{"id":67840,"date":"2026-06-21T16:30:08","date_gmt":"2026-06-21T19:30:08","guid":{"rendered":"https:\/\/g1.globo.com\/pb\/paraiba\/sao-joao\/noticia\/2026\/06\/21\/menino-cadeira-de-rodas-encontra-paixao-xaxado.ghtml"},"modified":"2026-06-21T16:30:08","modified_gmt":"2026-06-21T19:30:08","slug":"menino-de-11-anos-em-cadeira-de-rodas-encontra-paixao-no-xaxado-atrapalha-nao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sindaopcpb.org.br\/index.php\/2026\/06\/21\/menino-de-11-anos-em-cadeira-de-rodas-encontra-paixao-no-xaxado-atrapalha-nao\/","title":{"rendered":"Menino de 11 anos em cadeira de rodas encontra paix\u00e3o no xaxado: &#8216;Atrapalha n\u00e3o&#8217;"},"content":{"rendered":"   <img src=\"https:\/\/s2-g1.glbimg.com\/OqI7Iq4w60P3C49A6YRUUy6nkEM=\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2026\/Q\/V\/G7e2fMSAu1sIKuFIOJwg\/whatsapp-image-2026-06-17-at-16.33.44.jpeg\" \/><br \/>     Menino em cadeira de rodas dan\u00e7a dan\u00e7a xaxado e diz que encontrou no ritmo, uma paix\u00e3o\nAos 11 anos, Jo\u00e3o Miguel encontrou no xaxado uma forma de express\u00e3o e pertencimento. O menino, que usa cadeira de rodas, integra um grupo de dan\u00e7a em Sap\u00e9, na Zona da Mata da Para\u00edba, e tem chamado a aten\u00e7\u00e3o nas festas de S\u00e3o Jo\u00e3o.\nJo\u00e3o nasceu com Artrogripose M\u00faltipla Cong\u00eanita (AMC), uma condi\u00e7\u00e3o rara caracterizada por contraturas nas articula\u00e7\u00f5es e fraqueza muscular. A defici\u00eancia, no entanto, n\u00e3o o impede de participar das apresenta\u00e7\u00f5es e dividir o palco com os colegas.\n\u2705 Clique aqui para seguir o canal do g1 PB no WhatsApp\nNeste ano, o menino passou a integrar o Grupo de Xaxado Semeando, dirigido pelo core\u00f3grafo Luiz Paulo, ap\u00f3s j\u00e1 ter participado de atividades de dan\u00e7a em uma creche. Foi justamente o contato com as aulas ministradas por Luiz Paulo na institui\u00e7\u00e3o que abriu as portas para sua entrada no grupo.\nA paix\u00e3o pela cultura popular parece correr nas veias da fam\u00edlia. A m\u00e3e, Jaqueline Almeida, \u00e9 quadrilheira h\u00e1 mais de 15 anos e conta que sempre levou o filho para apresenta\u00e7\u00f5es, ensaios e viagens ligadas ao universo junino.\n\u201cEu dancei at\u00e9 gr\u00e1vida de Jo\u00e3o Miguel. Sempre levei ele comigo. Ele foi crescendo vendo tudo isso e, naturalmente, acabou se apaixonando tamb\u00e9m\u201d, relatou.\nJo\u00e3o Miguel com figurino do Grupo de Xaxado\nArquivo Pessoal\/Jaqueline Almeida\nSegundo ela, o entusiasmo do filho com o novo grupo ficou evidente desde os primeiros ensaios.\n\u201cTodo dia ele chegava em casa falando do xaxado. Ficava ensaiando os passos sozinho. Era uma alegria muito grande\u201d, contou.\nA m\u00e3e tamb\u00e9m destaca que, embora o diagn\u00f3stico tenha sido dif\u00edcil de receber quando Jo\u00e3o nasceu, o filho a ensinou uma nova forma de enxergar a vida.\n\u201cEu aprendo com ele todos os dias. Independente das dificuldades, ele est\u00e1 sempre sorrindo. Ele n\u00e3o se deixa definir pela defici\u00eancia. O que mais encanta \u00e9 a pessoa que ele \u00e9\u201d, afirmou.\nAlegria que contagia\nQuestionado sobre sua experi\u00eancia no grupo, Jo\u00e3o Miguel resume tudo em poucas palavras.\n\u201cEu me sinto alegre, feliz. Me divirto muito. \u00c9 muito bom\u201d, disse.\nO menino afirma que pretende continuar dan\u00e7ando pelos pr\u00f3ximos anos e revela que sua coreografia favorita \u00e9 a \"dan\u00e7a do Carcar\u00e1\". Al\u00e9m disso, garante que sua condi\u00e7\u00e3o n\u00e3o interfere na realiza\u00e7\u00e3o das atividades que gosta.\n\u201cAtrapalha n\u00e3o\u201d, respondeu com simplicidade.\nInclus\u00e3o constru\u00edda na pr\u00e1tica\nGrupo de xaxado semeando\nArquivo Pessoal\/Jaqueline Almeida\nPara o diretor de espet\u00e1culos e core\u00f3grafo do grupo, Luiz Paulo, a inclus\u00e3o acontece quando as potencialidades dos alunos s\u00e3o colocadas em primeiro plano.\nGraduado em Dan\u00e7a pela Universidade Federal da Para\u00edba (UFPB), ele explica que sua forma\u00e7\u00e3o acad\u00eamica trouxe experi\u00eancias voltadas ao trabalho com pessoas com defici\u00eancia. Uma das refer\u00eancias foi a professora Carolina Teixeira, pesquisadora da \u00e1rea.\n\u201cUm dos ensinamentos que levo para a vida \u00e9 investigar as mobilidades que cada aluno possui e transformar isso em potencialidade\u201d, explicou.\nA partir dessa perspectiva, as coreografias passaram a considerar os movimentos que Jo\u00e3o Miguel consegue executar, fazendo com que os demais integrantes tamb\u00e9m experimentem esses gestos.\n\u201cPensei a coreografia voltada para ele e fiz com que os outros alunos realizassem movimentos semelhantes. \u00c9 uma forma de se colocar no lugar do outro. Foi a\u00ed que percebi toda a pot\u00eancia que Jo\u00e3o tem, tanto na cadeira quanto fora dela\u201d, destacou.\nSegundo o professor, as demais crian\u00e7as demonstram cuidado, aten\u00e7\u00e3o e companheirismo durante os ensaios.\n\u201cEle \u00e9 muito \u00e1gil, alegre e topa qualquer desafio dentro das suas possibilidades. Os colegas ajudam bastante, mas ele tamb\u00e9m faz muitas coisas sozinho com a ajuda da cadeira el\u00e9trica\u201d, contou.\nGrupo de xaxado durante apresenta\u00e7\u00e3o\nReprodu\u00e7\u00e3o\/Instagram\nTradi\u00e7\u00e3o que atravessa gera\u00e7\u00f5es\nO Grupo de Xaxado Semeando trabalha a valoriza\u00e7\u00e3o da cultura nordestina entre crian\u00e7as e adolescentes. Para Luiz Paulo, ver jovens se apropriando da tradi\u00e7\u00e3o representa a continuidade de um patrim\u00f4nio cultural que atravessa gera\u00e7\u00f5es.\nO xaxado, dan\u00e7a surgida no in\u00edcio da d\u00e9cada de 1920 no sert\u00e3o de Pernambuco e popularizada pelos cangaceiros liderados por Lampi\u00e3o, faz parte da identidade cultural do Nordeste e segue vivo gra\u00e7as ao trabalho de grupos que preservam essa manifesta\u00e7\u00e3o.\n\u201cEu chamo isso de energia entre gera\u00e7\u00f5es. Muitos dos primeiros integrantes do grupo hoje t\u00eam filhos participando das apresenta\u00e7\u00f5es. \u00c9 uma forma de fortalecer os v\u00ednculos familiares, a cultura e o sentimento de pertencimento\u201d, afirmou.\nAl\u00e9m dos aspectos art\u00edsticos, o grupo tamb\u00e9m promove reflex\u00f5es sobre hist\u00f3ria, cidadania e identidade nordestina.\nMais do que uma apresenta\u00e7\u00e3o\nJo\u00e3o Miguel durante apresenta\u00e7\u00e3o de xaxado\nReprodu\u00e7\u00e3o\/Instagram\nEnquanto os festejos juninos ocupam ruas, pra\u00e7as e arraiais, Jo\u00e3o Miguel segue ensaiando seus passos com entusiasmo. Entre um movimento e outro, ele mostra que a dan\u00e7a pode ser tamb\u00e9m um espa\u00e7o de acolhimento, inclus\u00e3o e descoberta.\nNo palco, o menino n\u00e3o representa apenas uma hist\u00f3ria de supera\u00e7\u00e3o. Representa, sobretudo, a alegria de uma crian\u00e7a que encontrou no xaxado um lugar para ser exatamente quem \u00e9: feliz, participativo e apaixonado pela cultura nordestina.\nV\u00eddeos mais assistidos do g1 Para\u00edba  ","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>        Menino em cadeira de rodas dan\u00e7a dan\u00e7a xaxado e diz que encontrou no ritmo, uma paix\u00e3o<br \/>\nAos 11 anos, Jo\u00e3o Miguel encontrou no xaxado uma forma de express\u00e3o e pertencimento. 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