{"id":39081,"date":"2023-10-17T08:48:41","date_gmt":"2023-10-17T11:48:41","guid":{"rendered":"https:\/\/g1.globo.com\/pb\/paraiba\/noticia\/2023\/10\/17\/extrema-pobreza-deixo-de-comer-para-dar-aos-meus-filhos-diz-mulher-que-vive-com-r-150-por-mes.ghtml"},"modified":"2023-10-17T08:48:41","modified_gmt":"2023-10-17T11:48:41","slug":"extrema-pobreza-deixo-de-comer-para-dar-aos-meus-filhos-diz-mulher-que-vive-com-r-150-por-mes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sindaopcpb.org.br\/index.php\/2023\/10\/17\/extrema-pobreza-deixo-de-comer-para-dar-aos-meus-filhos-diz-mulher-que-vive-com-r-150-por-mes\/","title":{"rendered":"Extrema pobreza: &#8216;Deixo de comer para dar aos meus filhos&#8217;, diz mulher que vive com R$ 150 por m\u00eas"},"content":{"rendered":"   <img src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/-OMDP7uWSdzBL3ctIUITDBc4weo=\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2023\/F\/8\/wMV71eT7GqTdEONTAIvQ\/uriana-geladeira.png\" \/><br \/>     Apenas entre os anos de 2020 e 2021, a Para\u00edba registrou um crescimento de 75,28% da popula\u00e7\u00e3o em extrema pobreza, um acr\u00e9scimo de 257.950 pessoas no estado. Dona de casa Uriana Santos diz que deixa de comer para poder dar de comer aos tr\u00eas filhos; fam\u00edlia vive na extrema pobreza, com cerca de R$ 150 por m\u00eas\nTV Cabo Branco\/Reprodu\u00e7\u00e3o\nA dona de casa Uriana Santos \u00e9 m\u00e3e de tr\u00eas filhos e vive em situa\u00e7\u00e3o de extrema pobreza na comunidade Aratu, Costa do Sol, em Jo\u00e3o Pessoa. A fam\u00edlia vive com uma renda entre R$ 100 e R$ 150 por m\u00eas, fruto do trabalho com coleta seletiva feita pelo namorado de Uriana, Rosildo Ferreira. \u201cSaio, vivo correndo, mas n\u00e3o deixo meus filhos passarem fome. Eu deixo de comer para dar aos meus filhos\", afirma Uriana.\nDe acordo com os crit\u00e9rios do Banco Mundial, pessoas em extrema pobreza vivem com menos de R$ 9,60 por dia e R$ 288 por m\u00eas. \nFam\u00edlia de Uriana Santos vive na extrema pobreza, com renda entre R$ 100 e R$ 150 por m\u00eas\nTV Cabo Branco\/Reprodu\u00e7\u00e3o\nApesar de ter sido aprovada no programa social Bolsa Fam\u00edlia, Uriana ainda n\u00e3o conseguiu ter acesso ao benef\u00edcio. Com a falta de alimentos e rem\u00e9dios para as crian\u00e7as, ela segue pedindo doa\u00e7\u00f5es e a fam\u00edlia vive apenas com o dinheiro do trabalho de Rosildo, o que n\u00e3o \u00e9 muito para custear as contas da casa e a alimenta\u00e7\u00e3o.\nRosildo faz parte de uma cooperativa em que o lucro das vendas \u00e9 dividido entre os 9 cooperados. Nos dias em que o grupo bate a meta, a venda de material reciclado chega a R$ 3 mil por m\u00eas. O que d\u00e1 em torno de R$ 300 reais para cada trabalhador. \nPor ter outros filhos, parte do dinheiro vai para as crian\u00e7as. A outra parte \u00e9 para sustentar a casa onde mora com a namorada e os tr\u00eas enteados. A fam\u00edlia chegou a pensar em vender o passarinho de estima\u00e7\u00e3o para comprar comida.\nFam\u00edlia de Uriana Santos vive na extrema pobreza, com renda entre R$ 100 e R$ 150 por m\u00eas\nTV Cabo Branco\/Reprodu\u00e7\u00e3o\nO desejo do casal \u00e9 conseguir um emprego de carteira assinada para melhorar a situa\u00e7\u00e3o em que vive.\nA situa\u00e7\u00e3o de Uriana e sua fam\u00edlia n\u00e3o \u00e9 um caso isolado, mas est\u00e1 inserido em uma realidade que tem crescido nos \u00faltimos anos no estado. Entre 2012 e 2021, a popula\u00e7\u00e3o geral da Para\u00edba cresceu 5%. J\u00e1 a popula\u00e7\u00e3o em extrema pobreza cresceu 48,57%, e a popula\u00e7\u00e3o em situa\u00e7\u00e3o de pobreza cresceu 2,82%. \nOs dados foram levantados pelo N\u00facleo de Dados da Rede Para\u00edba com base em pesquisas realizadas e divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) e mostram que apenas entre 2020 e 2021, a Para\u00edba registrou um crescimento de 75,28% da popula\u00e7\u00e3o em extrema pobreza, um acr\u00e9scimo de 257.950 pessoas no estado. \nFam\u00edlia de Lidiane vive na extrema pobreza, com menos de R$ 288 por m\u00eas, na comunidade do Aratu, em Jo\u00e3o Pessoa\nTV Cabo Branco\/Reprodu\u00e7\u00e3o\nAssim como na casa de Uriana e Rosildo, cada integrante da fam\u00edlia de Lidiane Ven\u00e2ncio tamb\u00e9m vive com menos de R$ 288 por m\u00eas. Tamb\u00e9m moradora da comunidade Aratu, Lidiane n\u00e3o ganha Bolsa Fam\u00edlia atualmente por dificuldades no cadastro. Ela e os dois filhos, de 3 e 7 anos, vivem do trabalho do marido na reciclagem. \n\u201cMinha maior preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 dar comida para os meus filhos. Se eu tirasse pelo menos o Bolsa Fam\u00edlia dava para ajudar mais\u201d, afirma Lidiane.\nPara Lidiane \u00e9 um al\u00edvio quando os filhos v\u00e3o para a escola, onde t\u00eam alimenta\u00e7\u00e3o garantida. Com o filho mais novo com o p\u00e9 machucado e sem poder ir para a creche que fica no bairro vizinho, Lidiane se preocupa ainda mais. \u201cEu acredito que com f\u00e9 em Jesus vai melhorar. Tem que ter f\u00e9, porque se n\u00e3o tiver, n\u00e3o passa\u201d, acredita Lidiane. \nFam\u00edlia de Lidiane vive na extrema pobreza, com menos de R$ 288 por m\u00eas, na comunidade do Aratu, em Jo\u00e3o Pessoa\nTV Cabo Branco\/Reprodu\u00e7\u00e3o\nAs duas fam\u00edlias da comunidade Aratu contam com a ajuda de projetos sociais que atendem a comunidade com cestas b\u00e1sicas, e t\u00eam a esperan\u00e7a de uma vida melhor um dia, ao conseguir um emprego fixo ou o aux\u00edlio de programas sociais do governo para contribuir da renda, n\u00e3o tendo mais que se preocupar com a possibilidade de n\u00e3o ter comida na mesa para os filhos.\nV\u00eddeos mais assistidos do g1 Para\u00edba  ","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>        Apenas entre os anos de 2020 e 2021, a Para\u00edba registrou um crescimento de 75,28% da popula\u00e7\u00e3o em extrema pobreza, um acr\u00e9scimo de 257.950 pessoas no estado. 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