{"id":25726,"date":"2023-07-16T09:17:30","date_gmt":"2023-07-16T12:17:30","guid":{"rendered":"https:\/\/g1.globo.com\/pb\/paraiba\/noticia\/2023\/07\/16\/informacoes-sobre-desaparecidos-na-pb-divergem-e-orgaos-reivindicam-base-de-dados-nacional.ghtml"},"modified":"2023-07-16T09:17:30","modified_gmt":"2023-07-16T12:17:30","slug":"informacoes-sobre-desaparecidos-na-pb-divergem-e-orgaos-reivindicam-base-de-dados-nacional","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sindaopcpb.org.br\/index.php\/2023\/07\/16\/informacoes-sobre-desaparecidos-na-pb-divergem-e-orgaos-reivindicam-base-de-dados-nacional\/","title":{"rendered":"Informa\u00e7\u00f5es sobre desaparecidos na PB divergem, e \u00f3rg\u00e3os reivindicam base de dados nacional"},"content":{"rendered":"   <img src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/fltOMVCzrwz-SA3yNmL9ymOLZdQ=\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2023\/H\/y\/B9HncbRtCN2Kul5cz3BQ\/whatsapp-image-2023-07-14-at-16.19.16.jpeg\" \/><br \/>     N\u00fameros sobre registros de desaparecimentos no estado s\u00e3o diferentes no Anu\u00e1rio Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica, no N\u00facleo de Enfrentamento ao Tr\u00e1fico e Desaparecimento de Pessoas e em contabiliza\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio P\u00fablico.  Foto mostra alguns dos desaparecidos ainda procurados pela Pol\u00edcia Civil em 2023\nReprodu\u00e7\u00e3o\/Pol\u00edcia Civil\nOs dados sobre o n\u00famero de pessoas desaparecidas na Para\u00edba nos \u00faltimos anos divergem nos diferentes levantamentos feitos por v\u00e1rios \u00f3rg\u00e3os que atuam em a\u00e7\u00f5es de combate ao desaparecimento de pessoas. \u00c9 o caso dos n\u00fameros do Anu\u00e1rio Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica, do N\u00facleo de Enfrentamento ao Tr\u00e1fico e Desaparecimento de Pessoas (Netdp) e o Programa de Localiza\u00e7\u00e3o e Identifica\u00e7\u00e3o de Pessoas Desaparecidas (Plid), do Minist\u00e9rio P\u00fablico. Os \u00f3rg\u00e3os envolvidos na preven\u00e7\u00e3o alertam para a necessidade de uma base de dados comum e nacional. \nEm rela\u00e7\u00e3o aos n\u00fameros de desaparecidos contabilizados pelo anu\u00e1rio, entre 2017 e 2022, foram registrados apenas 100 casos, ao passo que o Netdp registrou 18 ocorr\u00eancias desse tipo, enquanto o Plid, do MPPB, contabilizou 167 casos de desaparecimento em outro recorte temporal, de 2019 at\u00e9 o m\u00eas de julho deste ano. \nDados divergentes de desaparecidos na Para\u00edba\nSegundo a t\u00e9cnica de refer\u00eancia do Netdp, Fabiana de Ara\u00fajo Brito, em entrevista para a r\u00e1dio CBN, essa n\u00e3o padroniza\u00e7\u00e3o \u00e9 um empecilho para esses \u00f3rg\u00e3os e causa dificuldade no combate ao desaparecimento, al\u00e9m de evidenciar que existe um n\u00famero alto de subnotifica\u00e7\u00f5es. \nCASO ANA SOPHIA: o que se sabe sobre menina que desapareceu em Bananeiras\n\u201cExiste uma subnotifica\u00e7\u00e3o sobre as pessoas desaparecidas, e apesar de existir um fluxo nacional sobre essa tem\u00e1tica, o que a gente pode observar \u00e9 que os \u00f3rg\u00e3os e institui\u00e7\u00f5es fazem seus pr\u00f3prios levantamentos de dados, mas de fato ainda n\u00e3o existe uma compila\u00e7\u00e3o, o que dificulta termos esse diagn\u00f3stico correto\u201d, explica. \nAl\u00e9m disso, a t\u00e9cnica do Netdp ressaltou que, como forma de integrar processos de diferentes \u00f3rg\u00e3os que lidam com este mesmo tema na Para\u00edba, foi dado um primeiro passo, atrav\u00e9s de uma portaria de 2018, que estabelece um banco de dados da Pol\u00edcia Civil sobre os casos registrados de desaparecimentos, que \u00e9 compartilhado com o n\u00facleo, que acompanha o desenvolver dos casos. \nTamb\u00e9m foi informado que um termo de coopera\u00e7\u00e3o entre o pr\u00f3prio Netdp e tamb\u00e9m o Minist\u00e9rio P\u00fablico, para a troca de fluxos de trabalho desses \u00f3rg\u00e3os, j\u00e1 est\u00e1 em execu\u00e7\u00e3o. \nO pr\u00f3prio Plid, como explica Fabiana de Ara\u00fajo, \u00e9 uma tentativa de integra\u00e7\u00e3o nacional desse mapeamento do n\u00famero de desaparecidos, pois al\u00e9m de ser aplicado pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico na Para\u00edba, outros \u00f3rg\u00e3os em outros estados t\u00eam o mesmo servi\u00e7o. \n\u201cO Plid \u00e9 uma ferramenta tecnol\u00f3gica que tem a finalidade de entrosamento do fluxo de trabalho das institui\u00e7\u00f5es, visando a forma\u00e7\u00e3o de um cadastro nacional de desaparecidos\u201d, conta. \nSem delegacia especializada na Para\u00edba\nPol\u00edcia Civil da Para\u00edba\nDivulga\u00e7\u00e3o\/Ascom PCPB\nDe acordo com o delegado Ram\u00edrez S\u00e3o Pedro, respons\u00e1vel pela delegacia de Homic\u00eddios em Campina Grande, n\u00e3o existem delegacias especializadas para tratar de casos de pessoas desaparecidas no estado. Essas demandas s\u00e3o alocadas para as Delegacias de Crimes Contra a Pessoa, como acontece em Campina Grande, e tamb\u00e9m em Jo\u00e3o Pessoa e Patos. Em outras cidades, esses casos s\u00e3o investigados pelas delegacias seccionais. \nAl\u00e9m disso, tamb\u00e9m segundo o delegado, a grande dificuldade \u00e9 a troca de informa\u00e7\u00f5es e consulta entre as pol\u00edcias no Brasil para conseguir localizar desaparecidos que por ventura estiverem em outros estados. Apesar dessa troca existir, \u00e9 um problema a falta de uma regula\u00e7\u00e3o de um \u00f3rg\u00e3o nacional. \n\u201cH\u00e1, inclusive, trocas de informa\u00e7\u00f5es entre a Pol\u00edcia Civil da Para\u00edba e de outros estados, mas n\u00e3o h\u00e1 um controle, um registro nacional dessas pessoas desaparecidas, como h\u00e1 com ve\u00edculos roubados e com armas de fogo registradas, o que acaba dificultando a localiza\u00e7\u00e3o dessas pessoas\u201d, disse. \nOutro ponto levantado pelo delegado \u00e9 do procedimento que as delegacias tomam quando s\u00e3o informadas de algum desaparecimento. \n\u201cN\u00f3s seguimos as normativas federais, como tamb\u00e9m a normativa da delegacia geral da Pol\u00edcia Civil, que determina o registro imediato de qualquer caso de desaparecimento, ou seja, n\u00e3o h\u00e1 prazo para que algu\u00e9m registre um desaparecimento. Esse registro pode ser f\u00edsico ou online\u201d, explica. \nAp\u00f3s receber a den\u00fancia, o delegado conta tamb\u00e9m o que acontece em meio ao compartilhamento de informa\u00e7\u00f5es com outros \u00f3rg\u00e3os, como o Minist\u00e9rio P\u00fablico do estado. \n\u201cA delegacia com atribui\u00e7\u00e3o ir\u00e1 instaurar um procedimento para apura\u00e7\u00e3o. Se com 30 dias, a pessoa n\u00e3o for localizada \u00e9 obrigat\u00f3ria a instaura\u00e7\u00e3o de um inqu\u00e9rito policial que ser\u00e1 remetido ao judici\u00e1rio e para an\u00e1lise do Minist\u00e9rio P\u00fablico. Se a pessoa n\u00e3o for localizada, o DNA \u00e9 colhido dos familiares pr\u00f3ximos, para fins de comparativo futuro\u201d, ressalta. \nDesaparecimento de Ana Sophia\nV\u00eddeo mostra Ana Sophia na frente da casa de uma amiga, em Bananeiras\nReprodu\u00e7\u00e3o\/TV Cabo Branco\nUm dos casos de desaparecimento de maior repercuss\u00e3o na Para\u00edba esse ano \u00e9 o da menina Ana Sophia, de apenas 8 anos de idade, que na ter\u00e7a-feira (4), por volta das 12h, saiu de casa para brincar na casa de uma amiga da mesma faixa et\u00e1ria. Aquela foi a \u00faltima vez que a crian\u00e7a foi vista pela fam\u00edlia. As buscas pela menina desaparecida em Bananeiras continuam at\u00e9 a \u00faltima atualiza\u00e7\u00e3o desta mat\u00e9ria. \nO distrito Roma, onde est\u00e1 localizada a casa da garota, fica pr\u00f3ximo \u00e0 rodovia PB-105,  que d\u00e1 acesso a Bananeiras.\nDe acordo com a fam\u00edlia, como o distrito se trata de um local pequeno, onde todas as pessoas se conhecem, a menina era acostumada a fazer o caminho que fez antes de desaparecer.\nC\u00e2meras de seguran\u00e7a da rua captaram imagens de Sophia indo at\u00e9 a casa da amiga. Por\u00e9m, de acordo com o delegado Thiago Cavalcanti, ela n\u00e3o teria permanecido na resid\u00eancia, porque a amiga estava de sa\u00edda com a fam\u00edlia para Sol\u00e2nea.\nCasa onde Ana Sophia foi vista pela \u00faltima vez \nSilvia Torres\/TV Cabo Branco \nSegundo a irm\u00e3 de Ana Sophia, Maria das Gra\u00e7as, as c\u00e2meras de seguran\u00e7a captaram Sophia conversando com a amiga e depois retornando em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 rua onde mora. No entanto, a menina n\u00e3o chegou em casa, portanto, a suspeita \u00e9 de que ela tenha desaparecido nesse trajeto.\nO delegado Di\u00f3genes Fernandes, da delegacia de Sol\u00e2nea, que tamb\u00e9m acompanha o caso, disse \u00e0 reportagem da TV Cabo Branco que, por causa do tempo do desaparecimento, a hip\u00f3tese de homic\u00eddio passou a ser considerada. No entanto, h\u00e1 tamb\u00e9m a possibilidade de um sequestro.\nBuscas a Ana Sophia chegam ao d\u00e9cimo dia\nTV Cabo Branco\/Reprodu\u00e7\u00e3o\n*Sob supervis\u00e3o de Krys Carneiro\nV\u00eddeos mais assistidos do g1 Para\u00edba  ","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>        N\u00fameros sobre registros de desaparecimentos no estado s\u00e3o diferentes no Anu\u00e1rio Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica, no N\u00facleo de Enfrentamento ao Tr\u00e1fico e Desaparecimento de Pessoas e em contabiliza\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio P\u00fablico.  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