{"id":10615,"date":"2023-03-05T15:00:07","date_gmt":"2023-03-05T18:00:07","guid":{"rendered":"https:\/\/g1.globo.com\/pb\/paraiba\/noticia\/2023\/03\/05\/mais-de-11-mil-familias-estao-ameacadas-de-despejo-na-paraiba-aponta-estudo.ghtml"},"modified":"2023-03-05T15:00:07","modified_gmt":"2023-03-05T18:00:07","slug":"mais-de-11-mil-familias-estao-ameacadas-de-despejo-na-paraiba-aponta-estudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sindaopcpb.org.br\/index.php\/2023\/03\/05\/mais-de-11-mil-familias-estao-ameacadas-de-despejo-na-paraiba-aponta-estudo\/","title":{"rendered":"Mais de 11 mil fam\u00edlias est\u00e3o amea\u00e7adas de despejo na Para\u00edba, aponta estudo"},"content":{"rendered":"   <img src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/Lw5ecqlNNhyZbMheM8ZnTkZwhrA=\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2023\/E\/U\/v4VCVYQFKc19SgMOUrMA\/comunidade-aratu-3.jpg\" \/><br \/>     Maioria das fam\u00edlias em risco est\u00e3o localizadas na capital Jo\u00e3o Pessoa. Estado \u00e9 o quinto com maior n\u00famero de fam\u00edlias amea\u00e7adas de despejo em todo o pa\u00eds.  Mais de 11 mil fam\u00edlias correm risco de despejo na Para\u00edba\nReprodu\u00e7\u00e3o\/TV Cabo Branco\nCerca de 11.264 fam\u00edlias est\u00e3o sob risco de despejo no estado da Para\u00edba, segundo estudo da Campanha Despejo Zero, da ONG Habitat para a Humanidade Brasil. O estado \u00e9 o quinto no pa\u00eds com o maior n\u00famero de fam\u00edlias amea\u00e7adas de despejo. Conforme os n\u00fameros,  7.764 dessas fam\u00edlias est\u00e3o localizadas na capital Jo\u00e3o Pessoa, enquanto o restante est\u00e1 espalhado por 13 munic\u00edpios  e vivem em ocupa\u00e7\u00f5es irregulares. \nO levantamento mostra que a Para\u00edba contabiliza 74 conflitos, de diferentes naturezas, como motivadores pela possibilidade de despejo das pessoas. A comunidade Aratu, na capital paraibana, envolve um dos maiores contingentes de fam\u00edlias que podem perder as moradias, no caso 1.200 fam\u00edlias. Ao todo, cerca de 49 mil pessoas j\u00e1 foram afetadas pelo despejo ou, no m\u00ednimo, convivem com a possibilidade disso acontecer. \nOs dados obtidos s\u00e3o referentes at\u00e9 o dia 14 de fevereiro e podem estar subnotificados, segundo a ONG respons\u00e1vel pelo estudo. \nO levantamento mostra tamb\u00e9m que o estado com o maior n\u00famero de pessoas nessa situa\u00e7\u00e3o, em todo o pa\u00eds, \u00e9 o de S\u00e3o Paulo, com 63.781, seguido por Amazonas com 29.672, al\u00e9m de Pernambuco com 21.552 e Rond\u00f4nia com cerca de 13.806. Nesse ranking, a Para\u00edba aparece na quinta coloca\u00e7\u00e3o nos dados nacionais. \nNo Brasil inteiro, 1.115 conflitos envolvendo disputas por terra e moradia foram identificados pelo levantamento. Desde 2020, 36.566 fam\u00edlias j\u00e1 foram oficialmente despejadas de suas moradias no territ\u00f3rio brasileiro. \nComunidade do Aratu\nFalta de saneamento b\u00e1sico, energia el\u00e9trica e outras condi\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas s\u00e3o alguns dos problemas vividos pelas pessoas que moram na comunidade do Aratu\nReprodu\u00e7\u00e3o\/TV Cabo Branco\nLocalizada em um terreno de propriedade do governo do estado, entre os bairros de Mangabeira e da Penha, a comunidade do Aratu abriga um dos maiores contingentes de fam\u00edlias que podem ser despejadas, cerca de 1.200. \nEm meio a essa realidade, os moradores da ocupa\u00e7\u00e3o convivem com condi\u00e7\u00f5es prec\u00e1rias de vida. As moradias existentes s\u00e3o constru\u00eddas por meio de alvenaria ou at\u00e9 s\u00e3o barracos levantados de forma improvisada.  A popula\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m denuncia a falta de aten\u00e7\u00e3o e preocupa\u00e7\u00e3o por parte do poder p\u00fablico com quest\u00f5es b\u00e1sicas, como saneamento, acesso \u00e0 \u00e1gua pot\u00e1vel, transporte e energia el\u00e9trica.\n\u201c\u00c9 uma necessidade muito grande que a gente passa. Sem \u00e1gua encanada, \u00e9 muito triste que a gente tenha que armazenar a \u00e1gua com o que tiver aqui, balde, caixa. E \u00e9 muito longe onde pegamos (a \u00e1gua)\", conta a moradora e catadora de recicl\u00e1veis Rosalva Rossandra em entrevista \u00e0 TV Cabo Branco. \nMoradores reclamam da falta de aten\u00e7\u00e3o do poder p\u00fablico com a comunidade\nReprodu\u00e7\u00e3o\/TV Cabo Branco\nResposta da Cehap\nEm nota, a Companhia Estadual Habita\u00e7\u00e3o Popular da Para\u00edba (Cehap) disse que j\u00e1 deu in\u00edcio ao processo de regulariza\u00e7\u00e3o da comunidade do Aratu. Segundo o \u00f3rg\u00e3o, a proposta da a\u00e7\u00e3o tem como objetivo legalizar os terrenos da \u00e1rea, implantar infraestrutura e acesso aos servi\u00e7os p\u00fablicos. \nAl\u00e9m disso, a Cehap informou que j\u00e1 come\u00e7ou o mapeamento e cadastros de fam\u00edlias da comunidade para elaborar a\u00e7\u00f5es e parcerias para concretizar melhorias como pavimenta\u00e7\u00e3o das ruas, instala\u00e7\u00e3o da rede de energia el\u00e9trica, esgotamento sanit\u00e1rio e abastecimento de \u00e1gua. \nO \u00f3rg\u00e3o n\u00e3o definiu um prazo para in\u00edcio ou conclus\u00e3o dessas modifica\u00e7\u00f5es. \nV\u00eddeos mais assistidos do g1 Para\u00edba  ","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>        Maioria das fam\u00edlias em risco est\u00e3o localizadas na capital Jo\u00e3o Pessoa. Estado \u00e9 o quinto com maior n\u00famero de fam\u00edlias amea\u00e7adas de despejo em todo o pa\u00eds.  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