{"id":26387,"date":"2023-07-20T21:03:37","date_gmt":"2023-07-21T00:03:37","guid":{"rendered":"https:\/\/g1.globo.com\/pb\/paraiba\/noticia\/2023\/07\/20\/obras-inacabadas-municipios-fecham-equipamentos-antigos-mas-nao-entregam-os-novos.ghtml"},"modified":"2023-07-20T21:03:37","modified_gmt":"2023-07-21T00:03:37","slug":"obras-inacabadas-municipios-fecham-equipamentos-antigos-mas-nao-entregam-os-novos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sindaopcpb.org.br\/index.php\/2023\/07\/20\/obras-inacabadas-municipios-fecham-equipamentos-antigos-mas-nao-entregam-os-novos\/","title":{"rendered":"Obras Inacabadas: munic\u00edpios fecham equipamentos antigos, mas n\u00e3o entregam os novos"},"content":{"rendered":"   <img src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/3Cf2tzqgLhj_5zbXPIdiKQklSs4=\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2023\/v\/O\/xgkiJxQeSI9tmxRYlnpA\/vt04-03.jpg\" \/><br \/>     Casos foram registrados em Pirpirituba e Itaporanga. J\u00e1 em Monteiro, agricultores ainda esperam projeto de irriga\u00e7\u00e3o prometido com as obras de transposi\u00e7\u00e3o. Obras Inacabadas: promessas de equipamentos mais modernos deixam cidades desassistidas\nPirpirituba \u00e9 um munic\u00edpio paraibano com pouco mais de 10 mil habitantes e que fica a 106km da capital Jo\u00e3o Pessoa. Sempre teve um mercado p\u00fablico municipal que atendia \u00e0 popula\u00e7\u00e3o local, at\u00e9 que, antes mesmo da pandemia, a Prefeitura teve a ideia de demolir o mercado antigo e construir um novo. E a obra, que deveria ter sido entregue em dezembro do ano passado, ainda n\u00e3o tem nem sinal de sair do papel. Isso porque, depois de R$ 622 mil investidos, s\u00f3 ficou o terreno no meio da cidade e a funda\u00e7\u00e3o do novo projeto, que inclusive come\u00e7a a ser tomado pelo mato.\nObras Inacabadas\nRodovi\u00e1ria, teatro, casas populares refor\u00e7am lista de descasos com a popula\u00e7\u00e3o\nEquipamentos esportivos abandonados e R$ 6 mi ainda a gastar em Patos\nPopula\u00e7\u00e3o da PB sofre com creches abandonadas e verba p\u00fablica desperdi\u00e7ada\nEsta \u00e9 a quarta e \u00faltima parte da s\u00e9rie do JPB2, \u201cObras Inacabadas\u201d, em que os rep\u00f3rteres Laerte Cerqueira e Beto Silva viajaram ao longo de cinco dias por 10 cidades, visitando 15 obras que foram iniciadas por gestores p\u00fablicos, mas que nunca foram finalizadas, representando um grave preju\u00edzo de dinheiro p\u00fablico. \nEm Pirpirituba, destru\u00edram mercado antigo, mas 'esqueceram' de reconstru\u00ed-lo\nTV Cabo Branco\/Reprodu\u00e7\u00e3o\nNa pr\u00e1tica, apenas a primeira de cinco etapas da obra foi conclu\u00edda. Mas a obra sofre com problemas como atraso por causa da pandemia, desist\u00eancia de empresa contratada e necessidade de readequa\u00e7\u00e3o do projeto. Dessa forma, a feira, que antes tinha um local para se acomodar, hoje funciona no meio da rua, de forma prec\u00e1ria e improvisada.\n\u201cUm bocado de tempo, j\u00e1, que est\u00e1 sem mercado. Est\u00e3o em reforma e ningu\u00e9m sabe quando o novo vai sair\", resigna-se Chico do Tempero, que h\u00e1 muitos anos \u00e9 feirante na cidade.\nEle trabalhou no mercado antigo, trabalha hoje em dia na rua, n\u00e3o v\u00ea a hora de ter acesso ao novo equipamento. \u201cToda vez existiu mercado a\u00ed. Tomara que saia o mais breve poss\u00edvel\".\nA feira em Pirpirituba agora acontece no meio da rua\nTV Cabo Branco\/Reprodu\u00e7\u00e3o\nApesar dos anseios dos comerciantes locais, nenhuma previs\u00e3o ainda. E a Prefeitura de Pirpirituba prev\u00ea a necessidade de mais de R$ 3 milh\u00f5es de investimento at\u00e9 que o novo mercado p\u00fablico vire uma realidade. E tenta se justificar. \n\u201cFez-se de in\u00edcio a parte de demoli\u00e7\u00e3o e preparo do terreno. E a\u00ed, durante a pandemia, muitas obras foram paradas. Passou o per\u00edodo da pandemia, foi retomado. A construtora, que ganhou o processo licitat\u00f3rio, quebrou o contrato\u201d, enumera Rinaldo Barbosa, secret\u00e1rio de Agricultura de Pirpirituba.\nA prop\u00f3sito, n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 em Pirpirituba que se derrubou um equipamento p\u00fablico com a promessa de se construir um novo, e de repente a cidade se viu desamparada. Essa \u00e9 a mesma realidade de Itaporanga, 420km de Jo\u00e3o Pessoa, que 12 anos atr\u00e1s viu o seu matadouro p\u00fablico ser fechado. O novo nunca foi finalizado.\nO pr\u00e9dio, inclusive, est\u00e1 praticamente pronto, mas com tanta demora j\u00e1 apresenta sinais de abandono mesmo sem nunca ter sido inaugurado. Um problema que traz preju\u00edzos imensur\u00e1veis aos marchantes, que s\u00e3o os profissionais que trabalham com o abate e a venda de carne animal.\nEm Itaporanga, o matadouro nem foi inaugurado e j\u00e1 apresenta sinais de abandono\nTV Cabo Branco\/Reprodu\u00e7\u00e3o\nJo\u00e3o Guimar\u00e3es, por exemplo, explica que nesses 12 anos viu a clientela minguar e a venda despencar. \n\u201cA queda de movimento foi de mais de 80% depois que se fechou o matadouro. Cheguei a matar 15 bois por semana, mas hoje estou matando dois ou tr\u00eas\u201d, reclama.\nO marchante destaca ainda que existem hoje apenas duas op\u00e7\u00f5es, nenhuma totalmente satisfat\u00f3ria. Ou recorrer a matadouros clandestinos, o que \u00e9 ilegal, ou recorrer ao munic\u00edpio vizinho de Pedra Branca, o que aumenta os custos do servi\u00e7o.\nClientela despencou nos \u00faltimos 12 anos, lamenta Jo\u00e3o Guimar\u00e3es\nTV Cabo Branco\/Reprodu\u00e7\u00e3o\nJos\u00e9 Ienes, que tamb\u00e9m trabalha na \u00e1rea, reclama da situa\u00e7\u00e3o. \n\u201cO custo aumentou muito. Porque a gente tem que matar fora e tudo \u00e9 gasto. Voc\u00ea paga transporte para trazer, transporte para levar, pessoas para tirarem\u201d, analisa, preocupado.\nEm meio \u00e0s reclama\u00e7\u00f5es, o ouvidor da Prefeitura de Itaporanga, Dami\u00e3o Ferreira Neves, pondera que o pr\u00e9dio j\u00e1 foi finalizado e que a gest\u00e3o municipal est\u00e1 realizando agora a licita\u00e7\u00e3o para a compra dos equipamentos. E justifica: \u201cHouve uma incosist\u00eancia de projeto. O novo prefeito teve que fazer um novo\u201d.\nProfessora em Gest\u00e3o P\u00fablica da Universidade Federal da Para\u00edba, Glenda Dantas alerta para os problemas que podem acontecer quando uma obra \u00e9 gestada a partir de um projeto que possui fragilidades.\n\u201cQuando o projeto b\u00e1sico apresenta fragilidades, a tend\u00eancia \u00e9 que no processo de execu\u00e7\u00e3o haja problemas, haja demora. Ou ent\u00e3o o or\u00e7amento feito n\u00e3o \u00e9 mais compat\u00edvel, n\u00e3o \u00e9 mais suficiente, da\u00ed a necessidade de um aporte maior de recursos, neste caso na forma de aditivos\u201d, adverte.\nGlenda Dantas, professora de Gest\u00e3o P\u00fablica\nTV Cabo Branco\/Reprodu\u00e7\u00e3o\nEm Monteiro, agricultores esperam pela \u00e1gua\nOutra obra inacabada visitada pela reportagem est\u00e1 diretamente ligada \u00e0 transposi\u00e7\u00e3o das \u00e1guas do Rio S\u00e3o Francisco. Isso porque, para que o canal fosse aberto no munic\u00edpio, uma s\u00e9rie de agricultores precisaram ser deslocados. E, como compensa\u00e7\u00e3o, foi criada a Vila Produtiva Lafayete.\nNo projeto, cada agricultor deslocado receberia um lote para construir sua casa e um hectare de terra para planta\u00e7\u00e3o e cria\u00e7\u00e3o de animais. A quest\u00e3o \u00e9 que toda essa terra deveria j\u00e1 vir com irriga\u00e7\u00e3o, e isso simplesmente n\u00e3o aconteceu at\u00e9 hoje.\nMesmo com canal, \u00e1gua n\u00e3o chega a agricultores de Monteiro\nTV Cabo Branco\/Reprodu\u00e7\u00e3o\nPresidente da associa\u00e7\u00e3o da Vila Produtiva Lafayete, Aguinaldo Freitas da Silva reclama da demora em se chegar a uma solu\u00e7\u00e3o.\n\u201cDesde que a gente chegou aqui que estamos nessa espera da irriga\u00e7\u00e3o. \u00c9 um processo lento, que deveria estar bem adiantado\u201d, protesta.\nAguinaldo Freitas da Silva, presidente da associa\u00e7\u00e3o da Vila Produtiva Lafayete\nTV Cabo Branco\/Reprodu\u00e7\u00e3o\nEle avisa que nem todos os agricultores possuem um po\u00e7o artesiano e que o projeto de irriga\u00e7\u00e3o vai melhorar em muito a vida deles, j\u00e1 que ficar\u00e3o menos dependentes das chuvas e do clima. \u201cA \u00e1gua chegando, n\u00f3s agricultores vamos ter uma oportunidade de desenvolver o nosso potencial e poder ter uma vida melhor\".\n\u00c9 a mesma opini\u00e3o de Maria Gorete, uma das mais de 60 agricultoras que seriam beneficiadas com a chegada da \u00e1gua.\n\u201cA gente quer o nosso lote irrigado para ter uma melhora em nossas vidas. Porque, com o nosso hectare irrigado, n\u00f3s vamos ter \u00e1gua diariamente\", explica, repleta de expectativas.\nMaria Gorete: \"a gente quer o nosso lote irrigado\"\nTV Cabo Branco\/Reprodu\u00e7\u00e3o\nSobre a quest\u00e3o, a procuradora do Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal, Jana\u00edna Andrade, explica o porqu\u00ea do caso ser at\u00edpico. \n\"Na Para\u00edba, no Eixo Leste, a transposi\u00e7\u00e3o do Rio S\u00e3o Francisco tem uma especificidade. O canal condutor da \u00e1gua da transposi\u00e7\u00e3o, as \u00e1guas que chegam ao canal da transposi\u00e7\u00e3o em Monteiro, v\u00e3o ser transpostas at\u00e9 o A\u00e7ude Epit\u00e1cio Pessoa pelo leito do Rio Para\u00edba. \u00c9 um canal natural\u201d, explica, alertando se tratar de um rio assoreado que precisa ser revitalizado. \u201c\u00c9 um rio que est\u00e1 morrendo. \u00c9 preciso que as autoridades cumpram o seu dever e fa\u00e7am a revitaliza\u00e7\u00e3o do Rio Para\u00edba\", prossegue.\nEla lamenta ainda que, curiosamente, os agricultores tinham acesso \u00e0 \u00e1gua antes da transposi\u00e7\u00e3o, mas agora n\u00e3o t\u00eam mais. E que isso precisa ser mudado. Sobre a quest\u00e3o, a prop\u00f3sito, ela indica que o MPF est\u00e1 acompanhado o caso de perto. \n\u201cN\u00e3o h\u00e1 nenhuma medida judicial, mas a cada 60 dias se cobra informa\u00e7\u00f5es de como est\u00e1 o andamento dessas obras complementares\", pontua.\nObras de esgotamento sanit\u00e1rios s\u00e3o urgentes em Monteiro\nTV Cabo Branco\/Reprodu\u00e7\u00e3o\nJana\u00edna Andrade destaca tamb\u00e9m que \u201cno Canal de Monteiro, \u00e9 preciso que seja efetivamente conclu\u00eddo o sistema de esgotamento sanit\u00e1rio\u201d.\nProcurado, o Governo da Para\u00edba explicou que isso j\u00e1 vem sendo feito. \u201cA gente j\u00e1 vem com um programa de saneamento nos \u00faltimos anos, junto com a Prefeitura, de deixar Monteiro 100% saneado. O que acontece agora, \u00e9 um loteamento privado, que a solu\u00e7\u00e3o adotada por eles foi uma solu\u00e7\u00e3o individual. Fossas. E n\u00e3o deu resultado. A Cagepa j\u00e1 dimensionou toda a \u00e1rea e est\u00e1 licitando agora para ter in\u00edcio at\u00e9 o fim do ano o in\u00edcio dessas novas obras\", explica Thiago Pessoa, diretor operacional da Cagepa.\nA Prefeitura de Monteiro confirmou que buscou junto \u00e0 Cagepa a realiza\u00e7\u00e3o de um projeto de esgotamento sanit\u00e1rio para regularizar a situa\u00e7\u00e3o dessas resid\u00eancias que foram constru\u00eddas nas proximidades do canal de transposi\u00e7\u00e3o, onde foram constru\u00eddas fossas. Devido a pouca profundidade, elas transbordam com certa frequ\u00eancia e despejam dejetos para dentro do canal. \nV\u00eddeos mais assistidos da Para\u00edba  ","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>        Casos foram registrados em Pirpirituba e Itaporanga. J\u00e1 em Monteiro, agricultores ainda esperam projeto de irriga\u00e7\u00e3o prometido com as obras de transposi\u00e7\u00e3o. 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