{"id":69024,"date":"2026-07-08T15:33:00","date_gmt":"2026-07-08T18:33:00","guid":{"rendered":"https:\/\/g1.globo.com\/pb\/paraiba\/noticia\/2026\/07\/08\/mulher-baleada-em-festa-cobra-justica-um-ano-apos-ataque-em-joao-pessoa.ghtml"},"modified":"2026-07-08T15:33:00","modified_gmt":"2026-07-08T18:33:00","slug":"mulher-baleada-em-festa-cobra-justica-um-ano-apos-ataque-em-joao-pessoa-nao-foi-so-erro-de-uma-pessoa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sindaopcpb.org.br\/index.php\/2026\/07\/08\/mulher-baleada-em-festa-cobra-justica-um-ano-apos-ataque-em-joao-pessoa-nao-foi-so-erro-de-uma-pessoa\/","title":{"rendered":"Mulher baleada em festa cobra justi\u00e7a um ano ap\u00f3s ataque em Jo\u00e3o Pessoa: &#8216;N\u00e3o foi s\u00f3 erro de uma pessoa&#8217;"},"content":{"rendered":"   <img src=\"https:\/\/s2-g1.glbimg.com\/Dj0dqyVzAgbTgunq54bZW4xtl24=\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2026\/J\/4\/F6Y52oTAyBTWidU3FdRg\/image-11-.png\" \/><br \/>     Um ano depois, v\u00edtima de tiroteio espera por justi\u00e7a\nQuase um ano depois de ser baleada durante uma festa de pagode no bairro do Altiplano, na Zona Sul de Jo\u00e3o Pessoa, Juliana Batista ainda convive com as consequ\u00eancias do ataque. Atingida por um tiro no peito durante uma confus\u00e3o no evento, ela passou por uma cirurgia de alto risco, perdeu oportunidades profissionais, faz uso cont\u00ednuo de medicamentos e afirma que ainda aguarda uma resposta da Justi\u00e7a.\n\u201cN\u00e3o foi s\u00f3 o erro de uma pessoa. Foi um erro da organiza\u00e7\u00e3o do evento, de situa\u00e7\u00f5es que poderiam ter sido evitadas. O que eu espero \u00e9 que a justi\u00e7a seja feita e que isso n\u00e3o volte a acontecer\", comentou Juliana \u00e0 TV Cabo Branco.\n\u2705 Clique aqui para seguir o canal do g1 PB no WhatsApp\nEm entrevista \u00e0 TV Cabo Branco, Juliana contou que a expectativa do dia era apenas aproveitar a noite ao lado dos amigos. A situa\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, mudou em poucos segundos quando uma briga come\u00e7ou nas proximidades do palco e terminou com v\u00e1rios disparos de arma de fogo.\nSegundo a v\u00edtima, a confus\u00e3o se intensificou sem que houvesse uma interven\u00e7\u00e3o eficaz da equipe de seguran\u00e7a.\n\u201cEra uma briga que vinha pr\u00f3ximo do palco e n\u00e3o teve nenhuma interven\u00e7\u00e3o efetiva de seguran\u00e7a. Quando eles come\u00e7aram a se levantar, houve o primeiro disparo. Logo em seguida, o segundo disparo me atingiu\", relembrou.\nJuliana Batista sobreviveu ap\u00f3s ter sido baleada em uma festa de pagode em Jo\u00e3o Pessoa\nReprodu\u00e7\u00e3o\/TV Cabo Branco\nJuliana tamb\u00e9m questiona o atendimento prestado ap\u00f3s os tiros. Ela afirma \u00e0 TV Cabo Branco que n\u00e3o recebeu socorro imediato e diz que a ambul\u00e2ncia dispon\u00edvel no local estava fechada no momento da ocorr\u00eancia.\nLevada ao Hospital de Emerg\u00eancia e Trauma de Jo\u00e3o Pessoa, o caso dela foi o mais grave entre os tr\u00eas feridos. Exames apontaram perfura\u00e7\u00f5es no pulm\u00e3o e no f\u00edgado, o que tornou necess\u00e1ria uma laparotomia, procedimento cir\u00fargico de grande porte utilizado para avaliar e tratar les\u00f5es internas.\nBala retirada do corpo de Juliana\nReprodu\u00e7\u00e3o\/TV Cabo Branco\nAntes da cirurgia, os m\u00e9dicos explicaram os riscos do procedimento. Juliana afirma que acreditou que n\u00e3o sobreviveria e chegou a se despedir de amigos.\n\u201cEu passei todas as minhas contas para uma amiga porque tinha certeza de que n\u00e3o iria resistir. Quando acordei da cirurgia, a primeira coisa que pensei foi: sobrevivi\", comentou.\nApesar da recupera\u00e7\u00e3o, ela afirma que a vida n\u00e3o voltou ao que era antes. Al\u00e9m das sequelas f\u00edsicas e psicol\u00f3gicas, Juliana conta que perdeu uma oportunidade de emprego porque estava hospitalizada e em recupera\u00e7\u00e3o quando foi convocada em um processo seletivo. Atualmente, faz tratamento com medica\u00e7\u00e3o controlada.\nEla tamb\u00e9m relata que, um m\u00eas ap\u00f3s o atentado, o irm\u00e3o, que tinha diagn\u00f3stico de esquizofrenia, foi assassinado. Segundo Juliana, o epis\u00f3dio agravou ainda mais o impacto provocado pelo crime.\nJuliana passou por um longo processo de recupera\u00e7\u00e3o, e hoje faz uso de medicamentos controlados\nReprodu\u00e7\u00e3o\/TV Cabo Branco\nInvestiga\u00e7\u00e3o aguarda conclus\u00e3o de per\u00edcia\nEm nota encaminhada \u00e0 TV Cabo Branco, a organiza\u00e7\u00e3o respons\u00e1vel pelo evento informou que prestou atendimento \u00e0s v\u00edtimas, colaborou com as autoridades desde o in\u00edcio da investiga\u00e7\u00e3o e disponibilizou imagens e informa\u00e7\u00f5es para auxiliar na identifica\u00e7\u00e3o do autor dos disparos.\nA Pol\u00edcia Civil informou que o inqu\u00e9rito ainda depende da conclus\u00e3o de uma per\u00edcia de confronto bal\u00edstico. De acordo com a delegada respons\u00e1vel pelo caso, o laudo permanece pendente e, por isso, n\u00e3o h\u00e1 previs\u00e3o para a conclus\u00e3o da investiga\u00e7\u00e3o nem informa\u00e7\u00f5es sobre eventual identifica\u00e7\u00e3o ou pris\u00e3o do suspeito.\nAgora no g1\nRelembre o caso\nTr\u00eas pessoas foram baleadas durante uma festa de pagode realizada na madrugada de 12 de outubro, no bairro do Altiplano,  em Jo\u00e3o Pessoa.\nSegundo a Pol\u00edcia Militar, testemunhas relataram que um homem sacou uma arma durante uma discuss\u00e3o e efetuou v\u00e1rios disparos. Pessoas que estavam no local afirmaram que o suspeito seria um policial \u00e0 paisana, mas ele ainda n\u00e3o foi oficialmente identificado.\nAs v\u00edtimas foram uma mulher de 32 anos e dois homens, de 29 e 31 anos. Todos foram socorridos para o Hospital de Emerg\u00eancia e Trauma de Jo\u00e3o Pessoa. Os dois homens receberam alta no mesmo dia, enquanto Juliana permaneceu internada devido \u00e0 gravidade dos ferimentos.\nNa \u00e9poca, a organiza\u00e7\u00e3o do evento informou que colaborava com as investiga\u00e7\u00f5es e que aguardava a apura\u00e7\u00e3o das autoridades para esclarecer o caso e responsabilizar os envolvidos.\nV\u00eddeos mais assistidos do g1 Para\u00edba  ","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>        Um ano depois, v\u00edtima de tiroteio espera por justi\u00e7a<br \/>\nQuase um ano depois de ser baleada durante uma festa de pagode no bairro do Altiplano, na Zona Sul de Jo\u00e3o Pessoa, Juliana Batista ainda convive com as consequ\u00eancias do ataque. 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