Médico explica que doença que levou Biliu de Campina à UTI é comum em pacientes com insuficiência renal


Biliu voltou a ser internado em Campina Grande com quadro de edema agudo do pulmão hipertensivo. Músico tem 73 anos e está com quadro estável na UTI do Hospital Municipal Dr. Edgley. Biliu de Campina se apresentou no São João 2022 de Campina Grande no último dia 25 de junho Divulgação/Codecom/PMCG O cantor e compositor Biliu de Campina segue internado em Campina Grande com um quadro de edema agudo de pulmão hipertensivo. Nesta quarta-feira (5), o médico Jukelson Barbosa, que é nefrologista e está atendendo o cantor, na UTI do Hospital Municipal Dr. Edgley, explicou que a condição é comum em pessoas que fazem hemodiálise, assim como Biliu. “É um quadro bastante comum. O rim tem a função de fazer o controle, o equilíbrio da água corporal. Quando [o organismo] perde a função renal, ele não consegue mais manejar este equilíbrio. Entra mais água do que sai. Então é uma complicação frequente em pacientes que estão em hemodiálise”, disse Jukelson ao Bom Dia Paraíba. Biliu de Campina, que tem 73 anos, foi diagnosticado recentemente com Covid-19 e em março descobriu um problema de insuficiência renal que causou congestão pulmonar. Ele passou por tratamento no Complexo Hospitalar Pedro I e teve alta no dia 16 de abril. No dia 25 de junho, o artista estava recuperado e, inclusive, fez um show no palco principal do Parque do Povo, durante a programação do São João 2022 de Campina Grande. A nova internação aconteceu no domingo (3). Biliu deu entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Alto Branco com o quadro de edema agudo. Na segunda-feira (4) ele foi transferido para o Hospital Municipal Dr. Edgley, no José Pinheiro, onde ele está internado. Conforme o médico, o cantor está estável, consciente e orientado, respirando sem a necessidade de oxigenioterapia, e com a pressão controlada por uso de medicamentos. A necessidade de internação na UTI, segundo Jukelson, se deve a uma medicação especial que ele está recebendo. “Essa medicação é administrada pela veia. Enquanto ele está recebendo o medicamento desta forma, tem que ficar na UTI, mas como essa medicação está tendo uma redução progressiva, a expectativa é de que o desmame [redução gradativa da aplicação do medicamento] seja feito ainda hoje ou nos próximos dias. Se ele mantiver o quadro de estabilidade, recebe alta da UTI, depois da enfermaria e então vai para casa”, completou o profissional. Vídeos mais assistidos da Paraíba
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