Sócio da Pixbet é preso pela PF durante nova fase da Operação Arena na Paraíba

A Polícia Federal prendeu, na manhã desta quinta-feira (17), o empresário Tadeu Dantas, apontado como sócio de Ernildo Júnior, um dos nomes ligados à Pixbet. A prisão ocorreu em Jacumã, no Litoral Sul da Paraíba, durante a segunda fase da Operação Arena.

O mandado de prisão preventiva havia sido expedido para cumprimento em Campina Grande, mas Tadeu não foi localizado no município. As equipes da Polícia Federal conseguiram encontrá-lo posteriormente em Jacumã.  A informação foi confirmada pela rádio CBN.

A nova etapa da investigação apura possíveis crimes de evasão de divisas, lavagem de dinheiro e outras infrações relacionadas à ordem tributária e ao sistema financeiro. Além da prisão preventiva, os agentes cumprem cinco mandados de busca e apreensão em João Pessoa e Campina Grande. Também foram determinadas medidas de sequestro de patrimônio dos investigados.

A Operação Arena é conduzida pela Polícia Federal em conjunto com outros órgãos e investiga um grupo empresarial suspeito de utilizar estruturas societárias e financeiras no Brasil e no exterior para movimentar e ocultar recursos relacionados ao mercado de apostas esportivas e jogos de azar. Segundo a investigação, empresas estrangeiras teriam sido utilizadas para dar aparência de legalidade às operações e dificultar a identificação da origem e do destino dos valores.

Esta é a primeira prisão realizada pela Operação Arena. Até então, apenas mandados de busca e apreensão haviam sido cumpridos.

A Pixbet esteve entre os alvos da primeira fase da Operação Arena, deflagrada em agosto. Na ocasião, a Justiça Federal autorizou 17 mandados de busca e apreensão em cinco estados, além de medidas para quebra de sigilos bancário e telemático e o sequestro de bens e valores.

A decisão judicial permitiu o bloqueio de patrimônio de até R$ 1,1 bilhão relacionado às investigações. As diligências foram realizadas na Paraíba, Sergipe, São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná.

As apurações apontam para a existência de uma estrutura financeira complexa, com empresas nacionais e estrangeiras, instituições de pagamento, operações de câmbio e outros mecanismos que, segundo os investigadores, poderiam ter sido empregados para dificultar o rastreamento dos recursos.

A Receita Federal informou que a investigação identificou movimentações financeiras suspeitas superiores a R$ 2 bilhões entre 2022 e 2025. O órgão também apontou indícios de utilização de empresas constituídas no exterior para justificar remessas internacionais incompatíveis, em tese, com as atividades econômicas declaradas.

Na primeira fase da operação, o sócio majoritário da empresa, Ernildo Júnior, foi alvo de uma medida cautelar. A casa dele, em Campina Grande, foi um dos 17 alvos de busca e apreensão.

PB Agora

Redação

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