Dia do escritor: veja dicas de livros escritos por paraibanos


Há obras para todos os públicos, como adultos, crianças, amantes do esporte, para quem gosta de romance, aventura, comédia e também desenvolvimento pessoal. Livros 'Ciço de Luiz', 'O voo da guará vermelha' e 'Auto da Compadecida' sobre um tapete xadrez ao lado de um óculos cor de vinho Iara Alves / g1 A leitura é capaz de apresentar inúmeros mundos ao leitor. De fazê-lo viajar por todos os continentes. Ela, junto com a imaginação, pode aguçar sentimentos e emoções, revelados em lágrimas de reconhecimento ou gargalhadas inesperadas. Tudo isso graças ao superpoder real de escrever. Nesta segunda-feira (25), Dia do escritor, o g1 preparou uma lista com a indicação de livros de autores paraibanos. Há obras para todos os públicos, como adultos, crianças, amantes do esporte, para quem gosta de romance, aventura, comédia e também desenvolvimento pessoal. Auto da Compadecida - Ariano Suassuna Todo brasileiro, certamente, já teve acesso de uma forma ou de outra ao "Auto da Compadecida", obra de Ariano Suassuna, um dos mais geniais escritores paraibanos. No formato de livro, é tão prazerosa quando no teatro ou cinema. O "Auto da Compadecida" é uma peça teatral em forma de Auto em 3 atos. A história se passa Nordeste brasileiro, mais precisamente em Cabaceiras, apelidada de Roliúde Nordestina. O drama mescla comédia, romance, regionalismo, tradições populares e também religiosas para narrar o cotidiano e João Grilo e Chicó, dois trabalhadores humildes que vivem fazendo trapalhadas e quase são mortos por cangaceiros por causa delas. Livro 'Auto da Compadecida" apoiado em outros livros ao lado de chapéu de palha Iara Alves / g1 Ciço de Luzia – Efigênio Moura “Ciço de Luzia” é uma obra do escritor Efigênio Moura. Considerado o maior romance do Cariri da Paraíba, por ser ambientado especialmente em Monteiro, Zabelê e Camalaú, o livro conta a história da paixão de Ciço Romão, trabalhador da Fazenda Macaxeira, e Luzia, filha do patrão. A linguagem é puramente nordestina e a leitura é fluida. Do primeira até a última página, o leitor é tocado por um amor simples. Efigênio também é autor de “Apurado”, “Caderneta de Fiado”, “Eita Gota! Uma viagem paraibana” e “Pedro Jeremias”. Todos retrataram o Nordeste de modo fiel, afetuoso e generoso, nada caricato. Livro 'ciço de Luzia' apoiado em outros livros ao lado de flores pequenas Iara Alves / g1 Eu – Augusto dos Anjos "Eu" é o livro único de poemas de Augusto dos Anjos". As poesias de conteúdo metafórico do paraibano, de Sapé, são marcadas por sentimentos de pessimismo e desânimo, além de inclinação para a morte. Livro 'Eu' de Augusto dos Anjos, completa 110 anos em 2022. João Alfredo/ g1 Paraíba Homérico das coisas que não eram grandes – João Alfredo Motta “Homérico das coisas que não eram grandes” é a primeira coletânea de poemas e textos do escritor João Alfredo Motta, de Campina Grande. O livro propõe reflexões sobre amor, religião e sexualidade. Os capítulos foram construídos pelo autor no formato de diálogos para que o leitor possa se sentir conectado com a obra. Homérico das coisas que não eram grandes, de João Alfredo Motta Divulgação Nobelina – Cibele Laurentino “Nobelina” é o primeiro romance da escritora e poetisa Cibele Laurentino. Curiosa, inteligente, visionária, desbravadora, justiceira, sensual, feminina e feminista são algumas características atribuídas pela autora à personagem. Segundo a escritora, a vontade de estudar de Nobelina faz a diferença em um ambiente em que as mulheres eram vistas apenas como figuras reprodutoras, envolvidas nas atividades do lar e na criação dos filhos. Na contramão da educação que recebia, Nobelina passou a estudar escondida. Por isso, a personagem representa o levantar de uma bandeira de resistência ao machismo. Escritora paraibana Cibele Laurentino lança livro 'Nobelina' Divulvação/Ascom O Agente Laranja e a Maçã do Amor – Chico César "O Agente Laranja e a Maçã do Amor' é um livro escrito pelo cantor Chico César Para o público infantil. O agente, criado pelo autor, é fiscal de maçãs do amor na Festa das Neves, em João Pessoa. Ele passeia por rodas-gigantes, carrosséis e outros brinquedos. o mundo dos adultos visto por olhos de criança. Livro infantil 'O Agente Laranja e a Maçã do Amor' Reprodução O Menino que Queria Jogar Futebol: uma história de fé e superação - Phelipe Caldas "O Menino que queria jogar futebol: uma história de fé e superação", do jornalista e escritor Phelipe Caldas, conta a história do jogador mirim Gabriel Montenegro Varandas que, no mesmo ano em que conquistou o título de campeão paraibano de futsal, passou por graves problemas de saúde, chegou a ser dado como morto e, depois, se recuperou de uma forma que nem mesmo a equipe médica envolvida soube explicar. O livro levou quase um ano para ser concluído e foi escrito com base em mais de 50 horas de entrevistas feitas com médicos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, religiosos, parentes, jogadores de futebol, além de documentos médicos e acervos da família do menino Jornalista Phelipe Caldas é o autor do livro “O Menino que Queria Jogar Futebol: uma história de fé e superação” Phelipe Caldas/Arquivo pessoal O tempo do autoencontro – Rossandro Klinjey Em “O tempo do autoencontro”, o escritor e psicólogo Rossandro Klinjey reflete sobre como é possível usar grandes problemas da vida para se fortalecer e conquistar objetivos. A obra trata ainda de autoconhecimento e do controle de emoções. Rossandro também é autor de “Help! Me eduque”, “As 5 faces do perdão” e “Eu escolho ser feliz”. Livro 'O tempo do autoencontro' segurado pelo autor Rossandro Klinjey Iara Alves / g1 O vento das montanhas - Patrícia Rosas "O vento das montanhas", de Patrícia Rosas, é uma obra que faz o leitor refletir sobre possibilidades. No livro, é possível acompanhar a trajetória de Mariana. A protagonista da história descobre que as pessoas são como pipas, que podem se fortalecer com os ventos contrários e voar cada vez mais alto para enfrentar os medos. Pretinha – Rafael Costa “Pretinha - As memórias da Corredora de Rua Ednalva Laureano” conta a história da atleta, que carrega em seu nome e sobrenome a trajetória vitoriosa de uma mulher que trocou os livros e o trabalho na roça, para se dedicar às pistas de corrida, fazendo história história nas ruas do país e da América Latina. O livro mostra como Ednalva se tornou um dos maiores expoentes do atletismo feminino paraibano, passando pelas conquistas do Sul-Americano, a desistência do Mundial de Atletismo, o Pan-Americano do Rio de Janeiro, até ao anonimato na cidade de Campina Grande. Livro 'Pretinha', de Rafael Costa Rafael Costa / Divulgação Redemunho - Lua Lacerda O primeiro livro da escritora Lua Lacerda, de Cajazeiras, se chama “redemunho” e trata, sobretudo, da tão antiga trajetória histórico-social que existe entre o sertão e o litoral paraibanos. No sertão, enfrenta-se uma evasão forçosa diante das políticas coloniais de sucateamento aos recursos mais básicos. Nesse sentido, redemunho é uma das faces subjetivas desse problema objetivo, que é o próprio deslocamento. Como todas as pessoas nesse caminho, redemunho é o sentimento da apartação. E apartar diz respeito a uma relação que sem interferência externa não se separaria. O livro se encontra entre essas perguntas cheias de angústias (“não sei se vou ou se fico”) e não oferece respostas porque a poesia não satisfaz como a ciência - e não é visível a olho nu como os poemas nos transformam e nos fazem tomar certas escolhas e fazer certos caminhos. Livro 'Redemunho', de Lua Lacerda Caique Vitoriano/Divulgação Sofia – Mayana Neiva “Sofia", de Mayana Neiva, conta a história de uma menina sonhadora que, depois de engolir o Sol, passou por uma série de outros acontecimentos que a transformaram para sempre. Livro 'Sofia', de Mayana Neiva Mayana Neiva/Instagram Bônus O voo da guará vermelha - Maria Valéria Rezende “O voo da guará vermelha” é um romance escrito por Maria Valéria Rezende, que nasceu em São Paulo, mas é radicada na Paraíba. O livro conta a história de um pedreiro que leva uma vida dura, mas se transforma ao encontrar em uma prostituta uma ouvinte para as suas histórias. A beleza e a profundidade da vida de pessoas comuns são as marcas do livro. Maria Valéria Rezende também é autora de “Vasto Mundo”, Modo de apanhar pássaros à mão” e “Quarenta dias”, ganhador do prêmio Jabuti em 2015. Livro 'O voo da guará vermelha' ao lado de um óculos cor vinho Iara Alves / g1 Vídeos mais assistidos do g1 Paraíba
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