{"id":16892,"date":"2023-05-17T17:10:32","date_gmt":"2023-05-17T20:10:32","guid":{"rendered":"https:\/\/g1.globo.com\/pb\/paraiba\/noticia\/2023\/05\/17\/paraiba-registra-68-mortes-violentas-de-pessoas-lgbt-em-seis-anos-aponta-relatorio.ghtml"},"modified":"2023-05-17T17:10:32","modified_gmt":"2023-05-17T20:10:32","slug":"paraiba-registra-68-mortes-violentas-de-pessoas-lgbt-em-seis-anos-aponta-relatorio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sindaopcpb.org.br\/index.php\/2023\/05\/17\/paraiba-registra-68-mortes-violentas-de-pessoas-lgbt-em-seis-anos-aponta-relatorio\/","title":{"rendered":"Para\u00edba registra 68 mortes violentas de pessoas LGBT+ em seis anos, aponta relat\u00f3rio"},"content":{"rendered":"   <img src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/G_FspR28OrJwvJBFWHLR5s7gCmI=\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2023\/h\/9\/vah28QQ8ebTuSCEcYABA\/homem-com-bandeira-grande-em-lgbt-cores-e-ceu-azul.jpg\" \/><br \/>     Homens gays foram as maiores v\u00edtimas de crimes violentos na Para\u00edba, sendo 17 casos entre 2020 e 2022. O relat\u00f3rio aponta que 41% das v\u00edtimas tinham entre 25 e 39 anos.\nReprodu\u00e7\u00e3o: Freepik\nA Para\u00edba registrou 68 casos de mortes violentas da popula\u00e7\u00e3o LGBTQIAP+, entre 2017 e 2022, segundo dados divulgados em relat\u00f3rio da Secretaria da Mulher e Diversidade Humana. No total, 24 munic\u00edpios paraibanos registraram casos. Jo\u00e3o Pessoa possui o maior n\u00famero de casos, sendo 29 crimes, seguida de Campina Grande e Bayeux, com cinco casos cada, e Patos ficou em terceiro lugar, registrando quatro crimes.\u00a0\nSete mortes foram registradas em 2022, sendo dois crimes em Jo\u00e3o Pessoa. As v\u00edtimas eram cinco homens gays, uma mulher transexual e uma travesti. Todas as v\u00edtimas sofreram agress\u00f5es por arma branca ou material perfurante. Outro dado divulgado pelo Observat\u00f3rio de Mortes Violentas LGBTQIA+ do Brasil indica que foram registrados 8 assassinatos no mesmo per\u00edodo, um crime a mais que o contabilizado pelo Governo da Para\u00edba. \nConforme os dados do governo, o n\u00famero de assassinatos de pessoas LGBTQIAP+ aumentou em 2017, se comparado aos anos de 2015 e 2016, que registram nove e 11 casos, respectivamente. O primeiro ano avaliado pelo relat\u00f3rio registra 16 crimes, sendo nove em Jo\u00e3o Pessoa. A maioria das v\u00edtimas tinham entre 18 e 33 anos e se identificavam como gays e mulheres transexuais. \nDe acordo com o relat\u00f3rio, em 2018 foram contabilizados 13 casos de assassinatos de pessoas LGBTQIAP+, sendo seis casos elucidados, que resultaram na pris\u00e3o de seus autores. As v\u00edtimas se identificavam como l\u00e9sbicas, gays e mulheres e homem transexual.  Cinco assassinatos foram em Jo\u00e3o Pessoa.\nEm 2019, foram registrados 10 casos. Foram quatro v\u00edtimas que se identificavam como gays, cinco travestis e uma identidade foi ignorada. Os principais instrumento utilizados no crime foram as armas de fogo e armas brancas. Jo\u00e3o Pessoa lidera o ranking do ano com quatro crimes.\nO n\u00famero de crimes voltou a crescer em 2020, quando a Para\u00edba contabilizou 16 casos, sendo seis em Jo\u00e3o Pessoa. As principais v\u00edtimas eram gays, sendo oito casos, e travesti, com cinco crimes. Em seis ocorr\u00eancias foram utilizadas arma de fogo. Apesar da quantidade de assassinatos, apenas 50% deles foram elucidados.\nEm 2021, o estado registrou uma redu\u00e7\u00e3o das mortes, sendo 6 casos, registrados em Jo\u00e3o Pessoa, Campina Grande e Juarez T\u00e1vora. Na maioria dos casos, as v\u00edtimas eram gays e a arma de fogo foi utilizada em cinco crimes. \nOs dados do relat\u00f3rio foram coletados por meio de clipagem dos crimes que aparecem na m\u00eddia envolvendo LGBTfobia, latroc\u00ednios, homic\u00eddios, transfeminic\u00eddio, tentativas de homic\u00eddios e agress\u00f5es f\u00edsicas (leves ou graves). Tamb\u00e9m s\u00e3o analisadas fichas de atendimento do Centro Estadual de Refer\u00eancia dos Direitos de LGBT e Enfrentamento \u00e0 LGBTfobia na Para\u00edba, conhecido por Espa\u00e7o LGBT.\n\"Mesmo com todo esfor\u00e7o dedicado \u00e0 elabora\u00e7\u00e3o de bancos de dados e relat\u00f3rios, os n\u00fameros de assassinatos que temos hoje em nosso Estado ainda s\u00e3o subnotificados, seja pela falta de informa\u00e7\u00f5es, seja pela invisibilidade dada a tantos casos\", informa o relat\u00f3rio.\nIdentidade das v\u00edtimas - 2020 e 2022\nHomens gays representam o maior quantitativo de assassinatos na Para\u00edba, liderando com 17 dos 29 casos entre 2020 a 2022, seguido de travestis que representam seis casos no mesmo per\u00edodo, e em terceiro lugar est\u00e3o as mulheres transexuais, sendo 4 crimes.\nDe acordo com o relat\u00f3rio, mais de 41% das v\u00edtimas tinham entre 25 e 39 anos, outros 24% tiveram a idade ignorada nas fontes utilizadas pelo levantamento. O mesmo acontece com a profiss\u00e3o das pessoas assassinadas, sendo treze v\u00edtimas com profiss\u00e3o ignorada. Apesar disso, o relat\u00f3rio destaca que suas profiss\u00f5es eram variadas: balconista, policial, estudante, vereador, vendedor, agricultor, profissionais do sexos, entre outros.\nAs pessoas pretas e pardas tamb\u00e9m se destacam como maiores v\u00edtimas da viol\u00eancia, representando 34% dos casos, e em 24% as pessoas foram identificadas como brancas. Por\u00e9m, a subnotifica\u00e7\u00e3o \u00e9 alta e 40% das v\u00edtimas n\u00e3o tiveram sua cor ou etnia identificada.\n\u201cTudo come\u00e7a por um preconceito e termina com ele tamb\u00e9m\u201d\nO delegado Marcelo Falcone est\u00e1 \u00e0 frente da Delegacia Especializada de Repress\u00e3o aos Crimes Homof\u00f3bicos, Racismo e Intoler\u00e2ncia Religiosa, em Jo\u00e3o Pessoa, e explica que o local atende v\u00e1rios delitos, mas existe um padr\u00e3o: as v\u00edtimas s\u00e3o, na sua maioria, pessoas economicamente vulner\u00e1veis e os autores s\u00e3o pessoas pr\u00f3ximas, como a pr\u00f3pria fam\u00edlia. De acordo com ele, as pessoas que procuram a delegacia com epis\u00f3dios de maior viol\u00eancia se identificam como mulheres l\u00e9sbicas e mulheres transexuais.\n\u201cTudo come\u00e7a por um preconceito e termina por ele tamb\u00e9m. A nossa sociedade ainda \u00e9 muito intolerante, ela n\u00e3o aceita diversidade em sua plenitude. A gente se depara com esses preconceitos no ambiente de trabalho, com os vizinhos e no pr\u00f3prio seio familiar\u201d, afirmou o delegado.\u00a0\u00a0\nMarcelo Falcone afirma que h\u00e1 muitos desafios para a delegacia e para enfrentarmos enquanto sociedade. Dentre eles, o principal \u00e9 a quest\u00e3o informativa para a popula\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m \u00e9 necess\u00e1rio melhorar a puni\u00e7\u00e3o para esses crimes. \u201cA gente pede que a Justi\u00e7a seja mais contundente, observe com mais cautela e sensibilidade esses casos\u201d, disse o delegado. Ele tamb\u00e9m orienta que a popula\u00e7\u00e3o registre provas das viol\u00eancias para que a delegacia consiga embasar um indiciamento contra os acusados.\u00a0\nA tecnologia tamb\u00e9m \u201cturbina\u201d a viol\u00eancia, afirma o delegado, com a entrada dos crimes cibern\u00e9ticos. Segundo ele, h\u00e1 muito mais crimes sexuais, de intoler\u00e2ncia e tamb\u00e9m fomento ao discurso de \u00f3dio, que s\u00e3o aquelas palavras utilizadas com o intuito de intimidar ou assediar pessoas por causa de sua cor, sexo, identidade, nacionalidade ou religi\u00e3o.\nV\u00eddeos mais assistidos do g1 Para\u00edba  ","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>        Homens gays foram as maiores v\u00edtimas de crimes violentos na Para\u00edba, sendo 17 casos entre 2020 e 2022. 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