Novos detalhes da Operação Lótus: 29 são presos e Polícia apreende armas e veículo de chacina

A Polícia Civil da Paraíba atualizou, nesta terça-feira (4), os resultados da Operação Lótus, considerada a maior ação de repressão qualificada já realizada no Vale do Paraíba. Até o momento, foram cumpridos 29 mandados de prisão, sendo 19 deles em unidades prisionais.
A operação é conduzida pelo Grupo Tático Especial (GTE) da 9ª Delegacia Seccional de Polícia Civil (DSPC) e pela Unidade de Inteligência Policial (UNINTELPOL), com apoio da Polícia Penal da Paraíba. A investigação resultou na elucidação de 14 homicídios registrados nas cidades de Itabaiana e Pilar.
Além das prisões, foram apreendidas uma submetralhadora e uma pistola calibre .40. Um veículo apontado como utilizado em uma chacina que deixou cinco mortos no dia 1º de março de 2026 também foi localizado e apreendido.
Segundo a Polícia Civil, os crimes investigados estão relacionados a uma disputa territorial entre organizações criminosas que atuam na região. As investigações identificaram a estrutura dos grupos envolvidos e apontaram a participação de suspeitos em diferentes etapas dos crimes, incluindo executores, mandantes e outros integrantes.
A apuração revelou que a onda de violência teve início após uma ruptura entre antigas lideranças de uma organização criminosa. A partir da divisão, dois grupos passaram a disputar o controle da região, provocando uma sequência de confrontos e homicídios.
Delegado Diógenes Fonseca – Titular da 4 SRPC
Durante a operação, também foram realizadas buscas em unidades prisionais, com atuação da Polícia Penal da Paraíba. As ações ocorreram no Complexo de Segurança Máxima PB-1, na Penitenciária Desembargador Sílvio Porto e na Cadeia Pública de Pilar.
A operação mobilizou cerca de 120 policiais, incluindo equipes da 4ª Superintendência Regional de Polícia Civil (4ª SRPC), Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (DRACO), Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), Grupo de Operações Especiais (GOE), Grupamento Tático Aéreo (GTA) e policiais penais da Secretaria de Estado da Administração Penitenciária. O Corpo de Bombeiros Militar e a Polícia Rodoviária Federal também deram apoio à ação.
A Polícia Civil informou que a Operação Lótus reforça o trabalho de inteligência no combate às organizações criminosas e na investigação de crimes contra a vida, buscando responsabilizar os envolvidos e interromper ciclos de violência na região.
O nome da operação faz referência à flor de lótus, símbolo de superação e renascimento, representando, segundo a Polícia Civil, o objetivo de fortalecer a presença do Estado e promover a restauração da paz social.
Redação
