Possível alvo de atiradores que mataram estudante em escola é preso por tentativa de homicídio


Delegada diz que o preso desta terça-feira, é parecido, tem o mesmo nome, e também jogava futebol, assim como o estudante João Vitor, que foi morto em junho em uma escola no bairro de Gramame. João Vitor tinha 18 anos e havia sido contratado pelo Santa Fé de Pernambuco há pouco menos de um mês Reprodução/Instagram Um jovem de 21 anos, que seria o alvo dos suspeitos de matar o estudante João Vitor, de 18 anos, dentro de uma escola em João Pessoa, foi preso na terça-feira (26), suspeito de tentativa de homicídio. De acordo com a Polícia Civil, apesar da prisão em flagrante por um crime não relacionado, ele está sendo ouvido no inquérito do caso de João Vitor na condição de declarante. De acordo com a delegada Luísa Correia, uma das linhas de investigação da morte de João Vitor é a de que o estudante foi morto por engano por pessoas que procuravam executar outra pessoa, parecida com João Vitor e com o mesmo nome, possivelmente por questões envolvendo facções criminosas do bairro do Gramame. A delegada explicou que o suspeito preso na terça-feira tem o apelido de “Vitinho Neymar”, e o estudante João Vitor, que foi morto na escola, em junho, também era jogador de futebol. “Ele [o Vitinho Neymar] tem um time de futebol que organiza dentro do condomínio onde reside, e é conhecido como um excelente jogador. Ele também tem as mesmas características físicas do João Vitor, estudante que foi assassinado, o que pode ter levado este executor a erro”, disse Luísa. Conforme a delegada, “Vitinho Neymar” é suspeito de integrar uma facção criminosa que é rival de outro grupo, e que os ataques entre membros das duas organizações criminosas são constantes. “Em uma destes ataques, o Vitinho jogador teria sido assassinado no lugar deste “Vitinho Neymar”. Esta morte por engano é uma das linhas de investigação, e diante dos depoimentos que chegam e da análise dos vídeos e provas técnicas, a gente já tem um indivíduo que foi identificado e estamos fazendo a verificação se ele teria sido um dos executores”, explica. Outras três pessoas que estão sendo ouvidas no inquérito sobre a morte de João Vitor já foram presas. Um homem de 41 anos e os filhos dele já haviam sido presos neste mês de julho. Os filhos teriam sido presos na condição de suspeitos de invadir a escola e executar o jovem. Já o homem seria suspeito de ser o mandante do crime. A defesa dele, à época, negou o fato e disse que ele foi preso por outro crime e foi ouvido na condição de declarante no caso de João Vitor. “Estas pessoas continuam detidas, e nos depoimentos, eles têm a mesma fala que este “Vitinho Neymar.” Eles pertencem ao mesmo grupo e aguardamos agora as provas periciais que vão ser decisivas para conclusão do inquérito”, completou a delegada. Estudante é assassinado a tiros em sala de aula dentro de escola, em João Pessoa Relembre o caso João Vitor, de 18 anos, foi executado a tiros dentro da escola onde estudava, no bairro de Gramame, na noite do dia 1º de junho. De acordo com a Polícia Militar, o suspeito do crime pulou o muro da escola e entrou na sala de aula procurando pela vítima. João Vitor havia sido contratado há pouco menos de um mês pelo Santa Fé Futebol Clube, do Recife, em Pernambuco. Conforme o site do clube, o time foi fundado em 2021 com o compromisso de formar equipes oficiais exclusivamente com atletas oriundos de projetos e movimentos sociais, futebol de várzea e comunidades carentes. “Ele assinou o contrato há pouco tempo, ia estrear agora, já estava com jogo marcado. Tínhamos muitas expectativas para ele”, disse o seu pai, José Carlos. Vídeos mais assistidos da Paraíba
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