{"id":22352,"date":"2023-06-25T11:42:24","date_gmt":"2023-06-25T14:42:24","guid":{"rendered":"https:\/\/wpa.wscom.com.br\/?p=908162"},"modified":"2023-06-25T11:42:24","modified_gmt":"2023-06-25T14:42:24","slug":"multicultural-bom-retiro-tem-projeto-de-se-tornar-bairro-de-coreanos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sindaopcpb.org.br\/index.php\/2023\/06\/25\/multicultural-bom-retiro-tem-projeto-de-se-tornar-bairro-de-coreanos\/","title":{"rendered":"Multicultural, Bom Retiro tem projeto de se tornar bairro de coreanos"},"content":{"rendered":"<p>Localizado entre os rios Tiet\u00ea e Tamanduate\u00ed, pr\u00f3ximo \u00e0 Esta\u00e7\u00e3o da Luz e bem na regi\u00e3o central de S\u00e3o Paulo, o bairro do Bom Retiro re\u00fane\u00a0uma grande variedade de lojas, centros culturais, institui\u00e7\u00f5es religiosas e restaurantes, mas a sua marca principal s\u00e3o as confec\u00e7\u00f5es. A hist\u00f3ria do bairro remonta a 1880, quando o bar\u00e3o do caf\u00e9, Joaquim Eg\u00eddio de Sousa Aranha, que tinha uma propriedade na regi\u00e3o, chamada de Ch\u00e1cara do Bom Retiro, decidiu lotear a fazenda para a constru\u00e7\u00e3o de casas para os trabalhadores da ind\u00fastria.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1540128&amp;o=node\" alt=\"\" title=\"\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1540128&amp;o=node\" alt=\"\" title=\"\"><\/p>\n<p>Isso ocorreu pouco tempo depois da inaugura\u00e7\u00e3o de uma linha de trem que passava pela regi\u00e3o e que ligava as cidades de Jundia\u00ed e de Santos, com passagem pela capital paulista. Trajeto que era muito utilizado pelos imigrantes, que desembarcavam no Porto de Santos.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cO Bom Retiro \u00e9 um bairro que, desde o final do s\u00e9culo 19, recebe fluxos sucessivos de estrangeiros que chegam a S\u00e3o Paulo. N\u00e3o \u00e9 o \u00fanico bairro, mas ele tem algumas particularidades: primeiro por causa da localiza\u00e7\u00e3o, que \u00e9 central, pr\u00f3xima da Esta\u00e7\u00e3o da Luz. Ele tamb\u00e9m tem uma atividade econ\u00f4mica importante desde os anos 20, com a ind\u00fastria de com\u00e9rcio e de confec\u00e7\u00f5es, que come\u00e7a a se estruturar. E ele oferece, al\u00e9m de condi\u00e7\u00f5es de trabalho, condi\u00e7\u00f5es de moradias para quem chega A\u00a0S\u00e3o Paulo\u201d, explicou Sarah Feldman, professora do Instituto de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) do\u00a0<em>campus<\/em>\u00a0de S\u00e3o Carlos.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Ex-moradora do bairro, ela\u00a0ajudou a levantar informa\u00e7\u00f5es para o document\u00e1rio\u00a0<em>O Bom Retiro \u00c9\u00a0o Mundo<\/em>, de Andr\u00e9 Klotzel.\u00a0\u201cO Bom Retiro tem essa atividade de com\u00e9rcio de confec\u00e7\u00f5es, que permanece hoje com os coreanos, e ele oferece uma forma de moradia de aluguel. Ele sempre foi \u2013 e continua sendo \u2013 um bairro concentrador de corti\u00e7os, que \u00e9 uma solu\u00e7\u00e3o de moradia de aluguel, em condi\u00e7\u00f5es prec\u00e1rias, mas \u00e9 uma alternativa de moradia na periferia, pr\u00f3xima a emprego e equipamentos p\u00fablicos. Isso \u00e9 uma alternativa de moradia para a popula\u00e7\u00e3o de baixa renda e para quem chega a S\u00e3o Paulo\u201d, acrescentou Sarah.<\/p>\n<p>Os primeiros a chegarem ao bairro e que o transformaram em uma vila oper\u00e1ria foram os ingleses. \u201cJ\u00e1 na constru\u00e7\u00e3o da ferrovia, os engenheiros ingleses ocupavam as ch\u00e1caras porque, antes da urbaniza\u00e7\u00e3o, ali era constitu\u00eddo por ch\u00e1caras. Depois tem uma sucess\u00e3o de grupos estrangeiros: os portugueses, os italianos, os espanh\u00f3is, os judeus, os gregos, os iugoslavos, os coreanos. E ent\u00e3o vem o ciclo de imigrantes latino-americanos, africanos e, os bolivianos\u201d, destacou\u00a0Sarah.<\/p>\n<p>\u00c9 por isso que uma das principais caracter\u00edsticas desse bairro \u00e9 a sua multiculturalidade. \u201cEsses grupos se instalam no bairro mantendo rela\u00e7\u00f5es de trabalho e de moradia. E \u00e9 s\u00f3 caminhar pelo bairro para voc\u00ea ver essa diversidade. Toda essa diversidade da popula\u00e7\u00e3o do Bom Retiro est\u00e1 marcada no territ\u00f3rio\u201d, disse\u00a0Sarah.<\/p>\n<h2>Os coreanos<\/h2>\n<p>A partir da d\u00e9cada de 1960, os coreanos come\u00e7aram a vir ao Brasil. O primeiro grupo de imigrantes a chegar ao territ\u00f3rio brasileiro de forma oficial veio em 1963,\u00a0<a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/geral\/noticia\/2023-06\/nao-sou-de-la-e-nem-daqui-diz-coreano-que-vive-ha-57-anos-no-brasil\" rel=\"noopener nofollow\" target=\"_blank\">h\u00e1 exatos 60 anos<\/a>, num tipo de imigra\u00e7\u00e3o que a professora e soci\u00f3loga Margareth Rogante denomina como familiar.<\/p>\n<p>\u201cOs [coreanos] mais antigos contavam que vieram com a fam\u00edlia. Acho que 90% deles vieram por indica\u00e7\u00e3o dos parentes que j\u00e1 estavam aqui e vieram com toda a fam\u00edlia\u201d, disse ela, em entrevista \u00e0\u00a0<strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>. \u201cOs coreanos vieram com a fam\u00edlia, com a inten\u00e7\u00e3o de fixar-se. E eles fixaram-se, cresceram e est\u00e3o aqui [no Brasil]\u201d, acrescentou a soci\u00f3loga, que h\u00e1 alguns anos desenvolveu o estudo\u00a0<em>A Imigra\u00e7\u00e3o Coreana: o Processo de Fixa\u00e7\u00e3o e Ascens\u00e3o Social dos Imigrantes e Descendentes do Bairro do Bom Retiro<\/em>.<\/p>\n<p>Segundo ela, esses imigrantes chegaram ao pa\u00eds inicialmente com uma proposta de ir para o interior, trabalhar no campo. \u201cEles compraram terras, em princ\u00edpio, para produ\u00e7\u00e3o de alimentos na \u00e1rea rural, mas os projetos n\u00e3o deram certo e eles acabaram voltando para a cidade. A massa dessa imigra\u00e7\u00e3o veio entre as d\u00e9cadas de 60, 70 e 80. E a\u00ed eles come\u00e7aram a se fixar nos bairros centrais\u201d, contou.<\/p>\n<p>E foi assim que os coreanos come\u00e7aram a ocupar principalmente o bairro do Bom Retiro. \u201cO Bom Retiro tinha caracter\u00edsticas que foram imprescind\u00edveis para a escolha porque eles [coreanos] j\u00e1 vieram com o of\u00edcio da costura, a comunidade j\u00e1 tinha esse conhecimento. Ent\u00e3o foi uma \u00e1rea mais f\u00e1cil de atuar, embora muito dificultosa. Eles se reuniam em associa\u00e7\u00f5es e em igrejas e tiveram que se dar muito apoio. Uma caracter\u00edstica muito importante \u00e9 que uma parte deles [desses imigrantes coreanos] declarou que veio com pouco dinheiro mas, por meio desses cons\u00f3rcios, as pessoas se reuniam e as lideran\u00e7as entregavam o cons\u00f3rcio de acordo com a necessidade da fam\u00edlia e j\u00e1 indicava: \u2018olha, est\u00e1 faltando bot\u00e3o de press\u00e3o, voc\u00ea pode entrar nesse ramo?\u2019 Ent\u00e3o eles foram se agrupando e se organizando desta forma. Por isso a escolha do Bom Retiro. Todos que vinham j\u00e1 tinham mais ou menos a indica\u00e7\u00e3o do bairro\u201d, explicou Margareth.<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\">\n<div class=\"shadow overflow-hidden rounded-lg d-block zoom-on-hover-sm shadow-hover w-100\"><img decoding=\"async\" class=\"flex-fill img-cover\" title=\"Paulo Pinto\/Ag\u00eancia Brasil\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/A_PzYy9DxFAZe_gXy1wAvBJomfA=\/\/d3rf2zoedgusog.cloudfront.net\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/feira_coreanos08-7.jpg?itok=ocbWhZX8\" alt=\"S\u00e3o Paulo 24\/06\/2023 - Migra\u00e7\u00e3o coreana- Feira do Bom Retiro, que reune a comunidade coreana. Foto Paulo Pinto\/Ag\u00eancia Brasil\" \/><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"dnd-caption-wrapper\">\n<h6 class=\"meta\">Feira coreana no Bom Retiro ocorre aos s\u00e1bados e re\u00fane a comunidade coreana. Foto Paulo Pinto\/Ag\u00eancia Brasil<\/h6>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>A m\u00e9dica Hee Jeung Hong, que desenvolveu um estudo chamado\u00a0<em>Imigra\u00e7\u00e3o e Envelhecimento em S\u00e3o Paulo: Perfil de um Grupo de Idosos Coreanos,<\/em>\u00a0tamb\u00e9m constatou que a maior parte dos coreanos que chegaram ao Brasil preferiu viver no Bom Retiro \u201cpela facilidade dos relacionamentos, acesso a restaurantes e produtos culin\u00e1rios t\u00edpicos\u201d.<\/p>\n<p>\u00c0 \u00e9poca, o Bom Retiro era conhecido principalmente como um bairro judeu. \u201cOs judeus instalaram toda uma cadeia produtiva ligada \u00e0 ind\u00fastria e com\u00e9rcio de confec\u00e7\u00f5es. A partir dos anos 20 e at\u00e9 metade da d\u00e9cada de 40, os judeus estavam mais presentes nesses estabelecimentos que constituem toda a cadeia produtiva do com\u00e9rcio de confec\u00e7\u00f5es, desde as oficinas de costura at\u00e9 as gr\u00e1ficas que imprimiam os tal\u00f5es de nota\u201d, explicou Sarah.<\/p>\n<p>Ao chegar ao Brasil, os coreanos passaram a adquirir esse com\u00e9rcio dos judeus. \u201cE a\u00ed ele passa a ser chamado de bairro dos coreanos. Mas nem os judeus e nem os coreanos nunca foram a maioria da popula\u00e7\u00e3o do Bom Retiro. Ele \u00e9 um bairro marcado sempre pela mistura\u201d, ressaltou a arquiteta e urbanista.<\/p>\n<p>Para a soci\u00f3loga, o que contribuiu para que os coreanos fincassem ra\u00edzes principalmente nesse bairro \u00e9 o fato de eles serem um povo cosmopolita. \u201cAcho que a maior caracter\u00edstica que o bairro deu para que os coreanos se fixassem por l\u00e1 \u00e9 essa heterogeneidade de grupos \u00e9tnicos. O Bom Retiro tem essa caracter\u00edstica e forte inclina\u00e7\u00e3o para o com\u00e9rcio de vestu\u00e1rio. Eles j\u00e1 vinham com conhecimento sobre esse of\u00edcio. Outra caracter\u00edstica \u00e9 que os coreanos s\u00e3o muito unidos e se propuseram a trabalhar muito. Ent\u00e3o a maioria deles conta que trabalhava de 18 a 20 horas por dia e os mais jovens sa\u00edam para vender de porta em porta. Esse trabalho\u00a0possibilitou que a fam\u00edlia toda fosse englobada, todos participavam: os pais cortavam [o tecido], a maioria das m\u00e3es costuravam\u00a0e os filhos vendiam. Ent\u00e3o como eles vieram com o projeto familiar, eles n\u00e3o se dispersaram como os outros, tentando emprego em outros lugares. Eles acabaram se concentrando nesse ramo que deu possibilidade da fam\u00edlia toda participar.\u201d<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\">\n<div class=\"shadow overflow-hidden rounded-lg d-block zoom-on-hover-sm shadow-hover w-100\"><img decoding=\"async\" class=\"flex-fill img-cover\" title=\"Paulo Pinto\/Ag\u00eancia Brasil\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/FPxgKKZ9WR_AbFauuO0zynQV9mk=\/\/d3rf2zoedgusog.cloudfront.net\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/feira_coreanos12-10.jpg?itok=J0o0h8RK\" alt=\"S\u00e3o Paulo 24\/06\/2023 - Migra\u00e7\u00e3o coreana- Feira do Bom Retiro, que reune a comunidade coreana. Foto Paulo Pinto\/Ag\u00eancia Brasil\" \/><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"dnd-caption-wrapper\">\n<h6 class=\"meta\">Feira coreana no Bom Retiro ocorre aos s\u00e1bados e re\u00fane a comunidade coreana. Foto Paulo Pinto\/Ag\u00eancia Brasil<\/h6>\n<\/div>\n<\/div>\n<h2>Korea Town<\/h2>\n<p>Embora n\u00e3o sejam o maior grupo que vive no bairro hoje, \u00e9 pelos coreanos que atualmente o Bom Retiro \u00e9 mais conhecido. H\u00e1 inclusive projetos sendo planejados que prop\u00f5em que o bairro se transforme em uma Korea Town. Um desses projetos, por exemplo, j\u00e1 foi aprovado pelo atual prefeito, Ricardo Nunes, e conseguiu mudar o nome da Rua Prates para Prates-Coreia.<\/p>\n<p>O Korea Town \u00e9 uma proposta do c\u00f4nsul-geral na cidade, Insang Hwang. A ideia, por exemplo, \u00e9 instalar lumin\u00e1rias t\u00edpicas pelo bairro, acrescentar o nome Coreia \u00e0 Esta\u00e7\u00e3o Tiradentes do metr\u00f4 e pintar murais pelo bairro. A ideia n\u00e3o \u00e9 nova. Em 2017, por exemplo, o ent\u00e3o prefeito Jo\u00e3o Doria\u00a0chegou a divulgar a proposta da Little Seul, que acabou n\u00e3o indo para a frente.<\/p>\n<p>\u201cEsse \u00e9 um projeto da Coreia, um projeto global deles, liderado pelo c\u00f4nsul no Brasil. Eles elaboraram o Korea Town. No Bom Retiro, eles conseguiram fazer com que a Rua Prates virasse Rua Prates-Coreia. E eles t\u00eam uma proposta para a Rua Tr\u00eas Rios. Eles tamb\u00e9m t\u00eam uma proposta de mudar o nome da Esta\u00e7\u00e3o Tiradentes para Esta\u00e7\u00e3o Tiradentes-Coreia. Mas eu acho que n\u00e3o precisa disso. Primeiro porque n\u00e3o \u00e9 um bairro de coreanos. E, quando se acrescentam nomes de cidades coreanas, est\u00e1 se omitindo a diversidade que tem no Bom Retiro. A Esta\u00e7\u00e3o Tiradentes, por exemplo, remete ao nome da avenida, mas tamb\u00e9m ao pres\u00eddio Tiradentes [onde diversas pessoas foram presas e torturadas na \u00e9poca da ditadura militar]. N\u00e3o \u00e9 assim que se muda o nome das coisas\u201d, criticou Sarah.<\/p>\n<p>J\u00e1 a soci\u00f3loga Margareth Rogante considera que o projeto tem como base uma caracter\u00edstica cultural que \u00e9 particular do povo coreano, de cuidado com o local onde se vive.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cEu acho que as nossas elites t\u00eam muito preconceito ao n\u00e3o branco. A comunidade judia teve algumas dificuldades [no bairro], mas eu acho que a coreana enfrentou ainda mais. Poucos lugares, por exemplo, ofereciam comida. Hoje se tem bastante, mas eles enfrentaram todo choque cultural: comida, l\u00edngua, a quest\u00e3o mesmo de participa\u00e7\u00e3o na comunidade, o cuidado com o bairro. Voc\u00ea est\u00e1 vendo que eles est\u00e3o propondo melhorar o bairro. Ele se preocupam muito. A comunidade asi\u00e1tica em geral \u00e9 assim, quer melhorar a vida de todos\u201d, disse.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>\u201cEles est\u00e3o com a proposta de p\u00f4r algumas l\u00e2mpadas que s\u00e3o representativas da comunidade coreana. E h\u00e1 muita resist\u00eancia em falar que eles querem se apropriar do bairro, de falar que eles querem negar ou invisibilizar as outras imigra\u00e7\u00f5es. Eu n\u00e3o acho isso. Acho que eles querem se inserir. Eu acho que ele s\u00f3 querem contribuir. Eles s\u00e3o cosmopolitas e eles t\u00eam preocupa\u00e7\u00f5es com o bairro. Eles fazem a\u00e7\u00f5es em peso por ali, em favor do bairro todo e de toda a comunidade\u201d, citou Margareth. \u201cEles est\u00e3o inseridos na comunidade e precisam ficar visibilizados n\u00e3o s\u00f3 porque a gente vai ao Bom Retiro e olha para eles, mas tamb\u00e9m para reconhecer a contribui\u00e7\u00e3o dessa imigra\u00e7\u00e3o para S\u00e3o Paulo e para o Brasil. Do ponto de vista econ\u00f4mico e do ponto de vista cultural, acho que eles fazem todos os esfor\u00e7os para se inserirem e participarem da comunidade e se fazerem sentir pertencentes ao Brasil\u201d, acrescentou.<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\">\n<div class=\"shadow overflow-hidden rounded-lg d-block zoom-on-hover-sm shadow-hover w-100\"><img decoding=\"async\" class=\"flex-fill img-cover\" title=\"Elaine Cruz\/Ag\u00eancia Brasil\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/PBZc__6YRjPX0h_Butv1FC1nMuA=\/\/d3rf2zoedgusog.cloudfront.net\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/coreia_1.jpg?itok=UPVP6sDH\" alt=\"S\u00e3o Paulo (SP), 18.06.2023 - \u201cLuzes da Coreia \u2013 Exposi\u00e7\u00e3o da Cidade de Jinju\u201d, organizado pelo Centro Cultural Coreano no Brasil, em parceria com a cidade de Jinju. As lanternas s\u00e3o um s\u00edmbolo tradicional da cultura coreana e remontam \u00e0 Guerra Imjin. Foto: Elaine Cruz\/Ag\u00eancia Brasil\" \/><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"dnd-caption-wrapper\">\n<h6 class=\"meta\">A exposi\u00e7\u00e3o &#8220;Luzes da Coreia\u201d, organizado pelo Centro Cultural Coreano no Brasil, exibe as lanternas que s\u00e3o s\u00edmbolo tradicional da cultura coreana e remontam \u00e0 Guerra Imjin. Foto: Elaine Cruz\/Ag\u00eancia Brasil<\/h6>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>J\u00e1 a arquiteta e urbanista considera que os coreanos poderiam sim homenagear sua terra natal. Mas em outros espa\u00e7os como pra\u00e7as ou ruas que n\u00e3o sejam t\u00e3o significativos para a hist\u00f3ria do bairro. \u201cTudo bem quererem homenagear algu\u00e9m da Coreia. N\u00e3o h\u00e1 problema nisso. Acho \u00f3timo eles quererem colaborar para a melhoria do bairro. Mas a hist\u00f3ria das lanternas na Liberdade [bairro paulistano que \u00e9 frequentemente associado \u00e0 imigra\u00e7\u00e3o japonesa] j\u00e1 foi bastante criticada do ponto de vista do patrim\u00f4nio e da mem\u00f3ria da cidade. Acho que essa \u00e9 uma vis\u00e3o superada\u201d, disse ela.<\/p>\n<p><strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong><\/p>\n<p>O post <a rel=\"nofollow noopener\" href=\"https:\/\/wscom.com.br\/multicultural-bom-retiro-tem-projeto-de-se-tornar-bairro-de-coreanos\/\" target=\"_blank\">Multicultural, Bom Retiro tem projeto de se tornar bairro de coreanos<\/a> apareceu primeiro em <a rel=\"nofollow noopener\" href=\"https:\/\/wscom.com.br\/\" target=\"_blank\">WSCOM<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Localizado entre os rios Tiet\u00ea e Tamanduate\u00ed, pr\u00f3ximo \u00e0 Esta\u00e7\u00e3o da Luz e bem na regi\u00e3o central de S\u00e3o Paulo, o bairro do Bom Retiro re\u00fane\u00a0uma grande variedade de lojas, centros culturais, institui\u00e7\u00f5es religiosas e restaurantes, mas a sua marca principal s\u00e3o as confec\u00e7\u00f5es. A hist\u00f3ria do bairro remonta a 1880, quando o bar\u00e3o do [\u2026]<\/p>\n<p>O post <a rel=\"nofollow\" href=\"https:\/\/wscom.com.br\/multicultural-bom-retiro-tem-projeto-de-se-tornar-bairro-de-coreanos\/\">Multicultural, Bom Retiro tem projeto de se tornar bairro de coreanos<\/a> apareceu primeiro em <a rel=\"nofollow\" href=\"https:\/\/wscom.com.br\/\">WSCOM<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"author":58,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"advgb_blocks_editor_width":"","advgb_blocks_columns_visual_guide":"","footnotes":""},"categories":[115,170,267,34,111,5314],"tags":[35],"class_list":["post-22352","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-brasil","category-cultura","category-entretenimento","category-g1","category-internacional","category-multicultural","tag-g1"],"author_meta":{"display_name":"Juliana Terra","author_link":"https:\/\/sindaopcpb.org.br\/author\/juliana-terra\/"},"featured_img":null,"coauthors":[],"tax_additional":{"categories":{"linked":["<a href=\"https:\/\/sindaopcpb.org.br\/brasil\/\" class=\"advgb-post-tax-term\">Brasil<\/a>","<a href=\"https:\/\/sindaopcpb.org.br\/cultura\/\" class=\"advgb-post-tax-term\">Cultura<\/a>","<a href=\"https:\/\/sindaopcpb.org.br\/entretenimento\/\" class=\"advgb-post-tax-term\">Entretenimento<\/a>","<a href=\"https:\/\/sindaopcpb.org.br\/g1\/\" class=\"advgb-post-tax-term\">G1<\/a>","<a href=\"https:\/\/sindaopcpb.org.br\/internacional\/\" class=\"advgb-post-tax-term\">Internacional<\/a>","<a href=\"https:\/\/sindaopcpb.org.br\/multicultural\/\" class=\"advgb-post-tax-term\">Multicultural<\/a>"],"unlinked":["<span class=\"advgb-post-tax-term\">Brasil<\/span>","<span class=\"advgb-post-tax-term\">Cultura<\/span>","<span class=\"advgb-post-tax-term\">Entretenimento<\/span>","<span class=\"advgb-post-tax-term\">G1<\/span>","<span class=\"advgb-post-tax-term\">Internacional<\/span>","<span class=\"advgb-post-tax-term\">Multicultural<\/span>"]},"tags":{"linked":["<a href=\"https:\/\/sindaopcpb.org.br\/multicultural\/\" class=\"advgb-post-tax-term\">g1<\/a>"],"unlinked":["<span class=\"advgb-post-tax-term\">g1<\/span>"]}},"comment_count":"0","relative_dates":{"created":"Publicado 3 anos atr\u00e1s","modified":"Atualizado 3 anos atr\u00e1s"},"absolute_dates":{"created":"Publicado em 25 de junho de 2023","modified":"Atualizado em 25 de junho de 2023"},"absolute_dates_time":{"created":"Publicado em 25 de junho de 2023 11:42","modified":"Atualizado em 25 de junho de 2023 11:42"},"featured_img_caption":"","series_order":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sindaopcpb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22352","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sindaopcpb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sindaopcpb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sindaopcpb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/58"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sindaopcpb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=22352"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/sindaopcpb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22352\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":22353,"href":"https:\/\/sindaopcpb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22352\/revisions\/22353"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sindaopcpb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=22352"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sindaopcpb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=22352"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sindaopcpb.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=22352"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}