\u00eancia\". \nO g1 n\u00e3o conseguiu localizar a defesa dos outros citados. \nComo funcionava o esquema \nSegundo as investiga\u00e7\u00f5es, a organiza\u00e7\u00e3o criminosa contaria com a participa\u00e7\u00e3o de agentes p\u00fablicos que utilizavam a estrutura do Estado para favorecer atividades criminosas. Entre os poss\u00edveis crimes, est\u00e1 o desvio de drogas para revenda. \nUm dos agentes presos \u00e9 Everton Rychelyson da Silva Aires, conhecido como \"Bomba\" ou \"Bombado\". De acordo com a Pol\u00edcia Civil, ele \u00e9 apontado como operador central da organiza\u00e7\u00e3o e fazia a ponte entre policiais e traficantes.\nO segundo agente \u00e9 Eduardo Jorge Ferreira do Egito, conhecido como \"M\u00e3o Branca\". O investigador \u00e9 apontado como participante direto de subtra\u00e7\u00f5es de drogas e teria monitorado carregamentos, utilizado rastreadores e escondido drogas em casa.\nJ\u00e1 o delegado Braz Morroni de Paiva Junior \u00e9 apontado pelas investiga\u00e7\u00f5es como participante da divis\u00e3o dos lucros obtidos com a venda de drogas desviadas e teria recebido repasses financeiros e usado o cargo para proteger subordinados envolvidos no esquema.\nO delegado Rafael Bianchi detalhou que traficantes informavam aos policiais a localiza\u00e7\u00e3o de drogas armazenadas por outros grupos criminosos, os agentes da Pol\u00edcia Civil faziam a apreens\u00e3o e repassavam para os criminosos que informavam as localiza\u00e7\u00f5es dos entorpecentes. \n\"Traficantes de confian\u00e7a dos policiais informavam onde havia essa droga armazenada. Os policiais iam at\u00e9 o local, realizavam a subtra\u00e7\u00e3o e repassavam essa droga para esses traficantes de confian\u00e7a, que s\u00e3o todos da mesma organiza\u00e7\u00e3o criminosa\". \nO delegado Andr\u00e9 Rabello acrescentou que as investiga\u00e7\u00f5es levaram cerca de 15 meses e que drogas que seriam incineradas tamb\u00e9m foram desviadas. \n\"A gente se debru\u00e7ou e se deparou com essa realidade, com nove alvos, nove traficantes, incluindo tr\u00eas policiais, retirando do meio criminoso entorpecentes e, em vez da entrada na pol\u00edcia, voltando para outras organiza\u00e7\u00f5es criminosas. E o que dava entrada na delegacia, quando ia ser incinerado, tamb\u00e9m havia o desfalque l\u00e1 naquele momento de incinerar.\" \nAl\u00e9m dos nove mandados de pris\u00e3o, foram cumpridos 24 mandados de busca e apreens\u00e3o. A Justi\u00e7a tamb\u00e9m determinou o bloqueio de cerca de R$ 10 milh\u00f5es dos investigados.\nQuem \u00e9 o delegado preso \nBraz Morroni de Paiva J\u00fanior tem mais de 20 anos de atua\u00e7\u00e3o na Pol\u00edcia Civil. Ele foi nomeado delegado de Pol\u00edcia Civil na Para\u00edba em 12 de agosto de 2004, ap\u00f3s ser aprovado em um concurso p\u00fablico.\nO delegado atuou na delegacia de Cuit\u00e9, na delegacia de Itabaiana, na 4\u00aa delegacia distrital de Campina Grande e como plantonista na Segunda Delegacia Regional de Pol\u00edcia Civil. Em 2017, Braz Morrone come\u00e7ou a atuar na Delegacia de Repress\u00e3o a Entorpecentes e, em 2019, assumiu a DCCPAT.\nAgora no g1\nV\u00eddeos mais assistidos do g1 Para\u00edba  ","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>        \u00c1udios mostram delegado mandando registrar boletim de ocorr\u00eancia com dados falsos na PB<br \/>\n\u00c1udios do delegado Braz Morroni, preso sob suspeita de integrar um esquema de desvio de drogas na Pol\u00edcia Civil da Para\u00edba, mostram o investigado orientando&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"advgb_blocks_editor_width":"","advgb_blocks_columns_visual_guide":"","footnotes":""},"categories":[34],"tags":[35],"class_list":["post-69169","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-g1","tag-g1"],"author_meta":{"display_name":"g1 &gt; Para\u00edba","author_link":"https:\/\/sindaopcpb.org.br\/author\/g1-paraiba\/"},"featured_img":null,"coauthors":[],"tax_additional":{"categories":{"linked":["<a href=\"https:\/\/sindaopcpb.org.br\/g1\/\" class=\"advgb-post-tax-term\">G1<\/a>"],"unlinked":["<span class=\"advgb-post-tax-term\">G1<\/span>"]},"tags":{"linked":["<a href=\"https:\/\/sindaopcpb.org.br\/g1\/\" class=\"advgb-post-tax-term\">g1<\/a>"],"unlinked":["<span class=\"advgb-post-tax-term\">g1<\/span>"]}},"comment_count":"0","relative_dates":{"created":"Publicado 5 horas atr\u00e1s","modified":"Atualizado 5 horas atr\u00e1s"},"absolute_dates":{"created":"Publicado em 10 de julho de 2026","modified":"Atualizado em 10 de julho de 2026"},"absolute_dates_time":{"created":"Publicado em 10 de julho de 2026 19:27","modified":"Atualizado em 10 de julho de 2026 19:27"},"featured_img_caption":"","series_order":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sindaopcpb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/69169","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sindaopcpb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sindaopcpb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sindaopcpb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sindaopcpb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=69169"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/sindaopcpb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/69169\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":69175,"href":"https:\/\/sindaopcpb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/69169\/revisions\/69175"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sindaopcpb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=69169"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sindaopcpb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=69169"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sindaopcpb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=69169"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}