{"id":26252,"date":"2023-07-19T21:10:35","date_gmt":"2023-07-20T00:10:35","guid":{"rendered":"https:\/\/g1.globo.com\/pb\/paraiba\/noticia\/2023\/07\/19\/obras-inacabadas-rodoviaria-teatro-casas-populares-reforcam-lista-de-descasos-com-a-populacao.ghtml"},"modified":"2023-07-19T21:10:35","modified_gmt":"2023-07-20T00:10:35","slug":"obras-inacabadas-rodoviaria-teatro-casas-populares-reforcam-lista-de-descasos-com-a-populacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sindaopcpb.org.br\/index.php\/2023\/07\/19\/obras-inacabadas-rodoviaria-teatro-casas-populares-reforcam-lista-de-descasos-com-a-populacao\/","title":{"rendered":"Obras Inacabadas: rodovi\u00e1ria, teatro, casas populares refor\u00e7am lista de descasos com a popula\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"   <img src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/I0O6XGUf1TgA35w4kkXbXOGGjHU=\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2023\/P\/F\/fLZeKAQyCPLuHNUr21oQ\/whatsapp-image-2023-07-19-at-14.52.19.jpeg\" \/><br \/>     Terceira reportagem da s\u00e9rie do JPB2 visita Monteiro, Patos e Pedra Branca para falar de diferentes realidades e problemas. Em comum, o desperd\u00edcio de dinheiro p\u00fablico. Obras Inacabadas: rodovi\u00e1ria, teatro e casas populares se somam a preju\u00edzos na Para\u00edba\nMonteiro est\u00e1 localizado a 300km da capital Jo\u00e3o Pessoa. Com uma conhecida festa de S\u00e3o Jo\u00e3o, com mais de 30 mil habitantes e sendo a cidade em que nasce o Rio Para\u00edba, a Prefeitura Municipal firmou uma parceria com o Minist\u00e9rio do Turismo para construir um terminal rodovi\u00e1rio. O investimento foi de R$ R$ 1,5 milh\u00e3o, mas at\u00e9 hoje a obra n\u00e3o foi finalizada. Um preju\u00edzo incalcul\u00e1vel para uma popula\u00e7\u00e3o que ainda hoje fica exposta ao sol e \u00e0 chuva se quiser pegar um \u00f4nibus ou uma van na cidade.\nObras Inacabadas\nEquipamentos esportivos abandonados e R$ 6 mi ainda a gastar em Patos\nPopula\u00e7\u00e3o da PB sofre com creches abandonadas e verba p\u00fablica desperdi\u00e7ada\nEsta \u00e9 a terceira parte da nova s\u00e9rie do JPB2, \u201cObras Inacabadas\u201d, em que os rep\u00f3rteres Laerte Cerqueira e Beto Silva viajaram ao longo de cinco dias por 10 cidades, visitando 15 obras que foram iniciadas por gestores p\u00fablicos, mas que nunca foram finalizadas, representando um grave preju\u00edzo de dinheiro p\u00fablico. S\u00e3o quatro reportagens e a terceira foi exibida nesta ter\u00e7a-feira (17). \nPois, no munic\u00edpio localizado no Cariri paraibano, \u00e9 na pra\u00e7a Nilo Feitosa que a pessoa tem que ir para embarcar para fora da cidade. E \u00e9 no mesmo local que ela desembarca quando chega na regi\u00e3o. N\u00e3o tem banheiros, abrigo, conforto, nada. Uma situa\u00e7\u00e3o que incomoda as pessoas da cidade.\nPra\u00e7a em Monteiro \u00e9 improvisada como rodovi\u00e1ria\nTV Cabo Branco\/Reprodu\u00e7\u00e3o\n\u201cEm toda cidade tem que ter uma rodovi\u00e1ria, n\u00e9? E quanto mais qualidade para o passageiro, melhor. Um banheiro pr\u00f3ximo, uma lanchonete, tudo isso beneficia o passageiro. Porque, se chover, voc\u00ea fica na chuva\", lamenta Eliezer Batista, que estava justamente pegando uma van para sair de Monteiro.\nO motorista Inaldo Xavier faz coro ao lamentar a falta da rodovi\u00e1ria, mas ainda se mostra otimista com a solu\u00e7\u00e3o do problema: \u201cEst\u00e1 demorando. Fazia um bocado de ano que estava parado, agora come\u00e7ou de novo. N\u00e3o sei se v\u00e3o terminar, mas espero que sim\".\nO conv\u00eanio entre Prefeitura e Governo Federal foi firmado em 2017, mas a licita\u00e7\u00e3o e o in\u00edcio das obras s\u00f3 come\u00e7ou em 2019. Depois, veio a pandemia, ocorreu aumento de pre\u00e7os, a empresa contratada desistiu da obra. Foi s\u00f3 em mar\u00e7o de 2023 que a gest\u00e3o municipal retomou os trabalhos, com previs\u00e3o de conclus\u00e3o para o fim do ano que vem.\n\u201cFicou invi\u00e1vel para o munic\u00edpio fazer um reequil\u00edbrio de pre\u00e7o. A obra ficou paralisada e a empresa abandonou o projeto. A partir do momento que abandonou, a gente tem o novo processo. Readequar o projeto com o que j\u00e1 existia l\u00e1, fazer o novo or\u00e7amento tentando tamb\u00e9m utilizar o dinheiro que a gente j\u00e1 tinha\", explica Waldirene Alves, secret\u00e1ria de Planejamento de Monteiro, admitindo no entanto que algum grau de preju\u00edzo vai haver para as contas p\u00fablicas.\nRodovi\u00e1ria segue sendo uma inc\u00f3gnita, mas Prefeitura de Monteiro promete entreg\u00e1-la at\u00e9 o fim do ano que vem\nTV Cabo Branco\/Reprodu\u00e7\u00e3o\nEm meio aos debates, a aposentada Dulcin\u00e9ia Feitosa fala da import\u00e2ncia de um terminal rodovi\u00e1rio para a popula\u00e7\u00e3o idosa. \n\u201cChegar, ficar sentada no banco de uma pra\u00e7a, esperando transporte, fica dif\u00edcil. Quem viaja com idoso, fica muito mais dif\u00edcil\", destaca.\nE se o problema em Monteiro \u00e9 de mobilidade, em Patos a reclama\u00e7\u00e3o gira em torno da aus\u00eancia de um teatro na cidade, mesmo depois de dez anos de an\u00fancio da constru\u00e7\u00e3o do Teatro Municipal de Patos, a partir de um conv\u00eanio com o Minist\u00e9rio da Cultura.\nNa \u00e9poca do an\u00fancio, foi uma festa. Depois, ficou a frustra\u00e7\u00e3o.\n\u201cA gente ficou muito feliz, inclusive \u00e9 uma pauta muito antiga desse movimento. Fizemos uma festa em torno dessa not\u00edcia, mas que, ao longo dos anos, estamos nesse aguardo. N\u00f3s ach\u00e1vamos que a obra ia sair em tempo recorde\", decepciona-se Marcelo Lima, ativista cultural e l\u00edder de um coletivo cultural da cidade.\nTeatro em Patos nunca foi entregue, apesar de estar com o pr\u00e9dio quase pronto\nTV Cabo Branco\/Reprodu\u00e7\u00e3o\nMarcelo explica que a aus\u00eancia de um teatro inviabiliza muito da mobiliza\u00e7\u00e3o, muito da efervesc\u00eancia cultural de uma cidade. \n\u201cO artista precisa de um palco para desenvolver a sua arte\", defende Marcelo. Para, pouco depois, completar: \u201cFormar plateias \u00e9 essencial para o artista. D\u00e1 ao povo da cidade um momento tamb\u00e9m de lazer e entretenimento\".\nOpini\u00e3o parecida tem Perla Alves, que \u00e9 presidente da Associa\u00e7\u00e3o dos Artes\u00e3o e Artes\u00e3s de Patos. Ela compara com outras cidades importantes do Sert\u00e3o, como Sousa e Cajazeiras, e pontua que Patos \u00e9 a \u00fanica sem um teatro, sem um espa\u00e7o para as diversas linguagens art\u00edsticas.\n\u201cA gente n\u00e3o tem mecanismos, ferramentas, para incentivar novas produ\u00e7\u00f5es\", indigna-se. \"Aqui no munic\u00edpio tem v\u00e1rios grupos de teatro que poderiam estar utilizando o espa\u00e7o. Outros segmentos como a m\u00fasica. Oficinas que a gente poderia estar realizando no teatro. A gente poderia estar com mostras de artesanato. Exposi\u00e7\u00e3o de artes pl\u00e1sticas, que muitas vezes faz em outros ambientes\", enumera.\nPerla Alves lamenta falta de espa\u00e7os culturais na cidade de Patos\nTV Cabo Branco\/Reprodu\u00e7\u00e3o\nO caso \u00e9 t\u00e3o grave que, em 2020, o MPF abriu inqu\u00e9rito para fiscalizar a paralisa\u00e7\u00e3o da obra do teatro. J\u00e1 foram gastos R$ 2,9 milh\u00f5es, mas at\u00e9 hoje o equipamento cultural n\u00e3o abriu suas portas.\nFrancivaldo Dias, que \u00e9 secret\u00e1rio de Adminstra\u00e7\u00e3o do munic\u00edpio, admite o atraso, mas destaca que a obra do pr\u00e9dio j\u00e1 foi conclu\u00edda. Em seguida, explica um segundo conv\u00eanio, or\u00e7ado em mais R$ 2 milh\u00f5es, vai precisar ser firmado.\n\u201cEsse atraso ocorreu, isso \u00e9 um fato, \u00e9 ineg\u00e1vel. Mas a obra do pr\u00e9dio, a constru\u00e7\u00e3o f\u00edsica do pr\u00e9dio, foi conclu\u00edda, que foi o objetivo do primeiro conv\u00eancio. A\u00ed n\u00f3s partimos para o segundo plano. Que \u00e9 a parte de equipamentos do Teatro Municipal. \u00c9 uma parceria entre a Prefeitura de Patos e o Governo do Estado\", explica.\nDescaso com a habita\u00e7\u00e3o em Pedra Branca\nAinda no Sert\u00e3o da Para\u00edba, o desperd\u00edcio de dinheiro em obras n\u00e3o conclu\u00eddas afeta diretamente a popula\u00e7\u00e3o mais pobre, que sonha com a casa pr\u00f3pria para se livrar dos gastos com aluguel. Isso porque, ainda em 2014, nada menos que 40 casas populares come\u00e7aram a ser constru\u00eddas na cidade. E muitas pessoas observavam com aten\u00e7\u00e3o e expectativa aquela novidade.\nPara piorar, as obras chegaram a ficar com 90% delas conclu\u00eddas, faltando pequenos detalhes para as casas serem finalizadas e entregues \u00e0 popula\u00e7\u00e3o. E, a\u00ed, a execu\u00e7\u00e3o foi interrompida. Nunca mais foram retomadas.\nCasas abandonadas em Pedra Branca\nTV Cabo Branco\/Reprodu\u00e7\u00e3o\nAllison Bastos, chefe de gabinete da Prefeitura de Pedra Branca, explica que o problema partiu do Governo Federal:\n\u201cA Prefeitura entrou em contato com o Minist\u00e9rio das Cidades, num tempo, pedindo que se solucionasse o problema, e n\u00e3o teve nenhuma resposta. O prefeito na \u00e9poca, Allan Bastos, ele tamb\u00e9m foi a Bras\u00edlia, tentou finalizar essas casas com recursos pr\u00f3prios, e o Minist\u00e9rio pediu para que aguardasse, que estava resolvendo esse problema\u201d, destacou, afirmando em seguida que nada mais foi feito.\nNaquele tempo, ele relembra, estava quase tudo pronto. Algumas casas faltando apenas a pintura. Mas a execu\u00e7\u00e3o da obra recuou de 90% para 50%. \u201cJ\u00e1 tem madeira comprometida. Coberta, caixa d'\u00e1gua, equipamentos sanit\u00e1rios tamb\u00e9m foram roubados\".\nCasas que estavam quase prontas, j\u00e1 precisariam de refor\u00e7as antes mesmo de serem entregues\nTV Cabo Branco\/Reprodu\u00e7\u00e3o\nA dona de casa Sueli da Silva Santos mora bem perto de onde as casas est\u00e3o abandonadas. Ela representa bem a indigna\u00e7\u00e3o e o preju\u00edzo que essas obras inacabadas provocam. Vive com apenas R$ 600 mensais e 1\/3 disso vai s\u00f3 para aluguel.\n\u201cNo dia seguinte ao pagamento do aluguel, a gente j\u00e1 est\u00e1 devendo de novo\u201d, lamenta Sueli.\nDepois, desabafa: \u201cPara n\u00f3s que n\u00e3o temos casa, \u00e9 muito triste. Quando eu vejo essas casas abandonadas, me d\u00e1 um desespero\".\nSueli da Silva Santos: desespero diante do abandono das casas\nTV Cabo Branco\/Reprodu\u00e7\u00e3o\nV\u00eddeos mais assistidos da Para\u00edba  ","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>        Terceira reportagem da s\u00e9rie do JPB2 visita Monteiro, Patos e Pedra Branca para falar de diferentes realidades e problemas. Em comum, o desperd\u00edcio de dinheiro p\u00fablico. 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