{"id":67999,"date":"2026-06-24T10:30:59","date_gmt":"2026-06-24T13:30:59","guid":{"rendered":"https:\/\/g1.globo.com\/pb\/paraiba\/sao-joao\/noticia\/2026\/06\/24\/casal-que-vive-em-motorhome-percorre-o-brasil-e-chega-a-campina-grande-com-lanchonete-itinerante-no-sao-joao.ghtml"},"modified":"2026-06-24T10:30:59","modified_gmt":"2026-06-24T13:30:59","slug":"casal-que-vive-em-motorhome-percorre-o-brasil-e-chega-a-campina-grande-com-lanchonete-itinerante-no-sao-joao-grandeza-do-evento-impressiona","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sindaopcpb.org.br\/index.php\/2026\/06\/24\/casal-que-vive-em-motorhome-percorre-o-brasil-e-chega-a-campina-grande-com-lanchonete-itinerante-no-sao-joao-grandeza-do-evento-impressiona\/","title":{"rendered":"Casal que vive em motorhome percorre o Brasil e chega a Campina Grande com lanchonete itinerante no S\u00e3o Jo\u00e3o: &#8216;Grandeza do evento impressiona&#8217;"},"content":{"rendered":"   <img src=\"https:\/\/s2-g1.glbimg.com\/SThC1pgiKgqnhclu9x8s2thC5ig=\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2026\/G\/3\/4821PbSgqABNms0icE1A\/apresentacao-divertida-jogo-imagem-escondida-padrao-abstrato-e-formas-colorido-1-.jpg\" \/><br \/>     Casal que mora em motorhome para em Campina Grande durante o S\u00e3o Jo\u00e3o\n Maria Eduarda Batista e Arquivo Pessoal\nCampina Grande entrou no roteiro de um casal que decidiu fazer da estrada sua casa. Sem endere\u00e7o fixo, Rodrigo dos Santos, de 43 anos, e T\u00e1ssia Sim\u00f5es, de 42, vivem em um motorhome e escolheram a cidade paraibana para viver o viver o Maior S\u00e3o Jo\u00e3o do Mundo.\n\u2705 Clique aqui para seguir o canal do g1 PB no WhatsApp\nVindos de Minas Gerais, o casal chegou \u00e0 Para\u00edba carregando na bagagem uma hist\u00f3ria que come\u00e7ou dentro de uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI). \nAntes da estrada, a vida do casal seguia uma rotina comum: ela trabalhava em um escrit\u00f3rio de contabilidade e ele dirigia caminh\u00e3o. Era uma fase de estabilidade, com sonhos que ainda aguardavam o momento certo para sair do papel. Em 2020, por\u00e9m, a pandemia da Covid-19 mudou completamente os planos. Rodrigo foi internado e passou semanas entre a vida e a morte, em um per\u00edodo que transformaria a trajet\u00f3ria dos dois.\n\"Sempre tivemos esse sonho, mas nunca tivemos coragem. At\u00e9 que veio a pandemia e eu fiquei internado muito tempo entre a vida e a morte, e decidi que se sa\u00edsse vivo da UTI, eu faria da vida somente o que eu realmente gostasse, que era namorar, viajar e cozinhar. Comprei um \u00f4nibus velho, joguei fora os bancos e constru\u00ed uma casa. Desde ent\u00e3o, ca\u00edmos na estrada\", disse Rodrigo.\nPara T\u00e1ssia, o in\u00edcio da mudan\u00e7a foi marcado por inseguran\u00e7a e planejamento. A seguran\u00e7a do sal\u00e1rio fixo, a previsibilidade do m\u00eas que vem, tudo isso pesou, mas pesou menos do que ficar parada.\n\"A inseguran\u00e7a, o medo de deixar de ser CLT, medo de faltar as coisas em casa, mas come\u00e7amos com viagens pequenas e vimos que era isso mesmo que quer\u00edamos, e a coragem veio com for\u00e7a\", contou.\nCasal que mora em motorhome para em Campina Grande durante o S\u00e3o Jo\u00e3o\nArquivo Pessoal \/ Rodrigo dos Santos\nCasal leva neg\u00f3cio itinerante ao S\u00e3o Jo\u00e3o de Campina Grande\nCasal que mora em motorhome para em Campina Grande durante o S\u00e3o Jo\u00e3o\nArquivo Pessoal \/ Rodrigo dos Santos\nO \u00f4nibus tem 15 metros de comprimento e foi projetado pelo pr\u00f3prio casal. Na parte traseira, fica a su\u00edte onde Rodrigo dos Santos e T\u00e1ssia vivem durante a viagem; na dianteira, uma cozinha industrial montada para garantir o sustento da vida na estrada. Foi dessa estrutura que nasceu a ideia da lanchonete ambulante.\n\u201cComo n\u00e3o d\u00e1 para viver s\u00f3 de amor, veio a ideia de criar uma lanchonete ambulante. Em todo canto que a gente chega, abrimos a lanchonete e fazemos nosso dinheirinho. Identificamos a car\u00eancia do local e montamos a opera\u00e7\u00e3o de acordo com o que falta no momento: pastelaria, hamburgueria, sorveteria\u2026\u201d, explicou Rodrigo.\nCasal que vive em motorhome vende sorvete servido na quenga do coco, em Campina Grande\nArquivo Pessoal \/ Rodrigo dos Santos\nDurante a jornada pelo Brasil, o casal j\u00e1 passou por estados como Goi\u00e1s, Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco e Rio Grande do Norte, construindo um modelo pr\u00f3prio de trabalho itinerante. Em uma dessas viagens, conheceram uma sobremesa tailandesa chamada \u201cGelatto Tailand\u00eas\u201d, que foi adaptada ao neg\u00f3cio e deu origem ao sorvete servido na quenga do coco, um dos produtos vendidos por eles.\nElba Ramalho se apresenta no S\u00e3o Jo\u00e3o de Campina Grande, PB\nA chegada a Campina Grande\nA passagem por Campina Grande aconteceu depois de outra experi\u00eancia junina no Nordeste. O casal participou do S\u00e3o Jo\u00e3o de Caruaru e decidiu incluir a cidade paraibana no roteiro.\n\u201cNessas andan\u00e7as, participamos do S\u00e3o Jo\u00e3o de Caruaru, e ficamos na vontade de conhecer o S\u00e3o Jo\u00e3o de Campina, e esse ano tivemos a nossa oportunidade\u201d, explicou T\u00e1ssia.\nCasal que vive em motorhome vende sorvete servido na quenga do coco, em Campina Grande\nMaria Eduarda \/ g1\nDurante o per\u00edodo dos festejos, eles montaram uma barraca fixa no Parque do Povo, j\u00e1 que o espa\u00e7o do evento n\u00e3o permite o uso do motorhome como ponto de venda. Ao fim de cada noite, o ve\u00edculo volta a cumprir a fun\u00e7\u00e3o de casa.\nPor causa das temperaturas mais baixas e do per\u00edodo chuvoso na Para\u00edba, o casal adaptou o card\u00e1pio e criou uma nova op\u00e7\u00e3o. \u201cAgora no frio j\u00e1 tivemos uma ideia de driblar o clima com uma inova\u00e7\u00e3o. No Maior S\u00e3o Jo\u00e3o do Mundo, trouxemos o chocolate quente com morango na quenga\u201d, disse Rodrigo.\nPara quem chegou \u00e0 cidade sem nunca ter visitado Campina Grande, a dimens\u00e3o da festa chamou aten\u00e7\u00e3o.\n\"A grandeza do evento impressiona, a diversidade, a cultura e o esfor\u00e7o para manter a tradi\u00e7\u00e3o s\u00e3o not\u00e1veis. Campina \u00e9 uma terra hospitaleira sem d\u00favidas, mas o 'jeit\u00e3o' desconfiado do campinense \u00e9 muito engra\u00e7ado. Estou gostando dos amigos que temos feito aqui\", afirmou T\u00e1ssia.\nRodrigo tamb\u00e9m destacou as caracter\u00edsticas que diferenciam a cidade de outros destinos j\u00e1 visitados pelo casal.\n\"Conhecemos v\u00e1rias cidades do Brasil e cada uma tem sua particularidade. Por\u00e9m, em Campina, o que mais nos chama aten\u00e7\u00e3o \u00e9 justamente a diversidade cultural. Aqui encontramos clima praiano, um ar industrial e um passado forte estampado em museus e contos de hist\u00f3rias regionais \u00fanicos que n\u00e3o vimos com tamanha diversidade em lugar nenhum\", disse ele.\nDepois da passagem pelo S\u00e3o Jo\u00e3o de Campina Grande, a vida na estrada continua. O pr\u00f3ximo destino do casal \u00e9 os Len\u00e7\u00f3is Maranhenses, onde eles pretendem chegar durante a alta temporada, quando as lagoas entre as dunas costumam estar cheias.\nV\u00eddeos mais assistidos do g1 Para\u00edba  ","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>        Casal que mora em motorhome para em Campina Grande durante o S\u00e3o Jo\u00e3o<br \/>\n Maria Eduarda Batista e Arquivo Pessoal<br \/>\nCampina Grande entrou no roteiro de um casal que decidiu fazer da estrada sua casa. 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