{"id":4126,"date":"2022-09-30T06:27:36","date_gmt":"2022-09-30T09:27:36","guid":{"rendered":"https:\/\/g1.globo.com\/pb\/paraiba\/noticia\/2022\/09\/30\/setembro-vermelho-paraibana-fala-dos-desafios-e-dos-preconceitos-que-enfrentou-apos-avc.ghtml"},"modified":"2022-09-30T06:27:36","modified_gmt":"2022-09-30T09:27:36","slug":"setembro-vermelho-paraibana-fala-dos-desafios-e-dos-preconceitos-que-enfrentou-apos-avc","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sindaopcpb.org.br\/index.php\/2022\/09\/30\/setembro-vermelho-paraibana-fala-dos-desafios-e-dos-preconceitos-que-enfrentou-apos-avc\/","title":{"rendered":"Setembro Vermelho: paraibana fala dos desafios e dos preconceitos que enfrentou ap\u00f3s AVC"},"content":{"rendered":"   <img src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/HUhY_JqycOjvZsl_i2eJn3li3Mg=\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2022\/7\/q\/AtDyI5TqCY56HNwlHGNw\/ivandiely01.jpeg\" \/><br \/>   Pensado pela OMS para alertar para os riscos das doen\u00e7as cardiovasculares, Setembro Vermelho serve tamb\u00e9m para dar visibilidade a pessoas que enfrentaram e venceram o problema. Ivandiely Menezes hoje, cinco anos depois do AVC\nArquivo Pessoal\nEra um s\u00e1bado, 25 de novembro de 2017. In\u00edcio de noite. Ivandiely Menezes, ent\u00e3o com 32 anos, estava em seu quarto com um namorado quando sentiu uma fort\u00edssima dor de cabe\u00e7a. Foi \u00e0 sala do apartamento localizado no bairro dos Banc\u00e1rios, em Jo\u00e3o Pessoa, atr\u00e1s de um rem\u00e9dio. E, por se sentir cada vez pior, resolveu ir ao banheiro. L\u00e1, perdeu os sentidos. Desmaiou. Caiu no ch\u00e3o sem rea\u00e7\u00f5es e sem oferecer resist\u00eancias frente ao impacto.\nTr\u00eas pessoas correram em seu socorro. O namorado, uma amiga que dividia apartamento com ela, uma vizinha enfermeira que escutou os gritos. Momentos de ang\u00fastia e de incerteza at\u00e9 a enfermeira perceber as caracter\u00edsticas peculiares e dar a ordem de forma mais efetiva:\n\u201cEla est\u00e1 tendo um AVC. V\u00e3o imediatamente para o Trauma\u201d, gritou a enfermeira, se referindo ao Hospital de Emerg\u00eancia e Trauma de Jo\u00e3o Pessoa.\nEra uma not\u00edcia surpreendente. Ivandiely sentia-se bem, n\u00e3o tinha problemas de sa\u00fade aparentes, nunca havia reclamado de dores. Num momento, estava bem, em casa, curtindo o fim de s\u00e1bado depois de um dia na praia; no outro, estava entre a vida e a morte sendo levada para um hospital.\n\u201cO AVC n\u00e3o me deu nenhum sinal antes. Nada que me alertasse\u201d, adverte.\nIvandiely pouco depois do AVC: \"um milagre\"\nArquivo Pessoal\nUm problema grave e silencioso\nA Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade (OMS) atesta que problemas provocados pelo cora\u00e7\u00e3o s\u00e3o a principal causa de mortes no mundo. E que o enfarto e o Acidente Vascular Cerebral, o AVC, s\u00e3o os dois tipos mais letais de problemas card\u00edacos. Um problema, pois, que embora atinja mais os idosos, afeta tamb\u00e9m pessoas jovens como Ivandiely.\nCardiologista paraibano, Guilherme Athayde, 33 anos, explica que a estimativa \u00e9 a de que apenas neste ano cerca de 300 mil brasileiros j\u00e1 tenham morrido por causa de problemas card\u00edacos. E que, tal como relatado, \u00e9 muito comum que as pessoas sofram do problema sem nunca terem percebido qualquer sinal de que estavam em risco.\n\u201cO enfarto e o AVC n\u00e3o avisam que v\u00e3o acontecer. N\u00e3o existe at\u00e9 hoje um exame apropriado que preveja que isso v\u00e1 acontecer antes. O que tem de melhor \u00e9 o controle dos fatores de risco\u201d, destaca Guilherme Athayde.\nAinda de acordo com o m\u00e9dico, \u00e9 por isso que a OMS definiu o Setembro Vermelho, que serve para conscientizar para os riscos das doen\u00e7as cardiovasculares em todo o mundo. No Brasil, uma s\u00e9rie de atividades aconteceram ao longo do m\u00eas, organizado localmente pela Sociedade Brasileira de Cardiologia.\n\u201cSem conseguir prever o problema, a gente precisa atenuar os fatores de risco\u201d, comenta, destacando a necessidade de controle da press\u00e3o arterial e das taxas de diabetes, de se fazer exerc\u00edcios f\u00edsicos, combater \u00e0 obesidade, evitar o tabagismo.\nGuilherme Athayde, cardiologista\nArquivo Pessoal\nGuilherme enfatiza ainda que \u00e9 importante evitar carboidratos e gorduras em excesso, ao tempo que \u00e9 necess\u00e1rio privilegiar frutas, vegetais e cereais. \u201cO conjunto desses fatores levam a pessoa a ter menor chances de sofrer um AVC ou um enfarto\u201d, declara.\nO m\u00e9dico diz tamb\u00e9m que \u00e9 fundamental avaliar os n\u00edveis de estresse, porque isso tamb\u00e9m pode afetar as pessoas. \u201cTudo pode ajudar. Praticar o controle da respira\u00e7\u00e3o, fazer ioga, tentar se acalmar. Pessoas mais tranquilas, menos estressadas, t\u00eam menos risco\u201d, define.\nA luta para seguir vivendo\nSer saud\u00e1vel \u00e9 importante, pode salvar a sua vida, mas isso n\u00e3o \u00e9 garantia de que nenhum problema v\u00e1 acontecer. De toda forma, dois fatores podem ter sido fundamentais para  Ivandiely Menezes ter sobrevivido naquela noite de novembro de 2017. O primeiro deles \u00e9 justo o fato de ela \u00e0 \u00e9poca ser uma pessoa saud\u00e1vel, sem fatores de risco que se justificassem aparentemente. O segundo, certamente, a rapidez com que ela foi atendida.\nNatural de Rio Tinto, no Litoral Norte paraibano, onde costumava passar os fins de semana ao lado da filha Maria Eduarda, ela passava a semana em Jo\u00e3o Pessoa por causa de seu mestrado em Antropologia pela Universidade Federal da Para\u00edba. Pois, justo naquele fim de semana, resolveu permanecer na capital paraibana tamb\u00e9m durante o s\u00e1bado e o domingo. Para Ivandiely, foi esse acaso que a salvou.\n\u201cSe eu estivesse em Rio Tinto, longe de um hospital mais bem equipado, provavelmente eu teria morrido. Como naquele dia eu estava em Jo\u00e3o Pessoa, fui tratada rapidamente. 'Voc\u00ea foi um milagre', eu escutei isso certa vez de um m\u00e9dico\u201d, narra ela.\nIvandiely Menezes passou algum tempo internada no hospital. Quando saiu, estava com o lado esquerdo do corpo completamente paralisado, sem for\u00e7as inclusive para manter o peso do pr\u00f3prio tronco ereto. Estava cega de um olho, n\u00e3o conseguia falar, n\u00e3o sabia qual seria o futuro de sua vida.\nIvandiely pouco depois do AVC: cega de um olho e com todo o lado esquerdo paralisado\nArquivo Pessoal\nJovem, viu de repente a vida ficar suspensa. Foi levada de volta a Rio Tinto e passou um tempo morando com os seus pais. Na cidade, come\u00e7ou um longo processo de recupera\u00e7\u00e3o que, embora tenha registrado boa evolu\u00e7\u00e3o ao longo de cinco anos, est\u00e1 longe de chegar ao fim.\n\u201cPassei quatro meses em cadeira de rodas, depois fui para a bengala. Hoje j\u00e1 consigo andar sem precisar de ajuda, mas ainda bem devagar\u201d, explica ela, que com o tempo conseguiu tamb\u00e9m recuperar a vis\u00e3o.\nEntre as sequelas mais graves, est\u00e1 a do bra\u00e7o esquerdo, cujo movimento ainda hoje n\u00e3o voltou. A m\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 um problema. \u201cTenho movimentos involunt\u00e1rios de fechar a m\u00e3o e n\u00e3o consigo abri-la sozinha\u201d, lamenta.\nAl\u00e9m disso, destaca a dificuldade de fazer duas a\u00e7\u00f5es ao mesmo tempo. Quest\u00f5es simples que viram verdadeiros desafios. \u201cEu n\u00e3o consigo fazer muitas coisas ao mesmo tempo. Falar e andar s\u00e3o atividades dif\u00edceis de fazer simultaneamente. Ou fa\u00e7o um, ou fa\u00e7o outro. Deixou de ser autom\u00e1tico\u201d.\nDe acordo com ela, os neur\u00f4nios afetados est\u00e3o mortos e n\u00e3o podem ser recuperados. E o desafio \u00e9 buscar novas conex\u00f5es entre os que n\u00e3o foram atingidos para recuperar fun\u00e7\u00f5es suspensas. \u201cTenho que lembrar o tempo todo ao c\u00e9rebro que ainda tenho o lado esquerdo\u201d, resume.\nIvandiely e a fisioterapia: trabalho incans\u00e1vel para recuperar a independ\u00eancia\nArquivo Pessoal\nPreconceitos escancarados \u2013 e vencidos\nIvandiely Menezes fala tamb\u00e9m dos preconceitos que precisou enfrentar. E o primeiro deles foi na pr\u00f3pria quest\u00e3o do tratamento. Por exemplo, ela destaca que, por causa do AVC, adquiriu epilepsia e convuls\u00f5es. Em paralelo a isso, precisava tomar uma medica\u00e7\u00e3o fort\u00edssima para diminuir a espasticidade, que \u00e9 a perda de flexibilidade dos m\u00fasculos do corpo. Tinha efeitos colaterais pesados, at\u00e9 ouvir falar dos efeitos terap\u00eauticos do \u00f3leo da cannabis, algo que por muitos anos lhe foi omitido pelas pessoas que a cercavam.\n\u201cAinda existe muito preconceito, mas aos poucos fomos vencendo. Descobri a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Apoio Cannabis Esperan\u00e7a (Abrace) e hoje eu recebo todos os meses a medica\u00e7\u00e3o \u00e0 base de Cannabis. H\u00e1 tr\u00eas anos a epilepsia est\u00e1 controlada e j\u00e1 n\u00e3o preciso tomar o outro rem\u00e9dio para diminuir a  espasticidade\u201d, comemora.\nDepois de receber rem\u00e9dios da Abrace, Ivandiely conseguiu controlar a epilepsia e diminuir a  espasticidade\nComunica\u00e7\u00e3o\/Abrace\nEla explica, no entanto, que outros problemas cercam a pessoa que j\u00e1 teve um AVC: \n\u201cVoc\u00ea se torna protagonista de sua pr\u00f3pria recupera\u00e7\u00e3o. E eu fui desbravando sozinha. A gente vai pesquisando e descobrindo novos caminhos\u201d, ensina Ivandiely.\nA antrop\u00f3loga comenta ainda outra quest\u00e3o dif\u00edcil, principalmente para mulheres. Uma idealiza\u00e7\u00e3o do corpo feminino por parte dos homens, que acabam se afastando de mulheres com algum tipo de problema f\u00edsico. Ela disse que sentiu isso na pele durante muito tempo e que foi algo que afetou gravemente a sua autoestima. \n\u201cTem essa quest\u00e3o do padr\u00e3o, do corpo perfeito para a mulher. Quando a gente tem problemas com um AVC, sofre muito com o olhar. Todo mundo lhe olha na rua. Deixa-lhe intimidada\u201d, lamenta.\nFoi um processo. As redescobertas, a aceita\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio corpo: \u201c\u00c9 uma nova identidade. \u00c9 uma nova vida\u201d, enfatiza ela.\nDemorou para a primeira ida \u00e0 praia: Ivandiely explica que aceitar o pr\u00f3prio corpo ap\u00f3s um AVC leva tempo\nArquivo Pessoal\nTudo isso, de certa forma, paralisou a sua vida por alguns anos. E s\u00f3 recentemente voltou a ter uma vida social mais ativa. Foram quatro anos e meio at\u00e9 ter coragem de voltar a dan\u00e7ar, ainda que de forma lenta e limitada, e o mesmo tempo at\u00e9 voltar a se relacionar afetivamente. \u201cEstou de crush novo. Voltei \u00e0 ativa\u201d, fala, aos risos, felicidade percept\u00edvel na voz.\nN\u00e3o foi f\u00e1cil. Ivandiely diz que era \"vista como diferente\u201d e isso a deixava insegura, com medo de se relacionar. Sentia que as pessoas n\u00e3o tinham interesse por ela e que isso a afetou bastante. Hoje, mesmo com as limita\u00e7\u00f5es, percebe que o pior j\u00e1 passou.\nJ\u00e1 voltou a morar na sua pr\u00f3pria casa, ao lado da filha, e tem uma vida 100% independente. De forma mais lenta, \u00e9 bem verdade, mas j\u00e1 faz tudo. \u201cMoramos eu e minha filha. E hoje eu fa\u00e7o tudo. Tomo banho, fa\u00e7o almo\u00e7o, pratico exerc\u00edcios, limpo a casa, trabalho\u201d. \nIvandiely e a filha: \"foi por ela que eu enfrentei tudo isso\"\nArquivo Pessoal\nAinda assim, os desafios continuam a ser vencidos. Um m\u00eas atr\u00e1s, com saudades de amigas do tempo de mestrado (que ela finalizou em 2019, mesmo depois do AVC), marcou um almo\u00e7o na capital paraibana. Pegou um \u00f4nibus em Rio Tinto, desceu na rodovi\u00e1ria, foi at\u00e9 o restaurante reencontrar as amigas. Foi um dos dias mais felizes dela no ano.\n\u201cFoi minha primeira viagem sozinha. \u00c9 uma conquista imensa. Porque Rio Tinto virou minha zona de conforto. E sozinha em Jo\u00e3o Pessoa, qualquer batente \u00e9 um desafio. Foi uma vit\u00f3ria incr\u00edvel\u201d, festeja.\nNo processo de cura e de rein\u00edcio, quer voltar em breve \u00e0 sala de aula. Diz que voltou a estudar. Est\u00e1 se preparando para a sele\u00e7\u00e3o do doutorado em Antropologia da UFPB. Quer, de certa forma, estudar a si. Ou, ao menos, mulheres como ela.\n\u201cQuero analisar a ressignifica\u00e7\u00e3o dos corpos com mulheres p\u00f3s-AVC\u201d, finaliza.\nIvandielly finalizou o mestrado em 2019 e agora quer pesquisar no doutorado as mulheres p\u00f3s-AVC\nArquivo Pessoal\nV\u00eddeos mais assistidos da Para\u00edba ","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>      Pensado pela OMS para alertar para os riscos das doen\u00e7as cardiovasculares, Setembro Vermelho serve tamb\u00e9m para dar visibilidade a pessoas que enfrentaram e venceram o problema. 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