Fã que venceu o câncer pela terceira vez viaja do Rio de Janeiro para ver Pablo no São João de Campina Grande: ‘Um pouco de alívio’


Fã que venceu o câncer pela terceira vez viaja do Rio de Janeiro para ver Pablo no São João de Campina Grande Maria Eduarda Batista / g1 O encerramento do São João 2026 de Campina Grande reuniu milhares de pessoas no Parque do Povo na noite deste domingo (5). Entre elas, estava a carioca Marly Avelino, de 47 anos, que viajou do Rio de Janeiro até Campina Grande para assistir ao show de Pablo. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 PB no WhatsApp Há dois meses, Marly passou por uma cirurgia para retirada da mama após enfrentar, pela terceira vez, um câncer de mama. Durante o tratamento, encontrou nas músicas do cantor uma forma de aliviar a dor e enfrentar as sessões de quimioterapia. Fã que venceu o câncer pela terceira vez viaja do Rio de Janeiro para ver Pablo no São João de Campina Grande Maria Eduarda Batista / g1 “Durante o tratamento, especialmente nas sessões de quimioterapia, as músicas de Pablo foram o que a ajudaram a encontrar um pouco de alívio, fazendo com que ela esquecesse, mesmo que por instantes, toda a tristeza que estava vivendo”, contou a, nora, Geane. Mesmo em recuperação, Marly viajou até Campina Grande para tentar realizar o sonho de ver o artista de perto e tentar uma foto com ele. Antes de subir ao palco, o ‘rei do arrocha’ falou ao g1 sobre a emoção de reunir diferentes gerações por meio da música. Fã que venceu o câncer pela terceira vez viaja do Rio de Janeiro para ver Pablo no São João de Campina Grande Maria Eduarda Batista / g1 “Cantar, passar uma mensagem de amor em forma de canção… A gente abrange todas as idades, todos os públicos. Você vê as crianças, adolescentes, pessoas de maior idade curtindo a minha música, e eu me sinto muito privilegiado. Privilegiado em conseguir, de uma forma direta ou indireta, chegar no coração das pessoas. Eu acho que isso é um dom de levar a música aos corações”, afirmou. Pablo também destacou a responsabilidade de encerrar a programação d’O Maior São João do Mundo. Agora no g1 “Acredito que todos os artistas gostariam muito de estar cantando nesse palco hoje. A gente tem esse privilégio. Então, estou muito feliz em poder voltar aqui e ser tão bem recepcionado, tão bem recebido”, disse. No repertório, Pablo reuniu sucessos que marcaram seus mais de 20 anos de carreira, como ‘Tomara’, ‘E Aí, Bê?’, ‘Quem Ama Não Machuca’, ‘Pecado de Amor’, ‘Agora’ e ‘Bilu Bilu’. Do início ao fim da apresentação, o público, formado por pessoas de diferentes idades, cantou as músicas em coro. Em um dos momentos descontraídos do show, Pablo chamou ao palco seu sósia, Flávio, natural de Campina Grande: “Não esqueça da aula de canto para você quebrar meu galho de vez em quando”, brincou o cantor. Flávio José abre última noite e exalta tradição do forró Fã que venceu o câncer pela terceira vez viaja do Rio de Janeiro para ver Pablo no São João de Campina Grande Maria Eduarda Batista / g1 O cantor e sanfoneiro Flávio José abriu a última noite de shows do São João 2026 de Campina Grande, neste domingo (5), no palco principal do Parque do Povo. Logo no início da apresentação, o artista comentou a eliminação da Seleção Brasileira para a Noruega por 2 a 1, pelas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, em partida disputada em Nova Jersey. “Lá não deu pra gente, não, mas aqui vai dar”, afirmou. Após a brincadeira, Flávio José embalou o público com sucessos que marcaram sua carreira, como ‘A Natureza das Coisas’, ‘Casa da Saudade’, ‘Lembrança de um Beijo’, ‘De Mala e Cuia’, ‘Meu Cenário’, ‘Mensageiro Beija-Flor’ e ‘Tareco e Mariola’. Em coro, os forrozeiros acompanharam praticamente todas as canções. Durante a apresentação, o cantor agradeceu ao público pela oportunidade de participar do encerramento da festa. “A gente tem o orgulho de estar encerrando o maior São João do mundo. Gratidão é a palavra”, disse. Em outro momento do show, Flávio José comentou que sente falta de ver casais dançando forró agarradinhos durante as apresentações. Em seguida, passou o comando do palco para a backing vocal Karla Souza, que interpretou um bloco de músicas românticas para incentivar os pares. “Uma coisa que sinto falta são os casais dançando agarradinhos. Raramente se vê, né? Por falta de incentivo não é”, afirmou. Após o show, em entrevista ao g1, o cantor falou sobre o orgulho de representar a cultura nordestina e preservar o legado de Luiz Gonzaga. “Eu tenho orgulho de ser nordestino e da obra que eu fiz até hoje. Eu tenho certeza que a memória afetiva também traz as crianças, os jovens para curtir o meu trabalho e me dão a certeza de que tudo que eu fiz até hoje valeu a pena”. Flávio José também disse que se considera um seguidor fiel da obra do Rei do Baião. “Eu costumo dizer que sou um seguidor da obra de Luiz Gonzaga, porque ali foi a fonte que a gente bebeu. Foi ele que criou muita coisa e ninguém vai chegar nem perto. Eu tenho orgulho de ser seguidor da obra dele e ser um seguidor fiel.” O artista afirmou ainda que prefere não se enxergar como uma referência, embora reconheça a responsabilidade de manter viva a tradição do forró. “Eu prefiro fazer de conta que não sou, que está tudo bem, que sou igual a todo mundo. A diferença é que eu preservo a cultura, que sou muito radical nesse sentido. Nada me envolve, nem me encanta, modismo nenhum. Vou ficar por aqui porque foi aqui onde eu aprendi. Carrego nos ombros uma responsabilidade muito grande de continuar firme e sendo exemplo para muita gente”. Ao comentar o carinho do público, Flávio José destacou a presença frequente de crianças interessadas em aprender sanfona e seguir seus passos. “As crianças sempre aparecem no camarim, menininhos com a sanfoninha querendo tocar, dizendo que vão aprender. A gente dá força. É pela obra que eu construí, pelas músicas que fui muito feliz em conseguir para o meu repertório e que ainda hoje são um sucesso. Então isso é o que tem dado a força geral”. Rey Vaqueiro encerra a 43ª edição d’O Maior São João do Mundo Fã que venceu o câncer pela terceira vez viaja do Rio de Janeiro para ver Pablo no São João de Campina Grande Maria Eduarda Batista / g1 O encerramento da 43ª edição d’O Maior São João do Mundo ficou por conta do cantor de piseiro Rey Vaqueiro, que subiu ao palco principal às 1h20 desta segunda-feira (6). Esta foi a segunda apresentação do artista no São João de Campina Grande. Antes do show, em coletiva de imprensa, Rey Vaqueiro falou sobre a responsabilidade de encerrar a maior festa junina do país. “É uma responsabilidade grande. Quando a gente fala de um encerramento, a gente fala de um palco por onde já passaram todos os grandes nomes da música brasileira, e ficou aí pra gente encerrar”, afirmou. O cantor também disse viver o momento mais intenso da carreira. Segundo ele, somente no mês de junho foram realizados 57 shows. “Esse tá sendo o momento mais tenso também, porque é uma responsabilidade muito grande. Só no mês de junho foram 57 shows. Nunca tinha pegado um desafio desse. E aí, pelos números, a gente entende que é realmente o ápice da nossa carreira.” Natural de São Paulo, Rey Vaqueiro também revelou quem são suas principais referências na música e citou artistas que o inspiram desde o início da carreira. “[Wesley] Safadão, que é o nosso mentor, que pega realmente na nossa mão e mostra ali pra gente o que pode. Xand Avião, que em pouco tempo de conversa a gente consegue extrair muita coisa pela experiência dele. Henrique e Juliano, Toca do Vale e Dorgival Dantas, pessoas que firmaram a carreira há muitos anos e continuam presentes no mercado”. No repertório, Rey Vaqueiro cantou sucessos de sua carreira como ‘Nome Proibido’, ‘Estrela’, ‘Body Splash’, ‘Bateria Acabou’, ‘Se Ela Me Desse Moral’ e ‘Só Tá Faltando Você’, além de outras músicas que ganharam destaque nas redes sociais.  Na reta final da apresentação, o cantor falou sobre o compromisso de levar alegria ao público, mesmo diante do cansaço. “A gente que leva isso aqui a sério sabe que vocês não têm culpa do cansaço da gente, seja físico ou mental. Muitas vezes acontecem muitas coisas atrás do palco, mas nada disso diz respeito a vocês, porque o compromisso da gente é subir aqui e trazer alegria”, afirmou. Além das três principais atrações da noite, o encerramento também marcou a estreia de Yasmin Sensação no palco principal d’O Maior São João do Mundo. A cantora levou ao Parque do Povo um repertório de arrocha e brega romântico. A noite também foi marcada por tradições da festa. Por volta das 23h, um espetáculo com drones iluminou o céu do Parque do Povo durante cerca de dez minutos. Já à 1h, uma queima de fogos de artifício marcou a despedida da 43ª edição d’O Maior São João do Mundo, antecedendo a apresentação de Rey Vaqueiro. Mais de 3,4 milhões de pessoas passaram pelo Parque do Povo Fã que venceu o câncer pela terceira vez viaja do Rio de Janeiro para ver Pablo no São João de Campina Grande Maria Eduarda Batista / g1 Mais de 3,4 milhões de pessoas passaram pelo Parque do Povo durante a edição 2026 d’O Maior São João do Mundo. Os dados, divulgados pela Prefeitura de Campina Grande e pela Arte Produções na madrugada desta segunda-feira (6), apontam um crescimento de 6,7% em relação ao público registrado em 2025. Em entrevista coletiva, o prefeito Bruno Cunha Lima adiantou algumas novidades para a edição de 2027. Segundo ele, a programação terá intervenções inspiradas na obra de Ariano Suassuna e passará a ocupar também o Teatro Municipal Severino Cabral, que se somará ao Parque do Povo e ao Parque Evaldo Cruz como palco oficial da festa. Ainda de acordo com a Prefeitura, dados preliminares da pesquisa realizada pelo instituto 6Sigma indicam altos índices de aprovação da edição de 2026 entre moradores e turistas. O levantamento completo, assim como os números da movimentação econômica do evento, deverá ser divulgado nos próximos dias. Vídeos mais assistidos do g1 Paraíba
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