{"id":37435,"date":"2023-10-04T16:26:21","date_gmt":"2023-10-04T19:26:21","guid":{"rendered":"https:\/\/www.infomoney.com.br\/?p=2260978"},"modified":"2023-10-04T16:26:21","modified_gmt":"2023-10-04T19:26:21","slug":"fidcs-fora-aliquotas-menores-e-novas-classificacoes-o-que-muda-com-a-nova-versao-do-pl-das-offshores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sindaopcpb.org.br\/index.php\/2023\/10\/04\/fidcs-fora-aliquotas-menores-e-novas-classificacoes-o-que-muda-com-a-nova-versao-do-pl-das-offshores\/","title":{"rendered":"FIDCs fora, al\u00edquotas menores e novas classifica\u00e7\u00f5es: o que muda com a nova vers\u00e3o do PL das \u2018offshores\u2019?"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" width=\"300\" height=\"185\" src=\"https:\/\/www.infomoney.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/img20230706230408527MED.jpg?fit=300%2C185&amp;quality=70&amp;strip=all\" class=\"attachment-medium size-medium wp-post-image\" alt=\"\" decoding=\"async\" style=\"float:right; margin:0 0 10px 10px;\" srcset=\"https:\/\/www.infomoney.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/img20230706230408527MED.jpg?w=1000&amp;quality=70&amp;strip=all 1000w, https:\/\/www.infomoney.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/img20230706230408527MED.jpg?w=300&amp;quality=70&amp;strip=all 300w, https:\/\/www.infomoney.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/img20230706230408527MED.jpg?w=768&amp;quality=70&amp;strip=all 768w, https:\/\/www.infomoney.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/img20230706230408527MED.jpg?w=150&amp;quality=70&amp;strip=all 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" data-attachment-id=\"2261056\" data-permalink=\"https:\/\/www.infomoney.com.br\/politica\/aliquotas-menores-fidcs-fora-e-novas-classificacoes-o-que-muda-com-a-nova-versao-do-pl-das-offshores-e-fundos-exclusivos\/attachment\/img20230706230408527med\/\" data-orig-file=\"https:\/\/www.infomoney.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/img20230706230408527MED.jpg?fit=1000%2C616&amp;quality=70&amp;strip=all\" data-orig-size=\"1000,616\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"Deputado Pedro Paulo (PSD-RJ)\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"&lt;p&gt;O deputado Pedro Paulo (PSD-RJ) durante sess\u00e3o no plen\u00e1rio da C\u00e2mara dos Deputados (Zeca Ribeiro\/C\u00e2mara dos Deputados)&lt;\/p&gt;\n\" data-medium-file=\"https:\/\/www.infomoney.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/img20230706230408527MED.jpg?fit=300%2C185&amp;quality=70&amp;strip=all\" data-large-file=\"https:\/\/www.infomoney.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/img20230706230408527MED.jpg?fit=1000%2C616&amp;quality=70&amp;strip=all\" title=\"\"><\/p>\n<p>O <a href=\"https:\/\/www.infomoney.com.br\/politica\/relator-apresenta-parecer-para-pl-das-offshores-com-novas-regras-para-fundos-exclusivos-mas-deixa-jcp-fora-do-texto\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">substitutivo apresentado pelo deputado Pedro Paulo (PSD-RJ)<\/a> ao projeto de lei que trata da tributa&ccedil;&atilde;o sobre aplica&ccedil;&otilde;es financeiras mantidas por brasileiros no exterior de forma direta, por meio de controladas (&ldquo;offshores&rdquo;) e trusts (PL 4173\/2023), manteve a maioria dos pontos tratados na vers&atilde;o original defendida pelo governo do presidente Luiz In&aacute;cio Lula da Silva (PT).<\/p>\n<p>O texto tamb&eacute;m incorporou os principais dispositivos previsos em medida provis&oacute;ria (MPV 1184\/2023) editada pelo presidente para modificar as regras de tributa&ccedil;&atilde;o dos fundos exclusivos (tamb&eacute;m conhecidos como fechados ou &ldquo;onshore&rdquo;), com algumas modifica&ccedil;&otilde;es pontuais e ajustes de reda&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Do lado dos investimentos fora do pa&iacute;s, a principal mudan&ccedil;a envolve a al&iacute;quota cobrada de contribuintes que optarem por aderir ao regime de transi&ccedil;&atilde;o e atualizarem o valor de suas aplica&ccedil;&otilde;es antes da efetiva distribui&ccedil;&atilde;o dos ganhos &agrave; pessoa f&iacute;sica.<\/p>\n<p>Neste caso, a pessoa f&iacute;sica residente no Pa&iacute;s poder&aacute; optar por atualizar o valor dos bens e direitos no exterior informados na sua Declara&ccedil;&atilde;o de Ajuste Anual (DAA) para o valor de mercado em 31 de dezembro de 2023 e tributar a diferen&ccedil;a para o custo de aquisi&ccedil;&atilde;o, pelo IRPF, &agrave; al&iacute;quota definitiva de 6%. O texto original encaminhado pelo governo previa taxa de 10%.<\/p>\n<p>A mudan&ccedil;a poder&aacute; reduzir o n&iacute;vel de arrecada&ccedil;&atilde;o esperado com a regra de transi&ccedil;&atilde;o, mas integrantes da equipe econ&ocirc;mica destacam que a ades&atilde;o pode se tornar mais atrativa com a al&iacute;quota ainda menor, atraindo mais investidores para a regulariza&ccedil;&atilde;o antecipada.<\/p>\n<p>O substitutivo manteve a l&oacute;gica de que quem decidir n&atilde;o aderir permanecer&aacute; sob as regras antigas, mas sujeitos &agrave; nova tabela de al&iacute;quotas do IRPF, caso o projeto de lei seja aprovado pelo Congresso Nacional.<\/p>\n<p>Tamb&eacute;m foi mantida a tabela unificada para a cobran&ccedil;a de imposto sobre rendimentos de aplica&ccedil;&otilde;es financeiras de pessoas f&iacute;sicas no exterior e os lucros gerados por controladas (&ldquo;offshores&rdquo;), com al&iacute;quotas que v&atilde;o de 0% (ganhos anuais at&eacute; R$ 6 mil) a 22,5% (ganhos anuais que superarem R$ 50 mil).<\/p>\n<p>Desta forma, afastam-se d&uacute;vidas sobre a tabela de refer&ecirc;ncia usada por cada modalidade &ndash; se a progressiva de IRPF (que vai de 0% a 27,5%) ou a de ganhos de capital (que vai de 15% a 22,5%).<\/p>\n<p>No caso de investimentos diretos, o texto mant&eacute;m o chamado regime de caixa (em que o imposto &eacute; recolhido apenas no momento do resgate, amortiza&ccedil;&atilde;o, aliena&ccedil;&atilde;o, vencimento ou liquida&ccedil;&atilde;o das aplica&ccedil;&otilde;es), mas a declara&ccedil;&atilde;o passa a ser anual.<\/p>\n<p>As &ldquo;offshores&rdquo; s&atilde;o o ponto central da proposta, tanto do ponto de vista regulat&oacute;rio quanto como fonte de arrecada&ccedil;&atilde;o. Para contribuintes que usam essas estruturas, o texto prev&ecirc; substitui&ccedil;&atilde;o do regime de caixa para o chamado regime de compet&ecirc;ncia (em que os lucros passam a ser tributados anualmente, mesmo se mantidos pela controlada no exterior).<\/p>\n<p>O relat&oacute;rio apresentado ontem (3) tamb&eacute;m mant&eacute;m toda a estrutura de regulamenta&ccedil;&atilde;o prevista para os &ldquo;trusts&rdquo;, que s&atilde;o uma ferramenta contratual sofisticada muito usada no exterior para a organiza&ccedil;&atilde;o do patrim&ocirc;nio e da sucess&atilde;o por fam&iacute;lias de alta renda. Pelo dispositivo, eles passam a ser considerados entidades transparentes, com necessidade de declara&ccedil;&atilde;o pelos titulares.<\/p>\n<p>Os assuntos j&aacute; vinham sendo tratados no governo deste a elabora&ccedil;&atilde;o de medida provis&oacute;ria sobre o assunto (MPV 1171\/2023), que &ldquo;caducou&rdquo; (ou seja, perdeu validade antes mesmo de ser votada no Congresso Nacional) e foi sucedida pelo projeto de lei ora em an&aacute;lise. <a href=\"https:\/\/www.infomoney.com.br\/politica\/tributacao-das-offshores-o-que-o-governo-mudou-no-novo-projeto-sobre-o-assunto\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Todos os ajustes feitos de l&aacute; para c&aacute;<\/a> foram mantidos no novo substitutivo.<\/p>\n<h2><strong>O que muda para investimentos no pa&iacute;s?<\/strong><\/h2>\n<p>J&aacute; do lado dos investimentos no Brasil, o substitutivo apresentado pelo relator Pedro Paulo eliminou a op&ccedil;&atilde;o de o contribuinte antecipar a regulariza&ccedil;&atilde;o do estoque dos rendimentos percebidos em fundos de investimentos fechados a partir do pagamento de Imposto de Renda Pessoa F&iacute;sica (IRPF) a uma al&iacute;quota de 10% em duas etapas.<\/p>\n<p>Agora, investidores n&atilde;o ter&atilde;o mais alternativa: ser&aacute; preciso realizar o acerto com o Le&atilde;o sobre os rendimentos acumulados no passado.<\/p>\n<p>Pela nova reda&ccedil;&atilde;o, todos os rendimentos de aplica&ccedil;&otilde;es apurados at&eacute; 31 de dezembro de 2023 nesta modalidade, antes isentas de tributa&ccedil;&atilde;o at&eacute; o momento da efetiva percep&ccedil;&atilde;o dos ganhos pelo contribuinte, estar&atilde;o sujeitos &agrave; tributa&ccedil;&atilde;o peri&oacute;dica j&aacute; no ano que vem.<\/p>\n<p>A antecipa&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m n&atilde;o ir&aacute; ocorrer mais em 2023, mas sim junto com o primeiro come-cotas que dever&aacute; ser pago em maio de 2024, como explica &Eacute;rico Pilatti, s&oacute;cio do Cepeda Advogados e especialista em direito tribut&aacute;rio.<\/p>\n<p>A partir de 2024, esses rendimentos acumulados at&eacute; 31 de dezembro de 2023 ser&atilde;o apropriados pro rata tempore e ficar&atilde;o sujeitos ao IRRF &agrave; al&iacute;quota de 6%. Na vers&atilde;o original do projeto, a taxa prevista era de 15% para esses estoques. Depois disso, aplicam-se aos fundos exclusivos as mesmas regras dos abertos, dependendo da natureza de cada investimento.<\/p>\n<p>Outra mudan&ccedil;a relevante ocorreu no caso dos Fundos de Investimento em Direitos Credit&oacute;rios (FIDCs), ap&oacute;s o setor manifestar preocupa&ccedil;&atilde;o com o texto original, que enquadrava a categoria &agrave; regra geral de &ldquo;come-cotas&rdquo; aplicada a outros tipos de fundos.<\/p>\n<p>Pelo novo texto, os FIDCs se juntam aos Fundos de Investimento em Participa&ccedil;&otilde;es (FIPs), Fundos de Investimento em A&ccedil;&otilde;es (FIAs) e Fundos de Investimento em &Iacute;ndice de Mercado (ETFs) &ndash; com exce&ccedil;&atilde;o daqueles de renda fixa &ndash; em um regime espec&iacute;fico n&atilde;o sujeito &agrave; tributa&ccedil;&atilde;o peri&oacute;dica. Para isso &eacute; preciso que os produtos sejam enquadrados como entidade de investimento, ou seja, que sejam geridos por gestor independente e discricion&aacute;rio, conforme explica Cepeda.<\/p>\n<p>A mat&eacute;ria tamb&eacute;m avan&ccedil;a nos crit&eacute;rios de enquadramento desses fundos para a n&atilde;o incid&ecirc;ncia do &ldquo;come-cotas&rdquo;. No caso dos FIDCs, ser&atilde;o considerados os fundos que possu&iacute;rem uma carteira composta por, no m&iacute;nimo, 67% por cento de direitos credit&oacute;rios, considerando defini&ccedil;&atilde;o do Conselho Monet&aacute;rio Nacional (CMN) para esse tipo de produto financeiro, que ainda deve ser apresentada.<\/p>\n<p>&ldquo;FIDCs n&atilde;o tinham sido exclu&iacute;dos do come-cotas. Agora, preenchidos os requisitos, ser&atilde;o&rdquo;, observa Ana Carolina Monguilod, s&oacute;cia do CSMV Advogados.<\/p>\n<p>A quest&atilde;o era vista como um ponto sens&iacute;vel por advogados. &ldquo;Se esse ponto n&atilde;o for corrigido, deve gerar um desincentivo a investimentos nesses fundos e, por consequ&ecirc;ncia, uma diminui&ccedil;&atilde;o das fontes de financiamento das empresas brasileiras&rdquo;, destacou Ricardo Bolan, s&oacute;cio de Tribut&aacute;rio do Lefosse, na &eacute;poca de apresenta&ccedil;&atilde;o da medida.<\/p>\n<p>A raz&atilde;o &eacute; que os direitos credit&oacute;rios que comp&otilde;em a carteira de ativos de um FIDC s&atilde;o provenientes dos cr&eacute;ditos que uma empresa tem a receber, como duplicatas, cheques e outros. Na economia real, um dos setores mais preocupados com essa possibilidade era o varejo, que j&aacute; enfrenta um momento delicado.<\/p>\n<p>O substitutivo apresentado ontem estabelece, ainda, o prazo de 180 dias, contados da data da primeira integraliza&ccedil;&atilde;o de cotas, para os FICDs se enquadrarem &agrave; nova regra. J&aacute; aqueles fundos j&aacute; constitu&iacute;dos em 31 de dezembro de 2023 ter&atilde;o prazo at&eacute; 30 de junho de 2024.<\/p>\n<p>No caso dos FIPs, s&atilde;o considerados aqueles fundos que cumprirem os requisitos de aloca&ccedil;&atilde;o, enquadramento e reenquadramento de carteira previstos na regulamenta&ccedil;&atilde;o da CVM.<\/p>\n<p>J&aacute; para os FIAs, ser&atilde;o considerados como aqueles fundos que possu&iacute;rem uma carteira composta por, no m&iacute;nimo, 67% de ativos financeiros no pa&iacute;s ou no exterior.<\/p>\n<p>Em n&iacute;vel dom&eacute;stico, s&atilde;o considerados: a&ccedil;&otilde;es; recibos de subscri&ccedil;&atilde;o; certificados de dep&oacute;sito de a&ccedil;&otilde;es; Certificados de Dep&oacute;sito de Valores Mobili&aacute;rios (Brazilian Depositary Receipts, ou BDRs); cotas de FIAs que sejam considerados entidades de investimentos; cotas negociadas em bolsa de valores ou mercado de balc&atilde;o organizado no Pa&iacute;s de fundos de &iacute;ndice de a&ccedil;&otilde;es; e as representa&ccedil;&otilde;es digitais (tokens) dos ativos anteriormente mencionados. O &uacute;ltimo item foi inclu&iacute;do pelo relator.<\/p>\n<p>J&aacute; no exterior, s&atilde;o considerados: Global Depositary Receipts (GDRs) e American Depositary Receipts (ADRs) referentes a a&ccedil;&otilde;es de emiss&atilde;o de empresas domiciliadas no Brasil; cotas negociadas em bolsa de valores no exterior de fundos de a&ccedil;&otilde;es; e cotas dos fundos de investimento em a&ccedil;&otilde;es no exterior.<\/p>\n<p>O texto tamb&eacute;m modificou regras de tributa&ccedil;&atilde;o para a hip&oacute;tese de fus&atilde;o, cis&atilde;o, incorpora&ccedil;&atilde;o ou transforma&ccedil;&atilde;o de fundo de investimento a partir de 1&ordm; de janeiro de 2024.<\/p>\n<p>Na regra geral, os rendimentos correspondentes &agrave; diferen&ccedil;a positiva entre o valor patrimonial da cota na data do evento e o custo de aquisi&ccedil;&atilde;o da cota ficar&atilde;o sujeitos &agrave; reten&ccedil;&atilde;o na fonte do IRRF &agrave; al&iacute;quota aplic&aacute;vel aos cotistas do fundo.<\/p>\n<p>Mas n&atilde;o haver&aacute; incid&ecirc;ncia do tributo quando o processo envolver, exclusivamente, fundos que estiverem sujeitos ao mesmo de regime de tributa&ccedil;&atilde;o, seja ele pelo &ldquo;come-cotas&rdquo; ou regime espec&iacute;fico n&atilde;o sujeito &agrave; cobran&ccedil;a peri&oacute;dica; quando n&atilde;o implicar mudan&ccedil;a na titularidade das cotas; e n&atilde;o implicar disponibiliza&ccedil;&atilde;o de ativo pelo fundo aos cotistas.<\/p>\n<p>A vers&atilde;o encaminhada pelo governo previa apenas que a n&atilde;o incid&ecirc;ncia dependia de outras condicionantes, como o fundo objeto da opera&ccedil;&atilde;o necessariamente n&atilde;o estar sujeito ao &ldquo;come-cotas&rdquo; e a al&iacute;quota a que os cotistas estejam sujeitos no fundo resultante da opera&ccedil;&atilde;o n&atilde;o seja menor do que a al&iacute;quota a que estavam sujeitos na data imediatamente anterior &agrave; opera&ccedil;&atilde;o. Tais pontos foram mantidos.<\/p>\n<p>O substitutivo do relator Pedro Paulo tamb&eacute;m incluiu dispositivo que diz que a fus&atilde;o, cis&atilde;o, incorpora&ccedil;&atilde;o ou transforma&ccedil;&atilde;o de fundo sujeito &agrave; tributa&ccedil;&atilde;o peri&oacute;dica n&atilde;o implicar&aacute; rein&iacute;cio da contagem do prazo de aplica&ccedil;&atilde;o dos cotistas.<\/p>\n<p>O texto original j&aacute; previa que, nos casos em que o regulamento do fundo de investimento previr diferentes classes de cotas, com direitos e obriga&ccedil;&otilde;es distintos e patrim&ocirc;nio segregado, cada classe seria considerada um fundo de investimento para fins de aplica&ccedil;&atilde;o das regras de tributa&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Mas o relator incluiu dispositivo para reiterar que a transfer&ecirc;ncia de cotas entre subclasses de uma mesma classe n&atilde;o &eacute; hip&oacute;tese de incid&ecirc;ncia do imposto de renda, desde que n&atilde;o haja mudan&ccedil;a na titularidade das cotas e n&atilde;o haja disponibiliza&ccedil;&atilde;o de ativo pelo fundo aos cotistas.<\/p>\n<p>O deputado Pedro Paulo tamb&eacute;m manteve em seu substitutivo a n&atilde;o incid&ecirc;ncia de tributa&ccedil;&atilde;o para Fundos de Investimento Imobili&aacute;rio (FIIs) e Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagros).<\/p>\n<p>Em ambos os casos, o relator preservou dispositivo que diz que est&atilde;o isentos de IR os rendimentos distribu&iacute;dos por essas duas categorias de fundos a pessoas f&iacute;sicas, desde que as cotas sejam admitidas &agrave; negocia&ccedil;&atilde;o exclusivamente em bolsas de valores ou no mercado de balc&atilde;o organizado e sejam efetivamente negociadas nesses dois ambientes.<\/p>\n<p>O texto original previa que, al&eacute;m disso, os FIIs e Fiagros precisavam ter no m&iacute;nimo 500 cotistas para gozarem do benef&iacute;cio. No substitutivo apresentado ontem, o relator reduziu a linha de corte para 300 cotistas.<\/p>\n<h2><strong>Tramita&ccedil;&atilde;o<\/strong><\/h2>\n<p>O Pal&aacute;cio do Planalto tem trabalhado para viabilizar a vota&ccedil;&atilde;o da mat&eacute;ria no plen&aacute;rio da C&acirc;mara dos Deputados ainda nesta semana, de modo a evitar o risco de atrasos em raz&atilde;o de viagem oficial de 10 dias do presidente da casa legislativa, Arthur Lira (PP-AL), para a &Iacute;ndia e a China, marcada para as pr&oacute;ximas duas semanas. Mas caso n&atilde;o seja poss&iacute;vel, integrantes do governo acreditam na possibilidade de se alcan&ccedil;ar um n&iacute;vel de consenso que permita a vota&ccedil;&atilde;o mesmo na aus&ecirc;ncia do presidente da Casa.<\/p>\n<p>No mundo pol&iacute;tico, h&aacute; uma percep&ccedil;&atilde;o de boa vontade de Lira para a vota&ccedil;&atilde;o da mat&eacute;ria, em um movimento para demonstrar ao Pal&aacute;cio do Planalto coopera&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; pauta econ&ocirc;mica e destravar nomea&ccedil;&otilde;es prometidas por Lula na Caixa Econ&ocirc;mica Federal e na Funasa (Funda&ccedil;&atilde;o Nacional de Sa&uacute;de) &mdash; piv&ocirc;s da mais recente crise entre o governo e o &ldquo;centr&atilde;o&rdquo;.<\/p>\n<p>Uma vez aprovado pela C&acirc;mara dos Deputados, o projeto de lei precisa ser votado pelo Senado Federal. Caso a vers&atilde;o aprovada tenha modifica&ccedil;&otilde;es de m&eacute;rito em rela&ccedil;&atilde;o ao texto recebido, a mat&eacute;ria retorna &agrave; casa iniciadora, que tem a palavra final sobre o assunto, antes de ser encaminhada &agrave; san&ccedil;&atilde;o presidencial.<\/p>\n<\/p>\n<div class=\"cta-end\">\n<div class=\"im-cta\" >\n<div class=\"im-shortcode-forms bg-light bg-opacity-25 border rounded-4 p-3 p-sm-4 p-md-3 p-lg-4 px-xxl-5 my-5\" data-configuration='{\"form_name\":false,\"form_hat\":\"Newsletter\",\"form_email\":true,\"form_icon\":\"newsletter\",\"form_phone\":false,\"form_campaign\":\"NIM\",\"form_thankyou\":\"\",\"form_journey\":\"APIEvent-26a5198d-8e09-06ef-5f80-cd9127757ad1\",\"form_button\":\"Quero 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href=\"https:\/\/www.infomoney.com.br\/politica\/aliquotas-menores-fidcs-fora-e-novas-classificacoes-o-que-muda-com-a-nova-versao-do-pl-das-offshores-e-fundos-exclusivos\/\">FIDCs fora, al\u00edquotas menores e novas classifica\u00e7\u00f5es: o que muda com a nova vers\u00e3o do PL das \u2018offshores\u2019?<\/a> appeared first on <a rel=\"nofollow\" 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