{"id":26080,"date":"2023-07-18T20:58:25","date_gmt":"2023-07-18T23:58:25","guid":{"rendered":"https:\/\/g1.globo.com\/pb\/paraiba\/noticia\/2023\/07\/18\/obras-inacabadas-equipamentos-esportivos-abandonados-e-r-6-mi-ainda-a-gastar-em-patos.ghtml"},"modified":"2023-07-18T20:58:25","modified_gmt":"2023-07-18T23:58:25","slug":"obras-inacabadas-equipamentos-esportivos-abandonados-e-r-6-mi-ainda-a-gastar-em-patos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sindaopcpb.org.br\/index.php\/2023\/07\/18\/obras-inacabadas-equipamentos-esportivos-abandonados-e-r-6-mi-ainda-a-gastar-em-patos\/","title":{"rendered":"Obras Inacabadas: equipamentos esportivos abandonados e R$ 6 mi ainda a gastar em Patos"},"content":{"rendered":"   <img src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/n9FuiTLEzWpfwXb2NNk4ZXsUaiA=\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2023\/T\/R\/Bep2PRR4yebtoTQYwzYg\/foto02.jpg\" \/><br \/>     Em Mariz\u00f3polis, ainda teve postos de sa\u00fade e escola sem previs\u00e3o de ser conclu\u00edda. Obras Inacabadas: Sert\u00e3o tem obras inacabadas com sa\u00fade, esporte e educa\u00e7\u00e3o\nUma Vila Ol\u00edmpica de ponta com pista de atletismo, piscina, campo de futebol. Um Centro de Inicia\u00e7\u00e3o ao Esporte para receber treze modalidades esportivas num territ\u00f3rio de vulnerabilidade social. Um verdadeiro sonho para os atletas de Patos e de outros munic\u00edpios pr\u00f3ximos do Sert\u00e3o paraibano. Uma espera de dez anos at\u00e9 se perceber que tudo n\u00e3o passou de um pesadelo. Agora, os dois equipamentos est\u00e3o inacabados, abandonados, paralisados. E a previs\u00e3o \u00e9 que sejam necess\u00e1rios quase R$ 6 milh\u00f5es extras para concluir ambas as obras.\nEsse \u00e9 parte das quest\u00f5es abordadas na segunda reportagem da nova s\u00e9rie do JPB2, \u201cObras Inacabadas\u201d, em que os rep\u00f3rteres Laerte Cerqueira e Beto Silva viajaram ao longo de cinco dias por 10 cidades, visitando 15 obras que foram iniciadas por gestores p\u00fablicos, mas que nunca foram finalizadas, representando um grave preju\u00edzo de dinheiro p\u00fablico. S\u00e3o quatro reportagens e a segunda delas, exibida nesta ter\u00e7a-feira (17), tratou de esporte e sa\u00fade.\nObras Inacabadas\nPopula\u00e7\u00e3o da PB sofre com creches abandonadas e verba p\u00fablica desperdi\u00e7ada\nAtleta desde pequeno, corredor promissor em busca de espa\u00e7o na modalidade, o patoense Yago Edson \u00e9 uma das pessoas que sofrem diretamente com o descaso do poder p\u00fablico. Ele tinha oito anos quando a obra foi iniciada, hoje tem 18 e segue sem uma pista adequada para treinar.\nYago Edson treina no barro porque Vila Ol\u00edmpica n\u00e3o foi conclu\u00edda\nTV Cabo Branco\/Reprodu\u00e7\u00e3o\nO jeito, assim, \u00e9 correr pelo barro, em meio ao risco de sofrer les\u00f5es e de tempos em tempos precisando paralisar os treinamentos por causa de adversidades com o clima.\n\u201cQuando eu vejo um neg\u00f3cio desse assim \u00e9 uma tristeza. Para a gente, que \u00e9 atleta, para o esporte do estado, para a cidade de Patos tamb\u00e9m. N\u00e3o tem a pista que \u00e9 adequada para a gente. Eu sofro, e isso atrapalha muito no meu rendimento. A gente se adapta a treinar no bairro. Mas isso atrapalha porque tem a \u00e9poca chuvosa e eu deixo de treinar porque o barro est\u00e1 molhado\u201d, desabafa.\nEle explica que, antigamente, treinava tamb\u00e9m no asfalto, para n\u00e3o ser t\u00e3o prejudicado, mas o novo treinador dele alertou para os riscos de les\u00e3o no joelho. \u201cImediatamente ele pediu para eu encerrar esses treinos\u201d, explicou.\nVila Ol\u00edmpica nunca foi conclu\u00edda e agora precisa de R$ 2,9 milh\u00f5es\nTV Cabo Branco\/Reprodu\u00e7\u00e3o\nProfessor de educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica, Amberg Leit\u00e3o comenta que a popula\u00e7\u00e3o local \u00e9 a principal prejudicada com tudo isso. \n\u201cPoderia estar aqui um ambiente com uma pista de atletismo, para que as pessoas pudessem correr, fazer caminhada. Uma piscina ol\u00edmpica ou semiol\u00edmpica. A gente poderia ter um campo de futebol. Ou seja, um equipamento que desse suporte para a popula\u00e7\u00e3o patoense para que ela angariasse mais sa\u00fade e lazer\u201d, analisa.\nYago Edson: t\u00edtulos, sonhos, nenhum lugar decente para treinar\nTV Cabo Branco\/Reprodu\u00e7\u00e3o\nPai de Yago, o empres\u00e1rio Edson Leite Montenegro alerta que essa luta n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 para beneficiar o seu filho, mas todos os atletas, a popula\u00e7\u00e3o em geral da regi\u00e3o que seria beneficiada com mais espa\u00e7os de lazer e de pr\u00e1tica de exerc\u00edcios f\u00edsicos.\nSobre o problema na Vila Ol\u00edmpica, o atual secret\u00e1rio de Administra\u00e7\u00e3o de Patos, Francivaldo Dias, admite que a obra j\u00e1 era para estar conclu\u00edda e servindo o povo de Patos. \n\u201cInfelizmente, passou-se um longo tempo abandonada, sem se dar continuidade aos servi\u00e7os, e s\u00f3 est\u00e3o sendo retomadas agora\u201d, pontua.\nEle diz, no entanto, que mesmo com tudo o que gest\u00f5es passadas j\u00e1 gastaram, vai precisar retomar parcerias em busca de novas verbas. Por exemplo, ele fala de um conv\u00eanio de R$ 1,6 milh\u00e3o do Governo Federal e outro de R$ 1,3 milh\u00e3o do Governo do Estado. S\u00f3 com esses quase R$ 3 milh\u00f5es, \u00e9 que a obra deve sair do papel.\nFrancivaldo Dias, secret\u00e1rio de Administra\u00e7\u00e3o de Patos\nTV Cabo Branco\/Reprodu\u00e7\u00e3o\nAli\u00e1s, \u00e9 quase o mesmo valor que ser\u00e1 necess\u00e1rio para concluir o Centro de Inicia\u00e7\u00e3o ao Esporte, que tamb\u00e9m est\u00e1 abandonado. \nNo caso do CIE, inclusive, Francivaldo Dias destaca que o conv\u00eanio com o Governo Federal foi finalizado justo por causa da falta de execu\u00e7\u00e3o e que a sa\u00edda foi um conv\u00eanio com o Governo da Para\u00edba, que vai praticamente pagar toda a obra. Ser\u00e3o R$ 3 milh\u00f5es a serem liberados por conv\u00eanio estadual, mesmo depois de j\u00e1 ter sido gasto algo em torno de R$ 800 mil na obra.\nNo Centro de Inicia\u00e7\u00e3o ao Esporte, ficou s\u00f3 a estrutura\nTV Cabo Branco\/Reprodu\u00e7\u00e3o\nProblemas na sa\u00fade e na educa\u00e7\u00e3o de Mariz\u00f3polis\nOutro munic\u00edpio visitado pela equipe de reportagem foi Mariz\u00f3polis, que fica localizado bem pr\u00f3ximo de Sousa, no Sert\u00e3o paraibano. \u00c9 l\u00e1 onde est\u00e1 uma policl\u00ednica municipal h\u00e1 quase uma d\u00e9cada e que nunca foi finalizada. Atualmente, a obro, totalmente abandonada, tem lajes danificadas e paredes caindo.\nFrancisco Jos\u00e9, que \u00e9 agricultor, chegou a comemorar \u00e0 \u00e9poca o fato de ter uma unidade de sa\u00fade bem perto de casa. Mas logo a comemora\u00e7\u00e3o de transformou em decep\u00e7\u00e3o.\n\"Quando tudo come\u00e7ou, isso era motivo de festa. Foi aplaudido e foi colocado em teoria. Porque na pr\u00e1tica, s\u00f3 subiram as paredes\u201d, reclama entristecido.\nPosto de sa\u00fade em Mariz\u00f3polis s\u00f3 tem mato e paredes arriscando cair\nTV Cabo Branco\/Reprodu\u00e7\u00e3o\nA obra come\u00e7ou em 2015, foram gastos R$ 600 mil, nunca foi finalizada. Um erro de execu\u00e7\u00e3o emperrou tudo. E, em meio a tudo isso, a popula\u00e7\u00e3o \u00e9 que fica desamparada.\n\u201cA gente \u00e9 muito dependente de Sousa. At\u00e9 uma benzetacil, se a gente quiser tomar, tem que ir para Sousa. Porque aqui n\u00e3o tem estrutura para receber\u201d, critica a merendeira Edilamar Rodrigues.\nEdilamar Rodrigues diz que at\u00e9 mesmo um comprimido \u00e9 dif\u00edcil conseguir em Mariz\u00f3polis\nTV Cabo Branco\/Reprodu\u00e7\u00e3o\nO atual secret\u00e1rio de Sa\u00fade de Mariz\u00f3polis, Rodrigo Melo, enfatiza que os problemas s\u00e3o de gest\u00f5es passadas. E diz que est\u00e1 trabalhando para reiniciar a obra. Mas admite ao mesmo tempo que, os R$ 500 mil que eles tentam captar na Caixa, n\u00e3o seriam suficientes para concluir o projeto.\nTamb\u00e9m em Mariz\u00f3polis, na Comunidade de Riach\u00e3o, um posto de sa\u00fade e uma escola foram prometidas e iniciadas. Mais uma vez, ambos foram completamente abandonados. Mesmo com toda a verba investida, pouco foi feito.\nO agricultor Wanderley da Silva, por exemplo, lamenta a dificuldade de levar as crian\u00e7as para a escola. Seria tudo mais f\u00e1cil se a obra fosse conclu\u00edda, mas isso n\u00e3o est\u00e1 nem perto de acontecer. \u201c\u00c9 um preju\u00edzo grande\u201d, resume, destacando que as alternativas est\u00e3o longe, ou em S\u00e3o Jo\u00e3o do Rio do Peixe, ou num assentamento que fica distante.\nWanderley da Silva: sem escolar, op\u00e7\u00e3o \u00e9 levar as crian\u00e7as ou para um outro munic\u00edpio ou para um assentamento distante\nTV Cabo Branco\/Reprodu\u00e7\u00e3o\nTamb\u00e9m agricultor, Francisco Geraldo da Silva completa: \u201cA gente ficou satisfeito. Era bom para as crian\u00e7as, para n\u00f3s. Tudo seria mais f\u00e1cil\u201d.\nAuditor fiscal do Tribunal de Contas da Uni\u00e3o, R\u00f4meo Brand\u00e3o analisa os casos e diz o que pode acontecer em casos como esse: \u201cExiste o processo de responsabiliza\u00e7\u00e3o do gestor, com aplica\u00e7\u00e3o de multa, eventualmente, e tamb\u00e9m um processo de cobran\u00e7a por ressarcimento pelos preju\u00edzos causados quando se identifica que houve alguma irregularidade e que o gestor deu causa \u00e0 paralisa\u00e7\u00e3o por neglig\u00eancia, por imper\u00edcia, ou mesmo por um ato il\u00edcito, um ato irregular intencional\u201d.\nTiago Misael, por sua vez, que \u00e9 procurador do Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal, fala em \u201cconjunto de responsabiliza\u00e7\u00f5es\u201d que envolve o engenheiro fiscal, quem pagou e a empresa que recebeu.\nPor meio de nota, a Prefeitura de Mariz\u00f3polis afirmou que a constru\u00e7\u00e3o da escola e da creche na Comunidade Riach\u00e3o foi paralisada na gest\u00e3o anterior e est\u00e1 fazendo estudos para saber como vai concluir ou mesmo se vai concluir a obra.\nEscola e posto de sa\u00fade abandonados na zona rural, um do lado do outro\nTV Cabo Branco\/Reprodu\u00e7\u00e3o\nV\u00eddeos mais assistidos da Para\u00edba  ","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>        Em Mariz\u00f3polis, ainda teve postos de sa\u00fade e escola sem previs\u00e3o de ser conclu\u00edda. 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