{"id":64306,"date":"2026-01-29T18:24:24","date_gmt":"2026-01-29T21:24:24","guid":{"rendered":"https:\/\/www.pbagora.com.br\/?p=935611"},"modified":"2026-01-29T18:24:24","modified_gmt":"2026-01-29T21:24:24","slug":"paraiba-teve-mais-de-300-de-aumento-nos-casos-de-resgate-de-trabalhadores-em-situacoes-analogas-a-escravidao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sindaopcpb.org.br\/index.php\/2026\/01\/29\/paraiba-teve-mais-de-300-de-aumento-nos-casos-de-resgate-de-trabalhadores-em-situacoes-analogas-a-escravidao\/","title":{"rendered":"Para\u00edba teve mais de 300% de aumento nos casos de resgate de trabalhadores em situa\u00e7\u00f5es an\u00e1logas \u00e0 escravid\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><img width=\"600\" height=\"408\" src=\"https:\/\/www.pbagora.com.br\/storage\/2026\/01\/Trabalho-Escravo.jpg\" class=\"attachment-large size-large wp-post-image\" alt=\"\" style=\"margin-bottom: 20px;\" decoding=\"async\" srcset=\"https:\/\/www.pbagora.com.br\/storage\/2026\/01\/Trabalho-Escravo.jpg 600w, https:\/\/www.pbagora.com.br\/storage\/2026\/01\/Trabalho-Escravo-300x204.jpg 300w, https:\/\/www.pbagora.com.br\/storage\/2026\/01\/Trabalho-Escravo-150x102.jpg 150w, https:\/\/www.pbagora.com.br\/storage\/2026\/01\/Trabalho-Escravo-380x258.jpg 380w, https:\/\/www.pbagora.com.br\/storage\/2026\/01\/Trabalho-Escravo-80x54.jpg 80w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/p>\n<p>Pessoas dormindo no ch\u00e3o, sem comida suficiente e em instala\u00e7\u00f5es insalubres. Este n\u00e3o \u00e9 um relato hist\u00f3rico anterior \u00e0 Lei \u00c1urea. \u00c9 a situa\u00e7\u00e3o em que muitos trabalhadores foram encontrados na Para\u00edba em 2025. Somente no ano passado, foram resgatadas do trabalho an\u00e1logo ao de escravo 258 pessoas. Isto significa um aumento de 386,79% em rela\u00e7\u00e3o a todo o ano de 2024, que teve 53 casos. <\/p>\n\n\n\n<p>Dos 258 resgatados no Estado, 237 (91,86%) estavam em atividades da constru\u00e7\u00e3o civil, sendo a maioria em Jo\u00e3o Pessoa e Cabedelo. No Brasil todo foram 4.515 den\u00fancias de situa\u00e7\u00f5es an\u00e1logas \u00e0 escravid\u00e3o em 2025.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEsses dados s\u00e3o alarmantes e fazem com que o Minist\u00e9rio P\u00fablico do Trabalho, junto com os outros \u00f3rg\u00e3os de fiscaliza\u00e7\u00e3o, como o Minist\u00e9rio do Trabalho, sejam cada vez mais vigilantes para combater essa realidade. E para isso precisamos tamb\u00e9m do apoio de toda a sociedade, atrav\u00e9s das den\u00fancias\u201d afirma a procuradora do Trabalho Marcela Asf\u00f3ra, que \u00e9 coordenadora Regional da Conaete\/MPT (Coordenadoria Nacional de Erradica\u00e7\u00e3o do Trabalho Escravo e Enfrentamento ao Tr\u00e1fico de Pessoas).<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u00c9 importante dizer que qualquer pessoa da sociedade pode denunciar, pode se identificar e pedir o sigilo dos dados ou, ent\u00e3o, realizar de forma an\u00f4nima. O importante \u00e9 informar a maior quantidade de detalhes para que n\u00f3s possamos realizar a investiga\u00e7\u00e3o e, em verificar a situa\u00e7\u00e3o do trabalho escravo, retirar os trabalhadores que s\u00e3o v\u00edtimas desse crime, porque quem procura trabalho n\u00e3o pode encontrar escravid\u00e3o\u201d, ressalta a procuradora.<\/p>\n\n\n\n<p>Durante o ano de 2025 foram realizadas na Para\u00edba sete opera\u00e7\u00f5es do Grupo Especial de Fiscaliza\u00e7\u00e3o M\u00f3vel (GEFM) do Minist\u00e9rio do Trabalho e Emprego, que investiga e combate situa\u00e7\u00f5es de trabalho an\u00e1logas \u00e0 escravid\u00e3o em todo o pa\u00eds. O grupo atua de forma interinstitucional que conta com a participa\u00e7\u00e3o de auditores-fiscais do Trabalho, procuradores do Minist\u00e9rio P\u00fablico do Trabalho, Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal, Defensoria P\u00fablica da Uni\u00e3o e Pol\u00edcia Federal.<\/p>\n\n\n\n<p>Durante o ano de 2025 foram realizadas na Para\u00edba sete opera\u00e7\u00f5es do Grupo Especial de Fiscaliza\u00e7\u00e3o M\u00f3vel (GEFM) do Minist\u00e9rio do Trabalho e Emprego, que investiga e combate situa\u00e7\u00f5es de trabalho an\u00e1logas \u00e0 escravid\u00e3o em todo o pa\u00eds. O grupo atua de forma interinstitucional que conta com a participa\u00e7\u00e3o de auditores-fiscais do Trabalho, procuradores do Minist\u00e9rio P\u00fablico do Trabalho, Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal, Defensoria P\u00fablica da Uni\u00e3o e Pol\u00edcia Federal.<\/p>\n\n\n\n<p>As opera\u00e7\u00f5es na Para\u00edba resultaram em 20 Termos de Ajuste de Conduta (TACs) e sete A\u00e7\u00f5es Civis P\u00fablicas (ACPs). Al\u00e9m da constru\u00e7\u00e3o civil, tamb\u00e9m foram resgatados trabalhadores que estavam em pedreiras de alguns munic\u00edpios no interior do Estado.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Perfil dos trabalhadores<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A maioria dos trabalhadores s\u00e3o homens, negros, com baixa escolaridade e que trabalham como pedreiros, ajudantes de pedreiros, carpinteiros, betoneiros e gesseiros.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2018Jo\u00e3o\u2019 (nome fict\u00edcio), 63 anos, pedreiro, 4 filhos, 3 netos. \u201cComecei a trabalhar muito cedo e s\u00f3 estudei at\u00e9 a 2\u00aa s\u00e9rie (Ensino Fundamental). N\u00e3o tinha tempo de estudar. Tive que cair em obra, no meio do mundo&#8230; \u00c9 muito f\u00e1cil o povo me enganar porque n\u00e3o tenho estudo, s\u00f3 sei mesmo escrever meu nome.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Paraibanos em outros estados<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A quantidade de pessoas resgatadas na Para\u00edba teve um aumento significativo, mas este fato n\u00e3o exclui a possibilidade de ter paraibanos em situa\u00e7\u00f5es semelhantes nos outros estados do pa\u00eds ou at\u00e9 no exterior. \u201cPor isso \u00e9 importante que a popula\u00e7\u00e3o fique atenta para pessoas que oferecem empregos com grandes promessas \u2013 inclusive no esporte &#8211; em outras cidades ou pa\u00edses\u201d alerta a procuradora Marcela Asf\u00f3ra.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cFoi muito suor derramado. N\u00e3o \u00e9 esse suor que voc\u00ea limpa a testa. \u00c9 suor de espremer a camisa. \u00c1gua a gente bebia desesperadamente, porque o sol era muito quente. Cada passo que eu dei naquele lugar eu me lembro, porque o trauma ficou. Disseram que l\u00e1 era bom, que dava pra ganhar um bom dinheiro, mas chegando l\u00e1 foi muito sofrimento!\u201d. O relato \u00e9 do paraibano \u2018C\u00edcero\u2019 (nome fict\u00edcio), resgatado de uma situa\u00e7\u00e3o de trabalho an\u00e1logo ao escravo na Regi\u00e3o Norte.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>P\u00f3s-Resgate<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A Comiss\u00e3o Estadual para a Erradica\u00e7\u00e3o do Trabalho Escravo (Coetrae-PB), vinculada \u00e0 Secretaria de Estado do Desenvolvimento Humano (SEDH), desempenha um papel estrat\u00e9gico no acolhimento e assist\u00eancia \u00e0s v\u00edtimas em fase de p\u00f3s-resgate, garantindo a prote\u00e7\u00e3o de seus direitos fundamentais.<\/p>\n\n\n\n<p><br><strong>Canais de Den\u00fancia<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Den\u00fancias podem ser feitas no site do MPT na Para\u00edba (www.prt13.mpt.mp.br\/servicos\/denuncias), pelo portal nacional do MPT (www.mpt.mp.br), pelo aplicativo MPT Pardal e pelo Disque 100. O MPT tamb\u00e9m recebe den\u00fancias pelo WhatsApp (83- 3612-3128).<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Ascom MPT-PB<\/em><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p><img width=\"600\" height=\"408\" src=\"https:\/\/www.pbagora.com.br\/storage\/2026\/01\/Trabalho-Escravo.jpg\" class=\"attachment-large size-large wp-post-image\" alt=\"\" decoding=\"async\" fetchpriority=\"high\" srcset=\"https:\/\/www.pbagora.com.br\/storage\/2026\/01\/Trabalho-Escravo.jpg 600w, https:\/\/www.pbagora.com.br\/storage\/2026\/01\/Trabalho-Escravo-300x204.jpg 300w, https:\/\/www.pbagora.com.br\/storage\/2026\/01\/Trabalho-Escravo-150x102.jpg 150w, https:\/\/www.pbagora.com.br\/storage\/2026\/01\/Trabalho-Escravo-380x258.jpg 380w, https:\/\/www.pbagora.com.br\/storage\/2026\/01\/Trabalho-Escravo-80x54.jpg 80w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\"><\/p>\n<p>Pessoas dormindo no ch\u00e3o, sem comida suficiente e em instala\u00e7\u00f5es insalubres. 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