João Pessoa lidera ranking de mortes violentas na Paraíba e Região Metropolitana soma mais de 400 homicídios em 2025

Os altos índices de criminalidade e de mortes violentas voltam a preocupar os moradores da Grande João Pessoa. Segundo dados do Ministério da Justiça, apresentado em reportagem do JPB2, da TV Cabo Branco, a Região Metropolitana da capital registrou um número expressivo de assassinatos ao longo de 2025, ultrapassando a marca dos 400 homicídios.
A cidade de João Pessoa lidera as estatísticas com 223 casos registrados. Na sequência, municípios vizinhos também apresentam números preocupantes, como Santa Rita, com 95 assassinatos, Bayeux com 56, e Cabedelo, que fechou o período com 28 ocorrências.
Os números mostram que a mancha criminal está concentrada principalmente no entorno da capital, mas se estende por outras cidades importantes do estado. No interior e litoral, municípios como Mamanguape registraram 30 homicídios, enquanto Pedras de Fogo contabilizou 31.
Campina Grande aparece no levantamento com 27 casos, seguida por Patos com 22, Catolé do Rocha com 20 e Alhandra com 17 mortes violentas. O cenário reforça o desafio das autoridades de segurança para conter o avanço da criminalidade e garantir a tranquilidade dos moradores em diferentes regiões da Paraíba.
Recentemente, moradores de Santa Rita, a segunda cidade com maior número de mortes no levantamento, voltaram a relatar medo após um ataque a tiros registrado na localidade. O crime, que deixou três mortos e seis feridos, é apontado pelas autoridades como uma ação ligada a facções criminosas. Cinco suspeitos de participação nesses crimes foram presos durante uma operação policial no último domingo, na cidade de Bayeux.
De acordo com a Polícia Civil da Paraíba, a corporação alcançou o índice histórico de 66% de elucidação dos crimes envolvendo Mortes Violentas Intencionais no Estado, no período entre janeiro e agosto de 2025. Segundo a avaliação da Diretoria de Estatística Criminal e Análise de Dados (DIEST) da Delegacia-Geral, esse foi o maior percentual já registrado na série histórica na Paraíba.

PB Agora
