{"id":66691,"date":"2026-06-03T14:38:06","date_gmt":"2026-06-03T17:38:06","guid":{"rendered":"https:\/\/g1.globo.com\/pb\/paraiba\/especial-publicitario\/eco-construtora-eco-construcoes-e-incorporacoes\/noticia\/2026\/06\/03\/25-anos-da-eco-como-quatro-socios-formaram-uma-construtora-de-referencia.ghtml"},"modified":"2026-06-03T14:38:06","modified_gmt":"2026-06-03T17:38:06","slug":"25-anos-da-eco-como-quatro-socios-formaram-uma-construtora-de-referencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sindaopcpb.org.br\/index.php\/2026\/06\/03\/25-anos-da-eco-como-quatro-socios-formaram-uma-construtora-de-referencia\/","title":{"rendered":"25 anos da Eco: como quatro s\u00f3cios formaram uma construtora de refer\u00eancia"},"content":{"rendered":"   <img src=\"https:\/\/s2-g1.glbimg.com\/8YlpQyMkV0j9aLdHlWlVNR2LC_g=\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2026\/N\/Z\/ic53iSTpuuA5YMNBJgSg\/11.jpg\" \/><br \/>     Os quatro s\u00f3cios da Eco Construtora reuniram trajet\u00f3rias improv\u00e1veis. Da esquerda para a direita: Pedro C\u00e9sar, Francisco Cavalcante, Leonardo Bronzeado e Carlos Feitosa\nEco Construtora\nNo bairro que se tornou s\u00edmbolo de uma cidade que cresce em dire\u00e7\u00e3o aos arranha-c\u00e9us, uma m\u00e1quina prepara mais um terreno para erguer o empreendimento que far\u00e1 muita gente olhar para cima, admirada. No Altiplano, o desenho do Eco Opus revela em linhas sinuosas a evolu\u00e7\u00e3o do padr\u00e3o construtivo da Eco Construtora. \nQuando completa 25 anos de hist\u00f3ria, a empresa desenvolve o projeto desse pr\u00e9dio de 39 pavimentos e evidencia o trabalho de uma equipe liderada por tr\u00eas paraibanos e um cearense de origens e forma\u00e7\u00f5es distintas, mas com um sonho em comum. A sofistica\u00e7\u00e3o imponente do Eco Opus n\u00e3o faz supor que a hist\u00f3ria da empresa come\u00e7ou a partir da reuni\u00e3o improv\u00e1vel de quatro destinos na Para\u00edba. \nHoje, quem circula pela regi\u00e3o da avenida Rui Carneiro, em Jo\u00e3o Pessoa, encontra uma paisagem que j\u00e1 incorporou naturalmente a presen\u00e7a de grandes empresariais, cl\u00ednicas, torres residenciais e edif\u00edcios de alto padr\u00e3o. Entre eles, o Eco Medical Cartaxo e o Eco Business se tornaram refer\u00eancias de uma cidade que, nas \u00faltimas duas d\u00e9cadas, acelerou para al\u00e9m de suas fronteiras seu processo de valoriza\u00e7\u00e3o e expans\u00e3o imobili\u00e1ria.\n\u00c9 dif\u00edcil imaginar, diante dessa escala, que parte desse percurso come\u00e7ou dentro de um Celta vermelho. O carro, estacionado entre canteiros de obra, funcionava como escrit\u00f3rio improvisado de uma construtora que ainda nem tinha teto pr\u00f3prio. Dentro da sede volante, cabiam contratos, plantas, visitas, contas, reuni\u00f5es e um projeto que ainda parecia grande demais para os quatro homens de caminhos improv\u00e1veis: um banc\u00e1rio, um engenheiro agr\u00f4nomo, um profissional de tecnologia e um comerciante de autom\u00f3veis, que tamb\u00e9m fez carreira em institui\u00e7\u00f5es banc\u00e1rias.\nEngenheiro agr\u00f4nomo, Francisco Cavalcante, o Tiquinho, iniciou sua trajet\u00f3ria na constru\u00e7\u00e3o civil de forma pr\u00e1tica, antes de fundar a Eco. \u201cComecei fazendo uma casa, depois fui construindo outras. Fiz uma rua de casas. Constru\u00eda e vendia\u201d, relembra.\nEco Construtora\nO come\u00e7o no Celta vermelho \nEssa hist\u00f3ria come\u00e7a antes mesmo de existir a ideia de uma empresa. O primeiro escrit\u00f3rio da Eco Construtora na verdade teve sede na mente de Francisco Cavalcante, o Tiquinho, que nasceu na menor cidade da Para\u00edba: Carrapateira, no Sert\u00e3o do estado. Ele saiu de l\u00e1 para estudar engenharia agron\u00f4mica em Areia e depois passou a trabalhar no interior do estado, virando construtor de maneira pr\u00e1tica e circunstancial. \nFrancisco Cavalcante precisava erguer uma casa para morar perto do trabalho e acabou descobrindo ali uma atividade que come\u00e7aria a ocupar espa\u00e7o cada vez maior na sua vida. \u201cComecei fazendo uma casa, depois fui construindo outras. Fiz uma rua de casas. Constru\u00eda e vendia\u201d, lembra Tiquinho. Com um tino nato para os neg\u00f3cios, ele mantinha paralelamente uma loja de autom\u00f3veis em Cajazeiras.\nAntes disso, ainda jovem, tamb\u00e9m ajudava a fam\u00edlia em atividades informais para complementar a renda enquanto estudava. Comprava galinhas trazidas do Sert\u00e3o, muitas delas vindas de S\u00e3o Jos\u00e9 de Piranhas, e revendia uma parte dos animais no tradicional Mercado da Torre. Outra parte, ele mesmo comercializava de porta em porta nos bairros da cidade. \u201cEu e meu pai sa\u00edamos vendendo durante a semana\u201d, recorda. A lembran\u00e7a ajuda a explicar uma caracter\u00edstica que os outros s\u00f3cios frequentemente associam a ele: o seu poder de convencimento e sua obstina\u00e7\u00e3o.\nCarlos Feitosa conciliava a rotina como banc\u00e1rio com as primeiras obras da construtora, acompanhando os canteiros ap\u00f3s o expediente. \u201cTudo come\u00e7ou de forma muito org\u00e2nica, com muita dificuldade, mas tamb\u00e9m com muito sonho\u201d, afirma\nEco Construtora\nO encontro entre dois futuros s\u00f3cios \nFoi em Cajazeiras que a trajet\u00f3ria dele se cruzou com a de outro s\u00f3cio da Eco: Carlos Feitosa, funcion\u00e1rio de carreira no Banco do Brasil numa \u00e9poca em que o of\u00edcio banc\u00e1rio carregava forte ideia de estabilidade e prest\u00edgio profissional. Natural de Barro, no Cear\u00e1, formado em matem\u00e1tica pela Universidade Federal da Para\u00edba, no campus de Cajazeiras, ele tamb\u00e9m nutria o mesmo interesse pela constru\u00e7\u00e3o civil e decidiu come\u00e7ar construindo a pr\u00f3pria casa no interior. \u201cDesde aquele tempo eu alimentava o sonho de ter uma construtora\u201d, conta.\nQuando Tiquinho decidiu se mudar definitivamente para Jo\u00e3o Pessoa para acompanhar os estudos dos filhos, procurou Carlos no banco e conversou sobre os planos de construir na capital. J\u00e1 sa\u00edram da ag\u00eancia com um plano: os dois come\u00e7ariam com pequenos empreendimentos em bairros emergentes como Banc\u00e1rios e Bessa. Carlos ainda conciliava as obras com a rotina banc\u00e1ria e acompanhava os canteiros no hor\u00e1rio do almo\u00e7o e depois do expediente. Foi nesse per\u00edodo que o Celta vermelho mais rodou pela cidade. \n\u201cO Celtinha come\u00e7ou logo no primeiro pr\u00e9dio dos Banc\u00e1rios\u201d, lembra Carlos. \u201cEu sa\u00eda do banco e ia direto para a obra. Tudo come\u00e7ou de forma muito org\u00e2nica, com muita dificuldade, mas tamb\u00e9m com muito sonho.\u201d Aos poucos e de forma cont\u00ednua, o crescimento da pequena construtora precisaria de um refor\u00e7o, de mais um alicerce para impulsionar esse crescimento. A solu\u00e7\u00e3o viria de uma pessoa pr\u00f3xima e tamb\u00e9m sem forma\u00e7\u00e3o inicial em engenharia civil. \nFormado em Ci\u00eancia da Computa\u00e7\u00e3o, Leonardo Bronzeado entrou na hist\u00f3ria da Eco primeiro como cliente e depois como s\u00f3cio, ajudando a consolidar o modelo de obra por administra\u00e7\u00e3o. \u201cA maior vantagem era a seguran\u00e7a\u201d, destaca\nEco Construtora\nO cliente que virou s\u00f3cio \nFoi quando o pessoense Leonardo Bronzeado entrou nessa hist\u00f3ria. Entrou primeiro como vizinho e depois como cliente da construtora de Carlos e Tiquinho. Formado em Ci\u00eancia da Computa\u00e7\u00e3o, com MBA pela Universidade do Porto, Leo vinha do setor de tecnologia e j\u00e1 trabalhava desde muito jovem. Aos 16 anos, come\u00e7ou a atuar profissionalmente, acumulando experi\u00eancias em diferentes setores da sociedade e desenvolvendo programas em v\u00e1rios estados do pa\u00eds. Em Jo\u00e3o Pessoa, ele destinava parte da renda com esse trabalho em TI na cria\u00e7\u00e3o de caprinos. \nPara ele, o investimento no setor imobili\u00e1rio seria impens\u00e1vel naquela \u00e9poca. Leonardo havia tido uma experi\u00eancia malsucedida nesse mercado. Anos antes, havia comprado um apartamento ainda na planta em Mana\u00edra, pago todo o im\u00f3vel \u00e0 vista para, em seguida, ver a construtora quebrar e abandonar o projeto durante a realiza\u00e7\u00e3o da obra. \u201cTive que fazer novos aportes para conseguir concluir o apartamento\u201d, lembra. \u201cFoi uma experi\u00eancia muito traum\u00e1tica.\u201d\nA frustra\u00e7\u00e3o n\u00e3o ficou apenas no preju\u00edzo financeiro. O epis\u00f3dio alterou profundamente a forma como ele passou a enxergar o setor imobili\u00e1rio. Quando Tiquinho come\u00e7ou a insistir para que ele comprasse uma unidade no residencial Vila Gal\u00e9, em Camboinha, Leonardo resistiu justamente por causa desse hist\u00f3rico. \u201cTiquinho me encontrava no pr\u00e9dio, dentro do elevador, onde me visse e insistia praticamente todos os dias\u201d, conta, rindo. \u201cMas eu vinha dessa experi\u00eancia muito negativa com a incorporadora.\u201d\nCoincidentemente, Carlos tamb\u00e9m havia perdido dinheiro no mesmo empreendimento que fracassou. A identifica\u00e7\u00e3o criada ali aproximou os dois e a confian\u00e7a fez de Leonardo um cliente da construtora de seus vizinhos. A compra do apartamento no residencial Vila Gal\u00e9 acabaria funcionando n\u00e3o apenas como investimento, mas como ponto de encontro de pessoas que compartilham de ideias semelhantes sobre o modelo de administra\u00e7\u00e3o dos empreendimentos na cidade. \nA aposta no modelo a pre\u00e7o de custo \nA conviv\u00eancia acabou transformando a rela\u00e7\u00e3o de cliente em parceria. Depois do Vila Gal\u00e9, Leonardo passou a investir em novos terrenos ao lado de Carlos e Tiquinho, inicialmente nos Banc\u00e1rios e depois em outras \u00e1reas da cidade. O que come\u00e7ou como participa\u00e7\u00e3o pontual em alguns neg\u00f3cios evoluiu para a entrada definitiva na sociedade da construtora. Foi nesse per\u00edodo que a experi\u00eancia malsucedida os levou a apostar de forma mais consistente no modelo de obra a pre\u00e7o de custo, ou administra\u00e7\u00e3o por condom\u00ednio \u2014 um sistema que havia perdido for\u00e7a na Para\u00edba, mas que os s\u00f3cios decidiram resgatar e reorganizar.\nNo modelo tradicional de incorpora\u00e7\u00e3o, a construtora assume praticamente todo o risco financeiro da obra. Se houver desequil\u00edbrio econ\u00f4mico, paralisa\u00e7\u00f5es ou quebra da empresa, compradores podem acabar absorvendo preju\u00edzos severos. J\u00e1 no sistema por administra\u00e7\u00e3o, os futuros propriet\u00e1rios participam diretamente da forma\u00e7\u00e3o do condom\u00ednio da obra e acompanham os custos reais da constru\u00e7\u00e3o.\nAl\u00e9m de permitir uma redu\u00e7\u00e3o significativa nos pre\u00e7os finais \u2014 muitas vezes entre 25% e 35% \u2014, o modelo distribu\u00eda melhor os riscos e dava mais transpar\u00eancia ao processo. Para Leonardo, esse foi o principal diferencial. \u201cAs pessoas enxergam primeiro a economia, mas para mim a maior vantagem era a seguran\u00e7a\u201d, afirma Leonardo. \u201cSe acontecesse algum problema com a construtora, os pr\u00f3prios cond\u00f4minos poderiam contratar outra empresa e concluir o pr\u00e9dio. Isso diminu\u00eda muito o risco de perder tudo.\u201d\nCarlos considera que o grande ponto de inflex\u00e3o da empresa foi justamente conseguir reintroduzir esse modelo no mercado de alto padr\u00e3o com credibilidade. \u201cA gente recriou um sistema que tinha perdido for\u00e7a e mostrou que ele podia funcionar com transpar\u00eancia\u201d, resume. Depois de a Eco j\u00e1 ter se tornado o principal foco da carreira profissional dos tr\u00eas s\u00f3cios, a construtora seguia seu ritmo constante de crescimento e almejando passos mais desafiadores. E mais um alicerce foi procurado para completar a base da empresa.\nBanc\u00e1rio, Pedro C\u00e9sar se aproximou da Eco ap\u00f3s investir em um empreendimento da construtora e passou a integrar o grupo em um momento decisivo de expans\u00e3o. \u201cMais do que crescer, a preocupa\u00e7\u00e3o sempre foi consolidar aquilo que constru\u00edmos ao longo desses anos\u201d, afirma\nEco Construtora\nO quarto s\u00f3cio entra no projeto \n\u00c9 nesse momento que Pedro C\u00e9sar chegaria. Nascido em Monteiro, no Cariri paraibano, ele tamb\u00e9m tinha trilhado desde cedo uma carreira que todos valorizavam em sua cidade. Formado em Contabilidade, aos 18 anos, Pedro j\u00e1 trabalhava no Banco Ita\u00fa, passando mais de uma d\u00e9cada no setor banc\u00e1rio antes de migrar para o com\u00e9rcio de autom\u00f3veis. Filho de comerciante de material de constru\u00e7\u00e3o, ele cresceu convivendo com fornecedores, dep\u00f3sitos e ouvindo dentro de casa desde a inf\u00e2ncia conversas sobre tudo que se precisa para construir um lar.\nPedro tamb\u00e9m se aproximou de Carlos e Tiquinho quando se tornou cliente de sua construtora. \u201cEu investi no Vila Gal\u00e9 e passei a conviver muito com Carlos e Tiquinho\u201d, lembra. \u201c\u00c9ramos vizinhos, e caminh\u00e1vamos quase todos os dias na praia de manh\u00e3. Foi surgindo uma amizade muito forte\u201d. No ritmo das caminhadas em Camboinha, os encontros passaram a misturar conversas sobre mercado, fam\u00edlia, obras e futuro. A proximidade fez perceber aos tr\u00eas s\u00f3cios que o perfil da pessoa que eles queriam ao seu lado para viabilizar o crescimento da Eco estava bem pr\u00f3ximo deles.\nPedro foi convidado inicialmente para participar do Residencial Mississipi, lan\u00e7ado em 2007 em Camboinha. O quarteto agora tinha uma miss\u00e3o, lan\u00e7ar um empreendimento corporativo como nunca havia sido realizado no estado e pelo qual a empresa \u00e9 mais conhecida entre a popula\u00e7\u00e3o: o Eco Medical Center Cartaxo. \u201cQuando fomos lan\u00e7ar o Eco Medical, percebemos que precis\u00e1vamos ampliar o grupo\u201d, lembra Tiquinho. \u201cEra um projeto grande demais para a gente tocar sozinho.\u201d O pr\u00e9dio levaria a empresa para outra escala: um empresarial de 28 pavimentos, com 212 unidades entre salas, lojas e sobrelojas, erguido em Miramar. \nO Eco Medical Center Cartaxo e o Eco Business marcaram a entrada da Eco Construtora em projetos corporativos de grande porte, ampliando a escala da empresa e ajudando a redefinir o eixo empresarial e m\u00e9dico da avenida Rui Carneiro, em Jo\u00e3o Pessoa.\nHigor Pereira\/Eco Construtora\nO sucesso do Eco Medical alterou n\u00e3o apenas o porte da empresa, mas tamb\u00e9m o fluxo urbano da regi\u00e3o. Anos depois, viria o Eco Business Center, tamb\u00e9m em Miramar e 30% maior: uma torre corporativa de 26 pavimentos e 322 unidades entre salas e lojas, constru\u00edda ap\u00f3s a aquisi\u00e7\u00e3o gradual de casas vizinhas que permitiram ampliar o terreno. Os dois empresariais ajudaram a criar o eixo corporativo da avenida Rui Carneiro e reposicionaram o centro de atendimento m\u00e9dico em Jo\u00e3o Pessoa.\n\u201cO Eco Medical foi um colosso para a gente naquele momento\u201d, resume Leonardo Bronzeado. \u201cEra um empreendimento muito grande para uma empresa que ainda tinha poucos anos de trajet\u00f3ria\u201d. Mas, para os s\u00f3cios, uma outra mudan\u00e7a se desenhava a partir da expans\u00e3o da empresa: a entrada no concorrido mercado de alto padr\u00e3o da cidade. Lan\u00e7ado em 2010 no Brisamar, o Arpoador marcou a entrada definitiva da empresa nessa nova fase: uma torre com 30 unidades, um apartamento por pavimento, quatro su\u00edtes e cerca de 214 metros quadrados por unidade. \nA entrada no mercado de alto padr\u00e3o \nEsse foi o cart\u00e3o de visitas que a empresa apresentou ao adentrar nesse mercado. At\u00e9 ent\u00e3o, a construtora estava acostumada a edif\u00edcios de sete ou oito andares. O Arpoador elevava n\u00e3o apenas a escala da obra, mas tamb\u00e9m a complexidade t\u00e9cnica, financeira e simb\u00f3lica do neg\u00f3cio. \u201cFoi nosso primeiro grande projeto\u201d, diz Leonardo. \u201cPara uma empresa que ainda era relativamente jovem, aquilo era um desafio enorme.\u201d\nCarlos enxerga o Arpoador como o momento em que a empresa fez essa migra\u00e7\u00e3o sem abandonar o modelo de administra\u00e7\u00e3o por condom\u00ednio. Mais do que lan\u00e7ar um pr\u00e9dio sofisticado, tratava-se de provar que era poss\u00edvel unir qualidade construtiva, transpar\u00eancia financeira e custo controlado.\nMesmo depois do crescimento acelerado de Jo\u00e3o Pessoa nas \u00faltimas d\u00e9cadas, os quatro s\u00f3cios n\u00e3o miram em uma expans\u00e3o agressiva. Nenhum deles menciona metas grandiosas de mercado. Nenhum usa linguagem t\u00edpica de grandes grupos empresariais. O discurso deles, sempre muito pr\u00f3ximo de clientes e funcion\u00e1rios, gira quase sempre em torno de perman\u00eancia, consist\u00eancia e responsabilidade.\nO Arpoador marcou a entrada definitiva da Eco Construtora no segmento de alto padr\u00e3o, representando um salto de escala, complexidade t\u00e9cnica e posicionamento da empresa no mercado imobili\u00e1rio de Jo\u00e3o Pessoa.\nEco Construtora\nCrescimento gradual como filosofia \n\u201cCrescer apenas para aparecer nunca foi um objetivo da empresa\u201d, diz Francisco Cavalcante. Os quatro s\u00f3cios falam da expans\u00e3o da construtora sempre de forma cautelosa, diante da ideia de crescimento acelerado como fim em si mesmo. Em seus planos para o futuro da Eco, Pedro C\u00e9sar prefere usar a palavra \u201cconsolida\u00e7\u00e3o\u201d. Diz que, mais do que multiplicar opera\u00e7\u00f5es, a preocupa\u00e7\u00e3o sempre foi estruturar aquilo que foi constru\u00eddo ao longo de 25 anos sem romper a l\u00f3gica gradual que marcou a trajet\u00f3ria da empresa. \nLeonardo Bronzeado costuma insistir na mesma ideia ao falar da busca por qualidade. \u201cA Eco nunca teve DNA de vaidade\u201d, afirma. \u201cA gente procura fazer empreendimentos de qualidade, mas valorizando cada centavo investido, sem aquela preocupa\u00e7\u00e3o de impressionar apenas por impressionar.\u201d Carlos Feitosa resume essa cultura de maneira mais direta e que est\u00e1 presente no discurso de todos. Para ele, a empresa continua sustentada pelos mesmos princ\u00edpios do in\u00edcio: \u201cbase familiar, austeridade, respeito ao pr\u00f3ximo e a Deus\u201d.\nQuando falam sobre realiza\u00e7\u00e3o pessoal, os quatro raramente recorrem ao tamanho da empresa ou ao volume dos empreendimentos. Leonardo prefere mencionar os profissionais que cresceram dentro da construtora e os clientes que voltaram a investir em novos projetos ao longo dos anos. \u201cIsso \u00e9 o que mais me deixa feliz\u201d, afirma. \u201cPerceber que a Eco fez diferen\u00e7a na vida dessas pessoas e que elas continuam acreditando na empresa \u00e9 o que mais me deixa grato por fazer parte desse projeto.\u201d \nDepois de ter um Celta vermelho como escrit\u00f3rio improvisado nos primeiros anos da empresa, a moderna sede da Eco Construtora hoje est\u00e1 localizada no bairro de Mana\u00edra, em Jo\u00e3o Pessoa.\nMax Brito\/Eco Construtora\nO que os s\u00f3cios consideram legado\nCarlos fala da credibilidade constru\u00edda junto a fornecedores, clientes e colaboradores como um patrim\u00f4nio dif\u00edcil de mensurar. \u201cConfian\u00e7a e credibilidade s\u00e3o ativos que n\u00e3o t\u00eam pre\u00e7o\u201d, resume. Pedro retorna com frequ\u00eancia \u00e0 ideia de aprimoramento cont\u00ednuo: \u201cfazer amanh\u00e3 melhor do que foi feito hoje\u201d. \u201cIsso \u00e9 uma busca constante dentro da empresa\u201d, diz. \u201cSe a gente conseguir consolidar tudo o que plantou ao longo desses 25 anos, eu j\u00e1 me sinto satisfeito.\u201d \nJ\u00e1 Francisco costuma tratar a pr\u00f3pria trajet\u00f3ria de maneira simples, sem transformar o percurso em s\u00edmbolo de ostenta\u00e7\u00e3o de sucesso. Quando olha para a empresa hoje, prefere resumir a hist\u00f3ria \u00e0 combina\u00e7\u00e3o entre \u201ccoragem, dedica\u00e7\u00e3o, honestidade\u201d e ao encontro com os outros s\u00f3cios. \u201cA gente conseguiu formar uma equipe no mesmo n\u00edvel de responsabilidade e confian\u00e7a que nos uniu\u201d, afirma.\nHoje, Jo\u00e3o Pessoa mudou de escala. Os bairros mudaram. A constru\u00e7\u00e3o civil tamb\u00e9m. Mas, entre os quatro s\u00f3cios, permanece a sensa\u00e7\u00e3o de que a empresa foi constru\u00edda menos por grandes viradas e mais por continuidade \u2014 uma trajet\u00f3ria feita de encontros improv\u00e1veis, escrit\u00f3rios volantes, caminhadas na praia, clientes que viraram s\u00f3cios, modelos de neg\u00f3cios seguros e decis\u00f5es tomadas sem pressa. \u201cTijolo por tijolo\u201d, como repete Leonardo.\nTalvez seja essa a imagem que melhor explique a trajet\u00f3ria da empresa: n\u00e3o a de uma ascens\u00e3o repentina, mas a de uma constru\u00e7\u00e3o compartilhada, erguida ao longo do tempo por quatro pessoas que chegaram \u00e0 constru\u00e7\u00e3o civil vindos de mundos muito diferentes \u2014 e que transformaram amizade, prud\u00eancia e insist\u00eancia numa forma pr\u00f3pria de permanecer.  ","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>        Os quatro s\u00f3cios da Eco Construtora reuniram trajet\u00f3rias improv\u00e1veis. 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