{"id":36484,"date":"2023-09-28T11:54:05","date_gmt":"2023-09-28T14:54:05","guid":{"rendered":"https:\/\/g1.globo.com\/pb\/paraiba\/noticia\/2023\/09\/28\/bebe-tem-cabeca-decepada-durante-parto-e-justica-condena-municipio-de-campina-grande-a-indenizar-pais-por-danos-morais.ghtml"},"modified":"2023-09-28T11:54:05","modified_gmt":"2023-09-28T14:54:05","slug":"bebe-tem-cabeca-decepada-durante-parto-e-justica-condena-municipio-de-campina-grande-a-indenizar-pais-por-danos-morais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sindaopcpb.org.br\/index.php\/2023\/09\/28\/bebe-tem-cabeca-decepada-durante-parto-e-justica-condena-municipio-de-campina-grande-a-indenizar-pais-por-danos-morais\/","title":{"rendered":"Beb\u00ea tem cabe\u00e7a decepada durante parto e Justi\u00e7a condena munic\u00edpio de Campina Grande a indenizar pais por danos morais"},"content":{"rendered":"   <img src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/jlYOOC5LeB121z22iG5N-jTaenc=\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2023\/d\/U\/HT01NgQmuw0eHy0Bp94A\/isea-campina-grande.jpg\" \/><br \/>     Caso aconteceu em 2009, com uma m\u00e3e da cidade de Tapero\u00e1, no Isea. Ces\u00e1rea precisou ser feita para remover a cabe\u00e7a do beb\u00ea, e Justi\u00e7a entendeu que houve neglig\u00eancia m\u00e9dica.  Parto aconteceu na maternidade do Isea, em Campina Grande\nReprodu\u00e7\u00e3o\/TV Cabo Branco\nA Justi\u00e7a da Para\u00edba condenou o munic\u00edpio de Campina Grande a indenizar um casal em R$ 200 mil, por danos morais, ap\u00f3s o beb\u00ea que eles esperavam morrer durante o parto realizado na maternidade do Instituto de Sa\u00fade Elp\u00eddio de Almeida (Isea), em 2009. O beb\u00ea teria nascido de forma invertida e teve a cabe\u00e7a decepada ap\u00f3s o m\u00e9dico respons\u00e1vel prosseguir com o parto normal, ao inv\u00e9s de realizar a ces\u00e1rea, m\u00e9todo adequado para casos deste tipo. Ainda cabe recurso da decis\u00e3o, publicada na quarta-feira (27).\nConforme consta no processo, no dia 6 de dezembro de 2009 a mulher foi encaminhada pelo hospital municipal de Tapero\u00e1 para o Isea, em Campina Grande, ap\u00f3s ser constatado que o beb\u00ea estava em posi\u00e7\u00e3o invertida para o parto, com a orienta\u00e7\u00e3o de realiza\u00e7\u00e3o para parto ces\u00e1reo. Ao chegar no Isea, ela foi orientada a voltar para casa, uma vez que ainda n\u00e3o estava em trabalho de parto. Seis dias depois, em 12 de dezembro, ela procurou novamente o Isea, onde mais uma vez foi orientada a voltar para casa. Ela retornou para a maternidade no dia seguinte, quando deu entrada na unidade com fortes dores. \nAinda segundo a senten\u00e7a, ao chegar na unidade, o m\u00e9dico plantonista deu in\u00edcio ao trabalho de parto normal, mesmo com o beb\u00ea estando na posi\u00e7\u00e3o invertida. Por causa disso, o parto acabou sendo for\u00e7ado e o beb\u00ea teve a cabe\u00e7a decepada. A cabe\u00e7a n\u00e3o foi expulsa durante o parto e foi necess\u00e1ria a realiza\u00e7\u00e3o de uma ces\u00e1rea para a retirada da cabe\u00e7a do \u00fatero da mulher. \nConforme o juiz Ruy Jander Teixeira da Rocha, da Terceira Vara da Fazenda P\u00fablica de Campina Grande, os pais do beb\u00ea alegaram que o m\u00e9dico n\u00e3o informou a causa da morte, e que o pai s\u00f3 soube que a crian\u00e7a foi degolada quando foi pegar o corpo para o enterro. \n\u201cComprovou-se nos autos que o m\u00e9dico respons\u00e1vel pelo parto foi absolvido na esfera administrativa, n\u00e3o havendo, tamb\u00e9m, processo criminal instaurado em seu desfavor. Mas resta evidente o erro de avalia\u00e7\u00e3o e desprezo pela vida humana desde o primeiro momento em que a paciente chegou no ISEA\u201d, diz o juiz nos autos.\nNa defesa, o munic\u00edpio de Campina Grande alegou que a mulher estava em trabalho de parto expulsivo, com os membros inferiores do beb\u00ea j\u00e1 aparecendo, e que houve complica\u00e7\u00f5es no momento da sa\u00edda da cabe\u00e7a, que ficou retida no ventre, al\u00e9m da compress\u00e3o do cord\u00e3o umbilical, que causou hip\u00f3xia cerebral e parada card\u00edaca. A defesa tamb\u00e9m negou que houve neglig\u00eancia m\u00e9dica. \nSegundo o juiz, houve clara neglig\u00eancia no atendimento da gestante, evidenciada na aus\u00eancia de interna\u00e7\u00e3o e recusa em se proceder o parto ces\u00e1reo no momento oportuno, que teria sido o primeiro dia em que a m\u00e3e foi encaminhada para a unidade.\n\"Analisando todas as circunst\u00e2ncias descritas, entendo que a pretens\u00e3o exordial deve ser acolhida, porquanto \u00e9 ineg\u00e1vel que a morte de um filho nessas condi\u00e7\u00f5es de neglig\u00eancia no atendimento e se sabendo que a crian\u00e7a poderia ter sido salva com a simples mudan\u00e7a do atendimento de for\u00e7ar a gestante a ter o parto normal, com a realiza\u00e7\u00e3o de uma cesariana, \u00e9 causa plenamente caracterizadora de danos morais, sem falar na dramaticidade que o caso denota, tendo como v\u00edtima fatal o beb\u00ea dos autores\", ressaltou o juiz.\nV\u00eddeos mais assistidos da Para\u00edba  ","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>        Caso aconteceu em 2009, com uma m\u00e3e da cidade de Tapero\u00e1, no Isea. 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