{"id":34448,"date":"2023-09-15T07:53:59","date_gmt":"2023-09-15T10:53:59","guid":{"rendered":"https:\/\/www.infomoney.com.br\/?p=2242891"},"modified":"2023-09-15T07:53:59","modified_gmt":"2023-09-15T10:53:59","slug":"camara-aprova-compensacao-de-r-27-bilhoes-a-estados-por-perdas-de-icms-e-socorro-a-municipios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sindaopcpb.org.br\/index.php\/2023\/09\/15\/camara-aprova-compensacao-de-r-27-bilhoes-a-estados-por-perdas-de-icms-e-socorro-a-municipios\/","title":{"rendered":"C\u00e2mara aprova compensa\u00e7\u00e3o de R$ 27 bilh\u00f5es a Estados por perdas de ICMS e socorro a munic\u00edpios"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" width=\"300\" height=\"185\" src=\"https:\/\/www.infomoney.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/img20230703213118581MED.jpg?fit=300%2C185&amp;quality=70&amp;strip=all\" class=\"attachment-medium size-medium wp-post-image\" alt=\"\" decoding=\"async\" style=\"float:right; margin:0 0 10px 10px;\" srcset=\"https:\/\/www.infomoney.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/img20230703213118581MED.jpg?w=1000&amp;quality=70&amp;strip=all 1000w, https:\/\/www.infomoney.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/img20230703213118581MED.jpg?w=300&amp;quality=70&amp;strip=all 300w, https:\/\/www.infomoney.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/img20230703213118581MED.jpg?w=768&amp;quality=70&amp;strip=all 768w, https:\/\/www.infomoney.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/img20230703213118581MED.jpg?w=150&amp;quality=70&amp;strip=all 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" data-attachment-id=\"2181359\" data-permalink=\"https:\/\/www.infomoney.com.br\/politica\/camara-aprova-texto-base-da-reforma-tributaria-em-primeiro-turno-por-382-votos-a-118\/attachment\/img20230703213118581med\/\" data-orig-file=\"https:\/\/www.infomoney.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/img20230703213118581MED.jpg?fit=1000%2C616&amp;quality=70&amp;strip=all\" data-orig-size=\"1000,616\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"C\u00e2mara dos Deputados\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"&lt;p&gt;O plen\u00e1rio da C\u00e2mara dos Deputados durante sess\u00e3o (Foto: Bruno Spada\/C\u00e2mara dos Deputados)&lt;\/p&gt;\n\" data-medium-file=\"https:\/\/www.infomoney.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/img20230703213118581MED.jpg?fit=300%2C185&amp;quality=70&amp;strip=all\" data-large-file=\"https:\/\/www.infomoney.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/img20230703213118581MED.jpg?fit=1000%2C616&amp;quality=70&amp;strip=all\" title=\"\"><\/p>\n<p>O plen&aacute;rio da C&acirc;mara dos Deputados aprovou, na noite de quinta-feira (14), o projeto de lei complementar que trata de compensa&ccedil;&atilde;o paga pelo governo federal a Estados e ao Distrito Federal em raz&atilde;o da perda de arrecada&ccedil;&atilde;o com o Imposto sobre Opera&ccedil;&otilde;es Relativas &agrave; Circula&ccedil;&atilde;o de Mercadorias e sobre Presta&ccedil;&otilde;es de Servi&ccedil;os de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunica&ccedil;&atilde;o (ICMS).<\/p>\n<p>Pelo texto aprovado, os valores compensados envolver&atilde;o o montante de R$ 27 bilh&otilde;es, e se d&atilde;o por conta da queda de receita dos entes subnacionais por conta da aprova&ccedil;&atilde;o da Lei Complementar n&ordm; 194, de 2022, pelo pr&oacute;prio Congresso Nacional sob o patroc&iacute;nio do governo Jair Bolsonaro (PL), sob a chamada &ldquo;tese da essencialidade&rdquo;.<\/p>\n<p>Na &eacute;poca, a decis&atilde;o reduziu as al&iacute;quotas do tributo estadual incidentes sobre bens e servi&ccedil;os considerados &ldquo;essenciais&rdquo; pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e ratificado pela legisla&ccedil;&atilde;o, como combust&iacute;veis, energia el&eacute;trica, comunica&ccedil;&otilde;es, e transporte coletivo, considerados servi&ccedil;os essenciais, que passaram a obrigatoriamente respeitar o limite da al&iacute;quota padr&atilde;o (de 17% ou 18%), vedando aos entes subnacionais aumentos na cobran&ccedil;a.<\/p>\n<p>A mat&eacute;ria agora aprovada, sob relatoria do l&iacute;der da bancada do PT na casa legislativa, deputado Zeca Dirceu (PT-PR), recebeu 349 votos favor&aacute;veis e 68 contr&aacute;rios &#8210; dois deputados se abstiveram. <a href=\"https:\/\/www2.camara.leg.br\/atividade-legislativa\/plenario\/chamadaExterna.html?link=http:\/\/www.camara.gov.br\/internet\/votacao\/mostraVotacao.asp?ideVotacao=11692\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Veja como votou cada um no plen&aacute;rio<\/a>.<\/p>\n<p>Agora, o texto segue para an&aacute;lise do Senado Federal. Caso seja aprovada sem modifica&ccedil;&otilde;es de m&eacute;rito, seguir&aacute; para san&ccedil;&atilde;o do presidente Luiz In&aacute;cio Lula da Silva (PT).<\/p>\n<p>A vers&atilde;o votada pelos deputados tamb&eacute;m prev&ecirc; transfer&ecirc;ncias ao Fundo de Participa&ccedil;&atilde;o dos Munic&iacute;pios (FPM) e ao Fundo de Participa&ccedil;&atilde;o dos Estados (FPE) para recuperar perdas de 2023 em rela&ccedil;&atilde;o a 2022. Durante a tramita&ccedil;&atilde;o da mat&eacute;ria, o governo chegou a um acordo com associa&ccedil;&otilde;es de munic&iacute;pios e aceitou antecipar repasses inicialmente previstos para 2024. O montante envolve R$ 10 bilh&otilde;es.<\/p>\n<p>Do total antecipado ser&atilde;o descontados os valores j&aacute; pagos por meio de liminar e as parcelas de d&iacute;vida a vencer. Deles, 25% ficar&atilde;o com os munic&iacute;pios, conforme determina a Constitui&ccedil;&atilde;o Federal.<\/p>\n<p>O projeto de lei complementar foi encaminhado pelo pr&oacute;prio Pal&aacute;cio do Planalto ao Congresso Nacional em junho, de forma a concretizar acordo entre a Uni&atilde;o e os Estados ap&oacute;s v&aacute;rios entes obterem liminares no Supremo Tribunal Federal (STF) determinando o pagamento de compensa&ccedil;&otilde;es maiores que as previstas na Lei Complementar 194\/2022, em meio &agrave; perda de arrecada&ccedil;&atilde;o observada no per&iacute;odo.<\/p>\n<p>Para o relator, os repasses procuram resolver um impasse quanto &agrave;s perdas de estados e munic&iacute;pios. &ldquo;Fizeram festa com chap&eacute;u alheio&rdquo;, disse Zeca Dirceu, ressaltando que a manuten&ccedil;&atilde;o dos patamares do FPM e do FPE de 2022 ajudar&aacute; os entes federados a fechar suas contas.<\/p>\n<h2><strong>Liminares<\/strong><\/h2>\n<p>Por for&ccedil;a das liminares concedidas no ano passado, R$ 9,05 bilh&otilde;es desse total a ressarcir j&aacute; foram abatidos de d&iacute;vidas dos estados com a Uni&atilde;o em 2022. Segundo o projeto, esses valores ser&atilde;o baixados, na contabilidade federal, dos direitos a receber independentemente do tr&acirc;nsito em julgado da respectiva a&ccedil;&atilde;o que obteve a liminar, sem pr&eacute;via dota&ccedil;&atilde;o or&ccedil;ament&aacute;ria e sem implicar o registro concomitante de uma despesa naquele exerc&iacute;cio.<\/p>\n<p>Por parte dos estados, esse dinheiro obtido com as liminares entrar&aacute; nas estat&iacute;sticas oficiais de 2022 e ser&aacute; contado como receita para todos os fins no respectivo exerc&iacute;cio.<\/p>\n<p>Como as liminares continuaram valendo em 2023, at&eacute; antes do acordo, outros valores tamb&eacute;m j&aacute; foram repassados, conforme demonstra levantamento do Executivo, totalizando R$ 15,25 bilh&otilde;es (somados os valores de 2022) ao fim de maio.<\/p>\n<p>O montante restante ser&aacute; repassado em parcelas mensais at&eacute; o fim de 2023 e tamb&eacute;m em 2025.<\/p>\n<h2><strong>&ldquo;Encontro de contas&rdquo;<\/strong><\/h2>\n<p>Do montante que foi projetado no texto aprovado para ser pago nesse per&iacute;odo, R$ 15,64 bilh&otilde;es ser&atilde;o abatidos dos valores de presta&ccedil;&otilde;es de d&iacute;vidas a vencer junto &agrave; Uni&atilde;o; e outros R$ 2,57 bilh&otilde;es ser&atilde;o repassados por meio de transfer&ecirc;ncia direta porque o ente federado n&atilde;o tem d&iacute;vida, ela n&atilde;o vence no per&iacute;odo ou n&atilde;o foi suficiente para abater com o ressarcimento.<\/p>\n<p>Como a compensa&ccedil;&atilde;o acertada no acordo foi proporcional &agrave; arrecada&ccedil;&atilde;o do ICMS calculada sem a redu&ccedil;&atilde;o provocada ano passado, houve casos de estados cujas liminares favor&aacute;veis a eles implicaram repasses maiores que os totais definidos pelos c&aacute;lculos que embasaram o acordo no Supremo.<\/p>\n<p>Pela tabela anexada ao projeto aprovado, Alagoas, Maranh&atilde;o, Pernambuco, Piau&iacute; e S&atilde;o Paulo aparecem com valores recebidos a maior, sendo que somente o &uacute;ltimo responde por R$ 5 bilh&otilde;es.<\/p>\n<p>Nestes casos, o projeto prev&ecirc; tr&ecirc;s hip&oacute;teses:<\/p>\n<p>1) Incorporar a diferen&ccedil;a a favor da Uni&atilde;o nos saldos devedores das d&iacute;vidas junto ao Tesouro;<\/p>\n<p>2) Celebrar com a Uni&atilde;o contratos espec&iacute;ficos com as mesmas condi&ccedil;&otilde;es financeiras previstas na Lei Complementar 178\/21 para refinanciar a diferen&ccedil;a se o estado n&atilde;o tiver d&iacute;vidas; ou<\/p>\n<p>3) Firmar com o governo federal conv&ecirc;nio ou contrato de repasse para custeio de obra cujo objeto seja de interesse da Uni&atilde;o.<\/p>\n<p>Neste &uacute;ltimo caso, todo o dinheiro da diferen&ccedil;a dever&aacute; ser aplicado na obra, cujo conv&ecirc;nio poder&aacute; prever recursos adicionais se necess&aacute;rio &agrave; execu&ccedil;&atilde;o do objeto.<\/p>\n<p>Veja como ficou a distribui&ccedil;&atilde;o dos recursos entre os entes, de acordo com o projeto aprovado pela C&acirc;mara dos Deputados (vale reiterar que a mat&eacute;ria ainda depende da aprova&ccedil;&atilde;o do Senado Federal):<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" data-attachment-id=\"2242907\" data-permalink=\"https:\/\/www.infomoney.com.br\/politica\/camara-aprova-compensacao-de-r-27-bilhoes-a-estados-por-perdas-de-icms-e-garantia-de-repasses-ao-fpe-e-fpm\/attachment\/compensacao_estados1\/\" data-orig-file=\"https:\/\/www.infomoney.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/Compensacao_Estados1.jpg?fit=775%2C892&amp;quality=70&amp;strip=all\" data-orig-size=\"775,892\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"Compensa\u00e7\u00e3o_Estados1\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/www.infomoney.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/Compensacao_Estados1.jpg?fit=261%2C300&amp;quality=70&amp;strip=all\" data-large-file=\"https:\/\/www.infomoney.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/Compensacao_Estados1.jpg?fit=775%2C892&amp;quality=70&amp;strip=all\" decoding=\"async\" class=\"img-fluid alignnone wp-image-2242907\" src=\"https:\/\/www.infomoney.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/Compensacao_Estados1.jpg?quality=70&#038;resize=477%2C549&#038;%23038;strip=all\" alt=\"\" width=\"477\" height=\"549\" srcset=\"https:\/\/www.infomoney.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/Compensacao_Estados1.jpg?w=775&amp;quality=70&amp;strip=all 775w, https:\/\/www.infomoney.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/Compensacao_Estados1.jpg?w=261&amp;quality=70&amp;strip=all 261w, https:\/\/www.infomoney.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/Compensacao_Estados1.jpg?w=768&amp;quality=70&amp;strip=all 768w, https:\/\/www.infomoney.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/Compensacao_Estados1.jpg?w=150&amp;quality=70&amp;strip=all 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 477px) 100vw, 477px\" data-recalc-dims=\"1\" title=\"\"><\/p>\n<p><em>Fonte: C&acirc;mara dos Deputados<\/em><\/p>\n<p>O texto considera as transfer&ecirc;ncias diretas dos valores referentes a 2023 como urgentes e imprevis&iacute;veis, justificando a abertura de <span class=\"termoGlossario\">cr&eacute;dito extraordin&aacute;rio<\/span> neste ano para quita&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Como a Constitui&ccedil;&atilde;o federal determina aos estados o repasse de 25% da arrecada&ccedil;&atilde;o do ICMS aos munic&iacute;pios de seu territ&oacute;rio, esse percentual incidir&aacute; tamb&eacute;m nos ressarcimentos.<\/p>\n<p>Sendo assim, os Estados dever&atilde;o comprovar mensalmente &agrave; Secretaria do Tesouro Nacional essa transfer&ecirc;ncia, sob pena de suspens&atilde;o dos abatimentos da d&iacute;vida ou das transfer&ecirc;ncias diretas. Se a comprova&ccedil;&atilde;o ocorrer ap&oacute;s o prazo, somente no outro m&ecirc;s ser&atilde;o feitos os repasses acumulados.<\/p>\n<p>Quando os valores das liminares a serem repassados pelos estados aos munic&iacute;pios superarem os 25% aplicados sobre o valor total fixado no acordo, a diferen&ccedil;a ser&aacute; abatida em 12 meses da cota municipal do ICMS nesse per&iacute;odo. Dever&aacute; ser publicado um extrato indicando os valores repassados em raz&atilde;o da liminar e os valores devidos em raz&atilde;o do acordo.<\/p>\n<h2><strong>Fundos de participa&ccedil;&atilde;o<\/strong><\/h2>\n<p>Outro ponto inclu&iacute;do no texto durante a tramita&ccedil;&atilde;o no Congresso Nacional envolve um repasse parcial para os fundos de participa&ccedil;&atilde;o de estados e de munic&iacute;pios.<\/p>\n<p>No caso do Fundo de Participa&ccedil;&atilde;o dos Estados (FPE), a Uni&atilde;o depositar&aacute; montante equivalente &agrave; diferen&ccedil;a entre os repasses de julho e agosto de 2022 e o mesmo per&iacute;odo em 2023, a fim de recompor a base de arrecada&ccedil;&atilde;o perdida pelos entes.<\/p>\n<p>Quando ao Fundo de Participa&ccedil;&atilde;o dos Munic&iacute;pios (FPM), al&eacute;m da regra da diferen&ccedil;a para o mesmo per&iacute;odo, haver&aacute; corre&ccedil;&atilde;o dos valores pela infla&ccedil;&atilde;o medida pelo &Iacute;ndice de Pre&ccedil;os ao Consumidor Amplo (IPCA), medida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica (IBGE).<\/p>\n<p>Al&eacute;m disso, ao final do ano, ser&aacute; feita uma compara&ccedil;&atilde;o entre os repasses totais em 2023 e 2022. Caso o montante atual n&atilde;o corresponda ou supere a completa corre&ccedil;&atilde;o do anterior pela infla&ccedil;&atilde;o, a Uni&atilde;o precisar&aacute; transferir a diferen&ccedil;a aos munic&iacute;pios.<\/p>\n<p>O acordo por um desenho mais favor&aacute;vel &agrave;s prefeituras ocorre a pouco mais de um ano das elei&ccedil;&otilde;es municipais de 2024. Nos &uacute;ltimos meses, cresceu a press&atilde;o dos munic&iacute;pios sobre o governo federal por conta da redu&ccedil;&atilde;o do volume de emendas parlamentares &agrave;s cidades e o aumento das despesas sobretudo ap&oacute;s a cria&ccedil;&atilde;o do piso nacional de enfermagem.<\/p>\n<h2><strong>Sa&uacute;de em 2023<\/strong><\/h2>\n<p>Outra mudan&ccedil;a introduzida pelo relator Zeca Dirceu trata do excesso de recursos que podem ser direcionados &agrave; sa&uacute;de p&uacute;blica para fins de cumprimento do m&iacute;nimo constitucional a cargo da Uni&atilde;o.<\/p>\n<p>A Constitui&ccedil;&atilde;o Federal determina que o governo federal aplique, no m&iacute;nimo, 15% da receita corrente l&iacute;quida (RCL) do exerc&iacute;cio. J&aacute; o texto aprovado pela C&acirc;mara dos Deputados limita a RCL para fins desse c&aacute;lculo, em 2023, &agrave;quela estimada na Lei Or&ccedil;ament&aacute;ria (Lei 14.535\/2023).<\/p>\n<p>Caso haja aumento de dota&ccedil;&otilde;es or&ccedil;ament&aacute;rias de a&ccedil;&otilde;es e servi&ccedil;os p&uacute;blicos de sa&uacute;de com a amplia&ccedil;&atilde;o da RCL, esse excesso ser&aacute; transferido do Fundo Nacional de Sa&uacute;de aos fundos de sa&uacute;de dos entes subnacionais.<\/p>\n<p>Todos os cr&eacute;ditos extraordin&aacute;rios para os repasses previstos (FPM, FPE, sa&uacute;de e acordo) ficar&atilde;o de fora do limite do Poder Executivo em 2023 para fins de aplica&ccedil;&atilde;o das novas regras fiscais.<\/p>\n<h2><strong>Fundeb e sa&uacute;de<\/strong><\/h2>\n<p>Tamb&eacute;m em fun&ccedil;&atilde;o de mandamento constitucional, os Estados dever&atilde;o aplicar os valores estipulados em lei para destinar parte do ICMS ressarcido ao Fundo de Manuten&ccedil;&atilde;o e Desenvolvimento da Educa&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica e de Valoriza&ccedil;&atilde;o dos Profissionais da Educa&ccedil;&atilde;o (Fundeb), &agrave; educa&ccedil;&atilde;o e a a&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de p&uacute;blica.<\/p>\n<p>Isso ter&aacute; de ocorrer mesmo sem a entrada de dinheiro em caixa nas situa&ccedil;&otilde;es em que o ressarcimento se der por meio da compensa&ccedil;&atilde;o de valores devidos &agrave; Uni&atilde;o, j&aacute; que o tributo ressarcido &eacute; considerado receita de impostos.<\/p>\n<p>Quanto aos valores recebidos desde o ano passado e at&eacute; a entrada em vigor da futura lei complementar, os Estados e o Distrito Federal ter&atilde;o 30 dias, contados da publica&ccedil;&atilde;o da lei, para realizar o repasse aos munic&iacute;pios e para destinar a parcela devida &agrave; educa&ccedil;&atilde;o, &agrave; sa&uacute;de e ao Fundeb.<\/p>\n<p>Se eles n&atilde;o o fizerem nesse prazo, a Uni&atilde;o assumir&aacute; os repasses, proporcionalmente ao valor j&aacute; compensado at&eacute; a data de publica&ccedil;&atilde;o da futura lei complementar, aumentando valor equivalente aos saldos devedores das d&iacute;vidas dos Estados perante o Tesouro Nacional.<\/p>\n<p>Assim, o governo federal aumenta a d&iacute;vida do estado que n&atilde;o cumpriu o repasse porque fez livre uso do dinheiro recebido com a liminar.<\/p>\n<h2><strong>Combust&iacute;veis<\/strong><\/h2>\n<p>O acordo celebrado no parlamento tamb&eacute;m contemplou a revoga&ccedil;&atilde;o de trechos da lei complementar que imp&otilde;em travas &agrave;s al&iacute;quotas do ICMS sobre combust&iacute;veis. Na Lei Complementar 192\/2022, que regulamentou a incid&ecirc;ncia monof&aacute;sica nos combust&iacute;veis, o projeto retira a car&ecirc;ncia de 12 meses entre a primeira fixa&ccedil;&atilde;o das al&iacute;quotas monof&aacute;sicas e o primeiro reajuste delas, assim como intervalos de seis meses entre um reajuste e outro. E os Estados n&atilde;o precisar&atilde;o mais manter o peso proporcional do tributo na forma&ccedil;&atilde;o do pre&ccedil;o final ao consumidor.<\/p>\n<p>Tamb&eacute;m foram mantidas a obrigatoriedade de ado&ccedil;&atilde;o de al&iacute;quotas espec&iacute;ficas <em>(ad rem)<\/em> no ICMS de combust&iacute;veis (regime monof&aacute;sico) e a &ldquo;tese da essencialidade&rdquo; &ndash; tanto no C&oacute;digo Tribut&aacute;rio Nacional (CTN), como na Lei Kandir.<\/p>\n<h2><strong>Conceito da d&iacute;vida<\/strong><\/h2>\n<p>As compensa&ccedil;&otilde;es tratadas no projeto ser&atilde;o realizadas considerando-se as presta&ccedil;&otilde;es calculadas com encargos contratuais de normalidade. Se forem d&iacute;vidas honradas devido a garantia concedida pela Uni&atilde;o em outros contratos, ser&atilde;o considerados os valores pagos aos credores originais acrescidos da remunera&ccedil;&atilde;o dos contratos de contragarantia.<\/p>\n<p>(com Ag&ecirc;ncia C&acirc;mara)<\/p>\n<\/p>\n<div class=\"cta-end\">\n<div class=\"im-cta\" >\n<div class=\"im-shortcode-forms bg-light bg-opacity-25 border rounded-4 p-3 p-sm-4 p-md-3 p-lg-4 px-xxl-5 my-5\" data-configuration='{\"form_name\":false,\"form_hat\":\"Newsletter\",\"form_email\":true,\"form_icon\":\"newsletter\",\"form_phone\":false,\"form_campaign\":\"NIM\",\"form_thankyou\":\"\",\"form_journey\":\"APIEvent-26a5198d-8e09-06ef-5f80-cd9127757ad1\",\"form_button\":\"Quero 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