Homem que teve órgão decepado será indiciado por estupro e companheira por lesão

O homem que teve o órgão genital decepado e é suspeito de abusar sexualmente dos filhos da então companheira deverá ser indiciado por estupro de vulnerável em Campina Grande. A informação foi confirmada pelo delegado Heitor Soares, da Delegacia de Infância e Juventude do município, que conduz a investigação do caso.
A mulher suspeita de ter atacado o companheiro após descobrir os supostos abusos também deverá ser indiciada. Segundo o delegado, dois inquéritos policiais foram instaurados para apurar as condutas dos envolvidos.
Já foram ouvidos o homem investigado, a mulher, as duas crianças e outras testemunhas. A Polícia Civil aguarda ainda a conclusão de exames complementares, entre eles laudos de lesão corporal e sexológico, para finalizar as investigações.
De acordo com o delegado, os supostos abusos teriam ocorrido há aproximadamente um ano, mas só chegaram ao conhecimento das mães das crianças neste mês.
A investigação aponta que os crimes aconteciam quando a mãe saía à noite para estudar e deixava os filhos sob os cuidados do companheiro. Conforme o relato obtido pela polícia, o homem utilizava o celular como forma de atrair os meninos e, durante esses momentos, praticava os atos que estão sendo investigados.
A mulher será responsabilizada, segundo a Polícia Civil, pela agressão praticada contra o companheiro após suspeitar dos abusos contra os filhos. O ataque provocou ferimentos graves e perda da função sexual e do órgão genital.
Heitor Soares explicou que a investigação ainda não foi concluída porque os responsáveis aguardam a chegada de laudos periciais que devem ajudar a esclarecer as circunstâncias e dimensionar as lesões sofridas pelo homem.
Os dois investigados permanecem em liberdade. Segundo o delegado, a ausência de prisão preventiva, neste momento, não significa que o caso não terá consequências judiciais.
Em relação à mulher, o delegado afirmou que ela se apresentou voluntariamente, não possui antecedentes e não havia mandado de prisão contra ela. Já em relação ao homem, foi considerada também a existência de uma medida protetiva que impede sua aproximação dos meninos.
O delegado acrescentou que, caso haja descumprimento da medida protetiva ou a mulher volte a praticar alguma conduta criminosa, novas medidas poderão ser adotadas, inclusive a prisão.
PB Agora
