{"id":29242,"date":"2023-08-11T08:07:26","date_gmt":"2023-08-11T11:07:26","guid":{"rendered":"https:\/\/wpa.wscom.com.br\/?p=917071"},"modified":"2023-08-11T08:07:26","modified_gmt":"2023-08-11T11:07:26","slug":"presidente-do-banco-central-diz-que-estuda-o-fim-do-credito-rotativo-do-cartao-de-credito","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sindaopcpb.org.br\/index.php\/2023\/08\/11\/presidente-do-banco-central-diz-que-estuda-o-fim-do-credito-rotativo-do-cartao-de-credito\/","title":{"rendered":"Presidente do Banco Central diz que estuda o fim do cr\u00e9dito rotativo do cart\u00e3o de cr\u00e9dito"},"content":{"rendered":"<p>O presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, afirmou, nesta quinta-feira (10), que a autarquia estuda o fim do cr\u00e9dito rotativo de cart\u00e3o de cr\u00e9dito. Essa \u00e9 uma das modalidades de cr\u00e9dito mais caras do mercado, com juros que chegaram a 437,3% ao ano em junho. <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1548386&amp;o=node\" alt=\"\" title=\"\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1548386&amp;o=node\" alt=\"\" title=\"\"><\/p>\n<p>Campos Neto participou hoje de uma sess\u00e3o plen\u00e1ria no Senado Federal para explicar decis\u00f5es de pol\u00edtica monet\u00e1ria e estabilidade financeira tomadas pelo BC no semestre anterior.<\/p>\n<p>O rotativo \u00e9 aquele cr\u00e9dito contratado pelo consumidor quando paga menos que o valor integral da fatura do cart\u00e3o e dura 30 dias. Ap\u00f3s os 30 dias, as institui\u00e7\u00f5es financeiras parcelam a d\u00edvida. No caso do cart\u00e3o de cr\u00e9dito parcelado, os juros ficaram em 196,1% ao ano em junho.<\/p>\n<p>Ele disse que, em at\u00e9 90 dias, o BC deve apresentar uma solu\u00e7\u00e3o para o \u201cgrande problema\u201d que \u00e9 o cart\u00e3o de cr\u00e9dito. E a solu\u00e7\u00e3o que est\u00e1 se encaminhando \u00e9 o fim do rotativo, com o cr\u00e9dito indo direto para o parcelamento, com uma taxa ao redor de 9% ao m\u00eas.<\/p>\n<p>\u201cOu seja, extingue-se o rotativo, quem n\u00e3o paga o cart\u00e3o vai direto para o parcelamento ao redor de 9%. E que a gente crie algum tipo de tarifa para desincentivar esse parcelamento sem juros t\u00e3o longos. N\u00e3o \u00e9 proibir o parcelamento sem juros, \u00e9 simplesmente tentar fazer com que eles fiquem um pouco mais disciplinados, numa forma bem faseada, para n\u00e3o afetar o consumo\u201d. Campos Neto\u00a0ressalta\u00a0que cart\u00e3o de cr\u00e9dito hoje representa 40% do consumo no Brasil.<\/p>\n<p>Uma das situa\u00e7\u00f5es que faz os juros do cart\u00e3o serem\u00a0t\u00e3o altos, segundo o presidente do BC, \u00e9 a grande utiliza\u00e7\u00e3o do parcelamento de compras por prazos mais longos. Isso aumenta o risco do cr\u00e9dito para as institui\u00e7\u00f5es financeiras e, consequentemente, os juros.<\/p>\n<p>\u201cA gente tem um parcelado sem juros, que ajuda muito o com\u00e9rcio, que ajuda muito a atividade, mas que tem aumentado muito o n\u00famero de parcelas, de tr\u00eas para cinco, para sete, para nove, para onze. Hoje, o prazo m\u00e9dio s\u00e3o 13 parcelas. Ent\u00e3o, \u00e9 como se fizessem um financiamento de longo prazo sem juros. A pessoa que toma a decis\u00e3o de dar os juros n\u00e3o \u00e9 a mesma que paga pelo risco, isso gera uma assimetria\u201d, explicou Campos Neto.<\/p>\n<h2>Facilidades<\/h2>\n<p>Al\u00e9m disso, o Brasil teve um grande aumento no n\u00famero de cart\u00f5es nos \u00faltimos anos e facilidades de cr\u00e9dito, o que fez crescer\u00a0a inadimpl\u00eancia na modalidade. \u201cOs bancos, novos entrantes e varejistas acabaram usando o cart\u00e3o de cr\u00e9dito como um instrumento de fidelizar o cliente. Ent\u00e3o, n\u00f3s sa\u00edmos de cento e poucos milh\u00f5es de cart\u00f5es de cr\u00e9dito para 215 milh\u00f5es de cart\u00f5es de cr\u00e9dito num per\u00edodo de dois anos e meio, isso \u00e9 uma alta bastante grande\u201d, disse. \u201cO resultante disso foi uma inadimpl\u00eancia no rotativo de 52%. N\u00e3o tem nenhuma inadimpl\u00eancia, nem parecida, em nenhum outro lugar do mundo, que eu tenha olhado, no cart\u00e3o de cr\u00e9dito\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>Outra solu\u00e7\u00e3o seria simplesmente limitar os juros de cart\u00e3o, mas segundo o presidente do BC, isso acarretaria na retirada dos cart\u00f5es de circula\u00e7\u00e3o. \u201cPara as pessoas que t\u00eam mais risco os bancos n\u00e3o ofereceriam aquele cart\u00e3o, devido a uma rela\u00e7\u00e3o de risco e retorno ineficiente. O problema de cortar o n\u00famero de cart\u00f5es \u00e9 que se sabe como come\u00e7a, mas n\u00e3o se sabe como termina. Ent\u00e3o, isso pode gerar um efeito muito grande na parte de consumo, na parte de varejo\u201d, disse.<\/p>\n<h2>Pol\u00edtica monet\u00e1ria<\/h2>\n<p>Campos Neto afirmou aos senadores que sua mensagem principal \u00e9 que, na condu\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica monet\u00e1ria, o BC \u201cfez um bom trabalho em termos de pouso suave\u201d, de \u201ctrazer a infla\u00e7\u00e3o para baixo com o m\u00ednimo de custo poss\u00edvel\u201d. Ele destacou que as previs\u00f5es para o crescimento da economia subiram e que o desemprego vem recuando.<\/p>\n<p>\u201cO que \u00e9 o pouso suave? \u00c9 a gente ter conseguido trazer a infla\u00e7\u00e3o muito alta para um n\u00edvel muito mais baixo, com quase nenhum custo ou muito pouco custo, tanto de crescimento, quanto de emprego, quanto de contra\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito. Quando a gente faz uma compara\u00e7\u00e3o relativa, o Brasil atingiu ou est\u00e1 atingindo um pouso suave. \u00c9 importante mencionar que a gente ainda tem uma luta com a infla\u00e7\u00e3o pela frente, mas a gente est\u00e1 atingindo um pouso suave de forma bastante eficiente\u201d, disse.<\/p>\n<p>Diante da forte queda na infla\u00e7\u00e3o, na semana passada, o Comit\u00ea de Pol\u00edtica Monet\u00e1ria (Copom) do BC reduziu a Selic, a taxa b\u00e1sica de juros, de 13,75% ao ano para 13,25% ao ano. Foi o\u00a0<a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2023-08\/copom-reduz-juros-basicos-da-economia-para-1325-ao-ano\" rel=\"noopener nofollow\" target=\"_blank\">primeiro corte<\/a>\u00a0de juros em tr\u00eas anos. A taxa Selic \u00e9 o principal instrumento do\u00a0BC para alcan\u00e7ar a meta de infla\u00e7\u00e3o, definida pelo Conselho Monet\u00e1rio Nacional (CMN).<\/p>\n<p>A \u00faltima vez em que o BC tinha reduzido a Selic foi em agosto de 2020, quando a taxa caiu de 2,25% para 2% ao ano, em meio \u00e0 contra\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica gerada pela pandemia de covid-19. Depois disso, o Copom elevou a Selic por 12 vezes consecutivas, num ciclo que come\u00e7ou em mar\u00e7o de 2021, em meio \u00e0 alta dos pre\u00e7os de alimentos, de energia e de combust\u00edveis, e, a partir de agosto do ano passado, manteve a taxa em 13,75% ao ano por sete vezes seguidas.<\/p>\n<p>A decis\u00e3o da manuten\u00e7\u00e3o da Selic nesse patamar, por esse prazo, vinha sendo motivo de cr\u00edticas do governo federal e de alguns setores produtivos. Isso porque o aumento da Selic causa reflexos nos pre\u00e7os, encarecem o cr\u00e9dito e estimulam a poupan\u00e7a, o que tamb\u00e9m pode dificultar a expans\u00e3o da economia.<\/p>\n<p>Como em outras apresenta\u00e7\u00f5es, Campo Neto destacou que as decis\u00f5es do BC sobre a Selic s\u00e3o t\u00e9cnicas e consideraram a expectativa de infla\u00e7\u00e3o (12 a 18 meses a frente), o hiato de produto (capacidade de crescer sem gerar infla\u00e7\u00e3o) e a infla\u00e7\u00e3o corrente. Ele ainda defendeu a autonomia do Banco Central e apresentou dados apontando a uma rela\u00e7\u00e3o entre o grau de autonomia dessas institui\u00e7\u00f5es pelo mundo e a infla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cEla\u00a0[a autonomia] garante um ganho institucional, ele separa o ciclo pol\u00edtico do ciclo econ\u00f4mico, ele facilita a obten\u00e7\u00e3o de infla\u00e7\u00e3o baixa e menores juros estruturais na economia e alinha o Brasil \u00e0s melhores pr\u00e1ticas internacionais\u201d, disse.<\/p>\n<p>O presidente do Banco Central\u00a0afirmou ainda que as atuais boas avalia\u00e7\u00f5es e previs\u00f5es para a economia brasileira tamb\u00e9m s\u00e3o m\u00e9rito da atua\u00e7\u00e3o do BC. Ele citou a eleva\u00e7\u00e3o das notas de cr\u00e9dito do Brasil por ag\u00eancias de classifica\u00e7\u00e3o de risco internacionais e avalia\u00e7\u00f5es de outras institui\u00e7\u00f5es reconhecidas e at\u00e9 da imprensa especializada.<\/p>\n<p>\u201cQuando a gente olha todos esses \u00edndices de term\u00f4metro, todos eles, 100% deles, mencionam a autonomia do Banco Central e mencionam a pol\u00edtica de juros do Banco Central como um fator decisivo\u201d, disse. \u201cIsso foi atingido aqui, com a ajuda do Congresso, em termos de colocar a autonomia do Banco Central e essa capacidade do Banco Central de gerir a crise de forma aut\u00f4noma e t\u00e9cnica, tem mostrado grandes e grandes frutos. Ent\u00e3o acho que, por tr\u00e1s de cada comemora\u00e7\u00e3o que a gente tem feito recentemente no Brasil, tem tamb\u00e9m um peda\u00e7o que foi a atua\u00e7\u00e3o do Banco Central. Eu gostaria que isso n\u00e3o fosse esquecido\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>O post <a rel=\"nofollow noopener\" href=\"https:\/\/wscom.com.br\/presidente-do-banco-central-diz-que-estuda-o-fim-do-credito-rotativo-do-cartao-de-credito\/\" target=\"_blank\">Presidente do Banco Central diz que estuda o fim do cr\u00e9dito rotativo do cart\u00e3o de cr\u00e9dito<\/a> apareceu primeiro em <a rel=\"nofollow noopener\" href=\"https:\/\/wscom.com.br\/\" target=\"_blank\">WSCOM<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, afirmou, nesta quinta-feira (10), que a autarquia estuda o fim do cr\u00e9dito rotativo de cart\u00e3o de cr\u00e9dito. Essa \u00e9 uma das modalidades de cr\u00e9dito mais caras do mercado, com juros que chegaram a 437,3% ao ano em junho. 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