{"id":40656,"date":"2023-10-27T12:23:21","date_gmt":"2023-10-27T15:23:21","guid":{"rendered":"https:\/\/g1.globo.com\/pb\/paraiba\/noticia\/2023\/10\/27\/marcacao-e-a-cidade-mais-jovem-da-paraiba-aponta-censo-2022.ghtml"},"modified":"2023-10-27T12:23:21","modified_gmt":"2023-10-27T15:23:21","slug":"marcacao-e-a-cidade-mais-jovem-da-paraiba-aponta-censo-2022","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sindaopcpb.org.br\/index.php\/2023\/10\/27\/marcacao-e-a-cidade-mais-jovem-da-paraiba-aponta-censo-2022\/","title":{"rendered":"Marca\u00e7\u00e3o \u00e9 a cidade mais jovem da Para\u00edba, aponta Censo 2022"},"content":{"rendered":"   <img src=\"https:\/\/s2-g1.glbimg.com\/VGC3Kh58is5lotgwkpkFopaQxiA=\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2023\/z\/G\/R1q7tMSLeADqQkq0DKLQ\/praia-de-coqueirinho-marcacao-paraiba-panoramio-1.jpg\" \/><br \/>     Popula\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as e jovens em Marca\u00e7\u00e3o \u00e9 muito superior a de idosos. \u00cdndice de envelhecimento da cidade \u00e9 de 28,1, conforme aponta do Censo Demogr\u00e1fico do IBGE.  Aldeia Coqueirinho do Norte, na cidade de Marca\u00e7\u00e3o, na Para\u00edba\nZelma Brito\/Prefeitura de Marca\u00e7\u00e3o\/Divulga\u00e7\u00e3o\nA cidade de Marca\u00e7\u00e3o, localizada no Litoral Norte, \u00e9 a mais jovem da Para\u00edba, conforme os dados do Censo Demogr\u00e1fico 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), divulgado nesta sexta-feira (27). Marca\u00e7\u00e3o apresentou um \u00edndice de envelhecimento de 28,1 e, Ba\u00eda da Trai\u00e7\u00e3o, a segunda mais jovem, um \u00edndice de 28,4.\nOs dois munic\u00edpios s\u00e3o cidades de povos potiguara e est\u00e3o entre os 10 munic\u00edpios brasileiros com o maior percentual de pessoas ind\u00edgenas residentes.\nSegundo o levantamento do IBGE, a cidade de Marca\u00e7\u00e3o, que tem 8.999 habitantes, tem uma popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena de cerca de 88,08%, na casa de 7.926 pessoas ind\u00edgenas, o que a coloca na sexta posi\u00e7\u00e3o no ranking de cidades brasileiras com maior percentual de pessoas ind\u00edgenas residentes no Brasil.\nDe acordo com os dados divulgados nesta sexta-feira (27), a cidade de Marca\u00e7\u00e3o \u00e9 composto por 3.252 crian\u00e7as e jovens (de 0 a 19 anos), o que representa 36% de toda a popula\u00e7\u00e3o da cidade. Em contrapartida, o munic\u00edpio ind\u00edgena tinha, em 2022, conforme o Censo, 996 idosos. \nEssa rela\u00e7\u00e3o levou o IBGE a entender que o \u00edndice de envelhecimento de Marca\u00e7\u00e3o \u00e9 de 28,1. Isso significa uma propor\u00e7\u00e3o de 28 idosos para cada 100 crian\u00e7as. \nO \u00edndice de envelhecimento \u00e9 calculado pela raz\u00e3o entre o grupo de idosos de 65 anos ou mais de idade em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 popula\u00e7\u00e3o de 0 a 14 anos. Portanto, quanto maior o valor do indicador, mais envelhecida \u00e9 a popula\u00e7\u00e3o.\nFatores que podem explicar os dados\nO assistente social e pesquisador dos povos ind\u00edgenas Ozivan Mendon\u00e7a Bezerra explica que diversos fatores e hip\u00f3teses podem explicar o alto n\u00famero de jovens nas cidades com povos potiguara e um baixo n\u00famero de idosos. \"Um desses fatores se chama a aten\u00e7\u00e3o: a poss\u00edvel diminui\u00e7\u00e3o da sa\u00edda dos jovens dos seus territ\u00f3rios de origem\", explica.\nDe acordo com Ozivan Mendon\u00e7a, h\u00e1 pelos menos 10 anos, muitos jovens ind\u00edgenas deixavam as cidades de origem em busca e melhores condi\u00e7\u00f5es de estudo e emprego. \"Era muito comum fam\u00edlias sa\u00edrem do territ\u00f3rio em busca de melhores condi\u00e7\u00f5es de vida, seja para cidades pr\u00f3ximas, como Jo\u00e3o Pessoa, ou at\u00e9 mesmo para fora do estado\", detalha. \n\u00c9 dif\u00edcil medir esse processo em termos estat\u00edstico, mas segundo Ozivan, o ex\u00f4do era uma realidade: para conseguir estudar em uma universidade, os jovens precisavam ir, pelo menos, para Jo\u00e3o Pessoa. Hoje, 2023, com a implementa\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas nas universidades e a amplia\u00e7\u00e3o dos polos, a Universidade Federal da Para\u00edba (UFPB) j\u00e1 disp\u00f5e de pontos de ensino em Mamanguape e Rio Tinto, o campus IV.\nCampus IV da UFPB fica localizado no Litoral Norte do estado\nDivulga\u00e7\u00e3o\/UFPB\n\"Hoje em dia as oportunidades s\u00e3o mais diversas. H\u00e1 quem sai do territ\u00f3rio para estudar outros cursos, sim, como no meu caso, mas h\u00e1 quem permane\u00e7a no territ\u00f3rio tamb\u00e9m porque h\u00e1 faculdade mais pr\u00f3xima. Existe tamb\u00e9m o programa bolsa perman\u00eancia, que \u00e9 um valor pago pelo governo federal aos estudantes ind\u00edgenas que estudam nas institui\u00e7\u00f5es federais. Esse valor \u00e9 importante para garantir a perman\u00eancia do estudante na universidade, o que consequentemente pode influenciar na continuidade dos estudos, fazendo com que esse jovem n\u00e3o precise sair do territ\u00f3rio em busca de trabalho\", ressalta o assistente social. \nOs n\u00fameros ilustram ainda melhor a hip\u00f3tese de Ozivan Mendon\u00e7a. No Censo Demogr\u00e1fico de 2010, o IBGE constatou a presen\u00e7a de 3.291 pessoas de 0 a 19 anos na cidade de Marca\u00e7\u00e3o, e 670 idosos de 60 anos ou mais. \nEm 2022, o n\u00famero de idosos j\u00e1 cresceu 48%, indicando que, com estrutura de educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade e renda, os idosos est\u00e3o cada vez mais permanecendo nos territ\u00f3rios de origem.\n\"Se voc\u00ea n\u00e3o tem cidade, do ponto de vista pol\u00edtico-administrativo, n\u00e3o h\u00e1 como implementar pol\u00edticas p\u00fablicas voltadas para a juventude, mulheres, crian\u00e7a. Acredito que ao passar dos anos, esse \u00eaxodo vem diminuindo porque os munic\u00edpios passaram a ter estrutura m\u00ednima para funcionamento das pol\u00edticas p\u00fablicas, apesar da quest\u00e3o da gera\u00e7\u00e3o de renda ainda ser algo preocupante. Mas a gente pode garantir a maior perman\u00eancia das pessoas nos seus territ\u00f3rios de origem porque ainda existem pol\u00edticas p\u00fablicas m\u00ednimas que chegam \u00e0 popula\u00e7\u00e3o (mesmo com desafios, cr\u00edticas e limita\u00e7\u00f5es)\", detalha Ozivan Mendon\u00e7a.\nA quest\u00e3o da sa\u00fade ind\u00edgena tamb\u00e9m precisa ser levada em considera\u00e7\u00e3o. Ozivan explica que, com assist\u00eancia mais direta \u00e0 popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena atrav\u00e9s da Secretaria de Sa\u00fade Ind\u00edgena (SESAI), \u00e9 poss\u00edvel ter um acompanhamento melhor da inf\u00e2ncia at\u00e9 a fase adulta. Por conta da dist\u00e2ncia entre as comunidades e os principais servi\u00e7os de sa\u00fade, h\u00e1 alguns anos, o acesso a tratamento m\u00e9dico era mais dif\u00edcil. \"Hoje n\u00f3s temos a assist\u00eancia prestada pela SESAI, que atua nos territ\u00f3rios por meio dos Distritos Sanit\u00e1rios Especiais Ind\u00edgenas (DSEIS), os quais ofertam carros e \u00f4nibus para transportes dos usu\u00e1rios para tratamento fora do domic\u00edlio\", complementa.\nNo ranking de popula\u00e7\u00e3o dos munic\u00edpios, Marca\u00e7\u00e3o est\u00e1:\nna 91\u00aa coloca\u00e7\u00e3o no estado;\nna 1.236\u00aa coloca\u00e7\u00e3o na regi\u00e3o Nordeste;\ne na 3.223\u00aa coloca\u00e7\u00e3o no Brasil.\nA pesquisa do IBGE tamb\u00e9m aponta que a cidade em Marca\u00e7\u00e3o tem uma densidade demogr\u00e1fica de 73,36 habitantes por km\u00b2 e uma m\u00e9dia de 3,26 moradores por resid\u00eancia.\nV\u00eddeos mais assistidos do g1 Para\u00edba  ","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>        Popula\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as e jovens em Marca\u00e7\u00e3o \u00e9 muito superior a de idosos. \u00cdndice de envelhecimento da cidade \u00e9 de 28,1, conforme aponta do Censo Demogr\u00e1fico do IBGE.  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