Vereador de Santa Rita seguirá preso apesar de revogação de preventiva, entenda

O vereador Wagner Lucindo de Souza, de Santa Rita, permanecerá preso mesmo após a revogação da sua prisão preventiva, determinada nessa quinta-feira (12) pela juíza Vanessa Andrade Dantas Liberalino da Nóbrega, da 1ª Vara Mista da cidade.
A decisão prevê a liberdade mediante o cumprimento de medidas cautelares, como uso de tornozeleira eletrônica e restrições de circulação, mas só teria efeito caso não houvesse outro decreto de prisão em vigor. Como o parlamentar também responde a um inquérito por homicídio qualificado, sua soltura não foi autorizada.
Em janeiro, a mesma magistrada já havia negado liberdade ao vereador no âmbito da investigação de homicídio. A defesa informou que pretende recorrer da decisão.
A análise desta semana refere-se à prisão em flagrante ocorrida em 16 de outubro de 2025, quando armas de fogo e munições foram encontradas no veículo de Wagner. Na ocasião, a prisão preventiva foi decretada sob suspeita de ligação com o homicídio investigado.
No entanto, o laudo balístico afastou qualquer relação entre o material apreendido e o crime. Com base nesse parecer técnico, o Ministério Público ofereceu denúncia apenas por porte ilegal de arma de fogo de uso permitido, reduzindo a gravidade da acusação.
Na decisão, a juíza destacou que “não mais subsistem os requisitos autorizadores da medida extrema face à imputação contida na denúncia”. Assim, foram impostas medidas cautelares como uso de tornozeleira eletrônica, proibição de frequentar bares, casas de show e locais de consumo de bebidas alcoólicas, recolhimento domiciliar noturno (das 21h às 6h) e recolhimento integral nos fins de semana e feriados.
Apesar disso, Wagner Lucindo seguirá preso até que haja uma nova decisão sobre o processo de homicídio qualificado, que continua em andamento.
PB Agora
