{"id":38257,"date":"2023-10-11T06:20:25","date_gmt":"2023-10-11T09:20:25","guid":{"rendered":"https:\/\/g1.globo.com\/pb\/paraiba\/noticia\/2023\/10\/11\/colegio-estadual-da-prata-educa-paraibanos-ha-70-anos-e-conta-historia-de-campina-grande.ghtml"},"modified":"2023-10-11T06:20:25","modified_gmt":"2023-10-11T09:20:25","slug":"colegio-estadual-da-prata-educa-paraibanos-ha-70-anos-e-conta-historia-de-campina-grande","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sindaopcpb.org.br\/index.php\/2023\/10\/11\/colegio-estadual-da-prata-educa-paraibanos-ha-70-anos-e-conta-historia-de-campina-grande\/","title":{"rendered":"Col\u00e9gio Estadual da Prata educa paraibanos h\u00e1 70 anos e conta hist\u00f3ria de Campina Grande"},"content":{"rendered":"   <img src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/_YqspvwYtjYcHYWvgvqPh4lMEdA=\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2014\/08\/12\/estadual-da-prata_leonardosilva.jpg\" \/><br \/>     Segundo maior col\u00e9gio da Para\u00edba foi fundado em 1953 e serviu de base para educa\u00e7\u00e3o de artistas e pol\u00edticos paraibanos ao longo de sete d\u00e9cadas.  Col\u00e9gio Estadual da Prata, em Campina Grande\nLeonardo SIlva \/ Jornal da Para\u00edba\nA hist\u00f3ria de Campina Grande, Agreste da Para\u00edba, pode ser contada de diversas formas. E algo que resiste ao tempo e narra a hist\u00f3ria da cidade s\u00e3o suas obras, e uma delas \u00e9 a Escola Estadual Dr. Elp\u00eddio de Almeida, mais conhecido como Col\u00e9gio Estadual da Prata, localizado no bairro da Prata, na zona oeste da cidade.\nCompartilhe no WhatsApp\nCompartilhe no Telegram\nO col\u00e9gio, que atualmente conta com 37 salas de aula, mais de 700 alunos matriculados por ano e ocupa uma \u00e1rea de cerca de 20 mil metros quadrados, conta um peda\u00e7o da hist\u00f3ria da cidade com sua contribui\u00e7\u00e3o para a comunidade educacional. \nA escola, que foi inaugurada em 31 de janeiro de 1953, foi a primeira a disponibilizar ensino secund\u00e1rio gratuito na cidade, modalidade que hoje corresponde ao Ensino M\u00e9dio. Grandes nomes da pol\u00edtica e cultura nacional j\u00e1 passaram pelo Estadual da Prata, a exemplo do jornalista Jos\u00e9 N\u00eaumanne Pinto, da cantora Elba Ramalho, da deputada federal Luiza Erundina e do ex-governador da Para\u00edba Ronaldo Cunha Lima.\nArtistas e pol\u00edticos que estudaram no Col\u00e9gio Estadual da Prata\nDivulga\u00e7\u00e3o\/Arquivo Col\u00e9gio Estadual da Prata\/Instituto Hist\u00f3rico de Campina Grande\nSegundo o historiador Bruno Gaud\u00eancio, no in\u00edcio de suas atividades na cidade, a escola era situada numa \u00e1rea rural e contemplava, ainda, a elite da cidade.\n\u201cAinda era um bairro muito rural, conhecido por ser muito distante do Centro, mas que estava come\u00e7ando a ter alguns casar\u00f5es e membros da elite de Campina Grande. Era uma parte pouco habitada. Logo que ela foi inaugurada, os alunos reclamavam para chegar at\u00e9 a escola. Era distante, ficava no meio do mato, estrada de terra, tinha que atravessar o A\u00e7ude Novo que na \u00e9poca tinha \u00e1gua. Na \u00e9poca as pessoas entendiam que era um bairro distante para sair e estudar\u201d, disse o historiador.\nBruno Gaud\u00eancio, historiador e professor do Col\u00e9gio Estadual da Prata\nBruno Gaud\u00eancio\/Redes sociais\nNa \u00e9poca de sua constru\u00e7\u00e3o e inaugura\u00e7\u00e3o, em Campina Grande, as escolas que contemplavam o ensino mais avan\u00e7ado eram escolas como o Pio XI, Col\u00e9gio Damas e o Col\u00e9gio Alfredo Dantas que ofereciam o ensino secund\u00e1rio na \u00e9poca. E, segundo o historiador, por d\u00e9cadas era feito um exame admissional para entrar na escola.\n\u201cA partir dos anos 1970, pela demanda, houve uma amplia\u00e7\u00e3o e a escola come\u00e7ou a ganhar uma popularidade maior. \u00c9 uma esp\u00e9cie de escola m\u00e3e. Para entrar era feito um exame de admiss\u00e3o, s\u00f3 foram extintos no in\u00edcio dos anos 2000\u201d, explicou o historiador.\nAl\u00e9m de historiador, Bruno Gaud\u00eancio \u00e9 professor de hist\u00f3ria na escola desde 2021 e estudou no col\u00e9gio entre os anos de 2001 e 2013. Para ele, a escola representa um bra\u00e7o hist\u00f3rico da cidade e fez parte da viv\u00eancia de diversas fam\u00edlias.\n\u201cA escola representa muito do ponto de vista hist\u00f3rico, arquitet\u00f4nico, a grandiosidade, e de certa maneira \u00e9 uma das escolas mais tradicionais da Para\u00edba e tamb\u00e9m do interior do Nordeste. Muitas gera\u00e7\u00f5es se formaram, fam\u00edlias inteiras estudaram aqui\u201d, disse o historiador.\nCol\u00e9gio Estadual da Prata durante a constru\u00e7\u00e3o, em Campina Grande\nDivulga\u00e7\u00e3o\/Arquivo Col\u00e9gio Estadual da Prata\/Instituto Hist\u00f3rico de Campina Grande\nComo o pr\u00e9dio \u00e9 antigo, com 70 anos de exist\u00eancia, algumas lendas e mitos foram repassados por gera\u00e7\u00f5es. Bruno Gaud\u00eancio contextualiza que relatos de fantasmas e assombra\u00e7\u00f5es s\u00e3o ditos por v\u00e1rias gera\u00e7\u00f5es e que isso faz parte do imagin\u00e1rio popular por se tratar de uma edifica\u00e7\u00e3o antiga.\n\u201cComo \u00e9 um pr\u00e9dio antigo, que lembra muito uma estrutura de igreja, com uma arquitetura colonial, ent\u00e3o h\u00e1 muitas hist\u00f3rias de fantasmas e assombra\u00e7\u00f5es que frequentam esse espa\u00e7o. Tem-se a hist\u00f3ria de que pessoas veem a figura de uma crian\u00e7a correndo pelas escadarias, na \u00e9poca da pandemia muitas pessoas relataram isso. Mas isso faz parte do imagin\u00e1rio das pessoas, das lendas e mitos que s\u00e3o criados sobre lugares antigos\u201d, finalizou o historiador.\nDentro do mesmo contexto em que Bruno Gaud\u00eancio vivenciou, de estudar na institui\u00e7\u00e3o e retornar para lecionar, Daniel Brito, professor de qu\u00edmica, se formou em 2010 e voltou em 2020 para ser professor. Ele relatou \u00e0 TV Para\u00edba que voltar para a institui\u00e7\u00e3o para educar foi um motivo de orgulho para ele.\n\u201cMotivo de grande orgulho, \u00e9 um sonho poder voltar a essa institui\u00e7\u00e3o que \u00e9 t\u00e3o importante para mim. Rever alguns professores, agora como colegas. E poder dar minha contribui\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o \u00e9 maravilhoso e muito importante pra mim. Eu digo aos meus alunos: \u2018valorizem o que voc\u00eas t\u00eam aqui, porque voc\u00eas t\u00eam uma joia preciosa nas m\u00e3os\u2019\u201d, disse Daniel.\nAo longo dos anos, o Col\u00e9gio Estadual da Prata manteve a miss\u00e3o de formar pessoas para o futuro, sendo um marco importante para a hist\u00f3ria de Campina Grande.\nV\u00eddeos mais assistidos do g1 Para\u00edba  ","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>        Segundo maior col\u00e9gio da Para\u00edba foi fundado em 1953 e serviu de base para educa\u00e7\u00e3o de artistas e pol\u00edticos paraibanos ao longo de sete d\u00e9cadas.  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