{"id":67053,"date":"2026-06-09T17:16:55","date_gmt":"2026-06-09T20:16:55","guid":{"rendered":"https:\/\/g1.globo.com\/pb\/paraiba\/noticia\/2026\/06\/09\/desvio-de-armas-divisao-de-dinheiro-do-trafico-e-cobranca-audios-expoem-participacao-de-delegado-em-esquema.ghtml"},"modified":"2026-06-09T17:16:55","modified_gmt":"2026-06-09T20:16:55","slug":"desvio-de-armas-divisao-de-dinheiro-do-trafico-e-cobranca-audios-expoem-participacao-de-delegado-em-esquema","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sindaopcpb.org.br\/index.php\/2026\/06\/09\/desvio-de-armas-divisao-de-dinheiro-do-trafico-e-cobranca-audios-expoem-participacao-de-delegado-em-esquema\/","title":{"rendered":"Desvio de armas, divis\u00e3o de dinheiro do tr\u00e1fico e cobran\u00e7a: \u00e1udios exp\u00f5em participa\u00e7\u00e3o de delegado em esquema"},"content":{"rendered":"   <img src=\"https:\/\/s2-g1.glbimg.com\/Z0H-VY9AiGB7yS1W1x4CooNNbrM=\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2026\/p\/M\/pTX3xlQYmGpXF6HXs06g\/operacao-prende-delegado-perfidia-joao-pessoa-braz-morrone-.jpeg\" \/><br \/>     \u00c1udios exp\u00f5em participa\u00e7\u00e3o de delegado preso em esquema de desvio de drogas na PB\n\u00c1udios obtidos pela investiga\u00e7\u00e3o contra o delegado da Pol\u00edcia Civil da Para\u00edba, Braz Morroni, e outros dois agentes da corpora\u00e7\u00e3o, exp\u00f5em a participa\u00e7\u00e3o do delegado em esquema de desvio de drogas e armas. O delegado, ex-titular da Delegacia de Crimes Contra o Patrim\u00f4nio (DCCPAT), \u00e9 citado no material em falas sobre divis\u00e3o de lucros, apreens\u00e3o de armas e at\u00e9 sobre prote\u00e7\u00e3o institucional a envolvidos. \nA maior parte dos \u00e1udios traz falas de Everton Rychelyson da Silva Aires, conhecido como \"Bomba\", que \u00e9 apontado como principal operador do esquema. Ele \u00e9 investigador da Pol\u00edcia Civil da Para\u00edba, assim como Eduardo Jorge Ferreira do Egito, conhecido como \"M\u00e3o Branca\". Os dois investigadores e Braz Morroni foram presos na Opera\u00e7\u00e3o Perf\u00eddus, deflagrada no dia 2 de junho.  \n\u2705 Clique aqui para seguir o canal do g1 PB no WhatsApp\nConversas sobre divis\u00e3o de lucros \n\u00c1udio mostra policial negociando venda de lol\u00f3 e divis\u00e3o de lucros com delegado\nEm um dos \u00e1udios, o agente cobra o dinheiro de uma droga repassada e diz que o delegado perguntou quando sairia o pagamento. Neste \u00e1udio, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel saber com quem o agente est\u00e1 falando.\n\u201cJovem, veja com nossa bolinha de ouro l\u00e1 quando \u00e9 que ele vem com o dinheiro da branca que a gente passou na semana passada. (...) S\u00e1bado fez oito dias; meu bom dia hoje do delegado foi perguntando desse dinheiro\u201d.\nO material traz, em determinado momento, Bomba negociando com um integrante do esquema para n\u00e3o repassar de imediato ao delegado todo o dinheiro acordado.\n\u201cEra 72, a gente, a gente t\u00e1 36\/36. A\u00ed cada um tira 18. A\u00ed a gente joga mais para 30, 40 dias para frente para para pagar os outros 36. A gente trabalha com uma parte do dinheiro dele mesmo\". \nAs investiga\u00e7\u00f5es obtiveram tamb\u00e9m um \u00e1udio em que Bomba informa ao delegado Braz Morroni sobre os lucros obtidos com o esquema criminoso. Na grava\u00e7\u00e3o, ele relata o recebimento de R$ 8 mil por meio de uma transfer\u00eancia via Pix. \n\u201cEstava aqui de boa, daqui a pouco tem um comprovante Pix de R$ 8 mil. Duas bolinhas de uma social que a gente passou l\u00e1 para Campina Grande.  Eu mandei para M\u00e3o Branca, ele enlouqueceu, parecendo pinto no lixo. Eu n\u00e3o disse  que dava dinheiro? Era para o senhor ter vindo para a Roubos  e Furtos h\u00e1 muito tempo atr\u00e1s\u201d. \nEm outro \u00e1udio, supostamente enviado a Eduardo Jorge Ferreira, conhecido como \u201cM\u00e3o Branca\u201d, Bomba informa sobre um pagamento que fez ao delegado e tamb\u00e9m sobre um recesso. \u201cBraz veio aqui pegar o dinheiro dele, a\u00ed eu falei para a gente tirar um recesso junto com ele, agora em janeiro. Ele disse que entra dia 5, a\u00ed volta dia 20. Vai tirar 15 dias\u201d. \nO material mostra ainda o agente falando sobre uma suposta articula\u00e7\u00e3o envolvendo o delegado Braz Morroni e a apreens\u00e3o de armas de fogo. Na grava\u00e7\u00e3o, ele relata ter falado com o delegado e afirma que os dois, junto com um terceiro agente, iriam at\u00e9 a Central de Pol\u00edcia para verificar informa\u00e7\u00f5es sobre quatro armas. Em seguida, sugere que uma delas poderia ser atribu\u00edda a um suspeito de assalto, enquanto as demais teriam outro destino. \n\u201cPronto, eu falei com Braz agora, ele disse que cola com a gente. Oito horas a gente vai para a Central, agrupa com ele l\u00e1 e n\u00f3s tr\u00eas vamos. Eu disse que pode ser que tenha quatro armas. Eu perguntei a Sheldon quais eram essas armas. Ele disse que n\u00e3o sabe, vai procurar saber, mas, se tiver, pode ser que o cabra pegue o cabra que atirou em S\u00e9rgio e ainda pegue a arma do assalto. A gente bota esse fresco na cadeia com a arma, e as outras a gente d\u00e1 destino\u201d. \nDelegado protegia a equipe \nA principal utilidade do delegado para o grupo seria servir como uma esp\u00e9cie de prote\u00e7\u00e3o institucional, de acordo com um dos \u00e1udios das investiga\u00e7\u00f5es. No trecho em quest\u00e3o, Bomba diz que, em caso de den\u00fancia ou investiga\u00e7\u00e3o, a presen\u00e7a de um delegado ao lado dos suspeitos dificultaria a responsabiliza\u00e7\u00e3o dos envolvidos, devido ao corporativismo dentro da corpora\u00e7\u00e3o.\n\u201cO delegado \u00e9 morto, p\u00f4.  A \u00fanica vantagem dele pra gente \u00e9 que, se der uma merda, uma den\u00fancia, um neg\u00f3cio, por ele ser delegado e estar colado na gente, os delegados s\u00e3o corporativistas\u2026 Para f**** a gente tem que f****  ele, entendeu? A\u00ed \u00e9 um guarda-chuva para a gente\u201d. \nDefesas negam crimes \nA defesa de Everton Aires afirmou que o devido processo legal est\u00e1 em curso e que o investigador n\u00e3o aceita as acusa\u00e7\u00f5es.\nJ\u00e1 o advogado de Eduardo Jorge disse que n\u00e3o \u00e9 cr\u00edvel que policiais negociem drogas de forma aberta e que pode haver um processo de desgaste de imagem.\nA defesa do delegado Braz Morroni afirmou que n\u00e3o h\u00e1 elementos que comprovem a participa\u00e7\u00e3o consciente dele nos fatos investigados.\nAs investiga\u00e7\u00f5es\nSegundo a Pol\u00edcia Civil, a investiga\u00e7\u00e3o teve in\u00edcio em fevereiro de 2025, ap\u00f3s a den\u00fancia de um traficante que relatou que drogas apreendidas teriam sido desviadas por agentes da corpora\u00e7\u00e3o. Ao longo das apura\u00e7\u00f5es, os investigadores reuniram elementos que indicam que o esquema investigado teria movimentado cerca de R$ 10 milh\u00f5es em vendas ao longo de quatro anos.\nDos nove mandados de pris\u00e3o expedidos pela Justi\u00e7a contra os suspeitos, oito foram cumpridos na opera\u00e7\u00e3o Perf\u00eddus. \nOpera\u00e7\u00e3o Perf\u00eddius foi deflagrada na manh\u00e3 desta ter\u00e7a-feira (2)\nDivulga\u00e7\u00e3o\/Pol\u00edcia Civil\nQuem \u00e9 quem no esquema \nBraz Morroni - delegado da Delegacia de Crimes Contra o Patrim\u00f4nio (DCCPAT)\nDelegado Braz Morroni est\u00e1 entre os presos da opera\u00e7\u00e3o\nReprodu\u00e7\u00e3o\/TV Cabo Branco\nNo documento judicial, Braz Morroni \u00e9 descrito como algu\u00e9m que teria participa\u00e7\u00e3o ativa no esquema. Segundo o documento, ele n\u00e3o apenas toleraria as a\u00e7\u00f5es dos subordinados da Pol\u00edcia Civil, mas seria benefici\u00e1rio direto dos lucros obtidos com a venda de drogas desviadas. \nA investiga\u00e7\u00e3o sustenta que Braz Morroni recebia repasses de dinheiro provenientes das negocia\u00e7\u00f5es realizadas pelos investigadores, cobrava rapidez na recupera\u00e7\u00e3o de valores referentes a drogas vendidas a prazo e utilizava sua posi\u00e7\u00e3o hier\u00e1rquica para oferecer prote\u00e7\u00e3o institucional ao grupo. \nA decis\u00e3o cita transfer\u00eancias financeiras feitas por Everton Aires, um dos integrantes dessa organiza\u00e7\u00e3o criminosa, para contas ligadas ao delegado, al\u00e9m de conversas interceptadas que indicariam a reserva de uma parcela dos lucros para Braz em opera\u00e7\u00f5es de tr\u00e1fico e com\u00e9rcio il\u00edcito de drogas.\nTamb\u00e9m \u00e9 mencionado que, em dezembro de 2025, o delegado teria comparecido pessoalmente \u00e0 delegacia para receber sua parte dos recursos arrecadados com o tr\u00e1fico de drogas. \nPor esses elementos, o magistrado que autorizou a pris\u00e3o, entendeu haver ind\u00edcios de participa\u00e7\u00e3o direta do delegado na estrutura criminosa, determinando sua pris\u00e3o tempor\u00e1ria, afastamento do cargo, bloqueio de bens e suspens\u00e3o do porte de armas.\nEm audi\u00eancia de cust\u00f3dia realizada pela Justi\u00e7a ap\u00f3s a pris\u00e3o, foi mantida a pris\u00e3o tempor\u00e1ria de Braz Morroni, nesta ter\u00e7a-feira (2). Ele foi encaminhado para o Pres\u00eddio Especial do Valentina, em Jo\u00e3o Pessoa. \nEverton Rychelyson da Silva Aires - Operador do grupo e policial civil\nEverton foi apontado como sendo um dos principais operadores do esquema criminoso. Ele \u00e9 agente da Pol\u00edcia Civil\nTV Cabo Branco\nO principal apontado como operador do grupo criminoso \u00e9 o investigador da Pol\u00edcia Civil, Everton Rychelyson da Silva Aires, conhecido como \"Bomba\". \nConforme a decis\u00e3o judicial, ele seria o elo entre policiais e traficantes, respons\u00e1vel por guardar drogas desviadas, negociar carregamentos de coca\u00edna e skunk, organizar a contabilidade clandestina, orientar integrantes do grupo sobre lavagem de dinheiro e at\u00e9 atuar em esquemas paralelos de importa\u00e7\u00e3o irregular de mercadorias e comercializa\u00e7\u00e3o de anabolizantes. \nO documento tamb\u00e9m menciona movimenta\u00e7\u00f5es financeiras consideradas incompat\u00edveis com sua renda e diversas transa\u00e7\u00f5es com suspeitos ligados ao tr\u00e1fico.\nEm audi\u00eancia de cust\u00f3dia realizada pela Justi\u00e7a ap\u00f3s a pris\u00e3o, foi mantida a pris\u00e3o tempor\u00e1ria do suspeito, nesta ter\u00e7a-feira (2). Ele foi encaminhado para o Pres\u00eddio Especial do Valentina, em Jo\u00e3o Pessoa. \nEduardo Jorge Ferreira - agente da Pol\u00edcia Civil\nEduardo Jorge tamb\u00e9m foi apontado como integrante da organiza\u00e7\u00e3o criminosa\nReprodu\u00e7\u00e3o\/TV Cabo Branco\nTamb\u00e9m conforme a decis\u00e3o, outro personagem do esquema \u00e9 o investigador Eduardo Jorge Ferreira do Egito, conhecido como \"M\u00e3o Branca\". \nO documento judicial afirma que ele participava diretamente das a\u00e7\u00f5es de subtra\u00e7\u00e3o de drogas, monitorava carregamentos de fac\u00e7\u00f5es, manipulava rastreadores instalados em ve\u00edculos e armazenava entorpecentes em sua resid\u00eancia. \nO documento destaca ainda movimenta\u00e7\u00f5es financeiras milion\u00e1rias, rela\u00e7\u00f5es comerciais consideradas suspeitas e mecanismos de oculta\u00e7\u00e3o patrimonial por meio de empresas e terceiros.\nEm audi\u00eancia de cust\u00f3dia realizada pela Justi\u00e7a ap\u00f3s a pris\u00e3o, foi mantida a pris\u00e3o tempor\u00e1ria do suspeito, nesta ter\u00e7a-feira (2). Ele foi encaminhado para o Pres\u00eddio Especial do Valentina, em Jo\u00e3o Pessoa. \nJo\u00e3o Wicttor Alves de Lima, Brendo Roberth e Paulo Ricardo  - integrantes do grupo criminoso\nOutro apontado pela investiga\u00e7\u00e3o \u00e9 Jo\u00e3o Wicttor Alves de Lima, conhecido como \"Vitor\", que a Justi\u00e7a coloca como respons\u00e1vel por armazenar, refinar e comercializar drogas fornecidas pelos policiais, al\u00e9m de realizar transfer\u00eancias financeiras para integrantes do esquema. \nBrendo Roberth Fernandes Sobral, o \"Breno\", seria subordinado de Jo\u00e3o Wicttor e atuaria na guarda, refino e distribui\u00e7\u00e3o dos entorpecentes. J\u00e1 Paulo Ricardo Barbosa de Souza, conhecido como \"Galinha\", \u00e9 apontado como informante dos policiais e distribuidor de drogas, fornecendo informa\u00e7\u00f5es sobre dep\u00f3sitos de fac\u00e7\u00f5es rivais em troca de parte das cargas desviadas, al\u00e9m de participar da movimenta\u00e7\u00e3o financeira do grupo por meio de empresas pr\u00f3prias.\nJos\u00e9 Alexandrino de Lira J\u00fanior - chefe de distribui\u00e7\u00e3o de carregamentos de drogas\nCom atua\u00e7\u00e3o principalmente voltada para o Sert\u00e3o da Para\u00edba, Jos\u00e9 Alexandrino de Lira J\u00fanior, conhecido como \"J\u00fanior Lira\", \u00e9 descrito como l\u00edder da distribui\u00e7\u00e3o de grandes carregamentos de drogas na regi\u00e3o etamb\u00e9m no Rio Grande do Norte, financiando remessas interestaduais e mantendo rela\u00e7\u00f5es diretas com Everton, citado anteriormente. \nVanessa Dantas Fernandes - tesoureira do esquema \nEsposa de J\u00fanior Lira, Vanessa Dantas \u00e9 apontada pela Justi\u00e7a da Para\u00edba como a tesoureira do esquema no sert\u00e3o paraibano, disponibilizando suas contas correntes para receber, fracionar e pulverizar os recursos do tr\u00e1fico internacional e interestadual de drogas, enviando valores diretos aos policiais. \nDe acordo com a investiga\u00e7\u00e3o, Vanessa apresentava volumosa rotina de dep\u00f3sitos fracionados em dinheiro em correspondentes lot\u00e9ricos e terminais de autoatendimento, seguidos imediatamente por saques sistem\u00e1ticos na boca do caixa e em caixas eletr\u00f4nicos, de modo a viabilizar a evas\u00e3o f\u00edsica dos ativos para fins de blindagem patrimonial. \nDankennedy Vieira - integrante de fac\u00e7\u00e3o criminosa \nA decis\u00e3o tamb\u00e9m menciona Dankennedy Vieira Brito da Silva, conhecido como \"Babau\", integrante da fac\u00e7\u00e3o criminosa Nova Okaida. Segundo a investiga\u00e7\u00e3o, ele teria sido uma das v\u00edtimas do desvio de drogas praticado pelos policiais e foi quem divulgou imagens nas redes sociais que deram origem \u00e0s apura\u00e7\u00f5es. Ele foi o \u00fanico que n\u00e3o foi preso no cumprimento do mandado de pris\u00e3o. Todos os outros citados anteriormente, foram presos. \nOutros suspeitos\nTr\u00eas outras pessoas, que n\u00e3o foram alvos de mandados de pris\u00e3o preventiva, foram citadas na decis\u00e3o da Justi\u00e7a como pessoas que mantinham rela\u00e7\u00f5es financeiras suspeitas com integrantes do grupo criminoso. Elas foram citadas como: \nDiego Ernesto Pereira Barros, ex-policial militar;\nFabiano de Matos Farias, o \"Galego\";\nJobson Rodrigo da Silva.\nOs tr\u00eas, conforme a Justi\u00e7a, foram alvo apenas de mandados de busca e apreens\u00e3o em endere\u00e7os citados pela Justi\u00e7a. Fabiano de Matos, inclusive, est\u00e1 atualmente preso por outros crimes na Penitenci\u00e1ria de Seguran\u00e7a M\u00e1xima Criminalista Geraldo Beltr\u00e3o, em Jo\u00e3o Pessoa. \nO ex-policial militar, apesar de n\u00e3o ter sido alvo de pris\u00e3o preventiva, acabou sendo preso em flagrante durante o cumprimento do mandado de busca e apreens\u00e3o, por obstru\u00e7\u00e3o de Justi\u00e7a e posse ilegal de arma de fogo. Ele passou por audi\u00eancia de cust\u00f3dia por esses crimes e foi posto em liberdade ainda nesta ter\u00e7a-feira (2). \nPara a Rede Para\u00edba, a defesa do ex-policial militar disse que a pris\u00e3o em flagrante foi \"excessiva\" e \"desproporcional\", al\u00e9m de achar que \"n\u00e3o havia elementos concretos para a manuten\u00e7\u00e3o da pris\u00e3o ou para a convers\u00e3o da pris\u00e3o em flagrante em pris\u00e3o preventiva\".\nEm nota, a defesa do delegado Braz Morroni disseram que \"\u00e9 preciso rassaltar o direito constitucional \u00e0 presun\u00e7\u00e3o de inoc\u00eancia\" e que \"ir\u00e1 analisar os autos visando a ado\u00e7\u00e3o das medidas pertinentes para restaurar a liberdade do delegado\". Tamb\u00e9m afirmou que \"no momento oportuno, ir\u00e1 provar sua inoc\u00eancia\". \nO g1 n\u00e3o conseguiu localizar a defesa dos outros citados. \nComo funcionava o esquema \nSegundo as investiga\u00e7\u00f5es, a organiza\u00e7\u00e3o criminosa contaria com a participa\u00e7\u00e3o de agentes p\u00fablicos que utilizavam a estrutura do Estado para favorecer atividades criminosas. Entre os poss\u00edveis crimes, est\u00e1 o desvio de drogas para revenda. \nUm dos agentes presos \u00e9 Everton Rychelyson da Silva Aires, conhecido como \"Bomba\" ou \"Bombado\". De acordo com a Pol\u00edcia Civil, ele \u00e9 apontado como operador central da organiza\u00e7\u00e3o e fazia a ponte entre policiais e traficantes.\nO segundo agente \u00e9 Eduardo Jorge Ferreira do Egito, conhecido como \"M\u00e3o Branca\". O investigador \u00e9 apontado como participante direto de subtra\u00e7\u00f5es de drogas e teria monitorado carregamentos, utilizado rastreadores e escondido drogas em casa.\nJ\u00e1 o delegado Braz Morroni de Paiva Junior \u00e9 apontado pelas investiga\u00e7\u00f5es como participante da divis\u00e3o dos lucros obtidos com a venda de drogas desviadas e teria recebido repasses financeiros e usado o cargo para proteger subordinados envolvidos no esquema.\nO delegado Rafael Bianchi detalhou que traficantes informavam aos policiais a localiza\u00e7\u00e3o de drogas armazenadas por outros grupos criminosos, os agentes da Pol\u00edcia Civil faziam a apreens\u00e3o e repassavam para os criminosos que informavam as localiza\u00e7\u00f5es dos entorpecentes. \n\"Traficantes de confian\u00e7a dos policiais informavam onde havia essa droga armazenada. Os policiais iam at\u00e9 o local, realizavam a subtra\u00e7\u00e3o e repassavam essa droga para esses traficantes de confian\u00e7a, que s\u00e3o todos da mesma organiza\u00e7\u00e3o criminosa\". \nO delegado Andr\u00e9 Rabello acrescentou que as investiga\u00e7\u00f5es levaram cerca de 15 meses e que drogas que seriam incineradas tamb\u00e9m foram desviadas. \n\"A gente se debru\u00e7ou e se deparou com essa realidade, com nove alvos, nove traficantes, incluindo tr\u00eas policiais, retirando do meio criminoso entorpecentes e, em vez da entrada na pol\u00edcia, voltando para outras organiza\u00e7\u00f5es criminosas. E o que dava entrada na delegacia, quando ia ser incinerado, tamb\u00e9m havia o desfalque l\u00e1 naquele momento de incinerar.\" \nAl\u00e9m dos nove mandados de pris\u00e3o, foram cumpridos 24 mandados de busca e apreens\u00e3o. A Justi\u00e7a tamb\u00e9m determinou o bloqueio de cerca de R$ 10 milh\u00f5es dos investigados.\nQuem \u00e9 o delegado preso \nBraz Morroni de Paiva J\u00fanior tem mais de 20 anos de atua\u00e7\u00e3o na Pol\u00edcia Civil. Ele foi nomeado delegado de Pol\u00edcia Civil na Para\u00edba em 12 de agosto de 2004, ap\u00f3s ser aprovado em um concurso p\u00fablico.\nO delegado atuou na delegacia de Cuit\u00e9, na delegacia de Itabaiana, na 4\u00aa delegacia distrital de Campina Grande e como plantonista na Segunda Delegacia Regional de Pol\u00edcia Civil. Em 2017, Braz Morrone come\u00e7ou a atuar na Delegacia de Repress\u00e3o a Entorpecentes e, em 2019, assumiu a DCCPAT.\nAgora no g1\nV\u00eddeos mais assistidos do g1 Para\u00edba  ","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>        \u00c1udios exp\u00f5em participa\u00e7\u00e3o de delegado preso em esquema de desvio de drogas na PB<br \/>\n\u00c1udios obtidos pela investiga\u00e7\u00e3o contra o delegado da Pol\u00edcia Civil da Para\u00edba, Braz Morroni, e outros dois agentes da corpora\u00e7\u00e3o, exp\u00f5em a participa\u00e7\u00e3o do delega&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"advgb_blocks_editor_width":"","advgb_blocks_columns_visual_guide":"","footnotes":""},"categories":[34],"tags":[35],"class_list":["post-67053","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-g1","tag-g1"],"author_meta":{"display_name":"g1 &gt; Para\u00edba","author_link":"https:\/\/sindaopcpb.org.br\/author\/g1-paraiba\/"},"featured_img":null,"coauthors":[],"tax_additional":{"categories":{"linked":["<a href=\"https:\/\/sindaopcpb.org.br\/g1\/\" class=\"advgb-post-tax-term\">G1<\/a>"],"unlinked":["<span class=\"advgb-post-tax-term\">G1<\/span>"]},"tags":{"linked":["<a href=\"https:\/\/sindaopcpb.org.br\/g1\/\" class=\"advgb-post-tax-term\">g1<\/a>"],"unlinked":["<span class=\"advgb-post-tax-term\">g1<\/span>"]}},"comment_count":"0","relative_dates":{"created":"Publicado 15 horas atr\u00e1s","modified":"Atualizado 15 horas atr\u00e1s"},"absolute_dates":{"created":"Publicado em 9 de junho de 2026","modified":"Atualizado em 9 de junho de 2026"},"absolute_dates_time":{"created":"Publicado em 9 de junho de 2026 17:16","modified":"Atualizado em 9 de junho de 2026 17:16"},"featured_img_caption":"","series_order":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sindaopcpb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/67053","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sindaopcpb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sindaopcpb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sindaopcpb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sindaopcpb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=67053"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/sindaopcpb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/67053\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":67054,"href":"https:\/\/sindaopcpb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/67053\/revisions\/67054"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sindaopcpb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=67053"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sindaopcpb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=67053"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sindaopcpb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=67053"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}