Três são detidos em operações contra homicídio, estupro de vulnerável e foragido em CG e JP

A Polícia Civil da Paraíba realizou, nesta segunda-feira (31), uma série de prisões em Campina Grande e João Pessoa envolvendo investigações de homicídio, estupro de vulnerável e cumprimento de mandado contra um condenado que estava foragido da Justiça.

Em Campina Grande, a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP-CG) prendeu um homem condenado por homicídio qualificado, que estava foragido desde 2014. Ele foi localizado enquanto trabalhava em uma obra no bairro do Cruzeiro e não ofereceu resistência.

Segundo informações judiciais, o homem havia sido condenado a 19 anos de prisão, em regime inicialmente fechado. Havia contra ele um mandado de prisão em aberto em razão de uma falta grave relacionada ao descumprimento das condições impostas durante o cumprimento da pena, o que levou à regressão cautelar de regime.

Após diligências, os policiais conseguiram localizar o condenado. Ele foi levado à sede da DHPP-CG e, depois dos procedimentos legais e das comunicações ao Judiciário e ao Ministério Público, encaminhado ao sistema prisional.

Sobrinho é preso suspeito de matar a própria tia em João Pessoa

Também nesta segunda-feira, a DHPP da Capital cumpriu mandado de prisão contra um homem investigado pela morte da própria tia, de 57 anos, ocorrida no dia 18 de junho, no bairro do Rangel, em João Pessoa.

Inicialmente, o caso havia sido tratado como uma possível morte natural. Durante as investigações, entretanto, os policiais encontraram elementos que levantaram suspeitas sobre as circunstâncias do óbito. A apuração apontou que a vítima teria sido morta por esganadura.

As diligências indicaram o sobrinho como principal suspeito. Segundo a Polícia Civil, após o crime, ele teria tentado encobrir o homicídio para fazer com que a morte parecesse natural.

Com base nas provas reunidas durante a investigação, a Justiça decretou a prisão preventiva. O homem foi localizado e preso pela equipe da DHPP. Durante o interrogatório, conforme a Polícia Civil, ele confessou o crime.

Após os procedimentos policiais, o investigado será encaminhado ao sistema prisional, onde permanecerá à disposição da Justiça.

Homem é preso suspeito de estupro de vulnerável contra criança de 7 anos

Ainda em João Pessoa, a Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra a Infância e a Juventude da Capital (DRCCIJ) cumpriu mandado de prisão preventiva contra um homem investigado por estupro de vulnerável, tendo como vítima uma criança de sete anos.

A investigação começou no dia 24, depois que a mãe da criança procurou a Polícia Civil relatando suspeitas de abusos praticados por uma pessoa próxima e de confiança da família.

Segundo a investigação, a suspeita surgiu após a criança fazer um desenho com conteúdo considerado incompatível com sua idade. Familiares também haviam percebido mudanças de comportamento, incluindo agressividade, apatia e queda no desempenho escolar.

Em ambiente seguro, a criança relatou à mãe os supostos abusos. Conforme as investigações, o suspeito recebia a vítima em sua residência durante alguns finais de semana e, aproveitando-se da relação de confiança, teria praticado reiteradamente atos de natureza sexual.

A Polícia Civil reuniu depoimentos, solicitou exames periciais e coletou outros elementos que fundamentaram o pedido de prisão preventiva. A ordem foi expedida pelo Poder Judiciário na última sexta-feira (28) e cumprida nesta segunda, quando o investigado foi localizado em sua residência, no bairro de Gramame.

Ele foi conduzido à unidade policial e permanece à disposição da Justiça.

Polícia reforça importância das denúncias

A Polícia Civil da Paraíba reforçou a importância da participação de familiares, escolas e profissionais que acompanham crianças e adolescentes na identificação de possíveis situações de violência.

Mudanças repentinas de comportamento e manifestações incomuns devem ser observadas e, quando houver suspeita, comunicadas às autoridades competentes.

Denúncias podem ser feitas de forma anônima pelo Disque-Denúncia 197, da Polícia Civil da Paraíba, ou pelo Disque 100, serviço nacional de proteção aos direitos humanos, disponível 24 horas por dia.

Redação

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