{"id":10678,"date":"2023-03-07T11:33:40","date_gmt":"2023-03-07T14:33:40","guid":{"rendered":"https:\/\/g1.globo.com\/pb\/paraiba\/noticia\/2023\/03\/07\/por-que-nao-ha-ataque-de-tubarao-em-praias-da-paraiba-apesar-de-ser-comum-em-pernambuco.ghtml"},"modified":"2023-03-07T11:33:40","modified_gmt":"2023-03-07T14:33:40","slug":"por-que-nao-ha-ataque-de-tubarao-em-praias-da-paraiba-apesar-de-ser-comum-em-pernambuco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sindaopcpb.org.br\/index.php\/2023\/03\/07\/por-que-nao-ha-ataque-de-tubarao-em-praias-da-paraiba-apesar-de-ser-comum-em-pernambuco\/","title":{"rendered":"Por que n\u00e3o h\u00e1 ataque de tubar\u00e3o em praias da Para\u00edba, apesar de ser comum em Pernambuco?"},"content":{"rendered":"   <img src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/XvXyBaBiwNLZqjuoNe3cNA7AdQk=\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2022\/7\/f\/9FBcnhTsyNE4EadqhgHQ\/cccc.jpg\" \/><br \/>     Bi\u00f3logo explica que diferen\u00e7as entre as praias dos estados vizinhos fazem com que casos sejam raros na Para\u00edba. J\u00e1 no Grande Recife, tr\u00eas casos foram registrados nos \u00faltimos 15 dias. O tubar\u00e3o-baleia ocorre em v\u00e1rios oceanos ao redor do globo\nLinger\nNos \u00faltimos 15 dias, tr\u00eas ataques de tubar\u00e3o aconteceram no Grande Recife, em Pernambuco, estado vizinho \u00e0 Para\u00edba. Estes ataques s\u00e3o recorrentes, e desde 1992, quando come\u00e7aram a ser registrados, foram 77 casos envolvendo tubar\u00f5es no estado. Apesar da proximidade entre os estados, por qu\u00ea os tubar\u00f5es n\u00e3o chegam \u00e0 Para\u00edba?\nSegundo Jocelmo C\u00e1ssio de Ara\u00fajo Leite, bi\u00f3logo pela Universidade Federal da Para\u00edba (UFPB) e doutor em produtos naturais e sint\u00e9ticos bioativos, algumas esp\u00e9cies de tubar\u00f5es j\u00e1 foram vistas aqui no estado, por\u00e9m, apesar da presen\u00e7a, os ataques s\u00e3o extremamente raros, sem registros cient\u00edficos dos ataques.\nConforme o pesquisador, s\u00f3 h\u00e1 um registro hist\u00f3rico de ataque de tubar\u00e3o na praia do Bessa, em Jo\u00e3o Pessoa, h\u00e1 muito tempo.\nPor que acontecem tantos ataques em Pernambuco?\nDe acordo com a pesquisadora Mariana Azevedo, coordenadora do N\u00facleo de Pesquisa F\u00e1bio Hazin, da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), uma s\u00e9rie de fatores faz com que os ataques sejam mais frequentes em Pernambuco:\n\ud83c\udf0a topografia do litoral pernambucano, com canal profundo perto da costa e antes dos recifes de coral, o que facilita a passagem dos tubar\u00f5es quando a mar\u00e9 sobe;  \n\ud83e\udd88 escassez de comida, devido \u00e0 degrada\u00e7\u00e3o ambiental, nos canais para onde os tubar\u00f5es s\u00e3o atra\u00eddos;  \n\ud83d\udca9 constru\u00e7\u00e3o de complexos portu\u00e1rios e o esgoto na regi\u00e3o.\nAinda segundo Mariana Azevedo, as caracter\u00edsticas econ\u00f4micas da popula\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m influenciam na frequ\u00eancia desses ataques.\n\"O passeio da praia, de mar, \u00e9 o mais barato. \u00c9 o que todo mundo pode ir, o mais democr\u00e1tico. Ent\u00e3o, o encontro com a popula\u00e7\u00e3o vai ser mais frequente se tem mais pessoas na praia\", disse.\nA pesquisadora explicou, tamb\u00e9m, que tubar\u00f5es n\u00e3o s\u00e3o atra\u00eddos pela carne humana, mas s\u00e3o animais curiosos, que gostam de explorar o ambiente.\n\"Infelizmente, a oferta de alimento \u00e9 muito baixa e eventualmente ele vai investigar o que tem para comer. N\u00e3o \u00e9 porque ele gosta da gente. A carne da gente nem presta para ele. Ele nem curte, mas acaba mordendo. Sente o gosto e, eventualmente, at\u00e9 acaba jogando fora, regurgitando quando v\u00ea que n\u00e3o \u00e9 do h\u00e1bito alimentar dele. A\u00ed, j\u00e1 fez estrago grande\", declarou.\nPraia de Cabedelo, no Litoral da Para\u00edba\nDanilo Queiroz \/ g1\nJ\u00e1 na Para\u00edba, conforme Jocelmo Leite, estes fatores n\u00e3o s\u00e3o encontrados.\n\u201cO ecossistema paraibano \u00e9 bastante equilibrado, diminuindo mais ainda a atra\u00e7\u00e3o de tubar\u00f5es para essa regi\u00e3o\u201d, explica. A aproxima\u00e7\u00e3o dos tubar\u00f5es da regi\u00e3o costeira acontece principalmente em f\u00eameas que buscam um lugar seguro para dar \u00e0 luz. Por esse motivo, elas evitam praias com grandes aglomera\u00e7\u00f5es de banhistas. \u201cAl\u00e9m disso, \u00e9 um comportamento natural da esp\u00e9cie a interrup\u00e7\u00e3o da alimenta\u00e7\u00e3o durante o parto para evitar a alimenta\u00e7\u00e3o do filhote da mesma esp\u00e9cie\u201d, detalha o professor.\nTubar\u00f5es na Para\u00edba\nTubar\u00e3o da esp\u00e9cie lixa pode medir at\u00e9 4 metros de comprimento\nFl\u00e1vio Marcato\n\u201cA principal esp\u00e9cie encontrada na Para\u00edba \u00e9 a Ginglymostoma cirratum, conhecida popularmente por tubar\u00e3o lixa. Ele \u00e9 encontrado principalmente na regi\u00e3o costeira de Jo\u00e3o Pessoa, habitando tanto recifes naturais como artificiais (naufr\u00e1gios)\u201d, explica o professor.\nSegundo ele, trata-se de uma esp\u00e9cie de h\u00e1bito noturno, por isso n\u00e3o \u00e9 comumente vista por pescadores ou banhistas. Alguns estudos na literatura cient\u00edfica tamb\u00e9m apontam relatos de pescadores artesanais que teriam visto a presen\u00e7a de tubar\u00f5es-martelo, tubar\u00e3o-branco e tubar\u00e3o-baleia. \u201cNo entanto, essas \u00faltimas esp\u00e9cies s\u00e3o rar\u00edssimas no litoral paraibano\u201d, ressalta Jocelmo C\u00e1ssio.\nNo dia 21 de mar\u00e7o de 2021, uma esp\u00e9cie rara de tubar\u00e3o-martelo foi vista no litoral de Jo\u00e3o Pessoa. A esp\u00e9cie \u00e9 a maior das 11 esp\u00e9cies de tubar\u00f5es-martelo no mundo e pode chegar at\u00e9 6 metros de comprimento total.\nTubar\u00e3o-martelo\nPol\u00edcia Militar Ambiental\/Divulga\u00e7\u00e3o\nV\u00eddeos mais assistidos da Para\u00edba  ","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>        Bi\u00f3logo explica que diferen\u00e7as entre as praias dos estados vizinhos fazem com que casos sejam raros na Para\u00edba. J\u00e1 no Grande Recife, tr\u00eas casos foram registrados nos \u00faltimos 15 dias. 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